Arquivo mensal: Abril 2012

Segunda feira e depois terça…

O mal de sermos sempre campeões é que começa a tornar-se uma rotina e os festejos acabam por cansar. Conclusão: hoje foi dia de pegar novamente no batente, de tornar a pensar nas dificuldades que andam por aí… à solta. Tenho de confessar que não sou economista. Que a minha formação não está relacionada com números, dinheiro, guito… Que também não percebo nada de macro cenários económicos, planos quinquenais e cenas maradas do género. Não é o meu forte. Também, de forte, muito forte, não tenho nada, por isso é que continuo a levar a vida como sempre fiz até aqui… despreocupado e feliz. Já me chega e já me dá muito trabalho! Mas também eu tenho os meus devaneios. Gosto de me armar em Tone e começar a pensar em soluções mirabolantes para os assuntos que nos preocupam. Querem ver uma solução? Bem me parecia que era isso mesmo que queriam… Então é assim: Portugal tem uma das maiores reservas em ouro, a nível mundial e não sou eu que estou a inventar. Estas reservas já vêm do tempo da antiga senhora (os mais novos não devem confundir com uma qualquer minha senhora…) e continuam pelo Banco de Portugal, guardadinhas para o que der e vier… e é essa parte que eu não entendo porque o que de mau que tinha de vir, já veio, o e que vem a seguir ainda vai ser pior… e o ouro lá continua, barra sobre barra… à espera de quê? Porque não pegam na treta do ouro que está guardado e o aplicam no buraco orçamental, continuando as reformas mas poupando a população às dificuldades que está a passar. Outra alternativa seria distribuir o dito cujo, em substituição dos subsídios que tiraram, sob a forma de títulos do tesouro ou qualquer coisa do género… e que só poderiam ser levantados daqui a cinco anos… para que o pessoal ficasse com um pé de meia para fazer face à falta da reforma…

Sei lá, podia ser assim, não?

Porto campeão… mais uma vez!

Nada como acabar o fim de semana com uma excelente notícia: fêcêpê é de novo campeão. Apesar de tudo, das inconstâncias e de algumas más exibições, foram campeões mais uma vez. É de louvar o esforço e a concentração nesta parte final do campeonato, ao contrário das ditas equipas maravilha que claudicaram completamente…

Já se sabe que o fêcêpê é forte por estas bandas… e também já se sabe que vai haver muita apitadela lá para o lado do estádio o que, para além de se estar a tornar um costume, já faz parte da rotina da cidade por esta altura do ano… Se calhar as pessoas que vivem na capital do país acham que é um divertimento muito pobrezinho, andar no carro a apitar, com bandeiras a acenar e pessoas a cantarem a plenos pulmões. Podem achar tudo isso e muito mais, mas o pessoal aqui do Norte ainda gosta mais quando a dor de cotovelo é grande. E depois, o azul é uma cor mesmo bonita…

Pronto, já descarreguei o meu veneno… inofensivo e agora vou ler as baboseiras que se estão a escrever na rede social da moda sobre futebol, gaivotas, orelhas, messias e uma data de personagens que existem para nos fazerem rir.

Portugal é Lisboa, o resto é paisagem…

O futebol não deveria ter a importância que tem. Tanto problema para resolver e o pessoal anda preocupado com o futebol. Se calhar é mesmo necessário que se fale de futebol para não ter que se falar de outras coisas tristes. Mas triste, também o futebol o pode ser, principalmente para aqueles que não ganham nada. Não vou falar do fêcêpê até ao final do campeonato porque… não quero dar azar… tal é a minha confiança na equipa… mas posso sempre falar dos outros, o que tem duas vantagens… a primeira é porque não costumam ganhar e é mais fácil bater no ceguinho… a segunda está relacionada com a primeira porque também me dá um gozo muito especial constatar que mais de meio país anda frustrado e anda a inventar tudo e mais alguma coisa para justificar a sua própria incompetência. É bonito de ser ver.

