Arquivo mensal: Janeiro 2013

Umas azuis, outras prateadas e outras…

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A ouvir música enquanto olho para quatro pens (deveria ser penes, mas…), daqueles que se enfiam (outro trocadilho…) no computador e a pensar no porquê de ter essas tais de quatro pens… Somos consumistas, é o que é, se bem que no caso foi mais uma questão de evolução na capacidade de armazenamento. Comprei uma, há muitos anos, que era topo de gama. Depois veio outra, que também era topo de gama, e eu comprei porque ficava com mais espaço para guardar as minhas coisas. Passei a ter duas. Depois chegou outra mais avançada e fiquei com três… E três deveria ser o número que o tal senhor de nome Jesus ou o seu bem abençoado pai fez… mas nada, veio a quarta… até que me tentei por mais uma, linda, branquinha, com muito espaço na bagageira. Está comigo há três anos e acho que não a vou largar mais pois enche-me as medidas. E digo isto consciente de que existem muitas outras que saíram para o mercado com uma capacidade de absorção abismal… mas eu resisti e vou continuar a resistir. Basta de produtos de topo. O que tenho chega perfeitamente. Mas vou continuar a olhar para as outras quatro com muito carinho pois ainda lá têm muitas histórias, de outros tempos…

Fixem bem esta data! 18-02-2013

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O Museu Leopold, em Viena, tem por lá uma exposição chamada “Homens nus”, em alemão claro está, e que tem feito um sucesso desgraçado. O raio da exposição era para ter fechado no passado dia vinte e oito deste mês mas, devido ao tal sucesso desgraçado, vai ser prolongada até o dia quatro de Março. Pormenores de datas e de dias… e, para completar o ramalhete, aqui vai mais uma data: dezoito de fevereiro. É verdade, neste dia, a partir das dezoito horas, os visitantes do Museu Leopold, podem entrar completamente nus, para verem a exposição sobre “Homens nus”… Convém acrescentar que os visitantes não têm que ser obrigatoriamente do sexo masculino. Nada disso. Podem ser homens e mulheres, mas nus. Comecem a reservar os vossos bilhetes de avião, em low cost, vão num dia e vêm no outro mas visitem a exposição. Eu vou começar a rever as datas da minha agenda para ver se consigo estar por aquelas bandas.

 

Ufa, que me sinto cansado!

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E como a vida continua, não há nada como dar valor ao que realmente interessa. E o que é que interessa? Para além de continuar a ouvir os The Smiths… interessa-me mesmo a minha família e os meus amigos e amigas. Alguém vê alguma coisinha mais interessante? Está bem que me estava a esquecer da saúde… mas isso é… intrínseco, é a nossa maior benfeitoria… como tal…

Pode parecer um pouco estranho eu estar a falar de família. Dos amigos não acho estranho. Sempre estiveram presentes. Por vezes de uma forma mais chegada, de outras vezes mais distantes fisicamente, mas sempre gravitaram na minha cabeça como meus amigos e a prova disso mesmo é que quando estamos juntos… outros valores se levantam… o que já não é mau… com a idade avançada… (peço desculpa pelo lado brejeiro que, por vezes, assalta a minha condição de cinquentenário…). Mas voltando à família, será uma surpresa para muita gente eu estar para aqui com tretas sobre a família. Mas não estou. Acho mesmo que é importantíssimo termos uma família. Uma família que nos ouça e nos apoie nas horas boas e nas menos boas. Aos cinquenta, e alguns mais, tenho finalmente uma família. Não é só por ter tido duas filhas que eu vou achar que já tenho uma família… Não é nada disso. Sempre tive família que gostou de mim. O problema estava em mim. Nunca senti que deveria acreditar na família. Não me perguntem porquê. Essa resposta só vou conseguir encontrar quando for o “vinte mil e um” a comprar o antidepressivo… com ajuda terapêutica… talvez consiga, um dia, explicar o porquê de nunca ter sentido o conceito de família a entrar-me pelo corpo adentro…

