Arquivo mensal: Maio 2013

De Redondo Cu

“De redondo cu
eu cúbica te quero
como cólera química ou paz comum
que nada tão navega
a tua nádega núbica
de redondo nenúfar
nu furioso.
No volume do cu
velo o teu lume
ocioso cio de mulher
nos colhões que te encosto
pelas costas
no cu que te descubro
pelo olho
no volume que rasgo
pela vela
do duro coração na cumoção
de ter-te pelas tetas
culocada na posição
decúbita
culada
da comunicação.”
E. M. de Melo e Castro

Anda meio mundo no gamanço… até os médicos…

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Estamos a entrar naquela fase crítica da escola. Muitas avaliações, muita papelada, muitos estágios para acompanhar e pouco tempo para o que interessa: viver a vida como deve ser. É cíclico e já faz parte dos ossos do ofício. No meio desta confusão toda vou tentando levar a vida para a frente e estar atento ao que se passa neste país. Hoje deparei-me com uma notícia insólita. No meio da prosa da notícia sobre as vigarices e burlas na área da saúde, destacou-se um caso, de um médico que receitou à mulher e ao pai seiscentas e quarenta embalagens de “calmantes” só no ano de dois mil e doze… é muito calmante, digo eu… ou então os familiares também sofrem de um problema de escrita rápida e compulsiva de receitas… que é preciso acalmar…

Isto tudo para constatarmos que existem vigaristas, ladrões, aldrabões e afins em todas as profissões. É claro que quando este tipo de cenas acontecem em determinadas profissões… ficamos mais chocados do que o habitual… parece que não é possível…Esta ideia preconcebida de que a classe médica é o suprassumo da sociedade é uma ideia muito portuguesa, muito enraizada na nossa mentalidade, habituados à subserviência e ao respeito pelo senhor doutor. Pode parecer que tenho alguma coisa contra a classe médica. Muito pelo contrário. Sempre fui muito bem tratado e acho que temos excelentes profissionais. E digo isto com convicção. Como também digo, com convicção, que muitos deles são uns cagões, sem qualquer tipo de sensibilidade para as questões sociais e que só pensam no reconhecimento que a profissão lhes pode trazer, para além de que só pensam em dinheiro, guito, aquilo com que se compram os melões… Isto tudo até pode muito legítimo mas, quando surgem estes casos, seria bom que a ordem e os representantes sindicais metessem a sua colherada e criticassem este tipo de atitudes… que eles sabem muito bem que continuam a acontecer só que… andam todos a tomar muitos calmantes… deve ser da crise!

Os franceses criaram o “Menáge à trois” e depois dá nisto?

Culture in North Korea in the late of 1970s (2)

A minha alma está parva (o que se tem vindo a revelar frequentemente) com a situação social em França. Vou acompanhando, embora sem muito entusiasmo, a polémica instalada na sociedade francesa acerca do casamente entre homossexuais. Nem sequer vou perder muito tempo a explicar o porquê de ser a favor do casamento entre homossexuais. Já dei para esse peditório. O que me está a chocar é o facto de ter crescido com a ideia de que a França era um país aberto e progressista, onde as ideias se discutiam com o intuito de fazer avançar o país. Open mind! Era essa a minha ideia! Quando começo a ver na televisão as enormes manifestações contra o casamento entre homossexuais, a pancadaria entre apoiantes e não apoiantes, insultos para aqui e para acolá, fico a pensar que os franceses são um verdadeiro atraso de vida. A geração anterior à minha, sempre olhou para a sociedade francesa como um verdadeiro ícone da liberdade, igualdade e fraternidade… e até gostava de saber qual é a opinião actual dessas pessoas… se calhar, como já estão jarretas, eram bem capazes de se juntar às manifestações…  do contra… ou se calhar… não.

Ainda nós nos queixamos, do nosso triste fado. Realmente não temos a riqueza material que a França tem, nem nunca vamos conseguir chegar perto, mas temos uma riqueza de espírito e uma abertura ao mundo que mais ninguém tem. Soubéssemos nós encontrar e valorizar líderes em  condições e poderíamos ser um país… muito à frente!

Os mais incautos… que se acautelem.

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Gosto de ir ao pito.

Linguagem descuidada?

Como quiserem chamar!

Eu gosto mesmo de ir ao pito!

Depois de ter sido castigado pelos senhores que mandam na rede social da moda fiquei com mais vontade de afirmar aquilo de que realmente gosto. E eu gosto de ir ao pito. Eu sei que posso parecer um jovem inconsequente com este tipo de linguagem, se é que me entendes? Mas não quero saber. Apenas quero perceber o tipo de filtro que os tais senhores, os tais que mandam na tal rede social, a da moda, utilizam para… filtrar a pouca vergonhice que por estas bandas impera. Não é que me aborreça a pouca vergonhice. Quero lá saber! Apenas fico aborrecido porque não consigo saber quando os meus amigos fazem anos e o raio da rede social da moda tem uma aplicaçãozinha que não nos deixa esquecer. Só por isso.

