Não estou a perceber a conversa…

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Este meu desejo de ser rapariga mexeu comigo. Não estava à espera desta reacção… Será que vou querer, muito, ser uma rapariga? Logo se verá. Para já, vou continuar com os meus desejos de rapaz a observar como funcionam as raparigas. “Penso eu de que” há muita matéria para ser analisada… dá pano para mangas. Podia começar pelo mais fácil, pela parte sexual da coisa (aliás, acho que nas raparigas há uma grande componente sexual… mas isso sou eu a falar) mas é de manhã e não será muito conveniente começar o dia logo com assuntos pouco sérios. Apesar de que, vendo bem as coisas, começar o dia com uma cena sexual seria a melhor coisinha que poderia suceder a uma rapariga… Com toda a certeza que iria arranjar-se em menos tempo e sairia de casa com um sorriso, amplo, nos lábios. A ouvir um belo de um sheik e cheia de energia. Querem melhor começo de dia que este? Não me parece que exista! Raparigas! Pensem no assunto, com carinho!

Mas eu sei que não vou por aí. Talvez mais logo…

Não me parece que as raparigas tenham vindo a este mundo para se darem mal com os rapazes. Seria um absurdo que tal fosse o desígnio dos deuses. Não me parece que valha muito a pena perder o meu precioso tempo com assuntos menores, do dia a dia. Tenho de me confessar. De joelhos. Quando uma rapariga fala de assuntos que não me dizem absolutamente nada, eu finjo que ouço. Finjo com todas as forças que tenho. As raparigas gostam de sentir que são ouvidas, escutadass e, pasme-se, compreendidas na sua totalidade… Eu como sou um rapaz educado, incapaz de melindrar deliberadamente quem quer que seja, finjo sempre nestes momentos. Como eu, há por aí muito bom rapaz a fingir. Se o rapaz tiver a sorte de estar na presença de uma rapariga inteligente, rapidamente vai perceber que não lhe adianta nada, rigorosamente nada, fingir. Nestas situações, o rapaz tem de adoptar um discurso pró-activo… Tem que se manter alerta, muito alerta porque as raparigas inteligentes não são como os rapazes inteligentes, estão constantemente a processar os dados… parece que adivinham quando, por breves momentos, o rapaz dá repouso aos sentidos e passa a fingir. São espertas, as raparigas. Não é nada fácil.

Tirando este tipo de episódios… as raparigas que olham para os rapazes directamente nos seus olhos são sempre muito mais apetecíveis. Se eu fosse rapariga seria, com toda a certeza, uma dessas raparigas que olham nos olhos dos rapazes. É que os rapazes gostam que as raparigas olhem directamente para os seus olhos. Ficam completamente desarmados e, rapaz que é um verdadeiro rapaz, gosta de se sentir impotente perante uma rapariga. Aliás, os rapazes nasceram para viverem em função das raparigas. E gostam disso. Claro que no meio disto tudo temos vários patamares: uns mais elaborados, outros mais básicos, uns tortuosos ou ainda outros pouco saudáveis. Há de tudo… Mas, rapariga que valha a pena conhecer, mete um rapaz na linha em dois tempos. A clarividência das raparigas para clarificar certas zonas do cérebro do rapaz é um dom natural. Que nasce com elas, por assim dizer…

No meio disto tudo, há por aí rapazes que sabem que assim é. Há outros rapazes que nem sequer desconfiam que as coisas funcionam assim. Também existem outros rapazes que nunca vão conseguir perceber que as coisas são como são… e, finalmente, há uma espécie de rapazes que também não desconfiam que um dia vão perceber o que é bom para a tosse… Todos eles são meritórios mas eu, se fosse rapariga, escolhia logo um que já soubesse do assunto. Fica tudo muito mais fácil. Não ter que andar a queimar etapas é muito mais motivador.

Recapitulando (não “decompondo” a palavra porque me faz lembrar outras coisas…), como é bom quando uma rapariga nos mostra o caminho, a nós, rapazes. Melhor ainda: como é maravilhoso quando uma rapariga nos explica, tintin por tintin, o que devemos fazer para sermos felizes. Eu, se fosse rapariga, olharia nos olhos dos rapazes e, se tal não bastasse, explicaria tudinho, da melhor maneira, para que não houvessem dúvidas.

PS. Não parece, mas esta rapariga está a olhar para o rapaz que lhe tirou a fotografia…

2 thoughts on “Não estou a perceber a conversa…

  1. admin Autor do artigo

    Pronto, mudemos para obedientes, pode ser? 🙂

    PS. E sim, os sapatos foram mesmo feitos em Portugal, mais concretamente em S. João da Madeira. São um mimo e ofuscam as bistinhas 🙂

  2. Luís

    Quem te disse que os rapazes gostam de se sentir impotentes diante delas… ” penso eu de que” não se pode generalizar …

    P.S. Na foto adorei os sapatos… são portugueses com toda a certeza.

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