Até lá vou desenvolvendo várias teorias… daquelas teorias que não interessam ao menino, de seu nome Jesus. Como sou de uma geração antiga, posso sempre tentar dizer que foi por causa dos meus pais se terem divorciado quando eu era adolescente. Poderia parecer convincente. Ai e tal, naquele tempo ninguém se divorciava e o menino ficou traumatizado… era muito novinho, coitadinho, sentiu muito aquela divisão do seio familiar. Podia. Mas não foi nada disso. Depois podia construir uma história à volta da minha juventude. Passada e vivida nos gloriosos anos oitenta, cheios de vícios e virtudes… sem rumo certo e com vontade de não pensar no dia seguinte. Também podia, mas tornou a não ser nada disso. Ainda podia tentar justificar-me com um casamento falhado… e depois… outro casamento, novamente falhado… até ter um novo casamento… que perdura no tempo… Eu sei, é muito casamento para servir de explicação… e não é essa a explicação que eu tenho que encontrar. Aliás, eu tenho uma ligeira suspeita da verdadeira explicação… mas só a vou confirmar quando for o tal de “vinte mil e um” … até lá vou vivendo, em família. Por falar em viver, em família, hoje fui ver a Exposição Canina do Porto, com o meu grande amigo Ricardo Guimarães, que para mim é o Jó. Fui sozinho porque a minhoca mais velha, que é doida por cães, está meia adoentada e decidi fugir de casa sem ela dar por isso. Eu também não sou lá muito bem fechado das ideias em relação aos cães. Gosto muito de cães. Temos dois. Fazem parte da família. A tal família, abrangente, que todos nós prezamos por conservar. E sem querer estar a bater na mesma tecla, a minha família também tem canitos, aliás, são vários e estão distribuídos… mas eu não consigo resistir… e tenho de me esforçar mesmo muito para não aumentar a prole… e hoje foi um desses dias. No meio daquela exposição gigantesca, cheia de tudo o que tem quatro patas, com altifalantes aos berros, juízes aprumados, criadores a suarem e uma data de pessoas coladas aos cães… no meio disso tudo e mais alguma coisa… estava uma coisinha linda, fofinha, com um focinho comprido… com barba… lindo de morrer… era um Fox Terrier… daqueles que dão vontade de comer… estava com um senhor grande, grande de mais para mim porque se fosse pequenino… dava-lhe um murro e pegava no canito… trazia-o para nossa casa e apresentava-o à nossa família!

Isto tudo sem querer parecer um paspalhão dum moralista!

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Domingo, ao fim da tarde, a ouvir The Smiths… é um pouco estranho, eu sei, mas há umas musiquinhas que por vezes se ouvem por… pura nostalgia… Mas adiante. Estava a preparar umas torradinhas e um chá verde quando calhou de ver uma notícia na televisão da cozinha (que é o meu sítio preferido da casa para ver notícias…). Dizia a notícia que no ano de 2012 foram vendidas vinte mil embalagens de antidepressivos por… dia… É muito remédio (e agora parecia o Paulinho das feiras a falar dos remédios dos velhotes…) a ser comprado. Quando ouvi a notícia, fiquei de boca aberta, sem saber se devia chorar ou se deveria rir. Se por um lado é trágico existirem tantas pessoas a comprarem antidepressivos, o que quer dizer que passaram por um processo difícil e com uma eventual perda de qualidade de vida, por outro lado temos de ver a coisa pelo lado positivo. Quero com isto dizer que todas essas pessoas que atravessaram esse período menos bom das suas vidas conseguiram encontrar a força necessária para se tratarem. Querem melhor? Nem todas as pessoas conseguem perceber que precisam de ajuda e, mais difícil ainda, perceberem que têm que dar um passo em frente e procurarem ajuda médica ou a terapêutica adequada. Se pensarmos um pouco no assunto, conseguiremos perceber que cada pessoa que entra num processo depressivo terá os seus “motivos” e as suas “razões”. Não é fácil perceber o que leva muita gente a entrar num processo desses. Pessoas que, aparentemente, têm uma vida equilibrada, normalíssima, com família, trabalho e vida social normal, e de repente ficam num estado muito complicado. Não conseguimos encontrar uma explicação aparente. Alguém consegue explicar? Não! Só os profissionais que trabalham directamente com estas pessoas é que conseguem lá chegar. E ainda bem que assim é. São eles que têm as ferramentas certas. É por estas e por outras que devemos sorrir para estes números assustadores. Devemos pensar que serão pessoas que voltarão ao seu equilíbrio, à sua vida, depois de passado e ultrapassado o pesadelo em que se viram envolvidos, é que todos nós temos um espelho do lado de lá que, por vezes, se pode quebrar.

