Arquivo mensal: Janeiro 2014

A fazer o amor é que a gente se entende.

Funny Animals (10)

Ou não será assim? Quem é que não se entende com quem está a fazer o amor? Haverá quem faça o amor… obrigado? Se assim for, já não é o amor. É outra coisa qualquer que não me interessa agora. Agora só quero saber do amor. Eu gosto de fazer “o amor”, gosto muito, aliás. A minha provecta idade ainda me permite fazer o amor regularmente. Qualquer dia… é dia! Também não me vou zangar com a vida por causa disso, como também não me vou martirizar a pensar num assunto que ainda não é a ordem do dia.

Agora, voltando ao amor, acho que muitos dos grandes e graves problemas do país estão relacionados com a falta de amor. Se a coisa fosse mais regular e mais libertina, tenho a certeza de que a maioria dos nossos governantes teriam uma outra visão na resolução dos nossos problemas. O nosso primeiro tem ar de quem não sabe fazer a coisa. Desculpem-me por entrar neste tipo de associações mas aquele ar falsamente angelical que ele tem não me consegue convencer, nem sequer como um sonso, capaz de tudo. Não, nada disso. Acho que deve ser totalmente incapaz mas também acho que deve conseguir convencer o conselho de ministros de que é realmente bom na coisa. Já muitas piadas e cartoons surgiram com o nosso primeiro em situações mais picantes com a outra, a franco-atiradora da Alemanha… mas todos nós portugueses, que somos um povo com um grande sentido de humor, achamos que seria uma relação que não iria dar certo. E porquê? Porque o nosso primeiro tem um ar fraquinho, que não iria dar conta do recado, como não dá, com a tal furacona (vem de furacão, para os mais distraídos)… por assim dizer… tem por hábito baixar as calcinhas… e seja o que deus quiser, que por ele também está bem…

Mas o assunto era o amor e eu já estou para aqui a divagar com assuntos menores.

Entretanto, vou fazer uma pausa. Pausa para fazer o jantar. Quiche de bacalhau, feita com muito amor. Volto daqui a pouco, se ficar bem feita…

E cá estou eu, de volta, com a barriguinha cheia. Cheio de amor para distribuir… em palavras.

E, de repente, fico sem palavras.

Fico embaraçado só de pensar que posso estar a falar de amor. Não fui educado para falar de amor. Apenas para sentir o amor. As palavras, naquele tempo, eram pesadas. Tinham um peso opressor. Hoje nem tanto. Mas são para outras pessoas que não as da minha geração. Eu continuo a ter de resolver este tipo de problemas diariamente. Tenho de fazer um esforço diário para conseguir perceber que devo amar, que devo entregar aquilo que sou a alguém. Que devo viver intensamente com esse alguém, sem reservas. É difícil. Todos os dias.

Isto tinha começado tão bem…

O culto do corpo.

Vintage Brides (5)

É bom pensar no corpo. No corpo que nos pertence?, claro está, que o corpo dos outros… é outra história. Cada um com o seu, que é muito bonito. Eu acho que tenho falado no assunto, uma vez por outra, quando me aparecem exemplos que me fazem pensar que estou dentro de um corpo. Ou não estou? Eu acho que sim. É o meu corpinho.

Claro que o “meu corpinho” já não é o que era. Acontece. Acontece que o corpinho vai envelhecendo. Parece-me normal, não? Ou há alguém que ainda não percebeu isso? Não interessa! O meu está a envelhecer. Ponto! Se me perguntarem se eu gosto… a resposta nem precisa de ser escrita…. balhamedeus… ninguém gosta de um hospedeiro fragilizado…

Mas é a vidinha. E eu gosto da vidinha. Gosto de pensar que a vidinha não é só o belo corpinho… aquele que não existe mais… isso é passado. Agora, a vidinha é outra. Também não vou cair na tentação de afirmar que a vidinha, agora, é mental… nada disso. O corpinho está mais descaído, é certo, mas ainda mexe… ainda sente o fio da navalha a passar… ainda sente a emoção carnal, a emoção do desejo. Uma palermice portanto, que nem os adolescentes de hoje acham viável…  porque as vivências, hoje, são muito diferentes das minhas.

Bem, a conversa está a ficar palerma de todo.