Ah, e a imagem é só mesmo para disfarçar…

Eles são maus!

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Finalmente fui castigado. Estava a ver que nunca mais chegava o meu dia. Quem as faz merece pagá-las. E eu andava a pedi-las… A rede social da moda (onde é que eu já ouvi isto…?) decidiu castigar-me porque me andava a portar mal. Dizem eles que eu passei por cima das regras que eles criaram. Estava a ver que não! Tanto esforço da minha parte e eles sempre distraídos… não podia continuar assim e até que enfim que perceberam que eu existo. Ufa. Estava mesmo a ver que não!

E pronto. Era só mesmo isto. Já sei que vou passar a ter metade das visitas no blogue mas… a vida é assim mesmo. Quem quiser continuar a ver gajas nuas… mais gajas nuas… com gajas nuas à frente e algum texto para disfarçar… tem mesmo que escrever WWW.VAIMANTICORAVEM.NET e espreitar, que é feio, eu sei, mas é o que se pode arranjar..

Feira do Livro do Porto. Ao que nós chegamos!

Desde sempre que me lembro da Feira do Livro do Porto. Faz parte da minha vida, desde adolescente que me habituei a percorrer os stands para ver as novidades e a procurar as verdadeiras oportunidades de compra. Foi assim durante muitos anos. Depois houve uma fase de menos dinheiro e, por conseguinte, menos compras e menos procura. Mas esse é o meu caso. Muitas outras pessoas desta região se habituaram igualmente a visitar a Feira do Livro do Porto. Faz parte desta cidade.

Este ano não há Feira do livro do Porto. Mas há uma corrida de pópós.

Este é o espelho dos ilustres decisores desta cidade. Não é que ache que os pópós não devam ter a sua oportunidade e a sua manifestação de afirmação… pois cada um gosta do que quer… mas canalizar todas as verbas para os pópós… acho muito mal. Acho até que é inqualificável e demonstra bem o espírito de merceeiro (sem desprimor para os merceeiros desta cidade) que não pode nem deve ser aplicado nos assuntos culturais dos habitantes desta região. temos o que merecemos ou, para ser mais rigorosos, tivemos o que merecemos porque o verdadeiro emplastro está de malas aviadas… não sei muito bem para onde nem para fazer sei lá o quê…

E porque está de acordo… segue o “Bideo”…

Estamos entregues à bicharada.

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Hoje é dia de crónica palerma. Tem dias assim. Aliás, tem palermice todos os dias, crónica, tem de vez em quando…

Apetece-me dizer patetices sobre o homem que come bolo-rei de boca aberta. Não sei lá muito bem porque me dou ao trabalho de dizer umas patetices sobre um personagem que, como único motivo de interesse, tem o facto de comer o dito bolo-rei com a boca aberta e que projecta autênticos meteoritos, envolvidos em frutas secas, contra todos o que o rodeiam… Um homem perigoso, portanto.

As minhas patetices já não passam pelo lado sério do assunto, pela situação confrangedora do país ter que gramar com este homem há mais de trinta anos… Já não vale a pena. Vamos mesmo que ter de o aturar até ao fim do mandato. Há pessoas que nunca vão conseguir perceber que o mundo existe para além dos seus interesses. Tenho a nítida sensação que este homem, quando atinge algum dos seres humanos que o rodeiam com um pedaço de bolo-rei, vai achar que a culpa é do desgraçado que não tinha nada que estar naquele sítio…

Como é bom de perceber, eu não tenho nada contra as pessoas mais velhas… para lá caminho… mas sempre achei que todo o ser humano deve fazer um esforço por perceber quando se deve retirar e deixar de desempenhar as funções para as quais já não consegue a excelência… No caso do homem que come bolo-rei de boca aberta, esta última afirmação não conta… pois nunca conseguiu a excelência… mas há sempre um limite que não convém ultrapassar… e esse é outro dos aspectos confrangedores… o homem anda sempre nos limites…

Desta vez teve uma gazada cerebral, inspirada nas celebrações religiosas portuguesas mais conhecidas, e desatou a afirmar que o facto da troika ter avaliado positivamente o desempenho do governo português se ficou a dever à nossa senhora… Isto não é normal! Ainda fiquei na dúvida e a achar que o senhor se estava a referir à sua Maria. A Maria, a tal que tem uma reforma de oitocentos euros e que anda muito descontente com a perspectiva de ter que sair do palácio no final do mandato para voltar à sua vida normal, a contar os tostões, à semelhança de milhares de outros portugueses. De qualquer maneira, não consigo perceber como foi possível uma afirmação deste calibre, que relega para o esquecimento o trabalho dos seus colegas do governo, que tanto se têm esforçado por… destruir o país?