RTP. O que mais nos espera…?

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Confesso saber que poderei chocar algumas mentes mais conservadoras… mas… é o que eu penso. Mas qual é o raio do assunto? Qual é o raio da opinião? Será que é sobre a importância de se beber um belo de um scotch logo pela manhã? Ou a importância de se aparar os pêlos do nariz antes de sair de casa? As opiniões podem ser sobre aquilo que nós quisermos e eu, para não fugir à regra do bom português, também gosto de ter opinião sobre quase tudo. Desta vez é sobre a RTP, sim a televisão pública portuguesa. Sem estar muito por dentro, porque é habitual estes processos serem pouco transparentes, tenho vindo a acompanhar o que se vai dizendo sobre o assunto. Aqui há dias, li uma notícia que a administração da RTP definiu um tecto salarial de quinze mil euros para os seus trabalhadores. Sim, é isso mesmo, quinze mil euros. Daqui só posso tirar duas conclusões: a primeira é que os trabalhadores, pelo menos alguns, são principescamente pagos; a segunda é que para ter sido imposto um tecto salarial é porque haveria muito boa gentinha a ganhar mais… imensamente mais… Este será um bom ponto de partida. Sempre me pareceu que uma estação pública não deveria, em circunstância alguma, pagar ordenados semelhantes aos que são pagos nas estações privadas. Se as outras estações conseguem pagar aquelas alarvidades de dinheiro… é lá com eles e eu, como português pagante de impostos e em dia, não tenho de me meter o bedelho, como se diz na minha rua. Agora uma empresa pública, que me obriga a pagar uma taxa para poder existir (mesmo que eu não a queira ver nem saber dela…) e que ainda leva uma grande fatia dos impostos de todos os outros portugueses para continuar a existir não pode, de maneira nenhuma pagar como paga. Eu não estou a defender que devem ser todos mal pagos. Ok, é uma profissão que vive da imagem e as carinhas larocas fazem-se pagar a peso de ouro mas o que não falta em Portugal é uma carinha bonita a querer aparecer… A qualidade das televisões está muito nivelada pela negativa e não se percebe onde é que os decisores conseguem ver uma diferenciação dessa mesma qualidade que justifique os valôres astronómicos que são pagos aos apresentadores que deambulam pela RTP. Pelo menos eu não consigo perceber o porquê de um João Baião (e nada me move contra o rapaz) ganhar uma tonelada de dinheiro para fazer o que faz, que é sofrível… Para quê? Para aumentar os níveis de audiência? Não me parece que o consiga fazer nem tão pouco é esse o propósito da televisão pública existir… Então porque é que se paga de forma escandalosa a estas pessoas? Porque é que este tipo de pessoas têm o estatuto social que têm? Bem, esse já será outro problemazinho… que não é para aqui chamado. Interessa saber se a RTP deve ou não ser privatizada. Interessa saber como vai ser feita a famosa (desde ontem…) reestruturação. Será que vão gastar os tais quarenta milhões de euros na reestruturação (leia-se despedimentos) para depois a venderem e quem a comprar já não ter que gastar esse dinheirinho em despedimentos…? A ver vamos. Vamos ver como param as modas. Pessoalmente acho mesmo que deveríamos vender aquilo tudo porque acho que é um sorvedouro de dinheiro e porque não cumpre minimamente os requisitos de serviço público, ou seja, estão mais interessados em concursos e programinhas da treta, com total bajulação das estrelas da estação e com as mordomias que não deveriam estar implícitas… Esta RTP não deve, nem pode, continuar a existir nos moldes actuais. Fiquem com a RTP 2, vendam o resto, ficávamos todos felizes e com muita mais qualidade informativa, cívica e cultural… Esses são, ou deveriam ser, os princípios elementares dum serviço público de televisão! O resto…

Carlos Moedas.

