Arquivo mensal: Março 2013

O “INGIIINHEIIIRO” quer voltar.

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Todos nós temos um lado esgroviado da coisa. Não há como desviar o olhar do assunto. Uns assumem, outros nem por isso. Eu gosto de assumir o meu lado esgroviado da coisa. Às vezes sou mais esgroviado do que coisa… outras vezes sou mais coisa…

Ultrapassado o intróito, gostaria de deixar bem claro que não tenho a mania de que sou mais esperto do que os outros. Não tenho, pronto. Sou esgroviado mas não sou maneirento. Como tal, limito-me a pensar no que me aparece à frente. Todos os dias nos aparecem assuntos à frente, certo? E o que fazemos com eles? Pensamos neles, certo? Está bem! Eu percebo que nem sempre temos o tempo necessário para pensarmos no assunto ou, então, não temos a disponibilidade mental para olhar para o assunto com outros olhos… Acontece.

E vão dois intróitos.

O assunto que me apareceu à frente, há já uns dias, é o regresso do “INGIIINHEIIIRO” a Portugal. Pelos vistos vai fazer parte de um programa de uma televisão, como comentador. Parece que o canal, é o canal do estado… Meio mundo ficou indignado com o assunto, aliás, tenho assistido a movimentos, petições, ameaças, grândolas, indignações e mais não sei o quê contra o facto do senhor vir dar a sua opinião sobre… não imagino o quê… Também não interessa, o que interessa é que esta foi a melhor campanha de marketing político que assisti desde que o nosso amigo, aparador de relvas, subiu ao poder. Se todos nós perdermos um pouco do nosso tempo a pensar bem no assunto vamos perceber que, de repente, muito de repente, toda a raiva popular, do povo português para ser mais exacto, se virou contra o “INGIIINHEIIIRO” e parece que estes senhores que lá estão são uns autênticos sacrificados, que se esforçam por fazer tudo pelo melhor mas que não têm culpa pela herança recebida…

Convenhamos que foi uma jogada de mestre. O canal do estado continua a prestar-se a cenas destas. Não me interessa saber das pseudo razões de pluralidade de opinião no canal… e podem vir a terreiro dizer o que acharem mais compostinho que, para mim, foi a melhor jogada política dos últimos tempos. Nem parece coisa do aparador de relvas e gostava de saber quem teve a feliz ideia. Gostava, pronto.

Por outro lado, para os mais distraídos, pergunto eu se o “INGIIINHEIIIRO” fez alguma coisa do outro mundo? Violou? Matou? Roubou? Não me parece que tenha feito mais do que os anteriores fizeram… Olhemos para o senhor que é o actual presidente da República. Só fez asneiras e acabaram todos a bater palmas. Depois veio o homem que não sabia fazer contas ou… mandava os outros fazê-las… e o que aconteceu? Acabaram todos a bater-lhe palmas porque distribuiu o excesso que tínhamos conseguido amealhar com os juros baratinhos… A seguir veio outro que se pirou a meio e meteu lá um outro que também não sabia fazer contas enquanto foi presidente de uma câmara municipal… e foi corrido. Até que chegou o “INGINHEIIIRO”, cheio de ideias modernas, com um discurso cativante e entusiasmante. Levou os portugueses a pensarem que eram bons, que tinham capacidades acima da média… e isso é música para os ouvidos do português… nada como um bom elogio para nos virarmos para o outro lado da bananeira, sem preocupações e à espera que as coisas sigam o seu normal funcionamento.

Deu no exagero que deu. Todos o sabemos. E parece-me muito estranho que agora todos os portugueses que usufruiram das facilidades e exageros que o “INGIIINHEIIIRO” proporcionou ao país fiquem histéricos, indignados, grândolizados, peticionados e mais não sei o quê só porque o homem quer voltar à terra que o viu nascer… Não percebo como é possível tanta manipulação. Não percebo. Como também não percebo como o anormalzinho do líder do actual partido socialista (sim, há anormalzinhos em todos os partidos e, mais grave, são esses que os lideram…) não vem a terreiro (terreiro é uma daquelas palavras que fica mal pois pode sempre ser acrescentada de “paço” e então a coisa descamba…) e põe os pontos nos iiii. É um merdas e por causa do merdas vamos ter de gramar com outro tipo de merdas.

E eu digo isto de consciência tranquila pois não sou gajo para este tipo de merdas…

Fui. Desenhar.

Nouvelle épreuve… nouveau voyage…

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Bem, domingo à noite… que se há-de fazer? Amanhã não há escola, por isso acho que vou continuar a fazer o que fiz hoje, durante a tarde: ilustrações para o novo livro da minha rica senhora. Não podia querer melhor e, apesar de ter os dois seres de pequenas dimensões cá por casa, a rabiar, consigo enfiar os phones nas orelhas e deixar a realidade…

Pode parecer palermice da minha parte, mas o desenho funciona como terapia. Pelo menos o tipo de desenho que eu faço dá para estar ali às voltas com uma data de pormenores sem cansar a cabeça… fico solto e a pensar na vidinha. Tanto penso em coisas boas como em coisas más, tal e qual no dia a dia, sendo que a única diferença é que não me deixo influenciar por aquilo que penso, nem para o bem nem para o mal. É um processo muito racional, sem stress ou qualquer tipo de pressão. Basicamente, desenhar serve para arrumar ideias. Como é óbvio, também penso no que estou a fazer…

Claro que não posso mostrar nada daquilo que ando a engendrar, pois quebraria o factor surpresa, mas acredito que no final vai ficar realizado um bom trabalho, mais uma vez feito com muito amor… e mais não digo.

