Arquivo mensal: Fevereiro 2013

Amanhã será sexta feira!

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No meio de tanta tosse, febre e fluídos menos vistosos, finalmente a coisa começa a abrandar. A minhafilhaquegostadehiphop está muito melhor. Amanhã já vai à escola. A minha rica senhora também já melhorou embora continue combalida mas como já é crescida e tem bom corpinho, foi trabalhar a cantar  e a rir…

Continuando no meio disto tudo… só sobro eu, velho e cansado, a trocar tudo e com os níveis de concentração abaixo do mínimo exigido por lei. É o que dá dormir pouco e ter muita gente com que me preocupar. Mas adiante, que a vida não é feita de queixumes…

Temos pena, muita pena!

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Ando tão desnorteado e cansado com esta invasão da gripe cá por casa que até me sentei no sofá, ou melhor, estiquei-me ao comprido e pus-me a ver televisão. Sim, é verdade, eu que só costumo ver telejornais parei para ver. Imaginem o quê? Futebol, isso mesmo! Estavam a jogar os coisinhos contra o Braga. Ainda dormi um pouco pelo meio, tal era a falta de emoção do jogo e, no meio daquela monotonia, fiquei com a sensação que o Braga poderia ter goleado a equipa do chiclas. Aliás, o chiclas, também conhecido por a peixeira, estava muito calmo, com pequenos apontamentos aqui e ali… nem parecia a mesma. Não sei o que se passa. Será que está com pressentimentos? Fico à espera de emoções fortes para aqueles lados pois ainda podem lutar por ganhar o campeonato, ganhar a taça de Portugal e ganhar a Liga Europa. Sempre é alguma coisa. Agora, a taça da liga, acabou de a perder, nos penalties é certo, mas a culpa foi mesmo da peixeira que foi quem escolheu os marretas que falharam as respectivas grandes penalidades…

Terça, dia vinte e seis de fevereiro de dois mil e treze!

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Como é bom de perceber, continuo em casa, a zelar pela saúde de duas crianças. A minha rica senhora encharcou-se em antipiréticos (que é uma palavra… gira e sensual…) e lá conseguiu levantar-se e ir trabalhar. Eu por casa fiquei. Amanhã será ela a ficar se as catraias não melhorarem. Ficar em casa, sem possibilidade de poder sair, é duro. Não há mentalidade positiva que aguente. Apodera-se de nós uma neura… boquiaberta… daquelas que nos deixa… boquiabertos perante tanta imbecilidade que se vai vendo. Claro que estou a falar da rede social da moda. Entre xaropes, pequenos almoços, almoços, xaropes, medições de febre, pedidos disto e daquilo, mais xaropes… enfim, não é fácil, lá vou dando um salto à dita rede social da moda. E fico surpreendido com o que se passa por lá. Há de tudo, verdade seja dita, mas a maior parte do que se publica, diz/escreve, é confrangedor. Como não tenho cabeça para conseguir acabar o meu novo livro do Ken, acabo por perder o meu rico tempo a vasculhar… na rede social da moda. Há outra coisa que me intriga. Sou amigo de uma data de pessoas que muito prezo e quero bem. Mas também sou amigo de uma data de outras pessoas que nunca vi na minha vida e nem sei quem são. Será só comigo que este fenómeno acontece? Não me parece! O que é certo que é são essas pessoas que me deixam nervoso. Porquê? Porque se um amigo, dos verdadeiros, escreve alguma coisa com a qual discordo sou menino para dar a minha opinião e discutir o assunto. Por outro lado, se é um daqueles amigos que ninguém sabe como vieram cá parar… fico inibido de comentar seja o que for. Porquê? Porque não estou para entrar em polémicas com pessoas que não conheço, não vale a pena. Depois porque os idiotas ganham sempre as discussões porque… têm mais experiência, não vale mesmo a pena.

No meio disto tudo, em que ficamos? Talvez numa verdadeira selecção dos amigos que temos na dita cuja da rede social da moda.

A segunda feira nunca mais acaba.

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Três vezes destilado. Vezes três. E vou no terceiro para ver se fico completamente destilado. Aliás, três é um número que alguém fez. Hoje de manhã fiquei com a minhafilhaquegostadehiphop em casa, a enfiar-lhe xaropes pelas goelas abaixo de tantas em tantas horas. A meio da tarde, por volta das três, tive que ir buscar a minhoca pequena à escola para também lhe começar a enfiar os ditos xaropes. Quando chegou a mãe das crias, a minha rica senhora, portanto, mais uma que se enfiou na cama mas, como já é mais crescida, toma umas pastilhas para o mesmo mal. Está uma casa alegre, não haja dúvida. Não posso mesmo ficar doente mas posso ficar destilado. E vai mais um.

Segunda feira. Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e treze.

