Arquivo mensal: Outubro 2013

Podia ter acabado melhor, mas…

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Li um artigozinho de cocorócó. Fraquinho e pequenino. Daquelas coisas que aparecem na rede social da moda. Dizia o artigozinho que os homens, actualmente, atingem a maturidade aos cinquenta e quatro anos de idade.

Tenho de realçar duas palavras: actualmente e maturidade. Devem-se completar, digo eu, assim à primeira vista… mas se pensarmos bem, elas são perfeitamente autónomas. Passo a explicar. A parte do actualmente, quer-me parecer que implica uma evolução, isto é, pelo andar da carruagem daqui a uns anitos o número vai aumentar… A parte da maturidade não consigo perceber o que quer dizer. Maturidade? Não percebo! O que é isso da maturidade? Tenho que ser maduro? Redondo? Ponderado? Polido? Podem-me explicar o que é isso de maturidade? Por favor? Será que está relacionado com fazer o amor com tranquilidade? Ou será, antes, fazer o amor com vontade? Continuo a não perceber o que é ser um tipo maduro. E estou preocupado. Legitimamente preocupado! Vou fazer cinquenta e três anos e estou quase, quase, quase a atingir a maturidade e isso assusta-me. Muito!

Será que esta coisa da maturidade me vai fazer mudar de ideias? Será que vou passar a gostar de fazer o tal de amor com cordas? Todo amarradinho? Não quero nem pensar nas aventuras que vão acontecer quando ficar maduro…

Já deu para perceber que continuo sem perceber o que é isso da maturidade. E continuo assustado. Será que irei dar conta do recado? Será? Será que vou continuar a ouvir o barulho das luzes? Muito francamente, francamente, só espero que a minha vidinha continue tranquila e cheia de emoção. Se ficar de fora e não atingir a maturidade… temos pena, não vai ser por isso que eu vou deixar de ser quem sou.

Eu faço assim.

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Porque será que a vida das pessoas nunca é como elas desejam que seja? O ser humano muito gosta daquilo que não tem porque… e apenas, não tem. Quando, finalmente, tem aquilo que pretende… a coisa deixa de fazer sentido. Com a idade esses comportamentos vão deixando de fazer sentido e passam a ser sublimados… ou passam a sonhos. Sim, sonhos! Pode parecer estranho pois os sonhos estão associados à juventude e à capacidade de sonhar dos jovens, à vontade de mudar o mundo. Mas a idade permite voltar a sonhar. Pelo menos eu sonho. Consigo transformar situações menos agradáveis em verdadeiros acontecimentos. Acontecimentos esses que são conseguidos através do sofrimento. Esse é o condimento que separa o sonho da juventude do sonho do ser humano com mais idade. Através do sofrimento. Na juventude, a não concretização de um sonho não gera sofrimento. Quando muito sente-se alguma desilusão. Com a idade, sofre-se. O tempo torna-se escasso e sente-se que poderá não haver o tempo necessário para reverter uma situação adversa. Isso implica sofrimento. Mas o sofrimento pode e deve ser racionalizado, ultrapassado e, assim, passar a fazer parte do nosso universo de sonho. Também é certo que muitas pessoas não conseguem processar devidamente toda a informação. Por diversas razões. Por isso é que somos todos diferentes.

Eram cem paspalhões, a correr…

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Fiquei mais parvo do que aquilo que costumo ser. Digamos que sou um parvalhão instruído. Instruído porque gosto de estar em cima dos acontecimentos mas, sempre, com aquele espírito do verdadeiro parvalhão. Entre parvalhão e paspalhão… venha o diabo e escolha. Por mim, escolho o parvalhão. Tem mais a ver comigo. Ponto.

Para piorar a situação, sou um parvalhão nascido e criado na bela cidade do Porto. Já não bastava o facto de ser parvalhão como ainda tinha de acrescentar outro facto: ser tripeiro. Um parvalhão tripeiro! Não tem jeito, pois não? A maior parte dos portugueses acha que não tem jeito nenhum. Se eu fosse como eles também não ia achar, certamente… Mas não sou como eles. Eu sou um parvalhão tripeiro. Não sou um trengo qualquer.

