Arquivo mensal: Junho 2013

“como ecitar uma garota so falando com ela”

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Pronto. Fechou. Outro termo de pesquisa como este e eu vou dormir!!! Como eu gostava de ecitar uma garota só a falar… para ela! Como gostava! Mas não é possível, meu caro internauta. Eu sou meio tropego, babo-me imenso e elas, as garotas, não acham lá muita piada. É que eu, sou mais bolos.

portuguesas+do+rabo+grande.

PixMix545-img009O título é sugestivo vírgula não é? Eu acho. Muitos de vocês também acharam, tenho a certeza! Alguém que paira pelo mundo virtual também acha. Essa é uma verdade absoluta, disso tenho eu a certeza. Apetecia-me fazer um sorrisinho, daqueles com uma bolinha, mas acho que não ficaria bem. Este é um blogue sério, cheio de referências sérias e um sorrisinho iria destoar. Mas voltando ao início. Ao título, portanto. Quem escreveu isto inicialmente não fui eu. Foi alguma alma caridosa que acha que as portuguesas têm um rabo grande e vai daí fez uma pesquisa sobre o tema. Veio parar aqui ao blogue. Fiquei a pensar no assunto. Alguém, português, de bom senso e conhecedor do assunto acha que as portuguesas têm um rabo grande? Alguém acha isso? Ninguém! Ninguém acha isso, a não ser uma pequena minoria. São aquelas pessoas que conhecem de perto, privam de perto, têm intimidade de perto com uma raça portuguesa muito especial. De uma zona de Portugal, muito especial.

Queriam saber qual será a zona? Certo?

Eu já lá vou. Entretanto, muito entretanto, podem sempre fazer uma pesquisa na internet sobre o tema “portuguesas+do+rabo+grande” e se vierem cá parar de novo… quer dizer que está a resultar. Seria a altura certa para espetar aqui um novo sorrisinho.

Voltando ao assunto principal, à raça especial, com características muito especiais, só me compreende quem já viajou pelos montes de Portugal, por essas terras onde as mulheres ouvem estas coisas e têm bigode. Um bigode lindo que nos encanta e que nos dá vontade de viver. Viver para sermos felizes. Viver para lutarmos. E viver para… viver…

Escrever, ajuda. Ajuda a endireitar as ideias.

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Já deu para perceber que tenho andado meio apalermado. Tenho trabalho até às orelhas e não há maneira de o conseguir empussrar para a frente, nem que seja com a barriga… Estou completamente desmotivado mas… assim não pode ser. De repente fiquei sem energia. Completamente alheado da realidade. Por outras palavras, a querer fugir à realidade. À triste realidade. Mas a vida é mesmo assim e sempre será como tiver que ser… não há volta a dar e por muita desilusão que possa invadir a nossa vida… há que continuar. No caso, irá decorrer durante mais um período de quatro anos e depois logo se verá. Vai ser um longo ciclo, em que irá ser necessário manter algum sangue frio porque… eu fervo em pouca água. Não parece mas sou capaz de dizer as maiores barbaridades a quente… É mau, eu sei, mas agora já não há muito a fazer… com esta idade…

Deixando os particulares… e partindo para o geral, ou seja, precisamente o contrário do que se deve fazer… acabo por fazer um balanço muito positivo da greve dos professores do passado dia dezassete. Logo eu, que não sou dado a greves mas que me decidi a fazê-la por achar que devia ser solidário com muitos outros professores que estão em risco de perder o seu posto de trabalho. Cada um tem as suas convicções, é certo, e apesar de ter sido o homem de bigode (parecido com a mãe) a convocar a greve, decidi que a minha posição não era mais do que isso: minha! Respeito quem pensa de maneira diferente. Não respeito quem foi mais papista do que o papa. Como também não tenho pachorra para tentar encontrar algum ponto de paciência para todos aqueles que criticaram a greve dos professores só porque… sim, utilizando argumentos tão básicos que me escuso de os reproduzir aqui. E a maioria da opinião pública portuguesa continua com a opinião de que somos uma verdadeira cambada de inúteis, causadores do buraco orçamental em que o país se encontra. Com esse tipo de gente, não vou perder mais tempo do que aquele que já me dei ao trabalho de perder.

