Título – Podia ser como os ursos. Hibernava. Era mais fácil. Subtítulo – Podia ser um urso polar. São mais fofinhos.

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O ser humano tem os seus “momentos”. Já se está mesmo a ver o que vem a seguir… Eu sou um ser humano! Só podia! Logo tenho os meus momentos. Normalmente, tenho momentos bons, de bem com a vida. Mas isso é normalmente. Também tenho cinquenta e dois anos, normalmente. O pior é quando aparecem os “momentos”, aqueles que nos aparecem anormalmente. Os meus são do piorio. Aparecem sempre quando não devem. Os meus são uns filhos da puta. Mas tenho de os receber na minha vida, de preferência de uma forma fria e distante para não me deixar levar na treta deles, os tais “momentos” que aparecem anormalmente.

Mas, lá está, eu sou um ser humano. Tenho as minhas fraquezas… Não parece, eu sei. Toda a gente acha que eu não tenho os meus “momentos”. Desenganem-se. Eu tenho “momentos” muito fortes. Para o bem e para o mal, comigo tudo tem de ser intenso. Uma perfeita parvoíce, eu sei. Devia só “meter” intensidade nos momentos bons (sem aspas) e tirar o máximo do prazer e quando chegassem os “momentos” estranhos… desligava aquela parte do cérebro que nunca deve estar ligada quando os “momentos” tomam conta da nossa vida. Mas, lá está (novamente), a vida não é propriamente um assunto com o qual podemos lidar de igual para igual. O raio da vida teima em fazer do ser humano gato sapato (gato sapato é uma daquelas expressões que nunca consegui entender…)

Isto tudo para conseguir perceber que ando cansado. Muito cansado. Com a sensação de que não nasci para levar a vida que levo. Quando assim ando, não consigo perceber o lado bom da vida. Sou um triste. Um desgraçadinho. E passo a vida auto-flagelar-me (sem cilício…). Claro que ninguém se apercebe… até… eu meter a boca no trombone…

Mas também tenho de confessar que meter a boca no trombone é sinal que os “momentos” estão em fase de rescaldo. Já não me afectam. Mas que deixaram marcas… disso não tenho eu dúvidas.

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Se eu fosse um poeta, iria juntar uma data de palavras relacionadas com cicatrizes, vida, sentido, misturava um fundo abrangente e daí… brotava algo… de muito sensível e belo. Mas não sou. Sou apenas um ser humano.

Aqui fica o ursinho polar que eu gostava de ser….

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