Apenas queria perceber o porquê de muitas pessoas da minha idade não lidarem bem com o seu corpo. Quero dizer, as da minha idade (eu sei, sou quase sexagenário…) lidam bem com as inclinações. Os que estão a seguir, abaixo de mim, é que parecem que a vida vai acabar amanhã e que é preciso fazer… tudo hoje. (Os mais ingénuos, como eu, iam achar que, viver com intensidade, é bom, muito bom. Mas essa é outra conversa porque não é nada disso que se passa.). Não vale a pena viver infeliz só porque o nosso belo corpinho sofreu uma transmutação…

Está tudo na nossa cabeça. Essa é a parte mais importante do nosso corpinho, seja ele belo, ou não!

Depois disto tudo, só tenho mesmo é de pedir desculpa. O texto pode parecer complicado, rebuscado ou o que lhe quiserem chamar, mas, para mim, é tão clarinho…

166,01. É um número bonito!

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Não é um número redondo. É o número que me calhou a mim. A mim e a muitas outras pessoas. Aliás, eu nunca tinha reparado neste número. Confesso que nunca lhe tinha prestado a devida atenção. E já que estou em maré de me confessar, também confesso que nem sequer sabia que ele existia. Foi para mim uma grande surpresa.

Este numerozinho, insignificante para uns, importante para outros, é o numerozinho que vai deixar de aparecer na minha folha mensal de vencimento. Este numerozinho é o resultado da conta que fiz quando comparei o recibo deste mês com o do mês passado. Acresce referir que os recibos do ano passado também tinham um outro numerozinho: 69,38. Um número mais redondinho e engraçado mas que também deixou de aparecer lá pela conta bancária… Se me puser a fazer contas de somar, com estes dois numerozinhos… vou chegar a um outro, numerozinho, claro: 235,39. Número grandioso!

É muito número, eu sei. Nem parece meu mas os números acabaram de tomar conta do meu sistema nervoso central. Algum dia tinha de ser. Finalmente, hoje, fiz as contas todas e fiquei a saber que os nossos governantes resolveram tirar-me 832,56 euros em dois mil e traze e vão-me tirar 1992,12 durante o ano de dois mil e catorze. Estas contas foram feitas sem adicionar os subsídios de férias e de natal. E já que estamos a falar de números, o meu vencimento líquido é de 1130,16 euros. É este o número que me calhou para trazer para casa. Faz anos que não me calhava trazer um número desses para casa.

Como eu, muitas outras pessoas devem estar a deitar contas à vida, como se costuma dizer. Essas contas ainda não as fiz mas sei que as vou ter de fazer. Agora fico-me pela raiva. Pela vontade de dar dois tiros em cada um dos incompetentes que governam este país. Que ficam todos contentes por terem baixado o défice em mais um ponto percentual do que o que estava previsto. Já se percebeu como o conseguiram fazer e à custa de quem. Também está bom de ver que este ano o défice ainda vai baixar mais do que o previsto pois a carga de imposto ainda é maior. Para quem? Para os do costume, pois claro. Não tem interesse nenhum saber que as pessoas têm as suas despesas e que não as conseguem pagar. As pessoas que aguentem. Na minha terra, dizem-se muitas asneiras e nem queiram saber as que me passam pela cabeça quando penso nos incompetentes que nos governam…

Posto isto, vou terminar mal, muito mal:

FILHOS DA PUTA!

Os amigos da rede social da moda.

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Quem nunca aceitou um pedido de amizade, na rede social da moda, sem conhecer a pessoa de lado nenhum? Quem nunca o fez, que atire com o monitor à cabeça de quem já o fez. Eu confesso que tenho muitos amigos desses. Aceito tudo o que me vem parar à rede. Tudo, tudo, não é bem assim porque não tenho crianças (pelo menos que eu saiba) a verem aquilo que eu escrevo ou partilho. Achei que seria melhor não estar a sujeitar uma pobre criança às minhas palermices… De resto aceito todos os pedidos de amizade. Sou assim, uma alma bondosa e crente…

Como eu, há muita gente assim e, também como eu, o grau de arrependimento cresce exponencialmente quando caímos no erro de perder algum tempo com aquilo que essas pessoas acham que têm para dizer ao mundo. Como é evidente, toda a gentinha tem o direito de expressar as suas ideias, os seus sentimentos e mais qualquer coisita que achem por bem partilhar. Ninguém duvida disso. Aliás, é saudável que assim seja. Nem sequer vou pensar que, pelo facto de poder não estar de acordo, sou melhor ou pior do que essa pessoa. Isso não faz sentido.

