Arquivo mensal: Julho 2014

Não havia necessidade. É apenas o segundo dia de férias.

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Por vezes, e somente algumas vezes, consigo olhar para trás. Olhar para a minha vida passada. Consigo ter a capacidade de pensar a vida que me passou pelas mãos. É pouco? É muito? Não sei responder. Apenas consigo perceber o que se passa na minha vida, que é minha e não interessa a mais ninguém!

Faz sentido pensar na nossa vida? Faz sentido acharmos que a nossa vida é assim tão importante? Duas perguntas e duas respostas divergentes.

Sim! Faz todo o sentido pensarmos na nossa vida.

Não! A nossa vida não interessa nem ao menino Jesus em palhas deitado.

E andamos nisto!

O tempo suficiente para percebermos que somos TODOS pequeninos, muito pequeninos, por muito tacão alto que consigamos (lê-se com o “a” aberto…) enfiar por debaixo dos pezinhos sensíveis.

Não, não adianta nada querermos parecer uma outra coisa. Uma outra coisa que não somos nós! E porquê? Porque não adianta mesmo nada e, basicamente, não interessa minimamente ao menino Jesus (sim, esse mesmo, o que foi referenciado mais atrás… e que, por estar em palhas deitado, mereceria mais um pouco de atenção e carinho).

Procurando encontrar um pouco mais de lucidez.

Vou escrever um grande, muito grande, parágrafo sobre a minha vida. Vai ser entre parêntesis, pode ser?

Aqui vai, aqui começa:

(…)

Pois, queriam um parágrafo com alguns centímetros e grosso?

Ainda por cima em parêntesis…

Pois, mas eu não gosto de me sentir constrangido por um parêntesis qualquer.

A minha vida flui. Portanto, é fluída. Nunca poderia ser constrangida, na verdadeira acepção da palavra. Não de uma forma sistemática. Apesar de poder pensar que constrangidos todos nós somos… mas, de forma sistemática e frustrante, não acredito que haja quem goste. Se calhar até os há, se calhar, mas eu não me identifico nada com essa gente. Eu gosto de pensar que sou um espírito livre, daqueles espíritos que gostam de pensar que o mundo é justo e que, na altura certa, sabe compensar quem é bom. Quem anda neste mundo para viver a vida e não quem anda neste mundo para se satisfazer. É uma grande utopia, eu sei. Quase que poderia dizer, aqui, agora e neste momento, que choro a toda a hora com aquilo que vejo e com tudo aquilo que vivencio. Seria um exagero? Se calhar! Mas eu sou moço de exageros. E também sou moço para não conseguir meter tudo num parágrafo, com ou sem parêntesis! Foda-se, que esta vida não tem que estar confinada aos parágrafos e aos parêntesis de quem se acha por bem mandar uns bitaites.

Estou cansado desta vida. Estou cansado de ser um imbecil. Estou cansado de acreditar que posso mudar o mundo e, acima de tudo, estou cansado por saber que tudo vai continuar na mesma e que, um dia, quando eu vou morrer o mundo continuará o seu percurso, inalterável.

Conseguem imaginar ovos frescos todos os dias? Não? Bem me parecia!

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Primeiro dia de férias. Já fui à escola nova das minhocas para saber se as turmas já estão feitas e se são oficiais… Nada! Vou ter de esperar mais uns dias. À tarde vou ao dentista com as minhocas (arre que não consigo ter vida própria…) e desconfio que lá terei de deixar mais uma pipa… de massa, por assim dizer. A ver vamos.

Entretanto, continuo a acordar às sete da manhã, o que é mau, mas é o hábito. Aquele hábito que tenho de perder urgentemente nos próximos dias. Também entretanto, vou pensando na vida. Mais na vidinha porque a na vida, mesmo vida, não me interessa  muito pensar. É mau percebermos o que acontece na vida e, como estou no primeiro dia de férias… mais vale mudar de assunto. Por isso, penso na vidinha.

E a minha vidinha, neste momento, passava por fazer criação de galinhas poedeiras. Estou perfeitamente em condições mentais para fazer criação de galinhas poedeiras. Acho mesmo que iria ter muito sucesso a criar galinhas, das poedeiras, claro está! Porque é que me lembrei disto, agora? Confesso que não é de agora. É um velho sonho meu. Sempre achei piada ao ritual de ir buscar ovos à capoeira. A minha avó sempre criou galinhas poedeiras e eu fui muitas vezes à capoeira… deve ser daí que me veio esta vontade. Mas só essa explicação não chega porque a minha avó também fazia criação de coelhos e perús e nem por isso me deu a vontade de os ter. Deve ter sido alguma coisa mais especial, que me ficou gravada e que, um dia, eu vou conseguir perceber. Oxalá não seja através da psicanálise porque essa cena fica muito cara e não há criação de galinhas poedeiras que me valham para conseguir pagar as consultas.

