Arquivo mensal: Maio 2014

Acabo sempre por desejar às pessoas… que fiquem bem…

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Por acaso tenho pena. Pena de não ter nada de interessante para contar. Há dias assim. Não é nada do outro mundo, suponho eu. Complicado é quando não temos nada para dizer dia após dia. Isso sim, deve ser mau. Também, convenhamos, aquilo que eu venho cá dizer não tem nada de transcendente… paranormal… especial… ou o que quiserem acrescentar. Sim, porque acrescentar é bom para mim. Gosto que me acrescentem qualquer coisita. Não sei muito bem porquê mas, por vezes, um comentário é muito bem vindo.

Porquê?

Porque eu acho que se podem ter boas conversas através de comentários. Comentário para aqui, comentário para acolá… e vai-se fazendo uma opinião. Assim, à primeira vista, até parece que as opiniões se constroem a partir desta dinâmica… Ok! Não será bem isso mas quantas vezes já não se mudou de opinião só porque aparecem uns comentários completamente divergentes e que nos dão uma outra visão da coisa? Quem quiser que atire a primeira pedra… Eu tenho duas versões: a construtiva e a deprimente. A primeira está implícita no que acabei de escrever… vamos aprendendo com quem nos enriquece. Ponto. A segunda é um autêntico drama. Não sei se já aconteceu a alguém entrar numa troca de comentários em que o nível de idiotice ultrapassa qualquer tipo de grau minimamente equilibrado… Em que sentimos que estamos a ser arrastados para um abismo… de perfeita idiotice e em que vamos deitando achas para a fogueira dessa mesma idiotice, tal e qual o condenado que sobe ao cadafalso… É desesperante conversar com pessoas idiotas as quais, muitas das vezes, não são assim tão idiotas como julgamos… mas a maioria são mesmo uns perfeitos idiotas. E isto cansa-me. Desespera-me. Faz-me sentir mal. Faz-me perceber que não passo de um ser humano igual aos outros… e logo eu, que gostava, tanto, de ser especial… não tenho sortinha nenhuma…

Pronto! acabou-se a conversa sobre os comentários e, mais concretamente, os comentários sobre pessoas idiotas. Quase me apetece dizer que de idiotas e de loucos, todos temos um pouco…

Os homens dos monumentos.

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Só agora me foi possível acabar este livro. Tinha um pequeno capítulo pendurado…

Gostei muito pois trouxe uma visão completa de um assunto menos referido quando se trata da segunda guerra mundial: o destino das obras de arte durante o período da guerra.

Para quem se interessar por estes assuntos, aconselho vivamente.

Não é um comentário político. É mais um desabafo!

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É verdade que já decorreram uns dias mas ainda vou muito a tempo. No passado domingo, houve eleições, certo? Também houve uma data de distraídos que não sabiam que havia eleições e não puseram lá os pés. Foi pena. Sou de opinião que todos deveriam lá ir, passar por lá, como quem não quer a coisa… e expressar a sua opinião… Eu fui de duas maneiras… Fiz parte da mesa eleitoral e, claro está, fui votar na minha vez. Já são as segundas eleições em que faço parte de uma mesa eleitoral. A primeira vez foi nas eleições autárquicas e fiquei como vice-presidente. Desta vez custou-me imenso lá estar. Na véspera tinha estado naquele encontro maravilhoso com os amigos do CAP e aquilo durou até tarde… com os respectivos excessos… Acabei por dormir apenas três horas pois tinha de comparecer no local das eleições às sete da manhã… e lá fui eu, meio a dormir, meio acordado, meio sorridente e outro tanto a cambalear… porque era necessário executar todos os procedimentos para que as eleições decorressem com toda a normalidade e dentro dos parâmetros legais. E assim aconteceu. Não houve um único incidente e no final ficou tudo em conformidade.