Ainda ontem pude constatar (sim, eu constato…) que a nova maravilha futebolística de Portugal (um tal de Sbordem…) foi injustiçada e, em bom português, gamada pelo árbitro e se não fosse esse roubo escandaloso… o Sbordem, de certezinha absoluta, que teria ultrapassado esta equipazita espanhola… Os calimeros no seu melhor… Muito sinceramente até gostava que o Sbordem tivesse sido apurado para a final e depois ganhasse o caneco pois sempre era uma equipa portuguesa a ganhar. Não deu, paciência, mas daí a este histerismo todo que se assistiu durante quase duas semanas… valha-me deus… eu vi os dois jogos e não consigo entender como é que o Sbordem não foi goleado, tal foi a superioridade dos bascos, então ontem…

Têm muito para contar…

Nada como uma bela tatuagem no corpo para nos fazer sentir despertos. Pode parecer meio idiota o que acabei de escrever mas, na prática, é assim mesmo que acontece. De cada vez que se vai a uma loja de tatuagens e se sai de lá com mais uma, é um novo degrau mental que se sobe e aquela treta das etapas da nossa vida que ficam para trás… também é verdade…

Se calhar não devia mas… para já…

Há uns dias atrás, durante uma troca de impressões com a minha amiga IWC na rede social da moda, cheguei a uma conclusão que me deixou triste. Dizia-me essa amiga que não entendia porque raio de carga de água ainda não me tinha acontecido nada na dita rede social, uma vez que as imagens do blogue eram um bocadito atrevidotas (que é como eu as classifico) e a censura existe. Tanto existe que ela própria foi repreendida pelos chefões da dita cuja rede social por ter ousado carregar uma fotografia em que apareciam dois corpos entrelaçados, como deus os mandou ao mundo, é certo, mas sem se ver aquilo que tanta gente gosta de ver e que eu tanto gosto de mostrar… por fotografia, é claro… Eu vi a tal fotografia e fiquei de boca aberta, era realmente para meninos de coro… e não consigo perceber o porquê das fotografias do meu blogue passarem incólumes…

Tudo isto me levou a passar para um patamar diferente. Levou-me a questionar a importância da rede social da moda na minha vida. Ora não sendo eu um verdadeiro adicto, que não perde tempo em chates ou a tentar impressionar a minha lista de amigos,  poderia facilmente correr o risco de continuar a publicar o que me vai na veneta e ficar à espera até ser banido. Mas acontece que até eu, sim eu, não sou perfeito… e gosto de ter o meu cantinho na dita rede social da moda. Digo isto porque o raio da rede social é uma forma muito fácil e prática de contactar com pessoas que eu estimo e que, doutra forma, se tornaria muito mais difícil de manter o contacto. É um pouco elementar, mas acontece com mais frequência do que possamos imaginar.

Dito isto, só queria mesmo comunicar que a partir de hoje, sempre que publicar no blogue farei apenas uma referência a tal na rede social da moda para assim não permitir veleidades a um qualquer acéfalo que esteja sem mais nada com que se preocupar e decida que tem de me chatear.

Há gente preocupada…

Eu até que tenho evitado vir aqui mandar umas postas de pescada sobre o futebol nacional mas hoje, ao ler a primeira página de um dos jornais mais vendidos cá no burgo, consigo perceber que o mais importante para o país desportivo é a vitória do Real Madrid sobre o Barcelona. Isso sim, é importante. O Facto do fêcêpê ter dado mais um passito rumo ao título não interessa nada ou melhor, só deve interessar mesmo é a atrasados mentais. Tenho pena de continuarmos com este jornalismo pobrezinho e pequenino… mas é uma questão de hábito… e os adeptos do fêcêpê têm bons hábitos… Já agora, será que isto se passou em Portugal? Ouviram falar do assunto?

CMP – Quando é que aquela besta se vai embora?

Esta cena da escola intervencionada aqui no Porto, ou seja lá qual for o termo certo, tem-me incomodado. A  mim não me interessa nada quem tem razão. Se é uma cena de uma renda de trinta euros que uns não querem pagar ou se é um pretexto para acabar com o projecto. Quero mais é que se entendam como gente civilizada. O que não é o caso. Andou tudo à batatada, deram cabo de tudo e agora sobra… nada! Eu não acho bonito. Eu não conheço os responsáveis pelo projecto mas tenho anos suficientes para perceber que o presidente da Câmara do Porto não é boa rês. Quando os responsáveis não são de confiança, quem se mete em projectos deste género tem de saber lidar com eles. O presidente da Câmara do Porto é uma pessoa de lápis atrás da orelha e livro de merceeiro debaixo do braço. Para mim está ao nível do nosso presidente da República ou seja, não tem nível nenhum. É um mesquinho que sabe fazer contas de cabeça, da frente para trás e de trás para a frente. Não tem horizontes para além do livro dos calotes. Também não é de estranhar vindo de um personagem que aposta praticamente todo o orçamento camarário, no que às actividades culturais diz respeito, numa corrida de automóveis… só porque é um confesso admirador de carros de corridas antigos…

Não é que eu ache que não se devia fazer o raio das corridas, mas querer que o Porto fique conhecido à viva força pelas corridas de automóveis… está ao mesmo nível que a Câmara de Chaves, que mandou fazer um campo para se praticar futebol de praia…

Mas voltando ao assunto, acho que a carga policial foi excessiva. Também percebo que aquelas pessoas não devem ter facilitado nada o trabalho das autoridades mas dar umas bordoadas com aquela intensidade… magoa… e depois, depois, destruíram tudo o que estava lá dentro, que foi feito pelas pessoas que frequentavam a escola… e isso é imperdoável.