Mas tenho vários problemas.

O maior dos problemas é viver numa casa com um ser humano de sexo feminino, adulto, na plena posse das suas faculdades mas que não acha piada a capoeiras e muito menos a bichos com penas. Depois, temos cá em casa dois seres humanos de reduzidas dimensões que se dividem nas opções… e se tenho a noção de que um desses seres humanos seria capaz de aceitar a convivência… o outro, ser humano, sai ao outro, o tal que está na plena plena posse das suas faculdades… Portanto, está difícil!

Como se não bastasse, ainda pairam na casa duas cadelas westie que, desconfio, iriam chamar um figo a uma galinhita… por mais poedeira que ela fosse.

Está mesmo difícil realizar este meu sonho.

O que é uma pena.

É que nem sequer se trata de uma cena macabra de matar as galinhas para as comer. Nada disso! Seria mesmo para ir à capoeira pegar nuns ovos e fazer, na hora, uma maravilhosa omelete… com muita salsa e cebola…

Há coisa melhor do que uma omelete de quatro ovos com muita salsa e cebola? Ok! Com muita salsa e queijo também é bom! Depois há as outras omeletes… de gambas… de presunto e de tudo aquilo que um homem quiser e uma galinha poedeira conceder!

Como a minha escola já fechou, posso afirmar que estou de férias…

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Quando entramos, oficialmente, em férias é sempre uma sensação de verdadeiro desnorte. Eu, pelo menos fico sempre desnorteado. Nunca sei muito bem o que pensar da vida. E, se pensar melhor… nunca sei o que “pensar” da vida, quer esteja de férias ou não. Mas vou ter de fazer um esforço para conseguir descansar… o que por si só já é muito cansativo…

Acho que vou começar por ver uns filmes com homens e mulheres, meios vestidos ou meios nús, em posições mais confortáveis ou menos confortáveis, em silêncio ou aos berros, com muito pêlo ou sem pêlos nenhuns, enfim, como lhes aprouver… mas sempre, sempre, a fazerem aquilo… aquilo que todos nós gostamos de fazer… uns mais do que os outros mas… com a certeza de que viemos a este mundo para fazer… aquilo!

Depois? Logo se verá como irão ser as minhas férias!

Confesso que a imagem deveria ser outra! Deveria ser eu, a aparecer! Eu acho!

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Ainda não estou de férias. Está quase! Tenho mais serviço de exames e uma papeladas a entregar e depois… vou apanhar nevoeiro para a praia. Hoje choveu, pelas sete horinhas da manhã estava a chover… depois passou. Tal e qual a minha estupidez… vem e vai sem eu me aperceber…

É a vidinha que temos e… merecemos.

Não tenho vindo muito para estas bandas. Confesso que não tenho vindo porque não tenho assunto para me queixar… Ultimamente tem sido muito queixume. Ah… coisa e tal, a vida está difícil… ninguém gosta de mim… Está a ficar repetitivo e deixei-me disso! Por outro lado, nada disso é verdade! A vida corre mesmo bem… sou muito querido por todos. É um desafogo financeiro a que não estou habituado e os projectos para um futuro melhor não param de chover… A vida corre bem. Não tenho palavras.

Por assim dizer…

Estou sentado no escritório, à secretária, numa verdadeira cadeira de pau (à antiga portuguesa, por assim dizer) mas muito confortável para estas pobres costas de um quase sexagenário (pronto, lá vem o queixume…) e sinto-me nas nuvens. Sim, nas nuvens! Passo a explicar: Apesar de estar a preparar um caril, cheio de picante, côco e mais umas cenas, estou aqui a escrever. Claro que, para fazer tudo ao mesmo tempo, preciso de me sentir estimulado… e não é nada de estímulo sexual (lembrem-se que sou quase um sexagenário…) bem pelo contrário, gosto de me sentir um rapaz simples, com gostos simples e nada complicado (ia dizer complicativo… mas achei que a palavra não existia…), que gosta dos prazeres simples da vida. E é verdade! Eu gosto dos prazeres simples, que a vida faz o favor de nos fazer chegar até à nossa presença.

Gosto!