Mas desta vez custou. Calhou-me ser escrutinador. Para quem não sabe, é a pessoas (no caso duas) que dá “baixa” nos cadernos eleitorais das pessoas que vão votando e que vai somando o número de votos para que as contas batam certo no final. Não é uma tarefa complicada mas é necessário estar atento. E desta vez custou porquê? Porque não apareceu quase ninguém! E como o ritmo era muito lento… o sono ia fazendo a sua aparição… até que… lá aparecia uma pessoa para votar… Foi quase sempre assim e, por conseguinte, muito aborrecido. É um trabalho cansativo, realizado a um domingo, super mal pago (cinquenta euros por catorze horas de trabalho) mas que tem de ser feito. E se é um trabalho que tem de ser feito é porque se pressupõe que será um trabalho para beneficiar alguém… E é triste verificar que foram poucas as pessoas que por lá apareceram… nem que mais não fosse para escrever uns insultos divertidos nos boletins de voto (e ainda tivemos uns quantos…).

Esta cena faz-me lembrar aquelas gajas que, quando estão com as amigas, dizem à boca cheia que sexo anal nem pensar e depois chegam a casa e “anda cá meu lindo” que é um ver se te avias. Só que ao contrário e devidamente contextualizado, ou seja, criticam, criticam, mas depois quando chega à hora da verdade, não saem do sofá e não aparecem nos locais de voto…

Por isso, não se queixem!

O que de melhor me aconteceu neste fim de semana, de longe!

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Todos nós temos um passado. Uns têm um passado curtinho. Outros têm um passado sem histórias interessantes.E por aí fora. Eu tenho um belo passado. Não tenho culpa. Tive a felicidade de ter vivido muita coisa boa. O meu percurso de vida trouxe-me para onde estou hoje. E hoje eu estou muito bem. Não vivo em função do passado nem do presente, ambos são o porto de embarque do meu futuro… lindo, assim de repente, ou não?

Passando à frente, que a conversa já está a ficar muito desgastada, só queria mesmo era falar do meu sábado. O que me aconteceu neste último sábado, por assim dizer. Regressei ao meu passado, foi o que foi. Voltei àquela idade em que não há uma letra certa para começar o número da idade… Voltei a ser um rapazinho que esteve com outras rapazinhos e outras rapariguitas… Assim, de repente, pode parecer uma cena pedófila, mas não foi nada disso. Estive com amigos e amigas que praticaram atletismo comigo, no Centro de Atletismo do Porto, vulgo CAP, numa época da minha vida muito particular.

Como será bom de imaginar foi um reencontro muito feliz e que nos deixou, a todos, sem palavras e muito emocionados. Todos os que estiveram presentes, fizeram uma longa viagem até ao passado, cada um à sua maneira mas, tenho a certeza absoluta, foi um regresso verdadeiro e muito genuíno porque aqueles tempos foram mesmo muito especiais.

Foi um encontro que começou ao final da tarde e se prolongou até às duas da manhã. Acabou a essa hora porque tivemos mesmo de sair porque tenho a impressão que se nos deixassem lá ficar… a coisa prolongava-se até ao amanhecer. Foi um reunião belíssima e muito bem organizada e só consigo encontrar uma palavra para todos aqueles que conseguiram pensar, planificar e concretizar um encontro desta dimensão: OBRIGADO!

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A coisa menos importante que me aconteceu no passado fim de semana!

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Não sei se alguém reparou, e acredito que não porque não sou tão imprescindível quanto isso, mas desde o final de sexta feira até domingo à noite que a minha conta da rede social da moda esteve suspensa. Sim, finalmente fui denunciado. Recebi um avisozinho a irformarem-me que a minha conta tinha sido suspensa porque fui denunciado como tendo utilizado imagens fora do normal… Estou desconfiado que as imagens ditas fora do normal sejam provenientes de um blogue que eu costumo partilhar na minha conta… Também ando desconfiado que terá sido um “amigo/amiga” quem fez a denúnciame terá pois só sou visto por eles e por elas…

Enfim, não sei o que pensar do meu círculo de amizades da rede social da moda…

A partir de agora vou ter de partilhar tudo sem qualquer tipo de imagem e os mais sensíveis podem ficar descansados pois se quiserem consultar as figurinhas apenas terão de fazer um breve clique no link e elas logo, logo, aparecerão diante dos seus olhos. Eu até consigo perceber que quem está na rede social da moda possa ficar muito incomodado quando abre a sua conta, no trabalho e o colega ou a colega do lado se põe a espreitar para as imagens que possam, porventura… aparecer… se ainda fosse no sossego do lar, agora assim, levar com as imagens nas bentas…

Eu vou votar. Nem preciso explicar em quem vou votar. Ou preciso?

