Arquivo mensal: Abril 2014

Começou e agora não se sabe como vai acabar…

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Quando me dá para ouvir um determinado tipo de música… fico sempre com medo. Eu sei. A música não nos deve trazer sentimentos de… receio. A música deve ser um factor de potencialização das nossa capacidades… emotivas, racionais e tudo o mais. Nunca deve trazer para a nossa vida qualquer tipo de receio. Mas a mim, deixa-me receoso. Deixa-me num estado emocional… vivo… por assim dizer. Quando me ponho a ouvir músicas com letra… consigo vacilar. Consigo deixar-me levar pela emoção.

Há quarenta anos atrás, confesso, não ouvi a musiquinha com uma letra que deixou todos os portugueses com vontade de terem… vida. Não me interessa saber se este ou aquele são mais ou menos reaccionários ou se são mais ou menos esquerdistas palermas do que o seu semelhante, da rua direita ou da rua escura… Não quero mesmo saber. Interessa-me a pessoa. Essa pessoa que pode acrescentar alguma coisa às nossas vidas.Não posso pensar nessas pessoas sem antes pensar que eu só consigo pensar (três vezes a pensar…) neste assunto porque, há quarenta anos atrás, aconteceu o que tinha de acontecer. Independentemente do facto do capitão A ou B ter achado que estava a ser mal pago para combater na guerra colonial ou do facto do capitão América achar que tudo aquilo estava a dar demasiado trabalho… independentemente dessas razões todas, legítimas, o que se tornou um dado objectivo foi o facto dos ditos cujos se terem juntado para fazerem uma revolução.

Andamos todos por cá, nos blogues, nos facebooks ou nos twitters porque os ditos senhores fizeram uma revolução. Foi uma revolução bonita, ou não foi? Para mim foi. Mais cinco ou seis anos e eu estaria a bater com os costados numa guerra que ninguém percebia porque é que existia. Pode parecer um pormenor insignificante mas para mim, que nasci no ano em que a guerra começou… não era propriamente uma insignificância ter que ir para a guerra. Lembro-me de se falar nisso à mesa. Também me lembro de outras conversas, conversas que ficavam para além dos meus ouvidos mas que eu sabia que deveriam manter-se… inaudíveis.

Não consigo escrever nada de muito especial porque me posso permitir não… conseguir escrever. Essa conquista já não é valorizada e ainda bem. É sinal que está enraizada  Que faz parte da nossa vida.

Mas que deve ter sido difícil. Que deve ter sido difícil pegar nas armas e arrancar com a logística necessária para fazer uma revolução… lá isso deve ter sido.

O resto. O que surgiu após a revolução foi… o que quisemos que acontecesse. Temos pena. Somos todos responsáveis por tudo. Por tudo o que aconteceu de bom e por tudo o que aconteceu de mau. Não adianta estarmos a apontar. Somos um povo. E o povo é soberano. Ponto.

Uma treta de conversa.

Eu não quero saber do povo. Também não quero saber do não-povo. Quero que ambos encontrem o seu caminho… para além das montanhas. Eu vou continuar por aqui, portanto…

Viva o benfica (cruzescanhotolivraimedestemalamen)

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Independentemente da cor… clubística, já todos percebemos, a bem ou a mal, que a grande maioria do país é adepta do clube das gaivotas. São, realmente muitos. Quem tivesse dúvidas, facilmente percebeu que não havia motivos para duvidar… bastaram cinco minutos de imagens televisivas para que o vermelho ficasse na retina, colado. Só não vê quem não quer ver. O país é mesmo vermelho. Claro que a seguir a esta constatação surge a tentação de afirmar que… é por isso que temos o país que temos… mas essa é uma afirmação demasiado básica… e para básicos já bastam os do costume. Mas adiante. O maior clube português ganhou o campeonato. Está, portanto, de parabéns. É normal, quem ganha está sempre de parabéns. Foi mais forte do que os outros. Não vale a pena inventar mais nada. Se foi por serem mais fortes ou se foi por demérito dos outros não interessa mesmo nada. Cada clube deve pensar no trabalho que desenvolveu. Nos seus pontos fortes e nos seus pontos fracos. E acrescentar mais qualquer coisa de positivo. Esse é que é o caminho.