Greve de professores. Vão chover insultos…

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Todos nós temos as nossas opiniões e as nossas convicções. Eu tento ter as minhas. Não me preocupo muito sobre o que os outros pensam ou deixam de pensar acerca das… minhas opiniões. Bem lá no fundo, tento ser igualzinho aos outros e, como eles, também tento pensar pela minha cabeça. A bela e confusa introdução vem a terreiro porque, pelos vistos, vem aí uma greve de professores e é uma boa altura para eu meter nojo com a minha opinião que, diga-se de passagem, não interessa nem a um menino, de seu nome Jesus.

Independentemente das razões, umas mais válidas do que outras, o nosso amigo de bigode, parecido com a mãe, decidiu convocar uma greve para todos os professores. Uma greve aos exames nacionais. Já lá vamos. Antes, gostaria de tentar perceber como é que este homenzinho continua à frente dos sindicatos de professores. Ele que comandou as tropas contra um governo socialista (que nunca chegou perto dos limites a que o actual chegou… e que era mais à esquerda dos que lá estão agora…) que manobrou e mobilizou os professores para a “luta” que lhe dava mais jeitinho (agenda política… a quanto obrigas…) com os resultados vergonhosos a que todos assistimos durante a última greve aos exames nacionais e que foi o responsável pela imagem negativa que a sociedade tem dos professores… Como é que ainda tem o poder de decidir sobre o que estes podem e devem fazer? Interrogo-me e não encontro resposta. Porque é que este homenzinho não volta às escolas? Porque é que não vai dar aulas e então teria toda a legitimidade para fazer as greves que muito bem entendesse, descontando o que não desconta agora…? Não consigo mesmo perceber porque é que não é substituído no cargo que tão mal desempenha? Eu sei! Porque há muitos colegas/amigos/palhaços como eu, que não são sindicalizados e, por isso mesmo, não têm legitimidade para o correrem dali para fora… Mas que me irrita… isso é dizer pouco…

Voltando aos exames e à greve que se avizinha. Muito claramente, eu não vou fazer greve. Não por me sentir mandado ou manobrado pelo homem de bigode, mas muito simplesmente porque não sou capaz de tomar uma atitude que visa prejudicar directamente largas centenas de miúdos e miúdas que têm nos exames um momento de avaliação extremamente importante para as suas vidas. Para muitos deles, os exames constituem um momento de grande stress e de grande tensão, por isso não me consigo imaginar a fazer uma greve com estas características. É a minha opinião, lá está, vale o que vale, mas não me peçam para lixar alguém só para que eu tenha mais qualquer coisa. E depois, depois, tenho cá um pressentimento que os professores só vão arranjar lenha para se queimarem… Oxalá eu me engane!

Cada um tem o que merece. Em tons de azul…

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Nem sequer dá vontade de bater no ceguinho, apesar de que este ano o gozo foi muito maior. O clube dos coisinhos esteve quase a ganhar o campeonato, mas faltou-lhe um bocadinho assim… O país assistiu aos festejos antecipados, com as televisões do costume a fazerem o acompanhamento merecido… Festejaram muito e prepararam as festividades finais… esqueceram-se de fazer as contas e, acima de tudo, esqueceram-se de jogar futebol quando o deveriam ter feito sem hesitações… Acontece a muito boa gente, então aos fanfarrões…

Já aqui confessei que este ano estava descrente na vitória. Apesar de gostar do nosso treinador, do seu trabalho, da sua humildade e seriedade, achei que foram cometidos alguns erros de palmatória e, perante o aproximar do final do campeonato, fui deixando de acreditar na vitória. Quando o país assistiu à reviravolta total que aconteceu com a vitória do fêcêpê quando jogou com os coisinhos, também eu voltei a acreditar. Foi uma bela lição que aprendi. Saber acreditar até ao fim. Lutar até ao fim. Foi uma vitória bonita de se ver.

Claro que os ressabiados do costume não são capazes de reconhecer o valor dos adversários e esta vitória do fêcêpê vai ser rapidamente esquecida pelas televisões, jornais, rádios e até pelos responsáveis políticos… Somos pequenos, feios, porcos e maus… e não mexemos uma décima, que seja, com o brilhante número português do PIB.

Podem achar tudo isso, desvalorizar da forma como quiserem, mas há um pequeno pormenor que ninguém consegue apagar: o fêcêpê é o melhor clube português. É um clube competente, organizado, que sabe dar valor aos seus profissionais e que luta contra tudo e contra todos. Somos PORTO!

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