Arquivo mensal: Maio 2012

Que dia!

Que belo dia, passado na praia, a descansar e a pôr a leitura em ordem. Só faltou mesmo foi o jantar ter sido fora de portas… mas melhores dias virão. Estou cansado. Com um escaldão daqueles… e acho que vou cair direitinho na cama e dormir… a não ser que a minha rica senhora queira cumbersa…

Logo pela manhãzinha…

Quem está a trabalhar, que me desculpe mas eu vou para a praia. Hoje não vou ter alunos porque foram para estágio e também não é dia de os ir visitar ao local de estágio, por isso e mais algumas razões, vou aproveitar para refrescar as ideias. Ainda por cima vou estar incontactável porque perdi o pin e o puk do raio do cartão do telelé. Fui.

Post ordinário e filho da puta (ninguém é obrigado a ler!).

Há dias em que é muito fácil perder a cabeça. Basta um pequeno pormenor para que qualquer coisa má no cérebro possa disparar. Hoje estou assim. Felizmente o dia está a acabar… mas ainda não acabou. Fiz um esforço enorme para me controlar durante todo o dia. Não peguei na mota para não acelerar e não me espetar contra uma árvore. Tive uma reunião em que não abri a boca para não desatar a resmungar com tudo e com todos. Almocei descansado. Fui tomar uma bebida alcoólica a um bar à beira mar, para relaxar um pouco, e o ambiente era de engate e milas boas e mais gajos com as hormonas aos saltos. Foda-se. Nem na merda do bar estive descansado e ainda por cima a bebida foi mínima e nunca mais me apanham lá. Chego a casa e mal tenho um pouco de sossego, acaba-se. São crianças, é a minha rica senhora, é uma puta de uma confusão que me apetece desaparecer. Mas ainda há o banho das crianças, o jantar, a sopa das minhocas, a ração que é preciso dar à vez aos canitos. Canseira do caralho, que já não se aguenta. E amanhã… tudo de novo…

Saiu isto, mas não era para sair, pronto!

Quando eu era pequenino, os dias pareciam muito compridos, com uma cor tranquila. Essa é a imagem que eu tenho guardada da minha infância… muita brincadeira na rua, até muito tarde, depois seguia para casa, tomava banho, jantava e ia para a cama derreado, com vontade de dormir mas preenchido. Hoje é diferente. As crianças não brincam na rua. É uma pena. Não são piores nem melhores, são crianças diferentes. Eu não me lembro que existisse um parque infantil que fosse… as silvas, as árvores, o milho e um lado rural do Porto marcaram a minha infância. Ia a pé para a escola primária, com a pasta de couro na mão, com o lanche lá dentro (o pão com banana ou então com marmelada… era um clássico…) que me deixou o cheiro gravado na minha memória até hoje… aquela mistura da banana com o lápis afiado e o couro da pasta… inesquecível!

E agora olho para estas crianças… e nem sei o que dizer… sinto uma dificuldade enorme em acompanhar os ciclos desta miudagem… e sou professor, ou seja, lido diariamente com eles… mas mesmo assim… a minha música é diferente da deles, o meu discurso é diferente do deles, gosto de coisas totalmente diferentes das deles… é tudo tão diferente… ohbalhamedeus…

Se calhar é por ser segunda feira…

Escrever à pressa, antes de ir buscar as minhocas à escola, tem coisas boas. Uma delas é não andar com tretas e meias tretas. Como não há muito tempo segue-se a direito, para o que interessa. E o que me interessa, neste momento, é dar conta do meu cansaço em lidar com assuntos sérios. Traduzindo: estou cansado de ter de lidar com a minha imagem. Cansei-me de ter que parecer isto e aquilo. Cansei-me de ter que ser compreensivo com toda a gente. Cansei-me pronto. Não tenho paciência para continuar a ter que ouvir coisas e assuntos que não me interessam nem um bocadinho. Outra coisa de que me cansei foi esta minha mania de pôr tipas nuas nos textos. Tipas com as coxas a entrarem pelos olhos dentro. Os rabos das tipas enormes.Seios que não lembram ao diabo. Tipas depiladas e sem um único pêlo no corpo. Tipas em posições difíceis de concretizar… pelo menos para tipos com a minha idade… Estou farto de ver tipas assim. De hoje em diante e por estes dias quentes que se avizinham apenas vou colocar aqui fotografias de tipas com tudo aquilo que me cansa mas também têm de estar tatuadas. Dá-me uma sensação de respirar ar fresco…

Selecção nacional de futebol… putas e vinho verde…

Falando em números, há números que me chocam. O da estadia da selecção nacional de futebol é um deles. É um número exorbitante :33.174 euros por dia, só no hotel… imaginem quanto não vão gastar em copos e forrobodó… pelo menos é o que costuma acontecer… Está bem, eu sei, estou a misturar as contas da federação com o dinheiro de bolso que os seleccionados recebem  só por lá estarem… por dia… que é para os meninos comprarem umas lembranças… em carne e osso…

Tirando este lado da bandalheira que costuma acontecer nestas concentrações de atletas que jogam futebol… o assunto das despesas é um assunto sério. Como é possível Portugal ser o país que mais dinheiro vai gastar em estadia, nesta primeira fase de grupos?  Não se percebe como é que isto pode acontecer e ninguém fica escandalizado? Os jornais deveriam estar a massacrar os dirigentes que permitiram que tal anormalidade acontecesse mas… onde estão eles? A bajular os tais atletas que praticam uma modalidade chamada futebol… a fazerem reportagens com todos os meios sobre as viaturas com que os ditos atletas usam para se deslocarem até aos treinos… tudo muito interessante… para quem é… interessante!