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Nem que quisesse. Não podia. Sair de casa, claro está. Tenho a minha filhaquegostadehiphop com febre, tosse e um monte de lenços ao lado, para o que der e vier. Lá por ela gostardehiphop não quer dizer que goste de a ver assim… Está medicada e vai ficar boa. Entretanto, vou aproveitando para tratar das papeladas que tenho em atraso. Consegui ver o telejornal antes de ter ido almoçar com ela, na cama, e deu para perceber que o mundo continua a girar lá fora… e eu a achar que o mundo girava à minha volta, afinal…

E por falar em notícias, nada como sabermos que lá pelo reino dos católicos a coisa vai rolando sobre rodas… todos os dias se ouvem novidades… hoje foi mais cardeal que renunciou ao voto para eleger o futuro papa porque… está implicado em cenas de… cariz sexual… Acho espantoso como é que ainda ninguém teve o discernimento de perceber que esta política de enfiar a cabeça debaixo da areia não é… boa política. Seria muito cruel, da minha parte, afirmar que a padralhada é toda igual e que está enterrada até às orelhas em cenas de… cariz sexual… Uns com mulheres, outros com homens e, mais grave do que todas as outras juntas e inqualificável, com crianças, normalmente indefesas e ao seu cuidado. O homem foi evoluindo, ao longo de muitos séculos e a igreja, que mais não é do que uma invenção do homem, recusa-se a evoluir e a acompanhar os sinais dos tempos. É certo e sabido que a igreja não quer abrir mão dos seus bens materiais, mas com tantos economistas, banqueiros e afins a trabalharem para eles, de certeza absoluta que encontrariam uma saída para que, mesmo que os padres casassem, a fortuna da igreja permanecesse na… igreja.

Anda um pai a criar uma filha para isto…?

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Digam-me onde é que eu falhei. Façam um esforço e ajudem-me a encontrar o caminho, o caminho da verdade. Só peço uma pista, uma pequena pistinha… que eu depois chego lá… Vá lá, não quero estar nesta incerteza toda a vida.

Só de pensar no que me espera… fico num estado de letargia absoluta… e com vontade de encontrar respostas… porque eu posso ser tudo o que me quiserem chamar, tudo, mas sou esforçado e acredito que posso mudar o mundo… mas isto é de mais.

Mas afinal o que é que se passa? Porque é que estou assim, nesse tal estado de absoluta descrença?

Vou abrir o meu coração.

Para quem não sabe, eu tenho duasfilhasduas. São dois seres humanos em crescimento. Como todos os pais deste país e deste mundo, tenho por elas um amor incondicional. Parece um discurso sério, sisudo, mas é mesmo isso que eu sinto, não há volta a dar. Também há outra volta que se dá, aquela em que reparamos que não nascemos ensinados e preparados para educar uma criança. É um constatar de uma realidade dura, que nos faz pensar nos nossos erros diários e na forma como devemos ultrapassar esses mesmos erros e as nossas dificuldades em lidarmos com os “imprevistos”. Não é que eu seja muito complicado a lidar com situações, digamos, inesperadas… mas, por vezes, fico realmente surpreendido.

Há pouco, a minha filhamaisvelhafilha veio até ao escritório excitadíssima para que eu ouvisse uma música. Pronto está bem, disse eu, com vontade que a coisa fosse rápida, que a musiqueta cor de rosinha acabasse rapidamente para poder continuar a fazer o que tinha iniciado. Paiiiii. Tira os phones… Está bem, bota lá o sheik… Conversa morna entre pai e filha.

Quando a música começa… arregalei os olhos e, de seguida, rodei a cadeira para ver o que raio estava a passar no youqualquercoisatube. Fui ver e pensei: será vento? Cheio de medo que fosse o ovário, desviei o olhar e concentrei-me na música. Era um hip-pop. Muito mal amanhado, mas para mim, todos os hip.pops… são mal amanhados. Strat G era o nome da banda, estás a ver, meu? A “lírica” era como todas as “líricas” que se ouvem por aí… e sempre que ouço uma delas… dá-me vontade de desatar a insultar toda a gente e a achar que o mundo é mesmo muito injusto e que estão todos contra mim e que eu merecia melhor vida. Basicamente, não tenho pachorra. Aliás, tenho saudades do meu tempo de adolescente, em que eramos todos, ou quase todos, muito contestatários e com vontade de mudar o mundo mas sem as mordomias que esta geração do hip-pop tem. Mas isso é outra conversa.

O que me deixou baralhado, no meio disto tudo, foi o facto da minha filha mais velha, que até às oito da noite eu tratava por minhoca…, estar agora num patamar diferente… Não imaginava que ela fosse capaz de ouvir hip-pop e, sacrilégio dos sacrilégios, soubesse a letra ou “lírica” ou o raio que a parta toda de cor… Um pai não aguenta isto…

Como diria o meu aluno RG: agora pensem!