Pour toi, mon amour!

Volta e meia regresso às origens. Como é bom de ver, às minhas origens. Não poderiam ser outras. Redundante, portanto. Mas não interessa nada. Gosto de regressar às minhas origens. É uma cena mental que me assiste. Gosto de viajar por épocas da minha vida. Umas mais felizes do que outras. Todas vividas com muita intensidade, como deve ser. Aliás, não sei viver sem intensidade. Pode parecer que não. Que sou muito calmo e que não se passa nada na minha cabeça (e ainda bem que consigo passar essa imagem…) mas na realidade, bem lá no fundo deste ser humano (como tantos outros seres humanos) vivo tudo com muita intensidade. Pelo número de vezes que a palavra intensidade já apareceu dá para perceber que é tudo uma questão de intensidade. Quem nunca sentiu intensidade na altura em que declara o seu amor? Quem nunca sentiu intensidade quando une, de uma forma ou outra, o seu orgão sexual num outro qualquer? Quem nunca sentiu intensidade quando chega a hora máxima do prazer? Quem nunca sentiu intensidade quando está perdido e tudo parece complicado? Quem nunca sentiu… quando… tudo… mais… ? É bom sentir, sentir com intensidade, para o bem e para o mal, literalmente, porque é sinal que estamos a viver, a viver a nossa vida, tal e qual ela é.

De vários tamanhos e feitios.

Nem sei como me fui lembrar disto, mas aqui vai. Acho que todas as cidades deveriam ter um local onde as pessoas pudessem enfiar um aloquete. Um aloquete de amor. A última vez que vi uma cena destas foi, se não estou em erro, na Plaza Mayor, de Madrid. Achei muito engraçado ver tantos aloquetes enfiados numa estrutura própria (penso que era quadrangular), fechados e só as pessoas que lá os puseram é que têm as ditas cujas que os abrem. É como uma fonte do amor, versão citadina e industrial… mas que não deixa de nos tocar o coração.

Dava pano para mangas… mas fica para outra altura…

Estava aqui entretido a ver umas páginas na internet, como sempre faço quando está um dia ranhoso como o de hoje, quando de caras com o título de um livro, que agora não interessa nada, que era sobre “eu, tu e… deus”. Isto é muito estranho. O resumo do livro dizia o seguinte: “Conjunto de artigos sobre espiritualidade conjugal e familiar e sobre experiências de fé”. Para além dos dois iiisss, em que um deles está a mais, o que quer esta treta dizer? Nunca ouvi falar de espiritualidade conjugal e familiar. Sinceramente, nunca ouvi falar. Na parte das experiências de fé, confesso que a expressão não me é de todo desconhecida… mas continuo a tentar perceber qual é a relação entre ambas… será que estou em falta? Será que a minha rica senhora estará a sentir falta de uma certa espiritualidade conjugal? Não gosto nada de estar em falta com ela… É por causa destas e de outras que hoje, para além deste livro, também andei a fazer umas pesquisas de uns filmes sobre novas posições e técnicas, para que não lhe falte mesmo nada… é que não gosto nada…

Vai uma apostinha?

Num instantinho se pode constatar que uma conta do facebook pode ficar suspensa… por motivos de segurança. Já é a segunda vez que isto me acontece. É realmente uma sensação estranha não poder escrever nada no raio da rede social da moda. Por outro lado, fica-se com mais tempo para ver outro tipo de coisas ou para dormir, descansar, ler e lanchar convenientemente. É uma grande vantagem. Também quero crer que este post vai ser lido apenas por metade das pessoas pois os amigos do facebook estão habituadinhos a não terem muito trabalho à procura de novidades já que aparecem escarrapachadas nas suas páginas. E de uma coisa podem estar certos: o post também não é lá grande coisa por isso não perdem nada de especial… se calhar, só perdem mesmo é a bela da fotografia… É a vidinha.

PS. Já agora, quem se der ao trabalho de deixar um comentário de “presente à chamada” ganha um doce!