Toda a gente sabe que o fêcêpê é o meu clube. Para mim, como não poderia deixar de ser, é o melhor clube do mundo. Sou um exagerado porque me devia conter ao nosso país. Seria mais realista e verdadeiro. Para ser o melhor do mundo… precisava de ter o dobro do orçamento… e tal não é possível… por isso, fiquemos por Portugal. Por cá não temos rival! Assim, à primeira impressão, parece uma afirmação um pouco arrogante. Parece, mas não é, nem de longe nem de perto. E aqui chegados, surgem as comparações… ah, e tal, o clube das gaivotas tem mais títulos de campeão nacional… ainda agora conquistaram o trigésimo terceiro… E depois? Todos sabemos que o fêcêpê tem mais títulos conquistados e melhor palmarés (não, não vou explicar novamente o que quer dizer e o que é palmarés!). Todos sabemos que o clube das gaivotas conquistou o grosso dos campeonatos no tempo da outra senhora. Nem de propósito, estamos quase a comemorar o derrube do regime que caracterizou essa tal senhora… Mas foi nesse tempo que foram conquistados os títulos gaivoteanos… pois nessa altura eram imparáveis e não tinham concorrência. Depois a coisa mudou. Mudou muito. A província mudou. Os provincianos cresceram. Cresceram muito. Deixaram de estar dependentes da capital. O dinheiro e as oportunidades continuam na capital mas o resto do país consegue trabalhar, criar riqueza, divertir-se, praticar desporto e, pasme-se, ganhar em quase todas as modalidades existentes… Parece incrível, não parece? Como é possível que a província tenha conseguido esta autonomia e tenha escapado ao controle da capital? Como foi isto suceder?

Pois é! Apesar do resto do país ainda ser considerado provinciano, há muitas regiões deste país que se foram organizando, desenvolvendo e conseguiram alcançar notoriedade. O Porto, como região, conseguiu um estatuto que já não precisa de apresentações. Pronto, precisa do guito do QREN, que deve ir, novamente em massa, lá para baixo… mas tornou-se numa região com vida própria como, aliás, sempre foi.

E voltando atrás, o fêcêpê soube organizar-se. Soube construir uma empresa sólida. Uma máquina de títulos que todos os anos (ou pelo menos ciclicamente) tentam arrastar para a lama, para o descrédito. Quer concordemos ou não, a capital continua a deter e a exercer o seu poder junto dos meios de comunicação e todos sabemos que uma imagem pode ser construída com base em pressupostos que não existem (… foi assim que o primeiro ministro lá foi parar…) e a manipulação da verdade pode ser um assunto… banal.

Como maior exemplo temos a história da fruta. A fruta que está associada ao sucesso do fêcêpê. Estes casos fortuitos, que sucederam, não são diferentes daqueles que também sucederam nos tempos da outra senhora, que estão associados ao clube da gaivota, e não só, que estão amplamente documentados… mas não divulgados. Os casos relacionados com o fêcêpê, curiosamente, coincidem com a segunda vaga de sucesso internacional. Estão datados e “aconteceram” quando o sucesso internacional foi mais evidente. Não há uma explicação lógica… ou, pelo menos, não convém que haja. Mas servem um propósito: desvalorizar o sucesso de uma equipa de futebol, representativa de uma região.