O que me faz pensar que algo está mal é a quantidade de opiniões idiotas, mesquinhas, de gente cretina, racista e homofóbica que começam a fazer “lei” entre os entusiastas do raio da rede social da moda. Por aquelas bandas, os fenómenos estranhos tornam-se verdade num instantinho e as opiniões e os comentários brotam tal e qual cogumelos… venenosos. Confesso que não tenho assim tantos amigos ou amigas paranormais… muito menos perco tempo a ler o que escrevem. Já os identifiquei quase todos. Com uns, ainda perdi algum tempo, para ver até onde a coisa ia. Outros, nem me dei ao trabalho, confesso.

Já que parece que me estou a confessar, confesso ainda que continuo com todos os que fui aceitando ao longo da minha existência como ser humano integrante da rede social da moda. Não vejo necessidade de os empandeirar. São inofensivos. Aliás, gosto de os ter como espécimes de estimação, ali, sempre presentes, para me poder rir quando me apetecer. Gosto assim. Também gosto de pensar que, nos momentos em que estou mais desanimado e descrente, posso sempre dar uma vista de olhos pelos “conteúdos” desses “amigos” para não me esquecer daquilo que não devo ser… nem pensar…

Há sempre qualquer coisa positiva que se consegue encontrar no meio do lamaçal.

Sexta feira, dezassete de janeiro de dois mil e catorze. Vergonha!

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Agora, no final do dia, já no sossego das ideias consigo perceber o que se passou durante o dia. É sempre assim. Se calhar é assim com toda a gente. Não sei! Eu gosto de puxar o filme atrás. Gosto de pensar no que sucedeu durante o dia, de positivo e negativo. Que amanhã é outro dia e não vai haver tempo para pensar no dia anterior. Manias.

Nestas andanças, acabamos por pensar em coisas que não devemos. Certo? Todos nós pensamos em coisas que não devemos. Faz parte da natureza humana. Mas também pensamos naquilo que devemos e temos obrigação. Certo? No que não devia, eu não vou estar aqui a divagar. Porque não, porque não interessa ao menino em palhas deitado e porque… simplesmente, não tem interesse.

Não tenho outra alternativa que não seja a da especulação, tal e qual a dos mercados…

E ainda por cima o assunto do dia foi sério. Sério em demasia para estar aqui com especulações… mas eu sou rapaz pouco sério, por isso…

Quem se está a dar ao trabalho de ler o texto e for atento já percebeu que o assunto mais importante do dia foi a votação, na dita casa da democracia…, que aprovou a realização de um referendo sobre a co-adopção. Alguém no seu perfeito juízo acha que este assunto é referendável? Eu acho, muito sinceramente, que a maior parte da população não sabe muito bem o que é esta cena da co-adopção. Aliás, acho que muitos daqueles que sentam a bunda na dita casa da democracia, que têm bigode para ficarem parecidos com a mãe deles, pensam que tudo isto tem a ver com mudanças de sexo ou de homens que engravidam, mulheres com um clitórias paranormal e que se juntam todos à esquina para ver se adoptam uma criancinha. Eu nem sei muito bem como disparatar mais sobre a anormalidade desta votação. Vivemos no século vinte e um e continuamos a ser governados por autênticos cretinos.

Pormenor: o partido mais suspeito de todos, aquele que tem mais dissimulados por bancada quadrada… absteve-se. Cruzou as perninhas e ficou à espera que “elas” se decidam. Não há pachorra.

Não está fácil, nada fácil!

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Hoje dormi pouco. Muito pouco. Duas horas, para ser mais rigoroso. Quando a cabeça não pára… torna-se difícil encontrar o caminho do sono. Deve ser assim com toda a gente, suponho eu. Ando preocupado com a minha vida. Com a vida da minha família. Não gosto de pensar que sou um pobre coitado e que não vou conseguir encontrar uma solução para os problemas que vão surgindo. Também já não tenho paciência para me auto-convencer de que estamos todos bem de saúde e que esse é o bem mais importante a que podemos aspirar. Felizmente sei isso tudo e sei dar valôr. Mas que diabo. A vida está a andar para trás a olhos vistos e estou a começar a ficar saturado. Também sei que o meu discurso sempre foi o de viver com o estritamente necessário mas quando o essencial começa a faltar dá-me vontade de… fazer não sei muito bem o quê…

A espuma dos dias… continuando…

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Temos sido invadidos por notícias da treta. Em modo repetitivo, fomos levando com uma semana inteira de Eusébio e, a partir de ontem, com o Ronaldo, que se irá prolongar, com toda a certeza, pela semana fora. Já chega. Com tanta coisinha para falar/investigar/desmascarar ou o que muito bem quiserem dizer… os nossos ditos jornalistas e respectivas direcções ficam-se pelo mais fácil… é uma pena… mas estão ao mesmo nível do país que temos.

