Arquivo mensal: Julho 2013

Vila Nova da Telha. Oh Mila, bota sheik!

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Esta fotografia é antiga, de um ano. Já por cá andou e, pelos vistos, continua a vir à baila. Gosto do azul. Sinto-me motivado pela cor. Esta fotografia tem muita história. É daquelas histórias que têm de tudo um pouco. Do bem e do mal. Mas essas são outras conversas. O que interessa mesmo é a fotografia. Era esta fotografia que eu gostava de ter nos panfletos. Podiam ser uns panfletos a preto e branco, com a minha fotografia em azul. Eu acho que ficava lindo. Não eu, mas o conceito… e eu trabalho com conceitos…

Puxando um bocadinho o filme atrás, e para quem ainda não se apercebeu porque tem mais que fazer, eu deixei de ser o putativo. Putativo candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha, na Maia. Deixei-me disso. Agora sou mesmo candidato a tudo aquilo que não vou repetir agora. É verdade. É oficial. Uma verdadeira responsabilidade vai cair sobre as minhas costas. Nunca tal me aconteceu. Sempre fui um verdadeiro irresponsável. Dos genuínos. E agora, assim, de repente, sem saber ler nem escrever, vou ser o candidato a tudo aquilo que dá muita canseira escrever.

Mas como é possível? Pensarão alguns (muitos…) que esta criatura de deus e dos amigos vá concorrer a Presidente, como? Pois é! Chegou a minha vez. Todos nós temos um momento, nas nossas vidas, em que vemos a luz. Uns vêem a luz sob a forma de um corpo com um sotaque diferente do nosso, que não é transmontano… nem tem bigode… outros sentem que, aos cinquenta anos, têm que experimentar outras coisas, outras cenas, para ficarmos por aqui… outros ainda, acham que devem começar o processo de luta contra o envelhecimento e desatam a correr e a saltar que nem uns loucos… e mais, muitos mais, com as suas taras e manias… tal e qual o nosso Marco…

Eu não sou diferente, apesar de irresponsável, também tenho uma luzinha lá ao fundo, tremeluzente, à minha espera, que me vai mostrar o mundo. Para já, só para começo das hostilidades, posso adiantar que esta fotografia irá estar rodeada de outras. Todas elas com uma aura que me fazem sentir, digamos, um mestre de cerimónias.

Peço imensa desculpa. Parece que me enganei na fotografia. A tal que é azul, afinal, é a que se segue…

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Medo, muito medo…

“A minha mulher tem amigas espectaculares e pediu-me para eu fazer amor com uma. Acontece que a rapariga é demasiado desinteressante e feia. A razão é precisamente ela não ter tido muitos casos e ninguém lhe conheceu um namorado sério. Como está há tempos sozinha, agora anseia ter uma experiência sexual. Queria safar-me, mas não sei como a minha mulher irá reagir.”

in Maria.

Se eu pedir a todos que colaborem para o engrandecimento de Vila Nova, será pedir de mais?

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Pois é! Este será o primeiro passo da campanha “Vila Nova Feliz”. Humildemente venho pedir a todos os habitantes e não habitantes de Vila Nova, que me enviem as suas sugestões, as suas ideias e os seus conceitos para tornarmos Vila Nova numa freguesia FELIZ. Tornar Vila Nova numa freguesia FELIZ não será tarefa fácil. Muito pelo contrário. Vai ser necessário muito empenhamento para que todos os homens e mulheres desta freguesia possam celebrar bons momentos, em paz e harmonia. Os tempos que correm não estão fáceis. Já todos sabemos isso. Como também todos nós sabemos, devemos tentar encontrar o lado bom  das nossas vidas. Mesmo para aqueles que estão a passar as maiores privações, que não conseguimos sequer imaginar, devemos trabalhar e encontrar soluções para que também sejam FELIZES.

Já deu para perceber que estou cansado e antes que comece a cansar quem não devo… (os eleitores de Vila Nova…) mais vale estar calado. Descansar bem, tentar dormir, tentar acabar os desenhos (faltam três) do novo livro, tentar arranjar os pequenos problemas da casa, tentar deitar metade da papelada fora, tentar acabar com os amigos irlandeses cá de casa, tentar ser um pai de família, tentar…

Ah, não se esqueçam, mesmo, das sugestões para tornar Vila Nova Feliz. Eu fico muito agradecido!

Inspira, expira, relaxa. Inspira, expira, relaxa… and so on…

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Depois de uma longa paragem por estas bandas, eis-me regressado. Exausto. A precisar de descanso. Amanhã entro oficialmente de férias mas ainda vou ter que ir à escola entregar umas papeladas… mas estou pronto para… descansar. Tenho montes de coisas para pôr em ordem e não consigo mexer uma palha porque estou mesmo esgotado. No meio disto tudo regresso como o putativo candidato. O candidato que pretende trazer a felicidade para Vila Nova. A felicidade irá ser o meu principal tema de campanha. A felicidade passa por muitas áreas. Todos nós sabemos isso mas uns sabem-no melhor do que outros e é precisamente aí que eu quero intervir em Vila Nova. Proporcionar a todos o conhecimento para alcançar a felicidade. Para que tal seja possível vou contar com a colaboração imprescindível de uma equipa verdadeiramente invejável, em todos os aspectos. Eu apenas serei o biquinho da lança. Em breve, muito em breve (mal tenha um pouco de sossego) irei apresentar, ponto por ponto, o meu programa eleitoral para Vila Nova.

Gostava de meter as mãos numa destas.