Apreciador de gaivota, que é um verdadeiro apreciador de gaivota, associa o sucesso do fêcêpê à fruta. É o tipo de discurso primário que se espera do apreciador de gaivota. Faz-me lembrar aquele tipo de discurso do anticomunista primário, sem argumentos e digno da maior indiferença. Confesso que não tenho muita paciência. tenho de lidar todos os dias com apreciadores da gaivota mas só dou atenção e carinho àqueles que não são básicos… os outros… ohbalhamedeusquenãoosaguento…

Chegados aqui, se fizerem um exercício de memória, e se equacionarem o facto do fêcêpê ter ganho, nos últimos TRINTA ANOS qualquer coisa como VINTE campeonatos de futebol contra sete do clube das gaivotas… vão-se lembrar, com toda a certeza, que o tempo de antena gasto com o melhor clube de futebol em Portugal foi… escasso? Pode ser esta palavra? Escasso. Se calhar, se somarmos o tempo de antena gasto com VINTE campeonatos não chega, sequer, a metade daquele que foi gasto no passado domingo, em que os telejornais deixaram de ter notícias para além do… sétimo campeonato conquistado em TRINTA anos pelo clube da gaivota.

Tirando estes pormenores, o clube da gaivota está de parabéns. Ganhou o campeonato. Que mais há a dizer? Eu cá não tenho mais nada a acrescentar mas… se forem perguntar ao calimero de serviço… nunca se sabe… há sempre uma queixinha ranhosa à espera de si…

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é… o que cada um quiser…

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Ter um blogue pode parecer muito reconfortante para a alma. Pode parecer que o dono do blogue pode escrever o que muito bem lhe apetece. Na realidade, não é bem assim. Quando o dono do blogue é conhecido ou expõe a sua identidade, essa vontade de escrever o que lhe vai na alma esbarra com a realidade da sua vida. É o que acontece comigo. Se estivéssemos a falar de filmes pornográficos, este blogue seria um softporno, muito levezinho e que nunca vai à cena do pormenor… e em que não aparece a última gota da ejaculação do macho musculado…Não me faz confusão. Assumo que assim deverá ser. Tenho dois blogues públicos. Este e um outro sobre a minha bela Scarabeo que, por sinal, até anda meio abandonado… mas é mais neste que vou escrevendo as minhas peripécias do dia a dia. Sim, porque aquilo que venho cá escrever, não passa de uma ou outra peripécia, mais ou menos aceitável para mim e para o comum dos mortais. Não escrevo nada que seja muito desalinhado com a minha vida e com a realidade em que vivo. O desalinho existe, disso podem estar cientes… mas não aparece por estas bandas. Peço desculpa que assim seja mas são espaços de total liberdade e se fossem conhecidos deixavam de o ser…

Este meu blogue existe por uma questão de equilíbrio social que eu necessito de encontrar quase diariamente. Quase tudo o que eu escrevo aqui tem uma dimensão expressiva, que é pensada, e que corresponde à minha vida social, que se relaciona neste mundo, portanto… Não pode ser uma expressividade descontrolada, sem qualquer tipo de relação de forças. Esse é um outro lado meu. Este, permite-me tentar viver de uma forma equilibrada. Permite-me tentar viver em paz com as pessoas de quem eu gosto.

Para mim, cumpre plenamente o seu papel.

Era para ser uma crónica, ficou-se por um desejo…

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Estou quase a atingir a maturidade. Vem nos livros. A maturidade atinge-se a partir dos cinquenta. A dos homens, claro está. As mulheres são mais expeditas e conseguem chegar lá mais cedo… a tudo, aliás. Não sei como é que as mulheres conseguem mas, o que é certo, é que conseguem sempre lá chegar primeiro. Deve ser um defeito genético.

Isto ia acabar aqui. Mas depois, depois fui procurar uma imagem. Gosto de coleccionar imagens. Tenho uma enorme base de dados… ilegal, perfeitamente ilegal e, qualquer dia, ainda vou preso por utilizar imagens que não são minhas… mas que me permitem… posso? escrever? o que me vai nesta alma azeiteira? Então aqui vai: que me permitem (vai uma pausa porque me custa muito, mesmo)… expressar o que me vai na alma. Pronto, já está!

Desfocando o assunto. Expressão é um termo azeiteiro, pode ser?

Não consigo expressar-ME mais…

Depois, logo se verá…

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E hoje foi assim.

Manhã passada na cama… a ler…

Pequeno almoço tardio.