Todo o parvalhão, sendo tripeiro ou não, tem as suas manias, os seus tiques e gosta de implicar com alguns aspectos da vida quotidiana. Quem não conhece um verdadeiro parvalhão que implica com isto e com aquilo? Eu conheço muitos. São os meus colegas de parvalhice… aqueles com quem eu me identifico melhor… e com esses não existe aquela cena do regionalismo… do ser tripeiro e cenas do género. É uma cena mais universalista, mais cosmopolita. Somos parvalhões do mundo. Sabemos acolher todos os parvalhões deste mundo, este mundo que é tão pequeno e que todos os dias nos enriquece com uma nova parvoeira…

Mas todo o parvalhão tem a sua ética. Não se pode ser um parvalhão fútil e desregulado. Assim corre-se o risco do parvalhão se transformar num verdadeiro paspalhão. O que é mau. E é mau porque o paspalhão não consegue perceber quais são os seus limites nem qual é o seu lugar. O paspalhão é uma merda desinteressante. Não é parvalhão quem quer mas quem pode. Ponto.

Olho para cima e ponho-me a reler o texto. Facilmente chego à conclusão de que sou mesmo parvalhão. Vinte e três linhas para começar a abordar o tema??? Não será muita linha??? Não! Afirma convictamente o parvalhão que há dentro de mim! Nada disso! É necessário compreender o contexto onde o parvalhão se enquadra. Daí as vinte e três linhas, certo???

Depois disto tudo, passamos para o tema. O tema não é nada parvo! É estúpido! O tema é motivo de vergonha. Vergonha até para um parvalhão que não tem nada a ver com o assunto. Um parvalhão que se limitou a assistir. E há sempre um parvalhão a assistir. É um clássico (e não vou começar a enumerar clássicos…)! Que assistem silenciosamente, esmagados perante tanta paspalhice.

Eu sei! Ainda não fui ao tema. Faz parte do modo de funcionamento do verdadeiro parvalhão e eu sou, mesmo, mesmo, verdadeiro. Não sou a fingir, por isso, há que ter uma dose de paciência, que é outra das condições para desenvolver em harmonia o verdadeiro espírito do parvalhão. Parvalhão que é parvalhão é paciente. Sabe esperar. Sabe que o seu momento irá acontecer. É isso que nos distingue dos paspalhões.

Depois disto tudo, será que é difícil perceber a diferença entre um parvalhão e um paspalhão? Se calhar ainda é! Se calhar vou ter mesmo de exemplificar. Não gosto nada de exemplificar porque posso ser confundido com um paspalhão. Mas como parvalhão, tenho de apelar ao meu sentido corajoso. Tenho de correr riscos…

Alguém assistiu ao que se passou durante este domingo desportivo? Foi um domingo de futebol. Para não variar, o país fica em suspenso, com um jogo de futebol. Não percebo muito bem porquê, mas isso sou eu, que sou um parvalhão. As televisões fazem reportagens e mais reportagens sobre tudo e mais alguma coisa que esteja relacionada com o jogo de futebol. Até parece que querem que não pensemos em coisas menos apropriadas… Filmam tudo. Desde o mais ranhoso dos adeptos até aos mais chiques. Normalmente o parvalhão nunca é entrevistado ou filmado. Até parece que nos topam à distância. Mas filmam outras coisas. O que devem e o que não devem. Claro que o parvalhão, que é parvalhão, gosta que filmem o que não devem. É um dos tais clássicos que não vou enumerar aqui, mas que gostam, lá isso gostam.

E neste domingo desportivo as televisões filmaram todas a mesma coisa, ou pelo menos as imagens apareceram em todas as televisões. Cem rapazes a correrem. Todos vestidinhos de preto. Todos aos tropeções mas a correrem com vontade. Os rapazes levavam tudo à frente. As imagens não tinham som mas eu consigo imaginar os impropérios que aquela massa de cem rapazes conseguia propagar durante a correria. Não havia som mas havia imagem. Uma imagem assustadora. Vergonhosa. Condizente com o paspalhão que dirige uma instituição que, se não é centenária deve andar lá perto, é merecedora de todo o respeito.

