Arquivo mensal: Outubro 2012

Haja sossego!

Acabado o trabalho, chegou a hora de não pensar em nada. Também não pensar em nada é um pouco demais. Digamos que vou deixar de pensar em aborrecimentos, para não dizer chatices. As minhocas andam lá fora, na rua, em grupo, a pedir doces à porta das casas. Não sei como está a correr mas palpita-me que não vão ter sorte nenhuma. Não há tradição e parece-me que não vai haver tão cedo…

Entretanto a minha rica senhora foi para a hidro-bike, queimar neurónios, enrijecer as carnes e espairecer… e eu, aqui em casa, sossegadinho, no silêncio. Já tinha saudades de chegar a esta hora e não ser a confusão que costuma acontecer por estas bandas, com banhos, jantar, cães com fome e telejornal pelo meio…

PS. Acabadinho de escrever e eis que batem à porta as minhocas. Vieram cheias de doçaria e a minha alma ficou parva. A generosidade das pessoas para com as crianças é uma cena muito simpática e genuína. Estavam radiantes com a experiência.

Autêntica besta! (o lobito não tem culpa)

Nesta altura tão complicada, em que o país vive numa crise sem precedentes, há umas bestas que mandam uns bitaites sem o mínimo cuidado. Cuidado, para não ferirem susceptibilidades, cuidado porque são figuras públicas e as suas afirmações podem ter consequências devastadoras. Eu também gosto de mandar os meus bitaites e, se calhar, também posso ser uma bela besta no que digo e penso, mas quem sou eu? Apenas mais uma pessoa, completamente desconhecida e que não influencia em rigorosamente nada a vida dos portugueses. E quem é a besta? Nada mais do que o presidente de um banco português, um tal de Fernando qualquer coisa impronunciável (tipo… alemão…) que, do alto do seu miserável ordenado mensal, mais ajudas de custo, quando questionado sobre se a austeridade não estaria em níveis insuportáveis e se o país aguentaria mais, afirmou “O país aguenta mais austeridade?… Ai aguenta, aguenta”. O que chocou, foi a forma aguerrida como  o disse, como se fizesse profissão de fé e foi de uma prepotência que espelha bem a sua forma de estar na vida. Nunca deve ter passado por dificuldades na sua vida, e ainda bem, mas quem está a passar por dificuldades deve sentir uma grande revolta por pessoas destas estarem à frente da linha do poder. Não é uma questão de hipocrisia. É uma questão de respeito, neste caso, pelos mais fracos. Claro que se pode sempre dizer que as palavras ficam com quem as pronuncia… mas quando são palavras incendiárias… a coisa pode dar para o torto.

Post compostinho.

Depois de um verão muito concorrido em termos de leituras, eis-me parado, completamente inerte e sem conseguir pegar num livro. Eu acho que sei porquê. Acho mesmo que estou a queimar os últimos cartuchos no tempo que perco em frente ao computador. Datas importantes se aproximam, que me levam a estar por perto dos acontecimentos e até lá não vou ter tempo nem vontade para voltar a ler. Aliás, tenho saudades de um bom livro. E já sei o que vou ler: A queda dos gigantes, de Ken Follett. Não é por acaso que o homem está na moda… é que escreve muito bem.

Não tenho pachorra!

A dita comunicação social tem um poder muito grande. Pode influenciar opiniões, derrubar presidentes e até os eleger, se estiver para aí virada e tirar proveito disso mesmo. É uma classe profissional como outra qualquer. Tem bons e maus profissionais. A diferença está em que nunca dão destaque aos maus profissionais. Não fazem notícia com um tema desses…  pelo menos eu nunca vi ou li qualquer reportagem sobre o mau jornalismo que se consegue fazer em Portugal. Eu é mais bolos, os jornalistas é mais fazerem reportagens sobre o bom jornalismo que se faz por cá. Eu percebo que seja legítimo e natural que só se dê ênfase às coisas positivas. Venho eu com toda esta treta porque há uns dias atrás houve greve da Lusa e do Público, contra despedimentos e cortes. Aquilo atingiu uma proporção de calamidade nacional, que às tantas já se falava num verdadeiro atentado à liberdade de imprensa… Como é evidente, não posso ficar contente com um despedimento sequer, seja ele em que área for, pois é mais uma pessoa, uma família, que vai sentir dificuldades para se conseguir manter à tona. Mas estes senhores jornalistas não são mais do que os milhares de outros profissionais, de outras actividades, que diariamente são despedidos. Numa altura em que o povo português está contra esta classe política que nos tem governado ao longo de tantos e tantos anos, onde é que está o verdadeiro trabalho jornalístico de investigação? Onde é que está o dedo na ferida? Onde é que está o ser inconveniente para com o poder? Não está e não se vê! Os tempos não estão para isso. Há que conservar o emprego. Também percebo, mas não se arroguem em perseguidos nem julguem que são portadores de honestidade moral e ética acima de qualquer outro português.

Quem vai à guerra dá e leva!

Segundo dia de Champix. Aceleração máxima. Cada minuto gira a uma velocidade desconcertante. Os químicos são uma coisa danada. Danada de boa. Estou a fumar mais porque a vida também está a correr mais depressa. É um pouco contraditório que tal suceda pois o objectivo é deixar mesmo de fumar… mas já da outra vez foi assim… fumar, fumar, fumar, até ao enjoo final… Tenho mesmo de ganhar juízo e deixar-me destas andanças. Este pobre corpo já não aguenta tanta emoção…

Nova corrida, nova viagem (título repetido…).

Ainda na ressaca dos festejos de ontem, pela estrondosa vitória da gaivota mais maior grande à face da terra, acordei com vistas para um futuro risonho. Tomei o meu leitinho gelado, fiz um café e tomei a primeira pastilha de Champix. Sim, vou iniciar o tratamento para deixar de fumar… novamente. Estive dez meses sem fumar e recomecei em Agosto. Uma verdadeira estupidez. Mas estou cansado dos cigarros. Perdi qualidade de vida e não quero continuar assim. O curioso é que ao fumar o primeiro cigarro de hoje já me soube mal, fiquei com aquele sabor que me levou a deixar de fumar da última vez. É bom sinal.

Post pequeno sobre paspalhices.

Pode ser considerado muito triste. Admito que sim. Mas eu não quero saber daquilo que é considerado. Nem de quem considera. Eu gosto e pronto! E de que é que eu gosto? Gosto de andar a ler as paspalhices que se escrevem na rede social da moda. Mas não me fico por aqui. Também gosto de escrever paspalhices. São as minhas paspalhices. Tenho um carinho muito especial pelas minhas paspalhices. Não me perguntem porque é que eu sinto um especial carinho pelas minhas paspalhices. Não sei explicar. Sei que as sinto como sendo muito especiais. São as minhas paspalhices. As dos outros também são giras… mas são só isso, giras.