Praia. Sim, praia. Estavam poucas pessoas. Aliás, houve uma altura em que estávamos só nós os dois. Deu para relaxar.

Chegada a casa e fui correr.

Banho e creme por este corpinho todo que estava muito desidratado…

Agora vou começar a preparar o jantar, que vai ser mais uma vez a dois… e à luz da vela…

E ainda falta uma semana.

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Hoje são quinze, quinze de abril. Já não escrevo nada desde o dia onze, onze da abril. É o que faz não estar a dar aulas. Fico mais solto e dá nisto. Relax total (os fãs não gostam mas, como são apenas dez, eu acho que consigo compensar os fãs com um beijo, na boca, eu acho…). Fico tão relaxado que nem sei muito bem quem sou. Fico, assim, sem a mínima ideia de quem sou. Acham isto normal? Eu não acho lá muito normal. Acho até que deveria ter outra postura. Mais assumidamente séria. Do género: já que não estou a trabalhar, tenho de ter, obrigatoriamente, mais tempo e disponibilidade mental para pensar na vida.  Acontece que não é nada disso que se passa na minha vida.

Felizmente, para mim, acho que devo pensar pela minha cabeça. Podia ser pela própria cabeça de um outro personagem qualquer. Podia. Mas não seria a mesma coisa, de certeza absoluta. E vai daí, tenho a mania de que devo mesmo pensar pela minha cabeça. Ok. Ponto. Já se sabe. A própria cabeça… E?

Nada. É só para constar que eu gosto de pensar.

O que não tem acontecido.

Estou eu casa sozinho. Hoje calhou assim. Não tem sido bem assim. Ou seja. Tem sido e não tem sido… As minhocas foram para casa dos avós de Chaves. Acho que estão bem… (eu digo isto porque sei que elas estão mesmo bem, mas é tão bom não querer saber de nada…) e lá vão dando notícias. A minha rica senhora foi a um almoço de gajas. Gajas amigas e que se prezam. Ainda bem. E sobrei eu. Ou seja, calhou assim. Mas tem sido diferente. Tenho ficado por casa. Com quem? E a fazer o quê? Pois! A arrumar a casa, que estamos na Páscoa e é necessário arrumar tudo como deve ser para que a luz ilumine esta casa… tirando a parte das arrumações, passamos a vida na cama. Sim, na cama. Ainda somos capazes. Capazes de encararmos a cama como um local de boa disposição, onde tudo pode acontecer. Alguém duvida que uma cama é um local onde tudo pode acontecer? Literalmente? Não, pois não? Bem me queria parecer que os meus dez fãs são pessoas de verdadeiro carácter. Mas eu acredito. E gosto de acreditar.

Peço desculpa! É um texto autobiográfico! Quem achar que sim, passe à frente!

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Quero crer. Quero acreditar. Que o que me vai na alma não é uma crise existencial… com os cinquenta já lançados. Os momentos de reflexão sempre existiram na minha vida. Quero mesmo acreditar que este será mais um. Reflectir sobre a nossa vida é um acto soberano. Só nos diz mesmo respeito a nós, se o conseguimos levar avante ou se nos encolhemos e deixamos andar. Para mim são sempre momentos solenes… porque tenho a mania que tudo é muito sério… uma palermice tão grande como as que vou por aqui escrevendo. As reflexões não têm nada que ver com o grau de seriedade que queremos impor aos assuntos da nossa vida. Adiante.

A minha vida é igual à de tantas outras. Cheia de altos, baixos, altos e mais altos e baixos novamente. Se eliminarmos um dos cinco picos anteriores, sobram quatro, tal e qual a minha vida, que é feita de quatro polaridades. Ou seja, sou mesmo quadripolar. E consigo ser diferente em todas as variantes da quadripolaridade: Ser humano que vive em família; ser humano que trabalha; ser humano que ama e tem prazer; ser humano que vive em sociedade. Assim à primeira vista, o que ressalta mesmo é a parte do ser humano… é muita necessidade em afirmar que se é um ser humano… Adiante.