Eu tenho para mim, que naquela instituição desportiva, também devem andar por lá uns valentes parvalhões, iguaizinhos a mim, que não se identificam com estas condutas paspalhonas e que vão saber distinguir os verdadeiros parvalhões da escumalha. Esses, eu gostava de conhecer, nem que fosse para passar uma noite a dizer parvalhices…

Gostava de ter um título.

Também gosto de outras coisas.

Adoro Panetone. Chega esta altura e o Panetone aparece cá por casa. Claro que não aparece por obra do nosso amigo dos cornos e do rabo comprido. Nada disso. Sou mesmo eu que vou à loja comprar o Panetone. Adoro Panetone, não consigo controlar o meu desejo pelo Panetone.

Tirando isso, também gosto de outras coisas.

Ser o único ser humano acordado cá em casa. Gosto de saber que estão todos a dormir e que eu continuo a pensar no que não devo.

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Como este, repetido mas sempre… bem…

Só consigo ouvir música do meu tempo de jovem inconsciente quando estou desmoralizado… até parece que rejuvenesço… É ridículo, eu sei. Não faz sentido porque… ninguém rejuvenesce… só eu acredito que sim! Ainda agora estou a ouvir New Order e parece que o mundo está aos meus pés! Não está, mas eu acredito que sim, que está! Também neste momento estou acompanhado de um primo de treze anos (é uma idade estranha para um primo… vá-se lá saber como tal foi possível…) e o mundo ainda me parece mais aos meus pés! Continuo a olhar para baixo, à procura do mundo, e não o encontro.

Uma coisa que também consigo perceber é que os New Order têm uma energia que vai muito para além dos treze anos do primo escocês. Ao ouvir New Order consigo ver e sentir pessoas. As pessoas que me dizem alguma coisa. Estranho? Para mim não tem nada de estranho. Consigo perceber as pessoas. Consigo sentir as pessoas ao pé de mim. Consigo…

Tirando o devaneio, usual e costumeiro, o que eu gostava mesmo era de ir dançar com as pessoas que me dizem muito. Ir dançar. Nada de New Order, que isso é coisa de velhos. Um valente sheik, isso sim, está muito bem para pessoas da minha idade…

Os mesmos do costume.

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Este fim de semana foi passado em Chaves. Bem passado. Descansei bem, comi e bebi melhor. Faz parte da tradição… Estive um pouco a leste mas não de todo. Fui consultando, conforme me apetecia, as notícias na net. Não devia porque se era para descansar… e acabei por ter mais uma desilusão. Não será bem uma desilusão porque não me espantou… Estava eu a ler a notícia que, essa sim, espantou o país… sobre o casamento do Diogo Infante. Era uma publicação online de um jornal. A notícia não tinha nada de especial nem, tão pouco, era tendenciosa ou mal dizente… Era uma notícia. O que me desiludiu foi a quantidade de comentários que se seguiam à notícia.Para além de serem às centenas, aquela dúzia que li, de seguida, era todos muito maus. Insultuosos, de uma falta de educação a toda a prova e reveladores da mentalidadezinha deste pobre povo português. Eu só li mesmo uma dúzia e estou convencido que os restantes comentários seriam do mesmo calibre. Lastimável.

Não consigo compreender o que leva uma pessoa a dar-se ao trabalho de se registar, para poder comentar, e depois desatar a insultar uma pessoa que não conhece pessoalmente, com toda a certeza, só porque casou com uma pessoa do mesmo sexo. Só podem ter muita coisa mal resolvida naquelas cabeças… E depois há a questão do casamento. Foi um casamento, só isso. Não foi um matrimónio religioso. Para quem acha que é a mesma coisa, não é. Quem é religioso e contrai o tal matrimónio… também tem de casar pelo registo civil porque, senão, pela lei portuguesa, não é considerado casal. É apenas um processo de reconhecimento oficial e legal de direitos e obrigações e não se percebe porque raio de carga de água não deve ser estendido a todos os seres humanos.

Mas também não estamos mal de todo. São uns insultos aqui e acolá, Uns risos e olhares manhosos mas, mesmo assim, nada que se compare com a indignação e as manifestações que aconteceram em França, um país, supostamente, defensor da igualdade, fraternidade e da liberdade…

Jorge Jesus. Tomo I.

