Arquivo mensal: Agosto 2013

Oh menina, eu vou ser, mesmo, cantor!

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Andei, andei, andei, pensei, pensei e tornei a pensar. Para quê? Para nada. Vou sempre fazer aquilo que quero. Se, por acaso, muito remoto, não for eleito Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha, se tal acontecer, vou enveredar por uma carreira de cantor. Esse, sempre foi o meu sonho. Estou farto de ser professor, de ser professor há mais de vinte anos e de continuar a ser maltratado, de sentir a desconfiança das pessoas, de sentir que as pessoas que não percebem nada do assunto acham que eu sou um filho da puta de um privilegiado, preguiçoso, e que só gosto de coçar aquilo que os homens têm e que toda a gente gosta. Vou ser cantor e não se fala mais nisso.

Ainda bem que a minha rica senhora está atenta…

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Antes de sair por essa Freguesia fora… surgiu-me uma dúvida. Se vestia ou não umas calças. Sim umas calças, de ganga, tecido, terylene… qualquer coisa… ou se saía para a rua em cueca. Foi uma dúvida legítima, perfeitamente legítima. Pode parecer mais uma palermice aqui do candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha (nunca é de mais sublinhar…) mas não é. Se eu saísse para a rua em cueca, sandálias, um pólo e um chapéu de palha (um dos meus acessórios preferidos…) será que alguém iria reparar? Tenho dado muitas voltas pela Freguesia, de manhã cedo, em tempo de aulas para levar as minhas filhas à escola ou para ver como param as modas… O que eu já percebi é que, tirando meia dúzia de automóveis que passam com alguma velocidade e com pessoas mais ou menos novas que vão trabalhar, a restante população são idosos que, lá está, vêm à rua (nem que seja para ajudarem os filhos a tirarem os carros das garagens…) precisamente conforme lhes dá mais jeito: de pijama, roupão ou de cueca… só não apanhei ainda nenhum núzinho. Portanto, se eu saísse à rua em cueca, fashion, ninguém iria achar anormal.
Como é bom de perceber, não o fiz porque estou como o tolo no meio da ponte… ainda não estou velho de todo mas… a juventude já lá vai há muito tempo e como tal, sou um candidato com pudor.
Como também é bom de perceber, não tenho absolutamente nada contra os idosos. Sob pena de me repetir, quanto mais não seja porque para lá caminho, respeito os idosos, que trabalharam uma vida inteira e que mereciam ter uma final de vida descansado, tranquilo, sem necessidade de andar a contar os tostões (cêntimos para os apoiantes jovens…) mas, infelizmente, os nossos governantes acham precisamente o contrário… Mas esse é um problema, geral, do país e se daí partirmos para o particular, chegamos aos idosos desta Freguesia, que são a maioria da população, e, assim, à primeira impressão parece que a vida corre sobre rodas, mas não tenho a certeza de que todos são apoiados devidamente pelos serviços competentes, que existem para os apoiar. Sem me querer alongar muito mais sobre o assunto gostaria de vincar a ideia de que esta Freguesia está muito envelhecida e que os apoios devem ser eficazes pois as dificuldades aumentaram, muitas vezes devido ao regresso a casa de filhos, com netos, desempregados e em que o orçamento familiar ficou curto. É necessário, pois, fazer um levantamento das reais dificuldades e privações por que estão a passar os habitantes de Vila Nova da Telha, para se poder actuar devidamente.
Com isto tudo, acabei por tomar um café em casa e vesti umas calças, que o tempo lá fora está fraquito…

PS. Ups, enganei-me no sítio desta publicação… devia ter sido logo para aqui…

Fica a ideia…

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Influenciado por uma publicação na rede social da moda, de um candidato desconhecido do grande público, tive uma ideia que era capaz de resultar para a campanha do dito cujo. Podia o pretenso candidato a Presidente da Junta juntar… toda a sua equipa e, numa acção de rua, uma feira ou qualquer outro ajuntamento, dirigirem-se todos à população com um discurso muito sério, com muitas medidas concretas. Assim, uma coisa à político responsável, com bandeiras e tudo. A única particularidade é que toda a equipa devia falar à sopinha de massa. Eu não tenho nada contra os sopinha de massa, muito pelo contrário, dá-me vontade de lhes comer a língua, sofregamente. Mas seria interessante ver até que ponto a população iria perceber o discurso.

Quarta feira, dia vinte e um de agosto de dois mil e treze.