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Este blogue não é político. Por vezes venho aqui escrever umas postas de pescada sobre a situação política. São umas postas de pescada número cinco, do chile, branquinhas e bem jeitosas mas que valem o que valem… por assim dizer. Não passo de um português, com a opinião que me deixam ter. Por outras palavras, vou tentando perceber o que se vai passando na sociedade portuguesas mas tenho consciência que só devo saber da missa a metade, que só tenho conhecimentos daquilo que me deixam conhecer. É triste que assim seja. Sou apenas um entre muitos mas gostava de poder ter acesso à informação. Aquela verdadeira informação, a que interessa e não a das revistas corderosinha… A sério, muito a sério, eu gostava que os nossos jornalistas fossem ao fundo da questão e não estivessem amarrados aos interesses dos seus empregadores… É esta a sensação que eu tenho e, pelo facto de aparecerem algumas notícias avulsas e reveladoras, não quer dizer que haja mais independência no jornalismo português. Claro que os jornalistas não são os culpados da situação em que nos encontramos, era o que mais faltava, mas poderiam contribuir para uma maior moralização da vida portuguesa se escarafunchassem onde deviam…

Esta conversa toda porquê? Assim do nada? Porque me aborrece ter de assistir a esta campanha eleitoral. Os putativos candidatos andam todos preocupados com a politiquice nacional. Todos, menos uns quantos, a desancarem no paspalhão, sim, o paspalhão mais a paspalhona Deneuve, que nos governam e não querem virar o discurso para a europa (com letra pequenina porque não merecem melhor!). Esta europa que não foi, não é e não será solidária. Que é impiedosa com os mais fracos (sim, somos fracos porque temos fracos governantes) e que não hesita em tirar proveito desta nossa fraqueza, fazendo um negócio escandaloso com os juros que recebem dos empréstimos que nos concederam… para salvarem os bancos deles… enfim, muita maldade foi exercida por quem decide os destinos desta europa dita unida.

E este discurso faltou na campanha eleitoral.

Não tenho bem a certeza mas acho que o parlamento europeu de pouco serve. Imagino-o à semelhança do nosso parlamento, onde uma grande parte dos que lá se sentam não produzem rigorosamente nada. Produzem umas aclamações e batem umas palmas quando os seus superiores mandam uns bitaites e pouco mais fazem. As leis, propriamente ditas são elaboradas nuns gabinetes manhosos, ligados a este ou àquele interesse que depois aparecem como legislação produzida no âmbito da governação… trágico mas é a realidade. Quem nomeia o pessoal que vai para esses gabinetes, comissões e o que lhe quiserem chamar, são as maiorias que têm acento nos parlamentos. Cá como lá, é igual, sem tirar nem pôr.

A maioria da assembleia portuguesa já nós sabemos que vamos ter que a gramar até à data de novas eleições legislativas (consta-se que serão em dois mil e quinze…) mas as eleições para o parlamento europeu são já depois de amanhã. Vamos ter a oportunidade de poder lá manter aquele conjunto de pessoas que acham que esta europa está fixe, que está para as curvas, se as curvas continuarem no mesmo lugar e a viatura continuar a ser de alta cilindrada pois os utilitários adornam muito e não há pachorra para enjoar… vomita-se… suja-se tudo… e fica um ar pestilento que não se aguenta.