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Conseguir escrever um post sobre o Jorge, sim, o Jesus, é obra. E é obra porque é demasiado complexo… engloba um universo de seis milhões de pessoas. Pessoas essas que têm vidas. Todas diferentes umas das outras mas que vão desaguar na paixão pelo Jorge Jesus. Todos os seis milhões têm essa paixão em comum. E isso dá que pensar. São muitas pessoas. Ultrapassam, largamente, metade da população portuguesa. Fazem opinião. Ditam as tendências. Tendem a ocupar os lugares de decisão e nem é necessário referir os governantes, já me fico pelo triste presidente da edp (triste porque o homem anda mesmo triste como a noite porque o Jorge não lhe conseguiu dar o título que ele tanto desejava… para revitalizar a economia portuguesa…). É uma grande parte do país que tem os olhos postos no Jorge (que me desculpem os mais puristas por tratar o Jorge Jesus por Jorge, mas essa é a forma carinhosa como o presidente do clube dos coisinhos se lhe dirige… por isso não resisti… sou um ser humano, com as minhas fraquezas…).

Já perceberam a real importância do Jorge no panorama português? Ainda não pensaram calmamente no assunto? Bem me parecia! Se tirarem dois dedos do vosso tempo e reflectirem sobre a importância que o Jorge tem na vida portuguesa depressa vão chegar à mesma conclusão que eu. O Jorge encarna o sentir de uma parte do povo português, uma grande parte, aliás. É como a democracia. A maioria representa um povo. A partir desse ponto de partida… as coisas levam um rumo próprio, no caso, um rumo muito próprio (até parece a cena política portuguesa… mas isso é outra conversa…). Por falar em rumo e em ponto de partida, se andarmos para trás, muito para trás, e não sendo eu um verdadeiro conhecedor da carreira do Jorge, todos sabemos que andou uns anos a dar uns chutos na bola. Foi um jogador normal. Ele é um pouco mais velho do que eu e, sou sincero, nunca tinha ouvido falar nele como jogador… mas eu também não sou exemplo porque nessa altura vivia, e ainda vivo, numa zona do país que era muito isolada e as informações eram muito escassas… felizmente que tudo mudou e hoje a situação é bem diferente. Deixamos de ser a província, longínqua, subdesenvolvida e passamos a receber as notícias em primeira mão. Passamos a poder receber as notícias sobre o Jorge. O que é que o Jorge pensa. Passamos a saber tudo o que o Jorge diz, o que faz, como o faz e como o diz. Não nos falta nada. Agora imaginem, ou façam um pequena ideia (até já pareço o Jorge…) da verdadeira parafernália de informação a que os outros seis milhões devem ter acesso… eu nem consigo imaginar. Um verdadeiro culto da personalidade… somente ultrapassado pelo grande líder da Coreia do Norte (Jorge, pá, esquece… esse é mesmo imbatível!).

Perante um personagem deste gabarito, que nos esmaga e nos deixa completamente inertes, é difícil reagir. Só mesmo um povo muito forte consegue resistir às adversidades. E o Jorge é uma verdadeira adversidade.

Querem saber mais? Pois é! Mas tenho a minha rica senhora à espera e como não a trocava pelo Jorge, amanhã há mais!

Me aguardem (um título que é uma espécie de brasileirismo… se tal existe…)!

Quando não se escreve nada há uns tempos, fica-se sempre com a sensação, ligeira, de que se deve escrever sobre um assunto sério. Independentemente se somos sérios ou não. Eu divago um pouco mais: não me levo a sério. Acho que é mais condizente… condizente com o país. O país que temos.

Ok.

O país que temos é fraquinho. Tem dirigentes fraquinhos. Alguns são uns verdadeiros delinquentes, como alguém afirmou recentemente. Chamem-lhes o que quiserem. Vão calhar bem, tenho a certeza, porque eles merecem. E não se fala mais nisso.