Quando se faz aquilo que se gosta à hora que não se deve…

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Nunca me tinha acontecido. Mas sabia que algum dia iria acontecer. É daquelas coisas que sabemos que existem mas que achamos sempre que só acontecem aos outros… então quando as crianças têm a mania de partilhar o amor que nutrem pelos progenitores… a coisa tinha de acontecer.

Ficar na cama, pela manhãzinha, com a minha rica senhora, tem destas coisas… são, digamos, apetites que despertam com o sono que se vai… o que se passou a seguir foi puramente hilariante… e indescritível. Fica guardado no segredo dos deuses.

Hoje são 22 e quase acontecia magia…

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A minha rica senhora sabe que eu não sou destas coisas. Não sou rapaz para me ficar a babar por ninguém, só pelas filhas, bah. Mas estar ao lado desta moçoila, só para a sentir respirar… sempre foi um grande desejo… não concretizado. Hoje teria tido a oportunidade de o fazer… já que ela andou por Serralves, a passear, aqui tão pertinho… Foi com um rapagão, que esta malta gosta é de rapagões… mas podia ter ido comigo… se eu tivesse aparecido na vida dela, assim, tipo efeito AXE…

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Não aconteceu. Foi uma pena.

Agora que descobriu as belezas do nosso Douro, quem sabe se não poderá mudar-se de armas e bagagens para cá… ou então, se só quiser cá vir passar uns fins de semana agradáveis, sempre pode ficar cá em casa, no quarto que temos sempre disponível para receber visitas…

Tese.

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Devemos todos ser o quê? Seres humanos, sociais, certo? Eu também o sou. Com deficiências, visíveis e invisíveis, mas não deixo de ser um Ser Humano. E como tal, tendo a ser sociável, normalmente…

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Tenho uma vida normal. Vivo em família. Tenho uma senhora certa, apalavrada, bah. Tenho duas filhas que são mais do que certas. Tudo é uma certeza. No meu caso, uma certeza desejada e muito apreciada.

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Antítese.

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Hoje é um daqueles dias que não lembram ao menino Jesus. Há muitos dias assim, aliás, que não fazem sentido serem lembrados. Eu lembro-me do meu pai todos os dias apesar de ele já não estar cá há mais de dez anos. É indissolúvel da minha memória e da minha personalidade. E isso é bom. Para mim, constitui um sinal de positividade, de muita sensibilidade e de muito bom senso. Foi com ele que aprendi a ser equilibrado e a saber ouvir outras opiniões. Foi um caminho. Devo-lhe muito. Devo-lhe um grande obrigado, todos os dias.

Parece-me que as gaivotas vão ganhar qualquer coisa… importante. Finalmente!

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Digamos que é uma total perda de tempo. Concordo, mas não resisto a comentar notícias do futebol português. Desta vez, por razões desagradáveis. Desta vez para afirmar: JÁ FOMOS! Não tivemos sortinha nenhuma durante este campeonato. Tivemos momentos muito bons e, de há uns tempos para cá, a coisa descambou completamente. É assim a vida. Tanto se pode estar no tecto do mundo como logo a seguir se vai parar ao inferno. Há muito boa gentinha que não gosta do treinador do fêcêpê. Eu acho que fez um bom trabalho, mas o bom trabalho dele vai ficar resumido aos dois penalties que foram falhados por um jogador e que nos fizeram perder os pontos que nos afastaram do título. Acho que não é justo mas o pessoal que gosta da bola é assim mesmo: injusto e curto de memória. É uma pena. E pena tenho eu porque vamos levar com o gozo daqueles que não merecem gozar ninguém pois, ao longo de toda a época, sempre foram beneficiados. Mas é assim o futebol. Por outro lado, também tenho pena de que, quando o fêcêpê ganha (e são mais as vezes que ganha) não sejamos capazes de achincalhar até à medula aqueles que perdem. Eles mereciam, mas temos essa dificuldade, talvez porque por estes lados do país estejamos habituados a ser solidários, a respeitar quem está na mó de baixo. Por outras palavras: SOMOS PORTO!

Ai Vanina, Vanina… que só me dás alegrias.

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Sexta feira é sempre um bom dia. Primeiro, porque sexta é uma palavra bonita. Faz parte de uma ordem que alguém inventou, há muitos anos. Depois, sexta, significa uma nova força, a força do descanso, a força de quem quer estar em comunhão com os seus. Assim, muito de repente, dá a impressão que aqui o cota se virou para a religião… Não é verdade. É uma inverdade… A comunhão não tem que ter uma conotação religiosa porque se tivesse não seria convenientemente usada. Não é um exclusivo da religião. Mas voltando à sexta, hoje foi um bom dia. Começou na minha escola, com mais uma apresentação do livro “Vanina, a Estrelinha do mar”, numa organização da Biblioteca da escola. Correu muito bem, muito melhor do que aquilo que eu estava à espera e muito por culpa dos alunos que estiveram presentes. É para eles o meu agradecimento. Depois, depois tivemos o carinho dos responsáveis pela apresentação, que fizeram tudo para que o evento corresse pelo melhor e conseguiram. Começar assim um dia, é bom, muito bom, sendo uma sexta… ainda é melhor. Obrigado a todos.