Eu acho, mas isso sou eu achar, que aquela senhora alemã, que costuma usar um casaquinho vermelho igual ao do outro, o de bigode estranho, deveria ser posta na linha. Se gosta das coisas à maneira dela, tudo bem, eu compreendo, mas também acho que ela deveria mandar só na terra dela. Por lá, são todos muito mais compreensivos com ela, com a maneira dela pensar e agir. Fiquem com ela, com os seus belos carros e maquinaria porque eu, um pobre português sem grande capacidade económica, se tiver que comprar qualquer coisinha para a economia do meu lar… não vou comprar, de certeza absoluta, um produto alemão. Não vou, e qual é o problema? Até posso pagar mais um pouco por outro produto qualquer mas… alemão…. nah… de certeza absoluta! Quero que a senhora se vá catar…

Tirando este momento pouco saudável, de verdadeira xenofobia racial… gostava que soubessem que aquele receio, verdadeiro receio, de que as minorias racistas crescessem nestas eleições europeias foram um verdadeiro logro. Ainda bem. Sou sincero. Não é bom andar para trás e esses partidos neonazis que concorrem a estas eleições são um verdadeiro passo atrás. Não é por aí que conseguimos acabar com as desigualdades nesta europa.

Mudar a actual maioria do parlamento europeu, seria bom.

Por esta e outras razões, eu vou votar nas eleições para o parlamento europeu. Podia não o fazer. Ninguém me obriga e não me sinto minimamente obrigado ao que quer que seja. Vou estar todo o dia numa mesa de voto. Também não é pelo facto de lá estar todo o domingo que me sinto na obrigação de ter de votar. Nada disso. Vou mesmo votar porque me aborrece pensar que a senhora (que poderia ter um bigode parecido com… a mãe…) mesmo antes de saber os resultados da dita cuja eleição já se achar no direito de poder decidir quem vai ser o sucessor daquela coisa portuguesa que andou por lá dez anos… a encher a pança…

Não sei se me ria ou se chore…

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Quem nunca se sentiu como o tolo no meio da ponte? A minha vida está assim. Nem para a frente nem para trás. Parece que não ato nem desato. Ainda por cima os amigos com quem estou mais regularmente ou são mais velhos ou mais novos. Não tenho referências da minha idade. É muito triste ter esta idade. Podia ter outra. Talvez menos dez anos, que tal? A mim parecia-me bem. Ficava com a idade da minha rica senhora e aí… seria a loucura… Claro que estou a exagerar. Ninguém gostaria de ter menos dez anos. Aliás, ninguém no seu perfeito juízo gostaria de ter menos anos. Só mesmo eu para pensar uma coisa dessas… e principalmente dar um salto novamente para os quarenta… podia ser dose. Para mim os quarenta não foram dose. Não tive tempo para levar com dose de coisíssima nenhuma. Foram muitas mudanças na minha vida. Quase não tive tempo para respirar. Mas conheço muito boa gente que se deu mal com o facto de fazerem quarenta.

Cá para mim, está-me a parecer que estou a levar a pancada que deveria ter levado quando fiz os quarenta. Será que ando com a mania que tenho quarenta anos? Será isso? Bem, eu ainda acho que levo o mundo atrás de mim, tal e qual como quando tinha quarenta anos… só que o corpinho já se vai queixando…

Sinceramente, acho que estou a começar a ver a vida com outros olhos. Não há como fugir aos cinquenta e três anos que já vivi. Bem tentei… mas não dá mesmo para fugir. O tempo ainda não está a escassear mas já passei metade do meu tempo útil e o prazo de validade aproxima-se do seu final. Não é que pense muito no assunto mas ele vem à baila e leva-me a pensar na minha vida, no que ando a fazer e na forma como a vou vivendo.

Passamos todos uma boa parte do nosso tempo com obrigações sociais. É o trabalho, a família, os amores e os afectos, são os amigos e as pessoas conhecidas, é o governo e o desgoverno e mais um não sei quê de situações com as quais devemos ter o cuidado necessário para conseguirmos viver em paz… Com a idade vamos aprendendo a valorizar o que é mais importante e vamos deixando para trás alguns receios. Receios que nos foram moldando a outras realidades e nos foram tornando outras pessoas. Pode parecer meio idiota estar para aqui a afirmar que as pessoas vão mudando… eu sei, tenho a mania de generalizar… mas pronto, eu fui-me tornando noutra pessoa. Está bem assim? Cada um saberá de si e da sua vida!