Se pararmos para reflectir um pouco (se for muito… também não é lá muito conveniente…) verificamos que afinal o governo do país também consegue perceber que há caminhos que mais vale não insistir em percorrer. Claro que vou dar novamente às negociações com o ministério da educação. Ninguém percebe porque é que os senhores que lá estão não entenderam logo que as quarenta horas não poderiam abranger o horário lectivo (os básicos não entendem que não se aguentam mais horas a dar aulas…) ou que a mobilidade especial também tem que ter os seus limites (os mais básicos continuam a não perceber que a carreira dos professores já tem no seu início um largo ciclo em que estes saltam de terra em terra durante anos e anos e, quando estabilizam, é justo que por lá criem as suas raízes…). Parecem dois aspectos insignificantes, mas não são. Aliás, na questão das quarenta horas, seria bom que os inteligentes que governam o ministério da educação pensassem melhor no assunto e nos explicassem a nós, professores, e aos básicos que não entendem nada do assunto, onde vão enfiar os professores todos. Todos os professores sabem que a grande maioria das escolas não dispõe de gabinetes de trabalho, salas de trabalho ou como lhe quiserem chamar, onde se possam enfiar os professores todos que por lá vão estar a trabalhar… na preparação de aulas… a corrigir testes… a visionar trabalhos… a ler relatórios… a fazer pautas de avaliação… e toda uma data de burocracias que, hoje em dia, entopem as secretárias de todos os professores. Os básicos, sim, aqueles que não entendem nada do assunto mas que insistem em mandar uns bitaites, não devem ter pensado no assunto… pudera, se até os inteligentes dos nossos governantes não pensaram no tiro que estavam a dar no pé… quanto mais um bando de ignorantes…

Pela via das dúvidas, permito-me perguntar: será que alguém pensa que os professores vão continuar a trazer o trabalho para casa, como vinham fazendo até aqui?  Não me parece. Parece-me mais que, chegadas as quarenta horas, o trabalhinho vai ficar ali, paradinho, à espera das próximas quarenta horas…

Ah, e só para que conste. Amanhã? Amanhã vou trabalhar, que tenho muito trabalhinho para acabar.

Bem, eu acho que, para ela, é mais fácil o sexo a três…

“Namoro com uma rapariga que estava sempre a evitar a sexualidade. Para ela se sentir mais à vontade, propus-lhe termos sexo a três, ela, eu e uma amiga. Foi divertido. O problema é que, agora, quando estamos os dois, ela mostra-se sempre muito ansiosa e tímida. Será que é mais fácil para ela o sexo a três?”

in Maria.

Desiludido!

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No dia seguinte. Tudo parece irreal. Parece que nada aconteceu. Que foi tudo normal. Mas não foi! Foi tudo muito anormal. Para mim foi a maior desilusão a nível profissional. Fico incrédulo que tudo tenha sucedido desta forma. Não foi uma desilusão. Foi uma completa desilusão e perdi os meus referenciais. Completamente. Amanhã vou estar mais calmo. Vou pensar melhor nisto tudo. Compôr as ideias e amarrar os sentimentos. E seguir em frente. Eu sei qual é o meu caminho. Sei eu e muitos outros, os do coração. É com esses que se faz o caminho.

Estou farto de grunhos que não sabem o que dizem!

