Arquivo mensal: Abril 2013

Uma pomadinha para as pisaduras ajudava, não?

“Gosto de fazer sexo todos os dias. Infelizmente, o meu namorado teve um acidente, não é grave, mas tem dores, diversas nódoas negras e já há três dias que rejeita os meus pedidos para termos sexo. Não sei quanto tempo mais ele vai ficar assim e estou desesperada; masturbo-me ao pé dele e ele nem reage senão para me dizer, zangado, que não é normal ter tantas necessidades sexuais.”

in Maria.

Disparatado.

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Tem dias em que tenho os olhos esverdeados. Mas tem outros dias em que são castanhos. Tem dias em que estou eufórico. Mas tem outros dias em que estou triste. Portanto, tem dias. Quem nunca passou por estes altos (os baixos não interessam) que atire a primeira pedra. Eu confesso (onde é que eu já ouvi isto) que gosto mais dos momentos altos. Digamos que são mais agradáveis de serem vividos. Os outros custam mais. Custam um pouco mais a passar. Mas passam.

Adiante.

Sexta feira à tarde. O que pensa o comum dos mortais? Sim! Pensa nisso!

Tal e qual os que não são comuns… pensam todos na mesma coisa. Pensam naquilo.

O resto que escrevi foi apagado.

Porquê?

Porque o disparate tem os seus limites.

Se ainda estivesse a escrever sobre o clube dos coisinhos, era capaz de ter desculpa para escrever disparates…

Amanhã é dia de trabalho.

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Não querendo sabes das comemorações para nada, hoje foi um dia para esquecer. Éramos para fazer uma data de coisas e acabamos por ficar enfiados em casa. A minha rica senhora está doente, com sintomas de gripe, com dores de garganta… com este tempo… aparecem estas cenas… uma chatice, portanto. Nos entretantos, fui levar a minhoca mais pequena a uma festa de anos e vim para casa, dormir. Sim dormir. Com um tempo destes e com destino marcado (Festa da Edita-me no Rivoli) fico em casa a dormir. Assim continua a espuma dos dias.

Confesso que deixei de confessar.

Já não gosto de começar as frases a confessar, seja lá o que for, deixei-me de confessar. Isto ou aquilo. Afinal, ninguém está interessado que eu venha para aqui confessar seja lá o que for. Não é verdade? Por isso e por mais uma data de coisas, devo esforçar-me em começar as frases de outra forma. Também gostava muito de ter uma atitude mais positiva perante a vida. Eu quero dizer, mais ainda. Sim, eu sou positivo, tenho mesmo um sentido positivo da vida. Não parece, não é? Mas sou. Aliás, acho que não vale a pena ser de outra forma. É mais difícil ser positivo, principalmente nos tempos que correm. Há muito boa gente que confunde ser positivo com alienação. São duas coisas distintas. Eu gosto das duas. E consigo ser as duas, embora em tempos e alturas diferentes. Digamos que se complementam.

Está-me a parecer que a cumbersa vai descambar e talvez seja melhor ficarmos por aqui. Melhor ainda. Vou colocar uma fotografia que expresse bem o sentimento de pertença…

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E eu só fui mesmo comprar o essencial…

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Domingo à tarde. Um clássico. Para ser ainda mais clássico, onde temos que nos deslocar? Certo! Ao centro comercial! Pode ser um centro comercial grande ou pequeno, não interessa nada. O que interessa mesmo é o que se passa no bendito do centro comercial. Eu não queria acreditar no que via. Por cada dez mulheres que passaram por mim ou que estavam por lá, oito, eu disse oito, tinham um rabo descomunalmente grande. Quando digo grande, não quero dizer disforme, pelo menos dentro daquilo que eu entendo como disforme. Eu trabalho com conceitos, como é sabido,  Mas o engraçado no meio disto tudo não são os oito rabos descomunalmente grandes. O que tem realmente piada é o adereço comum a todos estes rabos. Já adivinharam, certo? Pois, é isso mesmo! O adereço infalível é… a calça justa. Uma calça tão justa quanto possível. Possível do corpo aguentar. É, portanto, da moda. A moda tem destas coisas…

O título era para ser outro mas fiquei triste com uma coisa que me disseram.

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Neste mundo temos de tudo. Ao domingo à tarde, então… temos mesmo de tudo. Tudo pode acontecer a um domingo à tarde. Pelo menos a mim, tudo me acontece. Não de uma forma previsível, porque não sou rapaz para pensar muito nos assuntos, mas antes de maneira espontânea. Acontece e pronto. Aconteceu.

Isto quando acontece alguma coisa.

Palpável.

Quantificável.

Mensurável.

E quando não é nada disto que acontece?

E quando é só na minha cabeça? Como ficamos? Será que são acontecimentos válidos?

Tenho dúvidas e ando mesmo desconfiado que o problema é meu, só meu. Que sou eu que não funciono como deve ser.

Por falar em dever, todos nós temos deveres, certo?

Quem não tem deveres?

Pois, só faltava cá o discurso da moralidade… ao domingo, ficava bem, muito bem.

Oh, se ficava.

E por falar em moralidade:

Moral deriva do latim mores, “relativo aos costumes”. Seria importante referir, ainda, quanto à etimologia da palavra “moral”, que esta se originou a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra grega êthica.

E assim, a palavra moral não traduz por completo, a palavra grega originária.

É que êthica possuía, para os gregos, dois sentidos complementares: o primeiro derivava de êthos e significava, numa palavra, a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota a partir de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Por outro lado, êthica significava também éthos, remetendo-nos para a questão dos hábitos, costumes, usos e regras, o que se materializa na assimilação social dos valores.”

Tirando o facto da transcrição estar em brasileiro, ou seja, em pleno acordo ortográfico, eu sou o Rui Manuel, de Portugal, preocupado com a moral, com o sentido da vivência, nem que para tal tenha que tirar a roupa, expor as vergonhas e gritar a plenos pulmões: a minha moral é diferente das outras…

Foi um berro fraquinho, não foi? Também me pareceu…

Uma nova segunda feira…

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Estou sem assunto. Estou nitidamente em quebra de energia. Ainda continuo com uma sensação de vazio. Vai passar, eu sei, mas até lá vou andar meio palerma. Nada de estranho, portanto. Nos entretantos… consegui fazer mais um desenho. Ainda não está acabado mas está já muito adiantado. É uma pena ter que ir trabalhar amanhã porque se não fosse… apetecia-me ficar toda a noite acordado até acabar o desenho. Ajudava-me a pôr as ideias no sítio. Por outro lado, continuo com aquela obsessão muito boa de querer fazer o trabalho todo de uma só vez. Bem sei que estes desenhos são muito demorados mas a vontade de os fazer continua muito forte. É bom, chegar a esta idade e continuar a gostar de desenhar. Enfim, tem sido recorrente este meu discurso. Tão recorrente que é capaz de já estar a começar a cansar. Se assim for, que me desculpem os mais sensíveis mas é mesmo falta de assunto. Quem sabe amanhã? Que é terça feira…