Agora… pensem…

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Minhas queridas e queridos colegas de profissão. Não no particular. Antes no geral. Já repararam num pequeno pormenor? Já ouviram os comentários que passam nas ruas? Na opinião pública? Sobre os incidentes que aconteceram durante a realização de uma prova que se diz de avaliação de conhecimentos e capacidades. Já perderam um pouco do vosso tempo a ouvirem pessoas que não têm rigorosamente nada que ver com o ensino? Aconselho vivamente o exercício. Sempre acrescenta algo aos nossos conhecimentos e capacidades… Se não querem ouvir as pessoas, leiam e ouçam o que passa nos vários meios de comunicação, dita social.

Custa-me perceber como é possível tamanha inépcia. Tanta falta de argúcia. Estamos a lidar com bandidos. Com autênticos bandalhos que tomaram o poder e que acham que podem fazer o que querem. E CONSEGUEM! Perante esta corja, não se percebe como se cai na tentação de dar o flanco. Não se percebe como centenas de professores insultam e empurram só porque se deixaram levar pelas emoções ou, muito simplesmente, se deixaram manipular pelas agendas políticas de terceiros. Tudo aquilo que passamos diariamente nas salas de aula… respeito pela diferença de opinião… sentido crítico… resolução de conflitos através do diálogo… onde ficou tudo isso?

Já perceberam onde quero chegar, certo? Foi isso que passou cá para fora. Hoje, o ministro da presidência, com um ar desolador, veio expressar a sua preocupação pelo facto de alguns dos manifestantes/pessoas poderem ser os professores dos filhos de um qualquer pai… PERCEBERAM agora a falta de inteligência de quem dirige estas supostas lutas de professores? Quem ficou mal? Isso mesmo! A classe profissional mais humilhada desde que foi instaurada a democracia… E alguém fala no raio da prova? Da completa cretinice desta prova? Não, pois não? O pior ministro da educação sai deste conflito como se nada fosse… e a assobiar…

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