Arquivo mensal: Novembro 2012

Quem sabe?

Ainda não percebi lá muito bem como é que tal sucede. O quê? A minha mania de me lembrar, sempre que se aproxima a época natalícia, de dois produtos feitos em Itália. O panetone e o Fiat Panda. São duas cenas diferentes, eu sei, mas que fazem parte do meu universo fantástico… O panetone é uma perdição e vou comendo uns atrás dos outros, sempre que o guito o permite. Já o Fiat Panda, não passa de um sonho, de um sonho que me persegue há muito tempo… nunca pus este belo rabinho num assento de um Panda e muito menos conduzi um… mas fico sempre de olhos em bico quando vejo um belo Panda a passar por mim. Não consigo perceber o que se passa comigo. Imagino-me sempre dentro de um Panda, a conduzir que nem um taxista, com o braço de fora e a assobiar. Pode ser que um dia tenha mais sorte na vida e consiga comprar um.

Vanina, a Estrelinha do Mar, chegou a Lisboa.

Pois é verdade! Vanina, a Estrelinha do Mar, foi navegando, navegando, navegando, até que chegou a Lisboa, a capital deste país, à beira mar plantado… Cá, por terras nortenhas, tem sido um sucesso (à escala do nosso bairro..) e a minha rica senhora anda radiante com todo o carinho que tem recebido das pessoas que leram a sua história (eu também ando nas nuvens…). “Foi” uma aventura que “está” a valer a pena “ser” vivida.

Então é assim: para todos os incondicionais admiradores da Vanina, a Estrelinha do Mar, residentes em Lisboa e arredores, que queiram adquirir o livro, podem deslocar-se às seguinte livrarias: Barata, Pó dos Livros, Ler Devagar, Letraria, Livraria da Faculdade de Letras, Livraria do Museu das Comunicações e, para finalizar, Livraria Sá da Costa.

E pronto, era só mesmo para avisar.

Não fazia a mínima ideia que tal pudesse suceder!

Não sou muito dado a dias disto e dias daquilo, do género dia mundial de qualquer coisa… porque se existem dias específicos, para mim é a mesma coisa do que passar um atestado de incapacidade e inferioridade ao objecto da dita comemoração em si… dá-me sempre a sensação de que são uns pobres coitados e isso aborrece-me porque não acho nada disso. Mas adiante. Percebo que existam dias disto e daquilo menos chocantes para mim mas que são chocantes pelo que evidenciam. Mais concretamente. Hoje é o dia da APAV. Claro que a designação não é essa mas também não interessa. O que interessa é a violência que continua ser exercida por seres humanos contra outros seres humanos, muito especialmente as mulheres. É um problema horroroso e por demais discutido em vários sectores da sociedade portuguesa e, penso eu, já foram dados muitos passos importantes para acabar com este flagelo.  No entanto, é um trabalho sem fim e enquanto houver alguém a ser vítima de violência doméstica justifica-se plenamente todo o apoio que puder ser proporcionado. Os tempos estão difíceis e os apoios também se vão ressentir disso mesmo. Os recursos do estado devem ser racionalizados, disso já ninguém tem dúvidas, por isso podiam acabar com a pensão de sobrevivência que a maior parte dos maridos que assassinam as suas mulheres requisitam ao estado por terem ficado… viúvos. Eu reconheço que desconhecia em absoluto que esta situação, não diria caricata porque é muito triste, pudesse acontecer mas, pelos vistos, acontece frequentemente. Como é possível que uma besta, que não tem outro nome, assassine uma mulher só porque ela não faz aquilo que ele quer e depois ainda tenha direito a ficar com o tal subsídio ou com a reforma da mulher que acabou de matar… Vivemos num país de loucos e insensatos, é o que é!

Outro post que mais valia…

Tentando, não! Fazendo um esforço para não pensar que estou no meio de uma festa de pijama, ponho-me a pensar noutros assuntos. Em assuntos de homem… bem, de homem, homem, não será bem. É mais de ser humano. Abrangente, portanto. Estava mesmo a pensar no amor. Na capacidade que o ser humano tem de amar. E por falar em amor… só consigo dizer o que toda a gente teima em dizer: o amor é bonito! Quem disser o contrário está a mentir com todos os dentinhos que tiver na boca. Claro que o amor é bonito. Não há outra designação possível. Não há outra outra designação que seja tão abrangente…

Enquanto penso no quão bonito é o amor, vou ouvindo diversos sheiks, em múltiplos de dois, mas um de cada vez para não ficar baralhado. É uma táctica que fui aperfeiçoando ao longo da minha existência, principalmente quando só tenho mesmo um brandymel manhoso para acompanhar alguns momentos da minha vida em que necessito de pensar nela… a minha vida.

Isto tudo porque sou complicadinho. Se fosse rapaz para ser arejado… já tinha ido directamente ao assunto… assim sendo, tenho mesmo que me expressar com uma data de disparates, daqueles que não lembram à quadra que vamos atravessar. A minha rica senhora acaba de entrar no escritório e, por conseguinte, ainda fico mais baralhado. Sinto que estou a divagar sobre o amor à sua revelia… mas não estou porque a minha rica senhora faz parte da minha divagação, para não dizer, amor.

O tempo passa tão depressa…

Como não tenho mais nada que fazer, podia dissertar sobre a nidificação do canário de Moçambique, quando pressionado pela fêmea. Também poderia desenvolver uma teoria sobre casais monogâmicos na Europa Ocidental, após o final da Segunda Guerra Mundial. Podia. E gostava, mas não tenho tempo disponível. Tenho uma festa de pijama cá em casa.

Sabia que…

Nem sei o que diga nem o que faça. Uma das minhocas foi para a casa de uma amiguinha, para uma festa de pijama. A outra, para não ficar atrás, convidou uma amiguinha para fazer uma festa do pijama cá em casa. E é esta a minha vida. A um sábado à noite. Onde é que já se viu. E isto tudo sem fumar há quinze dias… ninguém merece… Ainda por cima sem bushmills… só com um brandymel manhoso… a vida é muito… diversificada?

Como já passaram quase quinze dias…

Não posso estar mais contente. Para quem vem do nada, do desconhecimento absoluto, da mais completa ignorância sobre como se publica um livro e como tudo se processa, não consigo expressar o meu contentamento. Correndo o risco de me repetir, nada disto poderia acontecer sem o contributo da Edita-me, que acreditou no livro e decidiu apostar nele. Os responsáveis pelo café Vitória foram uns queridos em nos deixarem invadir o espaço. O Tiago Braga, meu sobrinho e um dos responsáveis da Visual-Kitchen foi outro querido e manteve-se firme e hirto como uma barra de ferro até à última fotografia. Depois, bem, depois estivemos muito bem rodeados pelos nossos familiares e pelos nossos amigos. Sem o apoio deles nada disto teria sido possível. Por isso, só podemos estar muito agradecidos.

O que mais me tem encantado, no turbilhão desta experiência, é o facto das pessoas que compraram o livro me virem dizer que adoraram a história ou que as crianças que a leram também gostaram muito. Quando chego a casa, desaperto a gravata, tiro os sapatos, preparo uma bebido e vou ter com a minha rica senhora com um sorriso de orelha a orelha e conto-lhe aquilo que me vêm dizer… e passamos a ser dois, com o tal sorriso de orelha a orelha… é muito bom, mesmo!