Por mim fico-me por duas notícias que me mereceram a maior atenção. A primeira já foi da semana passada (tenho tido pouca paciência para vir aqui escrever…) e ficou ofuscada com a avalanche Eusébio: mais uma mega fraude no sector da saúde. Médicos, farmacêuticos e armazenistas metidos ao barulho. Como em todas as profissões, há pessoas desonestas que só deixam ficar mal os restantes profissionais. É uma pena mas é mesmo assim. No caso da saúde, estes roubos estão-se a tornar uma rotina. Todos sabemos que quando se descobre uma fraude ou um roubo, quer dizer que muitos mais estão por descobrir… e nem dá para fazer uma pequena ideia dos valores astronómicos que andam a ser desviados. Nesta área, o problema torna-se chocante pois envolvem classes profissionais que gozam de um prestígio social muito acima do normal… e depois os valores dos roubos é sempre muito elevado. A juntar ao choque, temos de pensar que têm vindo a ser feitos cortes, atrás de cortes, e muita gente não tem ou não consegue ter acesso aos cuidados básicos de saúde. É triste que assim seja. Mais triste ainda é saber que se fosse intensificado o controle e a investigação nesta área, muito provavelmente, não seriam necessários cortes pois o dinheirinho dos roubos dava para manter o serviço nacional de saúde a funcionar em pleno. Dá que pensar.

A outra notícia é mais positiva. Precisamos de notícias positivas, que nos levantem a vontade de viver. No caso, literalmente, é uma notícia poderosa. Simples mas poderosa: vamos ter, finalmente, um genérico do Viagra. Sim, é verdade. A patente do Viagra passou a ser do domínio público. Temos assegurado um futuro mais risonho. Quem quiser optar por beber uns copos e ao mesmo tempo tomar um remédio que lhe permita sentir-se o amante de Elektra, já o pode fazer… Até ontem só se podia fazer uma coisa ou outra… que o guito não dava para tudo…

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Ninguém, repito, ninguém deveria ter medo de mostrar e expressar os seus sentimentos.

Percebo que estamos em época de nos preocuparmos com o facto de podermos não conseguir chegar ao final do mês com o guito suficiente para pôr comida na mesa. Essa é a principal preocupação de grande parte dos portugueses. É compreensível.

Mas a vida continua e se não tratarmos bem o nosso espírito a coisa pode ser muito mais insuportável de superar. Sem querer entrar naquela ideia dos “pobres mas honrados” que os nossos governantes actuais tanto fazem questão de passar, é essencial mimar o espírito. É o que eu acho. Sempre achei. A cultura e a educação desempenham um papel fundamental e podem ser a “salvação” para muito boa gente. Mas não chega, pois não?

São os sentimentos das pessoas que as fazem mover. Que as fazem levantar nas manhãs de chuva para irem trabalhar, sem vontade nenhuma. Os sentimentos não têm nada que ver com a crise que vivemos. Os problemas comunicacionais que vivemos nesta época de grande avanço tecnológico é que são preocupantes. As pessoas deixaram de comunicar entre elas. Quer dizer. As pessoas continuam a comunicar mas fazem-no através dos meios tecnológicos. Cada vez comunicam menos com os olhos. Para mim é aflitivo. Sou rapaz à moda antiga. Gosto de tecnologias e acho que estes novos meios de comunicação existem com a mesma finalidade que os automóveis: estão cá para fazermos uso e nos servirmos deles, para alcançarmos o que pretendemos. Parece-me pacífico que assim seja. O que me faz confusão é o isolamento que se verifica, cada vez mais acentuado, das pessoas que passaram a fazer uso destas novas tecnologias. Eu percebo que seja tentador que as pessoas, através de uma maquineta, consigam ser tudo aquilo que desejavam ser… escrevam as coisas mais… mirabolantes (exactamente conforme eu estou aqui a fazer…) ou se façam passar por personagens que não são. Eu percebo isso tudo, que remédio… mas faz-me aflição.

A vida não é assim. Não quero acreditar que assim seja. Se for esse o caminho não quero estar muito mais tempo por cá. Não me interessa nada. Mesmo nada.

