Arquivo mensal: Fevereiro 2014

Eu só queria que soubessem que eu sou português e que, a seguir, vou trabalhar!

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E o português gosta de quê? Sim, gosta de quê? Vocês são portugueses ou portuguesas… devem saber do que eu estou a falar. Eu estava a ouvir uma musiquinha com mais de trinta anos. Pus-me a pensar. A ouvir uma musiquinha com mais de trinta anos??? Wake up… O tempo passa e não volta atrás… O que os portugueses gostam é a única coisa que se mantém inalterável. E gostam de quê? Pois é, ficam todos a olhar para o lado a ver se está algum português a tentar perceber aquilo que vocês gostam…

Agora é Frank Zappa…

É bom, mas já morreu há muito tempo e a vida continuou…

Fico a pensar.


E ouvir um sheik que me permita ordenar as ideias…
E a tornar a pensar no que é que o português gosta…
O português gosta de comer chouriças.
Eu comi uma chouriça!
O português gosta de tinto.
Eu bebi um tinto!
O português gosta de fazer o amor.
Eu não fiz o amor!
O português não faz a mínima ideia do que é o amor mas gosta do amor.
Eu sei o que é o amor!
O português também gosta de sol, de deixar o corpo ao sabor do sol.
Esta parte eu deixo para Agosto!
O português não faz a mínima ideia do que é deixar o corpo ao sol, mas gosta e pronto.
Eu ponho/coloco protector!
O português é um ser humano que dá vontade de insultar.
Eu não digo palavrões!

Pois é, sheik continua! É o ser português! Sempre a empurrar com a barriga… para a frente.
O português gosta mesmo é de empurrar com a barriga para a frente.
Eu não tenho barriga!
O português não gosta de trabalhar.
Eu também não gosto mas daqui a uma hora tenho de picar… o ponto!
O português gosta de picar o ponto.
O quê? O ponto? Não sei o que isso é!

Chega!
E chega porque esta treta do português tem pano para mangas!

Diz aqui para introduzir o título. Que título? Hoje não há título!

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Há dias em que não deveríamos acordar. Hoje é um desses dias, para mim! Que não haja confusões! Os outros podem e devem acordar todos os dias. Eu sou apenas um grão de areia neste mundo. Não conto para nada. O mundo continua lá fora e, se eu fosse um rapaz mais cuidado, teria toda a certeza em citar um tal de Fernando que tem uma frase mais abrangente e conhecida mas que quer dizer precisamente… a mesma coisa. Somos insignificantes. Ponto.

E não, não estou com um espírito depressivo ou coisa parecida. Se eu fosse gaja (boa, claro está) poderia sempre alegar que aqueles dias do mês pregam-nos sempre uma partida desagradável… e que hoje seria a oportunidade perfeita para não sair de casa…

Mas não sou. Sou apenas um pobre coitado de um ser humano com uma trombinha à procura de uma palha onde me possa deitar… tal e qual muitos outros seres humanos.

E não me apetece escrever mais nada. Vou acabar de ver os filmes pornô com que estava entretido antes de me dar uma coisinha má… fui…

Com tanto assunto para tratar…

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Em semana de lançamento do segundo livro infantil da minha rica senhora, com ilustrações minhas, ando de um lado para o outro a correr. Podia-me dar para outras coisas… Poder podia, mas não dá. Vou correndo, se possível seis vezes por semana. E para quê? Ao fim de quase três décadas sem fazer nada? Qual o motivo de meter na cabeça que se pode fazer uma meia maratona com dois meses de treino? Para quem não sabe, eu trabalho numa escola. E nessa escola existem o Bobie e o Tareco. São dois professores corredores… desportistas… com a mania de esforçarem o corpo… Pois bem, já deu para perceber que foi a cumbersa com o Bobie e com o Tareco que me levou à loucura… deixei-me ir na cumbersa, foi o que foi. Convém esclarecer que o Bobie e o Tareco são muito mais novos do que eu e, claro está, o desafio não passou pela perspectiva de lhes poder vir a ganhar a corrida. Isso está fora de questão. O que me fez aceitar o desafio foi isso mesmo: o desafio de correr uma meia maratona com a minha idade e com dois meses de treino. Não sei se me vou dar mal com a experiência. No dia seis de Abril se verá. Até lá vou treinando. Também vou levando a vida com sempre levei. Minto. Houve uma alteração. Vinho tinto às refeições só ao fim de semana… durante os outros dias… muita limonada, que os limões do quintal são mais do que as mães.Tirando essa alteraçãozita, a vida continua, com as vontades e desejos do costume e que me levam a pensar que a vida é mesmo para ser vivida, enquanto há tempo.

