Devo ser de uma espécie de ursos que não hibernam. Resultado: ando parvo de todo.

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Pensava eu que os “momentos” eram coisas passageiras. Pensava mas, na realidade, não são. Demoram o seu tempo. No meu caso, têm tendência a agravar. Ficam uns “momentos” gigantones e com sabor a gelado de baunilha ou coisa que o valha. Se a esta tendência juntarmos uma outra, a de perder a lucidez, a coisa complica mesmo. No meu caso (e o assunto é sempre “no meu caso”) consigo ter a capacidade de entrar num bloqueio total, que me deixa num quase estado vegetativo, sem capacidade de tomar as decisões certas. Eu sei. Não conseguir tomar as decisões certas acontece a muito boa gente. Só que eu não sou gente e muito menos boa gente. Sou rapaz para cair no mais comum dos lugares comuns mas não sou boa gente. Muito menos quando estou nos meus “momentos”. Fico intratável. Fico rude (sim, rude, que é coisinha nada edificante…) e sou capaz de ultrapassar os limites do razoável. Ninguém tem obrigação de conviver com uma pessoa assim por isso, nestas alturas, será sempre melhor eu ir para o meu canto. Isolado sou melhor pessoa. Não é por mal. É feitio.

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