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O país anda mal humorado. O país é feito de pessoas, logo, as pessoas andam mal humoradas. Será que vale a pena? Eu confesso que também tenho andado mal humorado. Para quê? Pura perda de tempo pois eu sou um verdadeiro privilegiado. E digo isto sem querer parecer cínico. Tenho saúde, tenho uma família saudável e tenho trabalho. São as bases de uma vida digna. Depois, depois, tenho outras coisas, outros gostos que me dão imenso prazer. Bons amigos para conversar. Bons livros para ler. Música para ouvir. A bela Scarabeo para disfrutar… e muitos outros prazeres… da vida.

E pronto. Foi o que se arranjou.

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Após várias tentativas de afogamento em papeis, às quais fui sobrevivendo estoicamente, eis que surge uma janela de tempo livre. Livre, livre, não será bem porque tenho duas criaturas de baixa estatura cá por casa que não dão sossego a ninguém. A única que me está a dar sossego é de estatura um pouco mais elevada porque… está ausente… daí o sossego… Tirando estas comparações meio idiotas, só consigo pensar em férias mas… estão tão longe, tenho tanta coisa para terminar e não tenho energia. Este podia ser um post queixoso, carunchoso ou mesmo piolhoso. Podia. Mas eu não quereria…

Ponho-me à procura de um assunto interessante. Em finais de julho é difícil encontrar assuntos interessantes. O fêcêpê não joga. Há festivais de música esquisita por todo o lado. O ministro Portas vai à missa e abre a boca para engolir a hóstia. O tó-zé está cada vez mais inseguro. A ministra do guito é mais redonda do que parecia. Portanto, um verdadeiro deserto de informação interessante. O que é que sobrou? Duas verdadeiras notícias. Duas personagens com sotaque do PUARTO, em duas áreas completamente distintas. A primeira, porque é mais novinha, foi uma menina que estuda arquitectura na Faculdade do Porto e que ganhou um prémio internacional (já anda a circular nas redes sociais da moda há uns tempos mas só hoje deu reportagem na televisão). A segunda, e porque é mais madura (só um bocadinho), foi uma outra menina que investigou, investigou, investigou e tornou a investigar sobre a dor e… ganhou um prémio internacional. Ambas foram distinguidas pelo seu trabalho mas, se eu fosse do júri, fazia questão de lhes atribuir uma menção honrosa, só pela beleza.

Hoje vou para a cama mais tarde.

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Há uma cena qualquer que diz: quem nunca pecou, que atire a primeira pedra. Literalmente, não deve ser nada assim, mas é parecido. Que se há-de fazer? Sempre fui pouco adepto da memorização, principalmente depois de ter torrado o cérebro com coisas que não devia. É oficial. Mas voltando ao que realmente interessa (e… os pormenores literais… não interessam a ninguém e só fazem perder tempo), quem é que nunca pensou ser algo que não é? Quem não gostaria de ser uma outra personagem? Eu gostava de ter sido outra personagem. Não tenho, mesmo, problemas em afirmar isso. Não que me sinta frustrado com a minha vida. Não estou, e agora é literal, não estou nada frustrado com a minha vida. Mas que gostava de ter sido outro personagem, lá isso gostava. Nem sequer vou perder tempo a explicar o personagem. É um personagem que paira na minha cabeça. Podia ser de outra cabeça qualquer, mas não é. É da minha.

E depois, depois ponho-me a pensar na vida… depois da personagem… e olho para mim, percebo quem sou e para onde vou. Aliás, vamos todos para o mesmo sítio. OUHOUHOUH! Parou! Foi mau! Já sabemos todos que vamos morrer, mas não havia necessidade de falar nestas coisas, pelo menos assim, no meio de uma “cumbersa” fraterna. Mas acabamos por pensar na vida que estamos a levar. No que fizemos e no que ainda iremos fazer. Naquilo que fomos e naquilo que nos tornamos. Envelhecer bem é fundamental. A eterna juventude não existe. Perceber que o nosso corpo não consegue acompanhar a nossa mente é a coisa mais difícil e a mais importante… para pessoas da minha idade. A minha pujança intelectual não tem nada que ver com este corpinho de sereia… acho que elas não se conhecem… eu acho, mas sou só mesmo eu a achar, que elas sabem da existência uma da outra… mas não querem saber. São umas desprendidas. Que só gostam do bem bom. E não têm bigode, porque se tivessem, eram parecidinhas à mãe. Fui.

É uma pena ser tão inconstante.

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Tenho de confessar. Sinto a falta da minha amiga. Amiga, amiga, não será bem essa a palavra certa, mas também ela não me vai levar a mal se eu a tratar como tal. Aliás os tempos estão para que as pessoas os vivam. Chega de desgraças. Elas existem, é certo, mas não podemos estar sempre a pensar na desgraça. É necessário fazer um esforço para conseguir pensar positivo, é certo, mas se encararmos esse esforço como uma forma de fazermos exercício… de mantermos a forma física e mental… já é muito saudável.

Vivam as nossas amigas e amigos. Uns mais doidos, outros mais contidos, mas que tenham todos vontade de viver intensamente. Se a vivem analmente, vaginalmente ou mesmo à mão… o que é que isso interessa? Sim, o que é que interessa? Alguém tem alguma coisa a dizer? Não? Bem me parecia! É assim que eu gosto! Cada um na sua vidinha, a fazer o que pode para ser feliz. Se o puder fazer em comunhão (agora saí-me bem…) melhor ainda. É bom sinal! É sinal de que é boa pessoa. E esta amiga, que eu gostava de conhecer, é boa pessoa, de certeza absoluta. Diz-me aquele dedo mindinho que serve para perceber se as galinhas têm ovo…