E estas quatro polaridades são todas independentes. Há quem afirme a pés juntos que não senhora… que estão todas interligadas… que fazem todas parte do mesmo ser humano… venha o diabo e escolha porque eu não quero saber do que andam para aí a dizer, não digo das minhas polaridades, mas das dos outros… Das minhas sei eu. Quero dizer, eu bem que tento reflectir sobre elas para ver se consigo chegar a uma conclusão mas… às vezes… não é fácil! Adiante.

E algumas destas polaridades andam mal. Andam pela rua da amargura. Posso escolher uma delas e começar a desbobinar. Ou posso pegar numa ponta e levar tudo à frente. Tanto faz ou tanto se me faz. Vou ouvir Supertramp, sim Supertramp, e depois decido. Foi uma cena nostálgica que me apareceu à frente. Não tenho culpa. Sou um ser humano.

Adiante.

Começando por uma ponta, só porque eu gosto de pontas. Família. O núcleo duro é como o algodão, não engana. O sangue fala sempre mais alto. Umas vezes, o sangue, pode correr aos soluços, parecendo que as veias estão entupidas e com a perspectiva de que o fluído vai mesmo bloquear. Que o sangue vai deixar de correr e que cada um vai seguir o seu caminho. É verdade. Quem nunca passou por momentos em que não reconhece o sangue que está do lado de lá? Quem nunca achou que o sangue que está do lado de lá tem um gosto diferente do nosso? Mas que é igual ao nosso. Será que só acontece comigo? Não me parece. A família é isto mesmo. Sangue. Umas vezes esguicha por tudo quanto é lado e outras vezes corre tranquilamente nas veias, sem sobressaltos. E nos entretantos, o ser humano, o verdadeiro ser humano que eu sou, tem vida própria. Tem de continuar a viver. Tem de continuar a lidar com o sangue que lhe corre nas veias. E um diz assim. O outro diz assado. Mas não pode ser assim? Ou assado? Tanta pergunta e tanta resposta por dar. Porque é que isto tudo não é fácil? Pelo menos um bocadinho mais fácil. O bocadinho necessário para que eu consiga encontrar o meu equilíbrio. A minha paz e possa correr nas veias tranquilamente.

Adiante.

Trabalho. Porque será que, depois da família, tinha de vir o trabalho? Se pensar bem, família e trabalho deveriam ser duas polaridades positivas. Mas não são. O trabalho, como meio de subsistência tornou-se uma frustração. Eu sou professor há mais de vinte anos. Não quero saber ao certo se são vinte e dois ou vinte e três. Não me adianta. O mais importante são os meus alunos. Cada vez mais. Quero acrescentar alguma coisa de positivo à vida dos meus alunos. Se conseguir plantar uma sementezinha, de pensamento divergente na cabeça dos meus alunos já me posso dar por muito feliz. O ensino está transformado numa coisa esquisita… e eu não vou perder muito mais tempo a discutir o assunto. Isso fica para os entendidos… eu quero que eles vão todos à MERDA, que eu vou continuar como até aqui, a trabalhar, a dar o meu melhor para que os meus alunos cresçam, para que a minha escola continue a crescer.. O resto, e como não posso dizer palavrões, quero que vá dar uma volta ao bilhar grande.

E depois tenho outro tipo de trabalho. Não, não ando a fazer horas extras. É antes aquilo que é o meu trabalho. Os meus desenhos. Aquilo que me dá prazer. Um prazer que não me traz sustento. E esta polaridade não pode ser confundida com a do prazer, a do corpinho… Nada disso. Este prazer tem sido inesperado mas muito intenso. Foram as ilustrações de dois livros. Dois livros de sangue. Dois livros que mexeram muito comigo. Escritos por quem me corre nas veias para aquelas que são as minhas veias. Pronto. Ok. É demasiado rebuscado. Mas hoje vai ser assim. Ponto. Não quero saber.