Porto, Porto, Porto, três vezes é a conta que Deus fez!

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Esta época desportiva (coisas da bola) tem sido um sossego para mim. Dá-me a impressão que é a primeira vez que aqui venho escrever qualquer coisa sobre o assunto. E não conta o que vou escrevendo sobre o homem da chicla porque esse é… outro assunto, com vida própria. Mas acho mesmo que é primeira vez. Por isso, tem sido um descanso. E porque é que este ano as coisas estão diferentes? Porque me cansei da bola. Cansei-me da bola e da vida portuguesa. Já nada me dá motivação. É tudo demasiado mau para ser verdade. A vida nacional é o que se sabe e as coisas da bola vão voltar ao que eram no tempo da outra senhora. Isto tudo vai decorrer tranquilamente. Os poderes instituídos assim o desejam e assim será. Como não estou para gastar energia com estes assuntos acho que o mais saudável é pensar noutros… assuntos. A cidade do Porto e toda esta região têm outras potencialidades. Muitas potencialidades. O fêcêpê contribuiu durante anos para que esta região fosse colocada nas bocas do mundo. Só não percebe isto quem não quer ou for mesmo muito idiota (tem que ser muito idiota porque de idiotas normais temos o governo português cheio) e para isso muito contribuiu a figura do presidente do fêcêpê, justiça lhe seja feita. Mas os tempos são outros e é necessário mudar as agulhas. E lá estou eu de volta à bola… Só para terminar o assunto… acho mesmo que está a faltar liderança que dê um abanão nesta situação de mau futebol e de pouca credibilidade técnica. Todos temos de assumir os nossos erros e o treinador do fêcêpê foi um enorme erro de casting. Custa-me dizer isto mas é mais pura das verdades. Veio cedo de mais para um clube com ambições a altos voos… desejo-lhe toda a sorte do mundo mas… longe, muito longe.

Quanto aos outros assuntos, aqueles que nos interessam como habitantes duma região cheia de potencialidades, seria bom que a mentalidade vencedora continuasse em alta. A cidade do Porto está com uma pujança que é importante continuar. Vai ganhando prémios e a curiosidade que vai suscitando lá por fora vai aumentando, com o crescente número de visitantes. Saber vender a imagem do Porto, como cidade é a nossa mais valia, a nossa riqueza enquanto região, bahaa, região metropolitana. Embora não goste nada dos tempos da outra senhora, sou tentado a pegar num velho “pregão” que assentava em três pilares, e que me vou excusar a referir, para adaptá-los a uma nova realidade: Cidade do Porto, Vinho do Porto e Futebol Clube do Porto. À volta disto podiam-se fazer autênticos milagres, digo eu…

Pode parecer um discurso tortuoso e bairrista, tudo o que quiserem, mas se for encarado com abertura de espírito, com a vontade de receber ideias novas e a capacidade de trabalho que as pessoas desta região sempre tiveram, então, podemos ir longe, muito longe.

E podemos todos gritar: VIVA O PORTO!

Oito de Fevereiro de dois mil e sete.

Jane Fonda photographed by Milton Greene, 1960s (1)

Não é que seja uma data muito importante. Nem sei o que se passou no mundo durante esse dia. Também não vou procurar num daqueles sites manhosos… Não interessa para nada e o que se passou… já lá vai. Apenas me lembrei da data porque foi esse o dia em que comecei a publicar neste blogue. Tenho de confessar que foram sete anos de diversão, essencialmente diversão. Não percebo lá muito bem porquê mas, ao fim destes anos todos, continuo com uma simpática legião de fiéis seguidores, o que me deixa embevecido. Na sua grande maioria são pessoas minhas amigas, que conheço pessoalmente e que, ao fim deste tempo todo, vão começando a entender aquilo que eu ando para aqui a escrever. É preciso terem muita paciência para me conseguirem decifrar… Já tive comentários do outro mundo e outros deste mas a grande maioria limita-se a ler e, espero eu, a continuarem com vontade de cá tornarem. Pode ser muita pretensão minha. Eu sei disso. Mas é o meu espaço e se conseguir fazer sorrir alguém que me esteja a ler já é muito bom. Na maioria das vezes, aquilo que escrevo é desempoeirado e sem pretensões a grandes voos. Acabo por deixar transparecer um pouco da minha vida. Umas vezes a vida vai bem e noutras vai mal. Tem sido sempre assim e também é perceptível qualquer mudança de espírito…

Há assuntos que eu não abordo por estas bandas mas também há outros que não deveria abordar e… abordo. Este espaço é meu e reflecte a minha vida. Se devia ou não, só daqui a uns anitos é que vou perceber… É o meu ritmo e não há nada a fazer.

