Arquivo mensal: Junho 2012

Acontece frequentemente e é uma pena…

Todos os anos, a história se repete. A época de exames vem sempre acompanhada… de vigilâncias. Estar dentro de uma sala de aula, de pé, durante pelo menos duas horas e meia, sem poder ler ou trabalhar, é uma daquelas experiências que não são mesmo nada recomendáveis. Não é que seja a pior experiência ou o fim do mundo, porque não é e há coisas bem piores nesta vida, mas que é uma valente e monumental seca, lá isso é.

No meu caso, existe ainda um factor que me deixa mais desesperado. É que durante as ditas cujas duas horas e meia, vou pensando (que é a única que me é permitido fazer) em diversos assuntos, muitos dos quais gostava de vir aqui escrever umas bacoradas. Acontece que, não podendo sequer escrever, não tiro apontamentos para mais tarde recordar e as ideias vão fluindo e desaparecendo exactamente com a mesma velocidade…

Gostava deles… mas também… não é nada de grave…

Perdi os meus óculos escuros. Pela primeira vez na minha vida, perdi um objecto pessoal. Não passava de um objecto, apenas um objecto como tantos outros, mas gostava deles e não estou habituado a perder as minhas coisas. E o mais preocupante é que nem sequer faço a mínima ideia onde os poderei ter perdido, nem como. Varreu-se-me completamente da cabeça o rasto do raio dos óculos. Esta semana que se aproxima a passos largos também vai ser muito cansativa e espero que não me aconteçam mais coisas destas. Não é por nada, mas não gosto!

Até parece que vi a luz… fica tudo tão… diferente!

Tenho de confessar que alguma coisa estava mal. Estava-me, a mim, portanto, a parecer que a vida estava pouco intensa. Não estava a perceber. Eu aqui cheio de emoção, cheio de vontade de viver a vida com intensidade e… nada! Não era bem, nada. Era mais qualquer coisa. Porque nada… vou ali e venho já. Também estar para aqui a dizer… não bate a bota com a perdigota… fica com um ar muito fraquinho. Não era bem… nada disso! Era apenas o volume dos phones que estava no mínimo…

A minha vida está em alta!

Alta, pode ser tudo aquilo que nós quiserrmos, até pode ser com um erre a mais, não importa. Alta é importante. Alta tem um sabor que nos deixa aflitos. Aflitos por sabermos que podemos perder o paladar.

Alta! Alta tem tantas aplicações. Alta, pode ser uma mulher. Mas a mulher também pode ser baixa que não deixa de poder ser… alta.

Alta! Alta é a vertigem, a vertigem da vida.

Alta! Alta é a minha mulher!

São curiosidades, é o que é!

É que nem consigo encontrar, sequer, uma justificação para tantas visitas. É verdade. O número de visitantes deste estaminé bateu todos os recordes possíveis e imaginários. Porquê? Mistério… Tenho andado sem tempo e sem cabeça para vir aqui escrever e deparo-me com estas surpresas. Será que são saudades? Saudades que têm de mim?… seria pedir muito… mas acho mesmo que não se trata de nada disso. Também não consigo explicar do que é que se trata!

Dava jeito… mas…

É de mim ou está tudo a perder a cabeça? Há pessoal a desatar aos tiros por dá cá aquela palha. Porquê? Para quê? A vida é para ser celebrada (é um termo de padreco…) de todas as maneiras e quando a maneira é a mais difícil, também devemos olhar para ela com os olhos de quem vê uma oportunidade… (pareço o primeiro aldrabão do país a falar…). Passando por cima da comparação, eu não quero acreditar que esta sucessão de tiros que tem abalado o país está relacionada com a falta de dinheiro. Não pode ser. Não é razão suficiente. Eu falo por mim. Deixei de fazer uma data de coisas e vou continuar a viver sem as fazer. Muito provavelmente irei ainda deixar de fazer mais coisas. Vou voltar aos meus tempos de juventude, em que não tinha um tostão, em que não conseguia comprar nada mas era feliz na mesma. Estava muito tempo com as pessoas de quem gostava. Falava-se muito, ria-se muito e assobiava muito, para o ar! Eram tempos diferentes mas hoje revejo-os numa perspectiva muito saudável, muito menos consumista e mais fraterna (tinha de vir outro termo à padreco…). Além disso, tudo era ao ar livre. Assim espero que venha a ser esta espécie de verão… passado ao ar livre, com as minhocas a rabiarem. De qualquer maneira, no próximo dia vinte e dois vou ficar triste quando, pela primeira vez desde que trabalho, não receber o subsídio de férias.

Se calhar alguém consegue!

Enquanto ouço Barry White, em modo on, vou pensando na vida. O trabalho já era. Amanhã logo se verá. Agora tenho de pensar na vida. Só tenho esta e por isso tenho de pensar nela. Só ter esta, é uma forma de expressão. Queria antes dizer que estou a viver esta  vida e, como tal, tenho de a pensar para a viver em total plenitude.

Assim, até parece um assunto muito sério, mas não é! A vida das pessoas, apesar de ser importante, não deve ser encarada de uma forma tão… formal? Quando pensamos na nossa vida, acabamos por ser tão sérios? Quando estamos perante outras pessoas, esforçamo-nos por parecer tão convincentes? Quando nos questionam, acabamos sempre por querer dar uma imagem de quem não tem medo? E tudo isto para quê? Alguém consegue explicar esta necessidade que as pessoas sentem de se protegerem? De mostrarem que possuem aquele bocadinho assim? Eu não consigo!