Se perguntarem. Rui Manuel, tu gostavas de deixar de dar aulas para abraçares uma carreira ligada à ilustração e ao desenho? Eu era capaz de responder… “depande”… Se me tirarem vinte anos de cima do corpo e não me puserem duas crianças à guarda… eu sou capaz de aceitar. Aliás, tenho a forte convicção de que era mesmo capaz de aceitar. Outro aliás. Pegava nos lápis, olhava para as veias, para o sangue que por lá corre e era moçoilo para piscar o olho, em jeito de convite: vamos?

Como nada disto é possível. Vou continuar com uma vida dupla. Trabalho como professor para tentar, e trata-se disso mesmo, tentar, pagar as contas ao fim do mês e depois vou fazendo uns trabalhos que me tragam reconhecimento emocional. Pode parecer pouco. Pode. Mas para mim, o facto de ter uma mão cheia de amigos, que gostam do meu trabalho e que me percebem, basta-me, chega-me, e não poderia querer mais.

Adiante, que isto está a ficar complicado e nem sequer a meio chegamos…

Amor e prazer. Se não fosse o raio da música dos Supertramp… a coisa seria muito mais fácil. Mas há sempre qualquer coisa que vem atrapalhar o raciocínio… Ainda para mais esta polaridade é aquela que suscita mais curiosidade. Ou seja, por outras palavras: o que vai o ser humano dizer sobre o seu prazer? Sobre o amor? Eheheheheheheh. É tentador ficar à espera. Ler tudo isto até aqui… Será que vão aparecer pormenores sórdidos?!? Huhm! Quem me conhece?!? Sabe do que eu sou capaz. E eu sou capaz de tudo. Sou capaz de dizer que gosto de sexo em cima das mesas de cozinha… mas isso, esse pormenor, não acrescenta nada de novo. Milhares de cenas porno passadas na cozinha. Quem as não viu? Que sou capaz de afirmar, aqui e agora, de que sou rapaz para fazer o amor de pé… mesmo aos cinquenta  e três anos de idade… contra uma parede qualquer da casa. Quem anda desatento? É o que mais há na filmografia porno. Ou ainda que gosto de sexo anal. O sexo anal está-se a tornar um bocejo que já não se aguenta. Portantos… o que é que se pode acrescentar à polaridade do amor e do prazer? A meu ver, e isso sou eu a falar, nada! Todos nós, que somos seres humanos e andamos neste mundo, gostamos de fazer o amor. Pode ser que esse tal de amor possa ser escorreito, anal ou, vá-se lá imaginar, o que mais… nos pode acontecer… é tudo uma questão de imaginação. Também pode ser uma questão de amor. Ou não?

Sociedade. Ufa. Que isto nunca mais chega ao fim. Também concordo. O raio da vida de um ser humano tem que se lhe diga. É isto e aquilo. Ah e tal, temos que pensar que não somos todos iguais. Que somos todos diferentes. Eu gosto mais por cima e tu gostas de lado… é uma grande porra… termos que pensar sempre nos outros. Por vezes dá aquela vontadinha de mandar tudo às urtigas. Urtigas? Não, não pode ser assim. Temos de achar que a palavra certa é: coexistência. Pacífica? Com facas atrás das costas? Pacífica? Com vontade de esganar toda a gente? Pacífica? Vamos ficar com uma vontade. Uma vontade ENORME de vivermos todos juntos neste mundo. No caso. No nosso caso. De vivermos todos juntos em Portugal, que é um sistema político corrupto, nada edificante, merecedor do nosso desprezo, mas que seja o catalizador do nosso esforço. O esforço para não sermos iguais. Para conseguirmos ser genuínos. E, já agora, se pudermos todos ouvir Supertramp… a coisa pode melhorar… mas também pode… piorar, “depande”.