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Só pelo nome, já dá para desconfiar. Moedas? Nem o Tio Patinhas se lembraria de um nome assim… é um raio de um nome que deixa ficar mal quem o tem… O dinheiro é uma cena mal vista. Quem gosta muito de dinheiro é mal visto. Não sei se é geral… mas eu acho, e é só um “supônhamos”, que quem gosta muito de dinheiro não deve ser boa pessoa (também não vou comentar que quem não gosta de dinheiro é lerdinho…). Simplesmente acho que o dinheiro é importante mas que devemos ter ética para o conseguir arranjar. Digo isto porque existem vários tipos de assaltos ao dinheiro. Há o assalto à mão armada; o de colarinho branco; o do vigarista que aldraba o mais inocente e por aí fora até chegarmos ao assalto legal. Aquele que é perpetrado por quem de direito que, no nosso caso, são os governantes, legitimamente eleitos pelos portugueses. É engraçado, não é? Eleger uma cambada de tipos que nos vão limpar os bolsos… Mas adiante  que a conversa está a ficar muito emaranhada. Voltemos pois, ao Moedas. Quem não conhece o tal senhor, de seu nome Moedas? Está na berra. Dizem que é a eminência parda do regime, mais concretamente do nosso primeiro, que gosta de o ouvir. Já repararam bem na personagem? Bem sei que a competência não se mede aos palmos, nem tão pouco pela aparência, mas o homem é, no mínimo, insignificante. Parece que anda sempre em bicos de pés, para chamar uma atenção qualquer que anda perdida no ar… Dizem também que, para além de pardacento, é uma barra académica e que é um geniozinho, ou seja lá o que isso quer dizer… Também circulam, nas redes sociais, informações sobre os seus interesses económicos, as suas ligações a grupos da alta finança e a uma data de cenas que os políticos gostam de fazer de conta que não é nada com eles. Adiante. O personagem pode ser tudo o que quiser que ninguém tem nada que ver com o assunto. Mas o personagem não pode ter atitudes menos dignas para quem o pôs lá. Isso é fatal. O personagem não pode apresentar um pretenso relatório do fmi com a maior  das descontrações, sorrindo, achando que está perante uma cena sagrada, que deve ser respeitada e seguida pelos mandatários do povo português… Isso é mau, muito mau para quem está a ouvir  e a ver! Bem sei, e todos nós sabemos, que esta “ocorrência” já foi há mais de quinze dias e, por isso, já não é actual mas ainda fiquei à espera que o personagem corrigisse o tiro… Qual quê? Fez ouvidos de mercador e meia bola  em força, porque para a frente é que é o caminho. É mais um da extirpe do Relvas, só que em versão guito…

Espero bem que não…

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Nestes dias cinzentos, a vida também pode parecer mais cinzenta do que realmente é. Se nos deixarmos levar pelo ambiente geral do país, facilmente caímos na depressão. As coisas estão realmente más e este ano vai ser ainda pior, no entanto, temos de manter o sangue frio e continuar a pensar como deve ser. Acabei de ver duas notícias que me deixaram de boca aberta. A primeira tinha a ver com uma bomba que explodiu em Atenas… sintomático… num país que está muito pior do que o nosso era de prever que este tipo de situações acontecessem. Por aqueles lados há muita gente com fome, sem perspectivas de trabalho e de futuro e, como tal, que não tem nada a perder. É uma situação para acompanhar. A outra notícia era mais directa e, por isso, mais violenta. Era um vídeo de um político a discursar, na Bulgária, e do nada surge um homem com uma pistola que aponta ao outro. Nas imagens é notória a intenção de disparar e percebe-se que a arma encrava e o tiro não sai por causa disso. Quando o homem tenta que a arma fique em condições caiem-lhe em cima os seguranças que desatam a espancá-lo. Foi uma sorte porque seria um tiro disparado a centímetros, na cabeça, muito provavelmente fatal. Muito sinceramente não sei o que se está a passar na Bulgária mas não devem andar lá muito contentes com os políticos… à semelhança de cá… só que, por cá, somos mais mansos e demoramos mais tempo até nos lembrarmos que também podemos ter atitudes desse género…

Também hoje é domingo e, por isso mesmo, não devemos ter esse tipo de pecado nas nossas mentes!

Vamos lá ver o que se consegue fazer no dia de hoje.

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Parece que o pior já passou. O vendaval, por estas bandas, está a amainar. Às sete e meia, quando me levantei para pôr as cadelitas no jardim, e abri a porta da cozinha (que dá para o referido jardim) fiquei a olhar para o estado em que se encontravam as árvores. Nada mal, tirando uns galhos quebrados e um número considerável de limões que estavam espalhados pelo chão, nenhuma foi arrancada. É claro que o chão ficou repleto de folhas e vou ter que apanhá-las todas mas isso é o menos porque já estou habituado…