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O meu Reino Universal é este blogue. Aqui posso escrever o que quero. Sou eu que o pago. Pronto, é assim. Se eu fosse mesmo o Presidente da Junta também podia fazer o que quisesse. Mas não sou, o que é uma pena pois, consta-se pela freguesia, que tenho todo o perfil para andar no contacto directo com as populações… Como a vida é como é, nada mais fácil do que retornar ao meu cantinho de sempre, o tal que é pago por mim. Por estas bandas posso escrever o que me vai no Reino Universal. Tenho quase sempre o cuidado de não ofender pessoas (a não ser a nossa classe dirigente… que é inqualificável e é achincalhada por toda a gente…) mas, voltando ao assunto, que já não sei lá muito bem qual é… sempre posso explicar que a minha vai continuar e que esta minha candidatura a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha não me vai afectar em nada. Tenho consciência do meu papel e das minhas ambições… desmedidas… mas se conseguir acrescentar uma ideiazinha, pequenina que seja, para melhorar a vida das pessoas, então sou um homem feliz. O curioso disto tudo é que, pela primeira vez, escrevo aqui a palavra homem para me qualificar, se assim se pode dizer. Não que eu seja uma menina, mas homem? É assim um bocadito para o sério… até pareço um pai de família responsável…

Esta cena do verde… é uma cena muito estranha…

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A população, em geral, não deve ter reparado que tenho uma nova página no facebook. Não percebo muito bem… porquê… talvez porque estejam de férias… mas o que é certo é que eu tenho mesmo uma nova página no facebook. É muito diferente do costume. Sim, eu sou um rapaz de costumes. Se são bons costumes, isso já é outra conversa. Mas os costumes são meus e eu é que sei. É muito diferente do costume, ponto. Afinal eu é que vou ser o Presidente da Junta, por isso, eu é que sei!

É uma página que tem por objectivo (só este tipo de discurso já assusta…) a minha eleição a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha. É uma coisa oficial. Pelo menos na minha cabeça. Tem que ser uma página séria. Até tenho que dizer que sou um rapaz sério. Isso também não é difícil porque sou mesmo um rapaz sério, com as raparigas. Levo a coisa muito a sério. Gosto daquilo e digo-lhes que gosto mesmo daquilo. Faço aqui um parêntesis para ressalvar que esta imagem das raparigas é uma generalidade. O que importa reter é que as raparigas são, na sua especificidade, a minha rica senhora. Com ela, a coisa é mesmo a sério. Por uma data de coisas e coisinhas. Quanto mais não seja porque é a candidata a Presidente da Câmara Municipal da Maia e isso, sim, é uma cena muito séria, daquelas que não me assiste.

Para descansar as minhas cruzes…

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Este é que era. Mesmo. Sem brincadeirinha. Uma semana aqui enfiado e ficava como novo. Sem cães para cuidar, nem pássaros ou tartarugas e já agora com as filhas enfiadas na casa de um familiar, na companhia da minha rica senhora… os dois a planearmos a campanha eleitoral… no meio dos lençóis… isso sim, era vida. Como se diz na Póvoa de Varzim: à patrão.

Não, não é uma erecção. É mais vontade de caminhar!

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Uma caixa de airtal com outra de adalgur-n depois e eis-me pronto para fazer aquilo que todos nós gostamos: de passear pela nossa junta de freguesia. No meu caso, no caso da minha junta de freguesia, a coisa é complicada porque não tenho passeios e posso ser atropelado. Aliás, ser atropelado porque não tenho um raio de um passeio para poder caminhar é uma cena que me irrita. Irrita-me, pronto. Não gosto nada de levar com um carro em cima pois posso ficar todo empenado e depois tenho que tomar outra caixa de airtal mais uma de adalgur-n para ficar bom das costas.

Sem telemóvel há uns dias.

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As férias são assim mesmo: imprevisíveis. Estivemos uma semana pelos ares da montanha e, num desses dias, deixei ficar o telemóvel num belo local e vim-me embora. Foi um dia bem passado, em boa companhia. No final do dia a coisa ficou feia pois fiquei com as costas num oito e com dificuldade em andar… idade, é o que é! Com a confusão de me meter no carro para chegar a casa, lá deixei o telemóvel… que, felizmente, já foi encontrado. Ainda não o tenho e, por isso, continuo incontactável, o que é uma pena pois sou um excelente comunicador…

Mas adiante, que a vida continua e as férias ainda vão a meio.