A minha vida é igual a tantas outras. Umas vezes corre de feição e outras vezes parece que estou a atravessar o maior deserto de que há memória. Mas não me posso queixar, muito pelo contrário, tenho sido um sortudo com o que a vida me tem oferecido. Só me posso queixar quando, por vezes, não sei dar o devido valor ao que realmente importa mas essa falha é recorrente a muitos outros seres humanos… e fico mais descansado por saber disso…

Mas tenho as minhas falhas. Muitas. Falhas que, muito provavelmente, nunca vou conseguir ultrapassar. Falhas assim e outras falhas assado. É bom ter consciência delas mas não me atrapalho muito com elas pois já as conheço de gingeira… Pode ser que as consiga resolver quando for um verdadeiro sexagenário… já não falta muito…

Até lá vou estando por cá, umas vezes bem, outras piorzinho. Podia arranjar uma frase jeitosa e agradável para terminar. Poder, podia, mas não seria, com toda a certeza, a mesma coisa.

São onze horas e só agora é que vou correr. A seguir, tomo banhinho, pode ser?

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Tive uma experiência de terceiro grau (é assim que se diz, certo?) com umas entregas expresso dos ctt`s. O moço que dirigia a carrinha é isso mesmo: um moço novo. Não sei a situação profissional dele mas como as coisas andam, deve estar a recibo verde. O moço era muito simpático. Falava pelos cotovelos, digamos assim. Eu não me incomodo com pessoas que falam pelos cotovelos… porque… estou acostumado e já faz parte da minha obrigação vivencial ter de ouvir pessoas que falam pelos cotovelos. Sempre foi assim e não vai ser agora, aos cinquenta e três anos (e com vícios no corpo), que a coisa vai mudar. É pacífico (quer dizer, às vezes choro, choro muito e em silêncio, porque ninguém me ouve…). Mas se as coisas correrem minimamente decentes… é pacífico.

E então, dizia o moço que gostava de entregar livros ao domicílio. Já tinha vindo cá a casa e, como eu não estava, tinha tomado a liberdade de atirar a encomenda para o jardim, conforme tinha combinado com a esposa. Eu disse que sim, que estava tudo muito bem. Para atirar sempre com a encomenda para o jardim que o nosso bairro é sossegado e ninguém iria, com toda a certeza, saltar o muro do jardim e gamar o manual de Geometria Descritiva que me estavam a enviar para casa. Quer dizer, eu até agradecia que mo gamassem… mas não fui capaz de lho dizer…

O moço era, realmente, uma simpatia. Palavra puxa palavra e ele olha para a scooter da minha rica senhora que estava parada ali mesmo… à mãozinha de uma bela conversa… Não é que o moço era um apaixonado das motas, mas de motas a sério, daquelas que andam a muitos quilómetros à hora… eu lá acabei por dizer que as motas são muito engraçadas e apetecíveis mas é preciso ter muito cuidado, ter uma condução defensiva e outras tretas do género… Que sim, que percebia isso mas que já tinha tido três acidentes… E eu sempre a olhar para o moço, cheio de vida, a pensar como é que lhe iria fazer ver que a velocidade não é tudo o que um homem poderia querer na vida… e lá acabei por lhe dizer que tinha uma outra scooter, de maior cilindrada, que andava mesmo mais e que não era por isso que eu carregava mais no acelerador…

O moço era tão simpático que achou que deveria prolongar a conversa… e já estava a olhar parta as minha tatuagens… Sim, eu estava de calções e camisolinha, pronto para ir correr. E foi essa a minha safa porque já me estava a ver a mostrar as minhas tatuagens ao moço… e a ter de lhe explicar onde as fiz… porquê… e cenas do género… Mas lá lhe disse que tinha de ir correr e a coisa ficou por ali. Ufa.