Gosto de estar no meu escritório a escrever quando os três elementos do sexo feminino, que habitam nesta mesma casa, saíram para ir fazer um não sei quê de importante, a pé e me deixaram tranquilo o suficiente para conversar com três dos meus amigos escoceses que, lavados em lágrimas, me suplicaram que lhes oferecesse umas batatas fritas do Ikea, duras como cornos e capazes de vergar o mais corajoso dos vikings…

É por estas e por outras que eu não me posso queixar da vida.

Está a ser um fim de tarde inexplicável…

Três dias de castigo? Ohbalhamedeus onde eu me fui meter…

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Por aqui, o WordPress é que manda. Mas manda de uma forma diferente. Não tem nada de semelhante com a rede social da moda. Não me pergunta em que é que estou a pensar ou qualquer outra patetice. Nada disso. Tem uns menus que nos deixam completamente rendidos à… nossa vontade…

O meu blogue vale o que vale. Ou seja, vale muito pouco. Vale umas quantas baboseiras e pouco mais. Assim é que deve ser e assim continuará a ser. Aqui posso publicar o que bem me apetecer. Não vem cá ninguém bater à porta a dizer isto e aquilo. Ah, e tal, coiso, assim não pode ser… podia antes meter um texto menos pateta e com umas fotografias mais compostinhas… Nada disso acontece. Sou mesmo eu que mando no estaminé e pouca treta. As únicas cenas desagradáveis ou menos convenientes são alguns comentários de quem não tem mais nada para fazer… mas até esses eu consigo ignorar…

Já na tal rede social da moda… as coisas são um pouco diferentes. Não sei ?porquê? mas passo a vida a ser denunciado por maus ?comportamentos? Ultimamente a minha vidinha passou a ser inundada por denúncias e só pode ser por quem me quer mal. Não consigo perceber porque é que as pessoas que, supostamente, são minhas amigas na tal rede social da moda não me mandam dar uma grande volta ao bilhar grande e deixam de ser minhas amigas. Seria mais simples, ou não? Em vez de terem o trabalho de me denunciarem, cortavam de vez com a “amizade”. Eu até agradecia. Sim, porque não é nada bom para o ego saber que há, por aí, UMA pessoas (ou talvez DUAS) que não gosta daquilo que eu partilho na dita cuja rede social da moda. Eu só digo isto porque me parece uma cena pessoal… e eu não gosto de cenas… eu é mais bolos.

Isto tudo para chegar onde?

A lado nenhum em especial!

Apenas cheguei a mais uma conclusão que, basicamente, só interessa mesmo… a mim! Não quero saber de pessoas que não me dizem nada. Ponto. Fiz uma limpeza, completa, de ?amigos? da rede social da moda. Limitei outro molhe deles e vai ser sempre assim. Não quero saber de quem não me diz nada. Posso parecer meio palerma e frio neste tipo de observações mas não quero mesmo saber. Não preciso de aceitar tudo o que vem à rede. Nem é uma questão de precisar ou não precisar. Apenas quero dizer que tenho o meu ego no seu devido lugar e que toda esta treta das redes sociais (sejam elas da moda ou não) não são o mais importante para mim. Consigo reconhecer o poder que estes meandros conseguem alcançar e podem ser ferramentas poderosíssimas, mas eu não ando a vender banha da cobra.

Posto isto, só preciso de agradecer a todos aqueles que me querem bem e que são verdadeiramente meus amigos. Esses sim, são os mais importantes e é para eles que vou continuar a escrever patetices. Só têm que se dar ao trabalho de clicar onde devem e… têm o mundo a seus pés…

Agora não me apetece meter aqui um título…

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Ainda há pouco, muito pouco tempo, eu queria escrever e não sabia lá muito bem o assunto… bem, isso foi há pouco. Agora, não interessa nada. Apareceu-me um assunto. Bem, os assuntos não aparecem assim, à nossa frente e… já está! Não é bem assim. No meu caso, é mesmo uma questão de… lembrança. Tenho muitas lembranças. Lembranças disto e daquilo. É normal, penso eu. Toda a gente tem lembranças. O que já não é normal é eu esquecer-me das lembranças… Por exemplo: eu tenho uma lembrança. Lembro-me que tenho de escrever qualquer coisa sobre o acordar dos passarinhos. A partir daqui consigo fazer um esquema na minha cabeça com tudo o que está relacionado com o acordar dos passarinhos. Até aqui, parece-me que a vida continua normal, certo? O problema é que, a partir deste momento, estou sujeito a que apareça um passarito qualquer, quiçá um melro, que me retira toda a atenção e que me leva o raciocínio por esses… ventos nunca antes navegados…