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Assim, a quente, que é a última arte de dizer asneiras, não posso deixar de comentar o dia de hoje. O dia de greve geral dos professores. Por tudo aquilo que li e ouvi nas televisões, continuamos com o mesmo jornalismo, fraquinho, conivente com o poder instituído. Os jornalistas portugueses, na sua grande maioria percebem tanto de educação como de… agricultura… ou seja, zero. Não sabem como funciona uma escola, como funcionam as vigilâncias aos exames e propõem-se fazer reportagens sobre algo que desconhecem, tal e qual a Alcina Lameiras… é para onde estão virados…

Como qualquer professor sabe, da frente para trás e de trás para a frente, uma vigilância de exame obedece a regras muito rígidas e muito bem definidas. É um verdadeiro calvário ter em atenção todos os pormenores. O nome do aluno tem de ser lido em voz alta. O aluno tem de se sentar com a distância previamente estabelecida. Não pode trazer mais do que o legalmente estabelecido. Telemóveis desligados. Assinam um compromisso de que não vai copiar. O professor vigilante não pode perturbar o normal funcionamento do exame e para tal não deve tossir, deve andar silenciosamente pela sala de exame… e, acima de tudo, deve vigiar. Estar vigilante para que não aconteçam situações ilegais, garantindo a equidade na realização dos exames por parte de todos os alunos. Esta é uma pequena amostra dos cuidados que devem existir durante a realização de um exame e é para que assim seja que todas as escolas realizam uma reunião geral para explicar todos estes procedimentos. Algum jornalista fará uma pequena ideia disto tudo? Penso que não. Se tivessem uma pequena noção de como se processam a realização dos exames iriam achar muito estranho que tivessem acontecido exames em salas de convívio, em auditórios e anfiteatros… Se soubessem como tudo isto funciona, tenho a certeza de que, pelo menos os mais perspicazes, iriam questionar-se sobre a equidade para todos os alunos. Porque não tenhamos dúvidas, uma cantina ou um ginásio não oferecem as condições mínimas de segurança para que um exame se realize sem haver… o quê? Copianço, claro está!  Como é possível manter setenta ou oitenta alunos controlados num espaço que não foi concebido para tal? Convenhamos que uma sala de convívio foi construída com o fim muito específico de os alunos conviverem… nos casos que aconteceram foi um outro tipo de convívio… escrito…

Estas situações são lamentáveis e gostaria de saber a opinião dos pais e dos alunos que ainda não realizaram os exames quando souberem que, muito provavelmente, outros alunos foram beneficiados por situações pouco lícitas… sim, porque se não estavam criadas condições de segurança, as direcções das escola deveriam ter tomado uma posição muito simples: NÃO PERMITIREM A REALIZAÇÃO DO EXAME. Houve direcções de escolas que assim fizeram. Houve outras que não o fizeram. E agora, houve alguma peça jornalística sobre este assunto? Não me parece.

Todos temos que aceitar as opiniões divergentes. Houve professores que não fizeram greve. Uns porque obedeceram  à partidarite aguda. Outros porque acharam que não tinham razões para a fazerem. Outros por uma data de outras razões. Eu percebo porque também não sou muito dado a greves e quando não as faço também gosto que me respeitem por isso. Mas esta greve era muito especial. Foi o canto do cisne de uma classe profissional que nunca foi unida e que tem sido vista como o grande bode espiatório dos males da sociedade portuguesa. Os professores têm sido alvo dos maiores ataques. Qualquer grunho, que mal sabe ler ou escrever, se acha no direito de criticar esta profissão sem saber minimamente do que está a falar. Qualquer grunho acha que tem o direito de entrar por uma sala de aula adentro e desatar às chapadonas ao profissional que lá se encontra. Qualquer grunho é capaz de mandar umas bocas sobre as interrupções lectivas, sem perceber que se fosse mais eficaz na educação dos seus filhos, se calhar, os professores não ficassem tão esgotados por lidarem diariamente com “selvagens” mal educados. Qualquer grunho acha que trinta e cinco horas são coisa pouca e facilmente se esquece que o trabalho de preparação de aulas e a correcção dos trabalhos ou testes ultrapassam largamente as ditas quarenta horas. Qualquer grunho acha que não precisamos de investir na educação. Qualquer grunho acha que devemos é viver das aparências e que não precisamos da escola para subir na vida. Há grunhos variados e para todos os gostos. Há que saber distingui-los. É exactamente como os colegas (e colegas são as putas), também temos de saber distingui-los. Uns são do coração, outros são colegas.