Se é de família…

“Adoro sexo, é de família, o meu pai era assim. O problema é que sou mal-entendido pela minha mulher. Eu quero sexo todos os dias e a ela raramente apetece. Anda tão ocupada com os nossos filhos que já cometi algumas infidelidades e ela nunca percebeu. O que posso fazer para melhorar o casamento e conseguir motivar a minha mulher para o sexo?”

in Maria.

Estas coisas nunca são boas para o equilíbrio familiar. Por isso, façam o favor de não ler! Obrigado.

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Chegar a esta altura da vida e perceber que existe, em mim, um grave problema de comunicação não é fácil. Não é nada fácil. Eu não gostava nada de ter um problema de comunicação. Comunicar é o que de melhor podemos conseguir. Tinha logo de vir calhar a mim, o problema da comunicação. Não é justo. Não é nada justo. Sou um ser humano que gosta de comunicar… isso já se percebeu… mas devo ter uma forma muito diferente de comunicar com os demais seres humanos pois ninguém me entende. Ninguém consegue perceber onde eu quero chegar.

É triste ser assim.

Ou não é?

É!

Claro que é!

Está por aí alguém que ache o contrário? Também pergunto: está por aí alguém que tenha problemas de comunicação? Não, pois não? Claro.

Tinha de me calhar a mim! Este problema!

Faço uma pausa. Uma pausa para ouvir isto. Demasiado relaxante, quase zen… não resulta. A sensação mantém-se. A sensação de perfeito incapaz de comunicar como deve ser!

A pausa mantém-se mas a ouvir isto. Nem me atrevo a achar que fico mais animado…

E agora isto. É um ritmo que eu consigo dançar. Digamos que é próprio para senhores da minha idade…

Mas a preocupação mantém-se. A música ajuda a não querer pensar na vida. Mas ela está lá. Acordamos todos os dias, tomamos banho todos os dias, o pequeno almoço é uma refeição diária,  levamos as crianças à escola diariamente, vamos trabalhar todos os dias, regressamos a casa ao fim da tarde, e o jantar? Ah! O jantar tem que ser feito porque toda a gente chega com fome. E o que se faz durante o jantar? Bem, para além de comermos… também falamos. Ou há por aqui alguém que não fale durante o jantar? O jantar é a refeição mais importante numa casa de família. Numa verdadeira casa de família… para quem não vive sozinho. É o final do dia. E o dia, em princípio, foi preenchido com alguma coisa de interessante, digo eu. As crianças falam da escola e dos seus problemas, problemazinhos… para um adulto como eu…. Mas ouço. Os problemas das crianças devem ser, sempre, ouvidos. E eu ouço, pelo menos quando não são atirados cá para fora, aos berros. As crianças são o que de melhor nós temos (vem nos manuais) e devemos valorizar as ditas cujas.

E tudo continua. A refeição. O vinho que acompanha a refeição é servido. E a conversa continua.. Os adultos conversam. Também conversam com as crianças. Aliás, os adultos conversam com quem estiver à mão. À mão de semear. Faz parte da forma de estar dos adultos… falar com quem está à mão de semear. Apesar de adultos, somos todos iguais. Todos… é uma forma de generalizar… Eu vou sempre achar que não faço parte… Que sou diferente. Que se vai fazer? Nasci e cresci noutros tempos. Tenho lá eu culpa? Não tenho! A única culpa que eu tenho… é outra. A culpa que me levou ao início. O problema da comunicação. Estão lembrados…

Eu não consigo comunicar como os demais. Foi assim que tudo começou.

Eu também não sei o que pensar.

“Estou divorciada há 12 anos e não voltei a ter relacionamentos muito significativos com outros homens, o meu ex-marido é que voltou a casar. O reencontro deu-se no mês passado, no casamento do nosso filho, e nesse fim de semana, como a mulher dele não veio, acabámos por nos envolver. Desde essa altura, ele quer ter encontros comigo, apenas para termos sexo. Não sei o que pensar”

in Maria.

Eu não posso ajudar, mas conheço quem possa!

