O culto do corpo.

Vintage Brides (5)

É bom pensar no corpo. No corpo que nos pertence?, claro está, que o corpo dos outros… é outra história. Cada um com o seu, que é muito bonito. Eu acho que tenho falado no assunto, uma vez por outra, quando me aparecem exemplos que me fazem pensar que estou dentro de um corpo. Ou não estou? Eu acho que sim. É o meu corpinho.

Claro que o “meu corpinho” já não é o que era. Acontece. Acontece que o corpinho vai envelhecendo. Parece-me normal, não? Ou há alguém que ainda não percebeu isso? Não interessa! O meu está a envelhecer. Ponto! Se me perguntarem se eu gosto… a resposta nem precisa de ser escrita…. balhamedeus… ninguém gosta de um hospedeiro fragilizado…

Mas é a vidinha. E eu gosto da vidinha. Gosto de pensar que a vidinha não é só o belo corpinho… aquele que não existe mais… isso é passado. Agora, a vidinha é outra. Também não vou cair na tentação de afirmar que a vidinha, agora, é mental… nada disso. O corpinho está mais descaído, é certo, mas ainda mexe… ainda sente o fio da navalha a passar… ainda sente a emoção carnal, a emoção do desejo. Uma palermice portanto, que nem os adolescentes de hoje acham viável…  porque as vivências, hoje, são muito diferentes das minhas.

Bem, a conversa está a ficar palerma de todo.

Apenas queria perceber o porquê de muitas pessoas da minha idade não lidarem bem com o seu corpo. Quero dizer, as da minha idade (eu sei, sou quase sexagenário…) lidam bem com as inclinações. Os que estão a seguir, abaixo de mim, é que parecem que a vida vai acabar amanhã e que é preciso fazer… tudo hoje. (Os mais ingénuos, como eu, iam achar que, viver com intensidade, é bom, muito bom. Mas essa é outra conversa porque não é nada disso que se passa.). Não vale a pena viver infeliz só porque o nosso belo corpinho sofreu uma transmutação…

Está tudo na nossa cabeça. Essa é a parte mais importante do nosso corpinho, seja ele belo, ou não!

Depois disto tudo, só tenho mesmo é de pedir desculpa. O texto pode parecer complicado, rebuscado ou o que lhe quiserem chamar, mas, para mim, é tão clarinho…

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