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Ah e tal, vinha agora com a segunda palermice… atrasada mas com vontade. E afinal…

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Bem me parecia que a vida podia ser corderosinha. Podia. Mas não é. Afinal, o raio do computador “grande” deixou de funcionar, novamente. Foi sol de pouca dura. Um autêntico energúmeno, que acha que tem vida própria… deve-se achar mesmo a última bolacha do pacote. Filho da mãe, que não é assim tão importante que mereça um verdadeiro insulto, daqueles que frequentemente se dizem na minha terra. Não sei o que lhe faça. Também não estou para me aborrecer a pensar no assunto. Vou descansar, que também mereço. Grrrr… filho da puta…

A primeira palermice do dia nove de abril de dois mil e catorze. Daqui para a frente vai ser diferente!

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Assim, do nada, fiquei com o meu computador “grande” a funcionar. Com o meu monitor “grande” também a bombar. Não percebi porque é que recomeçou a funcionar. Tinha desistido dele e hoje, como vieram cá os homenzinhos das telecomunicações fazerem uns ajustes, lembrei-me de o ligar e funcionou, de imediato. Nem foi necessário eu fazer umas rezas… ainda por cima tenho umas colunas ligadas e… não querendo parecer pré-adolescente… posso ouvir o belo do sheik aos berros. O que é que me podia acontecer de melhor, após uma reunião na minha escola que acabou às oito e trinta da noite? Chegar a casa e meter as mãos neste teclado fofinho, que parece que tem amortecedores… e desatar a escrever palermices.

Pensando bem, nem sequer tenho assunto para escrever. Foi um dia perfeitamente normal. Eu diria mesmo que foi um dia amorfo. Sem qualquer interesse. A única coisa que me sucedeu diferente do habitual foi o facto de me ter sentado ao sol, no jardim, a ler um pouco. Pelo meio adormeci, acordei, li novamente e voltei a adormecer. Foi muito dinâmico… e cá estou eu a perguntar-me se existe alguma coisa de interessante na minha vida?!?

Claro que existe. E quando estamos sem assunto, qual a melhor escolha para debater? Qual o melhor assunto? Nós! Claro está! Quando não sabemos o que dizer, o que acontece a maior parte das vezes, nada melhor do que falarmos de nós. É remédio santo. Ninguém presta a mínima atenção ao que temos para dizer de pessoal. Quem, dos que por aqui andam, é que presta atenção quando um indivíduo começa a falar (no caso a escrever) que gosta muito de falar com as pessoas e que gosta de demonstrar por a+b que as teorias da existência humana são assim ou assado. Alguém percebeu o que estou para a escrever. Ninguém está a prestar a devida atenção (o que é bom pois não tem jeitinho nenhum o que eu disse…) mas se eu começar para aqui a escrever sobre a vizinha do lado que, quase de certeza, gosta de sexo anal, com força, aí a conversa vai despertar o maior dos interesses. Não é pelo facto do tema ser o sexo anal. Isso é um dado adquirido na vida das famílias portuguesas que praticam qualquer tipo de actividade sexual. Como todos gostam e todos fazem, o assunto torna-se um pouco… abstracto, bah, e perde o encanto… mas quando se introduz um elemento novo e mais específico na conversa (a vizinha), o assunto passa a ser digno do maior interesse. Somos estranhos.

Ainda mais estranhos somos se nos pusermos a pensar bem no assunto do sexo anal da vizinha. Realmente, o assunto ganha uma nova dimensão, um vida própria, por assim dizer. Mas, e se for o vizinho a gostar de sexo anal? O assunto continua a despertar o interesse dos demais? Uhum! Não me parece. Até nisto fazemos diferenciações… E não me parece bem. O sexo anal é merecedor da mesma atenção. E nem sequer estou a falar de relações anais de pessoas do mesmo sexo… porque então é que íamos assistir a reacções ainda mais estranhas… mas essa é uma outra conversa…

Pode ser que seja a segunda palermice. A ver vamos.

Sejam felizes.

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Estamos no final do dia. Um dia cheio de felicitações. Foi muito bom ouvir e ler uma data de felicitações de pessoas amigas. A todas e a todos o meu muito obrigado. Sei que sou meio trengo a falar ao telefone e que me desenrasco melhor a escrever no recanto do lar. Não é falta de consideração, é mesmo falta de jeito, puro e duro. Que me desculpem.