“A minha namorada é completamente arrebatada com o sexo. Temos relações sexuais uma e duas vezes por dia e parece nunca estar satisfeita. Depois, ela tem inúmeros fetiches (tem sempre uma peça encarnada de lingerie vestida: cueca, liga, meias) e usa imenso a agressividade. Temo que algum de nós possa magoar-se. Preciso que me ajudem.”

in Maria.

Mais não digo porque não vale a pena.

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Quem não tem dias maus? Eu vou tendo os meus. Ultimamente têm sido mais frequentes. Não sei porquê. Sinto que a minha energia positiva se está a esfumar. Para vir aqui escrever queixumes… é porque estou mesmo mais para lá do que para cá. Acontece, mas os queixumes é que ninguém tem de levar com eles. Não são a imagem deste blogue. Quer dizer, de vez em quando tenho consciência que posso ser uma verdadeira seca e escrever sobre os meus queixumes. Infelizmente não seria esta a segunda vez… talvez a terceira… ou… perdi-lhe a conta…

Noites mal dormidas.

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A noite de ontem ficou em branco. A de hoje foi melhor. Consegui dormir até às quatro da manhã. Ontem tomei café depois do jantar, hoje não. Amanhã não vou tomar café depois do almoço… Acho que o café me deixa muito excitado… Tanto ontem como hoje, deu-me vontade de pegar nos calções e nas sapatilhas e ir correr mas pensei melhor e percebi que iria acordar toda a gente cá de casa. Estranhas vontades.

Ontem fiquei, literalmente, às voltas na cama. Hoje, sabendo o que a casa gasta, levantei o rabinho e vim até ao escritório. Liguei o portátil, meti os auscultadores na cabeça, preparei duas bebidas (uma de cada vez…) e estou por aqui, a divagar e a fazer horas para ir trabalhar.

Tenho de ver o lado bom da coisa. Assistir ao nascer do sol é muito tranquilo e eu preciso de tranquilidade. Ouvir a passarada a começar o dia. Os primeiros carros a passarem na rua com pessoas que vão trabalhar… ou que se vão deitar. Sentir que todos cá em casa dormem sossegadamente. Até ouvir as pombas que param no meu telhado pode parecer um momento agradável… Por volta das seis, ouço o primeiro avião. Aqui há uns anos, esse avião ia para Paris. Chegamos a ir nele. Hoje não sei se será a mesma rota mas o horário mantém-se. Quem me dera poder estar no aeroporto, a apanhar um voo para um sítio que me fizesse novamente sonhar. A última viagem que fizemos foi para a Disney e foi um momento mágico, único, pela envolvente do local mas, sobretudo, porque podemos ter, os quatro, um bocadinho de mundo. Isto foi há quatro anos. A partir daí, tal e qual milhares de portugueses, deixamos de poder ter estes “luxos” e passamos a viver de outra forma.

O que me entristece, e pensando de uma forma egocentrada… (se a presidente da assembleia inventa palavras, eu também posso inventar…), é o facto de sentir que as minhas expectativas estão a sair completamente furadas. Eu nunca fui rapaz para querer à viva força ter um vida de abundância e muito menos de ostentação. Não tenho nada contra mas esse não é, de todo, o meu caminho. Apenas queria viver com o resultado do esforço do meu trabalho. E chegava para realizar os meus sonhos. Chegava para proporcionar às minhas filhas algum conforto. Chegava para procurar ter acesso ao mundo. Nunca dei uma passada maior do que a minha perna. A minha, nossa, vida foi organizada em função das realidades existentes. Basicamente, fizemos as contas. Hoje em dia, nada disto é possível. O dinheiro não chega para pagar as contas que fizemos. Falar em contas que fizemos é muito lisonjeiro… essas contas estão muito acima daquilo que inicialmente previmos. Tudo está muito mais caro. Se juntarmos o facto de que recebemos muito menos… é fácil fazer as contas…

Sempre contas e mais contas! Arre! Que o sono podia ser mais amiguinho! Acho que vou fazer uns ovos mexidos…