Fiquem bem que eu vou festejar este aniversário… atrasado…

Óbalhamedeusdezoitovezes!

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É o que faz começar a ver fotografias de pessoas de outros tempos.

As pessoas são de outros tempos mas as fotografias são de hoje. Bah, de ontem.

Eu não deveria visionar este tipo de fotografias. Todos nós preservamos nas nossas memórias imagens. Imagens que são imaculadas. Que devemos manter intactas. De acordo com a época.

Quem é que não se pôs a ver imagens de pessoas de outros tempos nos tempos actuais? Hoje em dia é fácil, muito fácil. Com estas redes sociais, da moda e sem ser da moda, é normal encontrarmos pessoas que já não víamos há anos, muitos anos.

E depois? Depois, é um choque. Um valente choque. Passamos a perceber a real dimensão da nossa vida. Passamos a perceber que os anos passaram e a nossa vida não é mais aquilo que foi. Não é fácil lidar com estas novas realidades. Mas também não é difícil. É tudo uma questão de… perspectiva, certo?

E todos nós temos uma perspectiva… da vida, certo?

Obalhamedeusdezassetevezes!

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Ele há coisas levadas da breca.

Porque carga de água uma pessoa começa a praticar desporto depois de velha?

Alguém me sabe responder?

Eu não sei a resposta.

A única parte da questão que eu sei é que eu sou a pessoa velha…

Comecei a correr. Sim, a correr. Não parece uma coisa muito normal, pois não? A mim também não me parece. Mas o que se vai fazer. Apeteceu-me começar a correr com esta idade e, de acordo com a dita cuja da idade, não há nada a fazer. Ou seja. Com esta idade já não se fazem fretes. Se comecei a correr foi porque me apeteceu. Não foi para agradar a mais ninguém… até porque também não acredito que se possa agradar a quem quer que seja a… correr?

Não faz muito sentido…

Por isso, posso dizer que comecei a correr porque me apeteceu e porque quero correr uma meia maratona. Já corri várias. Há muitos, muitos anos, mas corri-as todas facilmente. Hoje em dia a coisa não vai ser tão fácil. As pernas pesam. Os braços pesam. Os gémeos não se comportam como deve ser. O ar, bem, o ar não pesa mas faz-me muita falta… Resumindo: já nada é como era…

Mas não faz mal.

Ninguém me obrigou a correr. E vou continuar com a vida que levo. Com os exageros que gosto de ter… só que… para além disso tudo… também vou correr. A ser, que seja assim.

E pronto. Era só isto. Se deixar de vir aqui escrever durante uns tempos… não será de estranhar… pode ter sido um braço ou uma perna que foi ficando pelo caminho… Com tanta corrida, pode sempre acontecer…

E assim vai a vida-

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Já não pairo por estas bandas faz tempo. Tenho andado por outras… bandas. É assim a vida. Uns dias estamos mais virados para a acção corporal e, nos outros, é mais… envolvimento intelectual… Gosto de pensar que assim é. Que quando estou muito tempo sem cá vir escrever qualquer coisa é porque estou com mais actividade intelectual…

Na prática sou um mentiroso compulsivo. Gosto de dizer isto e aquilo. Gosto de ter opinião sobre tudo e mais alguma coisa. Nada que impressione o maior dos distraídos. Portanto. Estamos todos bem.

Enfim… até podiam vir para aqui… mas não me parece…

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Muito se tem falado dos quadros de Miró que estão para ser vendidos pelo Estado português. Sempre fui defensor da indústria cultural, como forma de desenvolvimento do país e fonte de receita. Tirei o curso de Belas Artes, Pintura, na Faculdade do Porto e, como tal, confesso que gosto de ver boa pintura e todo o tipo de manifestações artísticas, para ficar por aqui e não me alargar com outro tipo de tretas que não vão interessar a mais ninguém. Já vi muitas obras de Miró, mas sempre lá fora. Tal como eu, muitos portugueses ignoravam que houvessem tantos trabalhos de Miró em Portugal. Nunca tinham sido vistos e nem iriam ter oportunidade de virem a ser vistos pelo comum dos mortais se o raio do banco dos nossos amigos… vigaristas, não tivesse dado no que deu… Estavam numa caixa forte e por lá iriam continuar…