Tenho mais vontade de falar de outros assuntos. Assuntos menos sérios. Assuntos de comuns mortais. E eu sou um mortal. Pouco comum, mas mortal. Será que mereço ter um assunto só para mim? Nem que seja só por um dia? Eu gostava de poder escrever sobre determinados assuntos (que passariam a ser meus…) num determinado dia. Eu sei que não adianta nada pedir para me indicarem um assunto pois ninguém se dá a esse trabalho. Por isso, tenho de ser eu a decidir o assunto que vai ser meu. Pacífico. A escolha é que poderá não ser pacífica. A escolha do assunto vai ser aleatória e não vai obedecer a qualquer tipo de lógica ou de ordem. Vai ser uma escolha… sentimental. Porquê? Porque eu sou um ser humanos com sentimentos. Não preciso de explicar mais nada, pois não? Então aqui vai o meu primeiro assunto: Jorge Jesus, o treinador dos coisinhos.

Sou mesmo um palerminha.

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O ser humano pode ser espectacular. Eu sou um ser humano! Logo, posso ser o quê? Não percebi! Como? Espectacular? È isso? Certo! Eu sou ESPECTACULAR! Não pareço, pois não? Mas sou! Também não pareço que sou bipolar, pois não? Mas sou! Por vezes também consigo dar uns toques na tripolaridade. Quem diria…

Mas voltando à espectacularidade do assunto… hoje tive a prova de como o ser humano é capaz de tudo para se convencer de que as suas ideias são, realmente, as verdadeiras… quando, na realidade, não o são…

Hoje fui com a minhoca mais pequena à consulta de rotina no Hospital de S.João. Já não íamos lá há dois anos. Bom sinal. As consultas agora já só são de dois em dois anos. Mas, por muito que me convença que é apenas rotina… o nervoso miudinho está lá, a moer… Ainda por cima o médico da minhoca reformou-se e agora iriamos ser atendidos por uma médica o que poderia implicar algum constrangimento por parte da minhoca. Nada disso aconteceu. A médica foi super simpática e ficamos logo à vontade. E ficamos tão à vontade, mas tão à vontade que, durante o ecocardiograma, comecei logo a imaginar coisas… comecei a olhar para as imagens e aquilo começou-me a parecer estranho… suspeito… Via duas cores, a do sangue bom e a do sangue mau a misturarem-se e a coisa começou a complicar-se… as pernas começaram a tremer e o ar… nem vê-lo… Estava mais do que convencido que o buraquinho do coração da minhoca tinha sido reaberto… até que a médica disse à minhoca que “Aqui era onde tinhas o teu buraquinho. Agora está tapado”. Pedi para me sentar e comecei a chorar, tal como me está a acontecer agora. A médica ficou muito aflita. Eu fiquei calmo e tranquilo. A minha minhoca não vai nunca mais passar pelo mesmo.

Bem, isto acabou ainda pior do que eu estava a imaginar.

Tirem-me deste filme!

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Completamente desmoralizado e a pensar na razão que me levou a ter filhos. A razão pode ter sido a mais razoável na altura… agora só me faz pensar que errei. Não nasci para ter filhos e a minha vida é, por vezes, um autêntico pesadelo. Ter de lidar com crianças perfeitamente idiotas e com atitudes de autêntica cretinice, não faz o meu género. Eu bem sei que todos temos momentos menos bons. Que a seguir aos momentos horrorosos surgem sempre os melhores momentos, maravilhosos… Tudo isso vem nos livros. Ok. Mas hoje, agora, agorinha, o que me fica gravado é que os filhos são uma coisinha má que nos acontece na vida.

Quatro de Outubro de dois mil e treze.

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Aqui há uns anos, valentes (mais propriamente doze, e sim, fui confirmar…) estava eu, a esta hora, a tomar uma bebida, depois de um momento que me marcou até hoje. Sim, é verdade, eu também me deixo marcar. Mas essa… é uma outra conversa… Hoje, importa registar, é o dia do meu aniversário de casamento. Doze anos? São uma vida! Mas não notei! Passaram rapidinho! Se calhar estou esclerosado de todo ou então foram anos vividos com muita intensidade…

Se fosse há trinta anos atrás, era menino para dizer: obrigado princesa… como já não tenho idade para essas coisas, limito-me a dizer: obrigado meu amor.