António Botto.

Balofas carnes de

balofas tetas

caem aos montões

em duas mamas pretas

chocalhos velhos a

bater na pança

e a puta dança

 

Flácidas bimbas sem

expressão nem graça

restos mortais de uma

cusada escassa

a quem do cu só lhe

ficou cagança

e a puta dança

 

A ver se caça com

disfarce um chato

coça na cona e vai

rompendo o fato

até que o chato

de morder se cansa

e a puta dança

 

Os calos velhos com

sapatos novos

fazem-na andar como

quem pisa ovos

pisando o par de cada

vez que avança

e a puta dança

 

Julga-se virgem de

compridas tranças

mas se um cabrito

de cornadas mansas

abre a carteira e

generoso acode

a PUTA FODE.

 

in Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica.

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