Não para perceber como é que estes gastos são permitidos, num país que atravessa sérias dificuldades, onde grande parte da população passa por momentos aflitivos, sem dinheiro para pagar as necessidades mais básicas. Como é que isto é possível? Também tenho a certeza de que antes de partirem para o resort de luxo, a comitiva toda vai ser recebida ou pelo mestre Silva ou pelo chefe Coelho e ainda estou para ver alguém a dizer seja o que for sobre o assunto… adorava… mas vão todos desejar muita sorte… que é um orgulho termos jogadores assim e assado… a treta do costume!

A nossa sorte é que vamos ser eliminados logo na fase de grupos, pedimos a conta do hotel e vimos direitinhos para casa. É que se passássemos a fase de grupos, pelo andar da carruagem iríamos, com toda a certeza, para um outro resort, ainda mais luxuoso, porque os tais atletas que defendem as cores do país e recebem uma diária por o fazerem, precisam de descanso, tranquilidade e motivos para gastarem o guito da diária.

Ficamos felizes e tranquilos.

As coisas são como são. Ter filhos é uma das coisas boas da vida. Há outras coisas que também são boas, para além de ter filhos, ohh se há… E também há muita gente que não tendo filhos consegue ter tudo de bom da vida. Mas a minha realidade é outra e quem também tem filhos sabe do que é que eu estou a falar. Acabamos por viver intensamente a vida dos nossos filhos, para o bem e para o mal, como se costuma dizer. Felizmente que as alegrias são em número consideravelmente maior do que as tristezas. Enquanto as crianças são isso mesmo, crianças, podemos e devemos olhar e cuidar delas no sentido de lhes proporcionarmos um crescimento saudável e feliz. Não vale muito a pena fazermos grandes filmes sobre alguns valôres que achamos essenciais transmitirmos porque se não formos inteligentes não os vamos conseguir fazer passar… porque a vida fora da esfera familiar é muito diversa e tentadora… e na minha opinião, a maior preocupação que tenho é mesmo que sejam educadas, respeitadoras dos outros e que tenham alegria de viver. Chega-me. E chega-me porque sei que não sou perfeito e elas também não o vão ser… nem que a vaca tussa…

E este lamiré todo para dizer que hoje tive uma excelente notícia no que diz respeito à saúde da minha minhoca mais velha. Quando estávamos na expectativa de vermos o filme todo a repetir-se… eis que o problema não chega a ser problema e a Rita Vanina do nosso contentamento não vai precisar de fazer nada de especial para continuar a crescer cheia de vontade e alegria.

Daqui a pouco regresso…

Então, começa assim a tarde. A ouvir uma musiquinha, para acordar o tico e o teco. Depois de acordados, o tico e o teco pensam na vida. A vida é uma cena em que todos nós temos de pensar. Não, não é um exclusivo do tico e do teco. Mas, pronto, vá lá, o tico e o teco também pensam na vida (verdadeira explicação à tico e teco… complicadinha…). No meio destas explicações todas… já não sei o que ia dizer e já nem me lembro do… tico?… teco?… ohbalhamedeus…

Glups, que coisa forte…

Eu gosto de tatuagens. Não é novidade para ninguém que, para além de gostar de tatuagens, também adorava ter mais umas tantas espalhadas por este belo corpinho… As fotografias destas tatuagens que se seguem são do outro mundo. São trabalhos hiper realistas de um senhor venezuelano, que se chama Yomico Moreno, e imagino o que será olhar para uma pessoa que tenha estas tatuagens gravadas… no mínimo, deve ser assustador.

Para ser sincero, adorava ter uma tatuagem feita por este senhor, mas com uma temática completamente diferente, que não tenha nada que ver com a agressividade que estas imagens demonstram. Agora, um trabalho hiper realista, gravado no corpo… é o sonho de qualquer amante de tatuagens que deambule por esse mundo fora…

Desabafo, enviado pelo meu amigo F.R.

Na fila do supermercado, o homem da caixa diz a uma senhora idosa:
– A senhora deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não são amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
– Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
– Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente!
– Você tem razão – responde a senhora idosa – a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava-as de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de as tornar a utilizar, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos de caminhar dois quarteirões.
Mas você tem razão. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Naquele tempo, as fraldas dos bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 2200 Wts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos uma televisão ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha um ecrã do tamanho de um lenço, não um ecrã do tamanho de um estádio; que depois será descartado, e como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo à mão porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para enviar pelo correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico com bolhas ou pellets de plástico que duram quinhentos anos para se degradarem. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário e natural, e não precisávamos de ir a um ginásio e usarmáquinas para fazer de conta que caminhamos e que também funcionam a electricidade. Preferíamos caminhar na cidade ou no campo.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora envenenam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas (afiáveis), e agora deitamos fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lâmina deixou de cortar.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam oautocarro e os meninos iam de bicicleta ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe ou o pai como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos apenas uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é engraçado que a actual geração fale tanto no meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?