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Dizem os cientistas, e são eles que o dizem…, que o álcool só deve começar a ser ingerido depois dos dezoito anos. Dizem eles que o álcool afecta o desenvolvimento do cérebro e dos órgãos. Se eles o dizem, eu acredito pois não me custa nada perceber que poderá mesmo ser como eles dizem. Afinal, eles é que estudaram o assunto. Alguém, dos comuns dos mortais, poderá discordar? Não me parece. Só se for outro cientista, com uma outra teoria. Mas nós, pessoas comuns e pouco versadas nas ciências, limitamo-nos a acreditar no que os cientistas concluem e dizem. Quem diz nós, os comuns, também diz os nossos comuns políticos. Sim, esses seres que são uma pequena fatia do ser português. Estes seres têm coisas muito peculiares. Digamos. Tomam decisões, que afectam muitos dos outros portugueses, de uma forma… que vou classificar de… irresponsável… para ficarmos por aqui. E voltando aos cientistas, diria que os nossos comuns políticos devem ter todos uma costelinha de cientista. Daquelas costelinhas de porco, que são excelentes quando grelhadas em lume brando… Se não, vejamos. O governo português aprovou hoje uma lei que restringe a venda de álcool, do pesado, do branco, do espirituoso. Isto é, a partir de hoje (ou quando sair em Diário da República…) só os maiores de dezoito anos é que podem consumir as tais bebidas nos locais públicos (porque as cenas de garagem vão continuar a existir…). Quem não está de acordo, que levante o braço! Acho eu que, se os cientistas, cientistas, dizem que está bem assim… então ninguém vai objectar. Digo eu! Mas… não é bem assim… Porquê? Porque aparece sempre o tal do político, o da costelinha de cientista, que acha que se deve aplicar uma variante. E qual é ela? Pergunta o comum dos mortais. Deve ser qualquer coisa que faça sentido, comentam entre eles. Será? Mistérioooooo

Passado o mistério, ia eu a dizer que o tal governo, o que temos por estas bandas, aprovou hoje a tal lei do álcool. No entanto, essa mesma lei contempla uma excepção, por assim dizer. É que a cerveja e o vinho podem ser vendidos a maiores de dezasseis anos! Sim, perceberam bem! A cerveja e o vinho! Não me parece que a cerveja e o vinho não tenham álcool. Têm e se essas bebidas forem ingeridas em exagero… dão em… o outro dizia: é só fazerem as contas… eu digo: é só visitarem as urgências ao sábado à noite…

Abreviando. Não dá para perceber o porquê desta excepção, pois não? Vá lá, façam um esforço e tentem encontrar uma razão lógica para que esta medida tenha sido tomada ou então uma razão estapafúrdia, tão ao jeito do comum político português. Não conseguem? Eu só vou deixar uma pequena pista, pequenina mesmo, do tamanho do comum político português: quem será o vice presidente de um partido do governo que é presidente de uma conhecida cervejeira portuguesa? Quem será? Já chegaram lá, certo, agora pensem.

Mais do mesmo…

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Ontem consegui ver o jogo do fêcêpê na televisão. Já não acontecia há muito tempo. Nem percebi muito bem porque é que deram o jogo na televisão… afinal de contas era o fêcêpê… aquele dito clube regional… duma região longínqua deste nosso Portugal. Pode ser que as televisões portuguesas comecem a encarar o futebol como um bom negócio, global e gerador de receitas. Não consigo entender os responsáveis por uma estação de televisão que, para além de proporcionar informação e entretenimento, também está no ar para dar lucro se deixem manipular por alguns jornalistas habilidosos que fazem com que exista esta disparidade de critérios no tratamento noticioso que dão aos diferentes clubes. Tal como eu, muitos portistas estão-se a marimbar para esta discriminação… é para o lado que dormimos melhor… mas fica sempre aquela mágoa por não vermos reconhecido o trabalho e o valor do fêcêpê. Se alguém tiver dúvidas esperem até quinta feira, dia em que os coisinhos vão jogar com uma equipa alemã… e vão ver a diferença de tratamento noticioso… a histeria colectiva… os directos e as entrevistas a tudo o que mexe…

Enquanto o país desportivo vive a sua “normalidade”… o fêcêpê vai-se esforçando por fazer o seu trabalho, vai continuar a tentar ganhar e a proporcionar alegrias a todos os que nele acreditam. Eu sei que este post pode ser visto como um verdadeiro complexo de inferioridade, por parte dos do costume que continuam a alardear com o seu passado histórico, mas por vezes é necessário relembrar os mais distraídos que o fêcêpê “is the force”!

Arco-Madrid.

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Fui à ARCO, com os meus alunos. Acho que eles gostaram. Eu também gostei de ter ido com eles. Quanto à feira, em si, achei que desta vez tinha pouca fotografia, pelo menos comparando com a última vez que lá estive, que foi há dois anos… e a pintura que por lá vi não me encheu as medidas. Desta vez não encontramos ninguém conhecido e, pode ser impressão minha, achei que estava muito menos gente a visitar a feira. Efeitos da crise? Não sei o que se passa na cabeça dos organizadores para colocarem um bilhete a quarenta euros… Eu acho que é caro, muito caro, em qualquer parte do mundo e… Madrid… não é propriamente o centro do mundo! Mas apesar de tudo valeu a pena ter lá ido, não por mim e sim pelos alunos, que assim tiveram uma excelente oportunidade de tomarem contacto com outras realidades.

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