Ficava tudo resolvido e não se falava mais no assunto!

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Estar toda a manhã a ouvir Carl Cox (um senhor diferente de mim porque eu é mais bolos…) faz-me esquecer a vida. Não será bem esquecer que existo. É mais pensar que a vida tem um lado bom, divertido, que vale bem a pena ser vivido. É tudo tão efémero. Amanhã já podemos estar noutra… dimensão, por assim dizer…

Isto tudo porque tenho assistido a uma data de discussões que pairam pelas redes sociais a propósito do senhor Eusébio da Silva Ferreira. Escrevem-se e dizem-se barbaridades. O povo português gosta de barbaridades, só pode. Eu confesso que também gosto de barbaridades. Mas gosto daquele tipo de barbaridades gratuitas. Daquelas barbaridades que saem pela boca fora só para causar “baralhamento”. Aliás, “baralhamento” é uma palavra que me é muito querida. Podia ser uma palavra fofinha. Podia, mas neste caso acho que o querida fica mais interessante. O “baralhamento” é uma condição. O “baralhamento” é uma forma de estar na vida. É essencial dominar a arte do “baralhamento” para que a vida siga em frente. A minha vida, claro está, porque da vida dos outros… cada um saberá da sua…

Voltando ao assunto. O senhor morreu há dois dias e meio e Portugal (pronto, Portugal e meio, que eles são seis milhões…) começou a discutir sobre a possibilidade de Eusébio da Silva Ferreira ir parar ao Panteão. A mim parece-me exagerada a ideia. Porquê? Porque apesar do verdadeiro talento para dar uns chutos numa bola não foi mais do que isso: um jogador da bola! Eu até podia ser preconceituoso com os chutadores de uma bola. Podia. Mas não sou, apesar de terem um tempo de antena exagerado e, na maior parte das vezes, não se conseguir perceber o que os ditos cujos dizem… se calhar é esse o objectivo… não perceber o que eles dizem… Tirando estas particularidades, acho muito bem que existam chutadores da bola. Eu nunca fui um chutador da bola. Não tinha jeitinho nenhum… Mas gosto de ver os chutadores da bola a correrem atrás dela. Aliás, sou um fanático. Não por chutadores da bola mas por precisar de ver o fêcêpê a ganhar… mas essa é outra conversa…

Íamos no Panteão…

Antes de continuar a cumbersa… é bom que se saiba que eu nunca fui ao Panteão. Não calhou. Mas sei o que representa. E nem sequer vou entrar com aquela conversa do sentir Português… e essa treta toda. Não vale a pena. O Panteão existe para homenagear as figuras marcantes de Portugal. Ponto. Também não me apetece estar para aqui a definir o que é ou não marcante para Portugal, conceitos de herói.. e afins… não quero saber de nada disso. O que eu sei é que um chutador da bola merece estar no seu sítio. O sítio do chutador da bola. Porque é que não se ergue um monumento dedicado ao chutador da bola…?

Gostava de ter um título para início de ano… mas não tenho!

moi em arco de baulhe

Se aqui há uns dias não sabia o que dizer sobre o ano que passou… hoje não sei o que dizer sobre o ano que vem aí. Tenho aquela desculpa… indesculpável de que o ano já começou há quatro dias… e, por isso mesmo, já ninguém liga aos desejos das pessoas. Aos desejos que as pessoas sonham em conseguir alcançar no ano que começa… Muito francamente, eu acho que não precisava de uma desculpa. Eu não acredito em nada disso, em desejos… quer dizer, todos nós temos desejos e isso é bom. O que me custa a crer é que os desejos só se realizam se os formularmos numa data específica… mais propriamente na passagem do ano… E eu digo isto com a maior das convicções, apesar de termos todos subido para uma cadeira com uma nota na mão enquanto soavam as doze badaladas… às vezes, mas só às vezes, gostamos de acreditar naquilo que nos dá mais… jeitinho…

É por estas e por outras que não sei muito bem como começar o ano. Uma coisa eu sei. Uma não, duas. A primeira é que desejava muito que a minha bela Scarabeo voltasse a andar e me levasse por essas estradas fora… e a segunda é que desejava muito, mas mesmo muito, que não começassem as aulas na próxima segunda feira…

E assim, de repente, não me estou a lembrar de mais nada.

E este senhor que está na fotografia… sou eu. O ano começa com outro tipo de fotografias… mas só desta vez…