Este tipo de obras são muito valiosas. Não é novidade para ninguém. São um verdadeiro investimento. Muito lucrativo e sem qualquer tipo de risco. Quando estão numa caixa forte, o risco de serem roubadas é muito pequeno mas, quando fazem parte do espólio de um qualquer museu… a possibilidade de poderem ser roubadas, por um larápio qualquer… aumenta exponencialmente. Quero com isto dizer que este tipo de “material” requer um espaço condigno e com segurança. Haverá um espaço com as características necessárias para receber estes trabalhos? Eu não sei,muito sinceramente,  se há algum disponível ou se teria de ser construído de raiz… Alguém me sabe dizer? É que são situações totalmente diferentes…

Na situação actual do país, em que os cortes na cultura são abismais, já para não falar nas restantes áreas da vida portuguesa, é muito difícil encontrar a verba necessária para construir um museu de raíz. Numa altura em que a maioria dos portugueses já vendeu o ouro que tinha disponível para pagar as contas ou para, muito simplesmente, conseguir sobreviver… não parece muito aceitável que o Estado se dê ao luxo de perder uma receita elevadíssima com a venda em leilão das obras de Miró. Nem de longe nem de perto me identifico com o bando de incompetentes que governam este país e gostaria muito de poder apreciar estas obras num qualquer museu português mas se calhar, muito se calhar… com esse dinheiro poderiam apoiar uma data de outras manifestações artísticas em Portugal. Posso parecer ingénuo e o mais certo é que o dinheiro proveniente da venda será para tapar um outro buraco qualquer, mas gostaria de acreditar que aqueles tipos teriam a decência de aplicar o guito na mesma área…

Por outro lado, e como solução ideal (pelo menos para mim…), também não seria má ideia que os ditos governantes deste país fizessem um decreto lei qualquer, mal amanhado (assim como assim, já estão habituados a fazerem leis manhosas…), em que obrigassem todos os accionistas que lucraram com a venda/troca/falcatrua de acções do banco a terem de se quotizar para conseguirem juntar um dinheirinho e poderem ser eles a comprar as obras do Miró. Parece-me justo pois já que foi por causa deles que estamos neste monumental buraco, também não seria mau de todo compensá-los com a compra de umas quantas obras de arte. É que o crime compensa e até já consigo vislumbrar o brilhozinho nos olhos da nossa Maria só de pensar na possibilidade de ter lá, na sua vivenda, uma telazita de um tal senhor famoso… a combinar com a cor dos sofás e do tapete que ficaria por baixo, para que pudessem contemplar, de pé, mas com os pezinhos quentes…

Título, procura-se…

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Houve uma altura na minha vida em que achei que deveria ser cantor. Sim, cantor! O tenório cantor! Seria eu, por excelência. Com o evoluir da cena musical… acabei por perceber que não fazia qualquer sentido manter-me agarrado a uma ideia do século anterior ao vigésimo. Os cantores já não existem. Quero dizer, eles ainda continuam por aí, mas não existem. Ninguém lhes dá ou presta a mínima atenção. Só um tal carreira é que arrasta multidões de mulheres… que também não existem mas que acham que existem… Pronto. Não quero saber. Eles que se entendam todos. Todos juntos ou à vez, não quero saber. Aquilo que eu sei é que queria ser cantor e que depressa percebi que não seria… o mais indicado para mim!

Estou a escrever de óculos escuros.

Ao sábado à noite nunca se deve ouvir boa música. Digo eu. Que estou a ouvir um belo de um sheik, made in Boiler Room, e não vou sair de casa… é como as relações que aparecem na rede social da moda: é complicado…

Tenho saudades de sair para dançar. Dançar toda a noite. A beber copos or what else… não interessa para nada. O que interessa mesmo é dançar toda a noite, como se não houvesse amanhã. Tenho saudades. Bem, aplicar a palavra saudade a este tipo de sentimentos, parece-me sentimento a mais. Às vezes exagero um pouco. Um pouco chega para definir o meu exagero. Gosto de dançar, de me divertir. Sempre gostei. Hoje em dia divirto-me de outras formas. Mas gosto de pensar que ainda me poderia divertir a dançar… manias… de quem sempre dançou e acha que o corpinho ainda é o mesmo… Não é! Mas gosto de pensar que é! Algum inconveniente nisso? Também me parecia!

Aqui fica o sheik: