Arquivo mensal: Setembro 2014

Estou sem assunto. E depois? Não posso?

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E se eu me pusesse a pensar na vida? Ainda há pouco, poucochinho mesmo, estava a pensar na minha vida. Caramba, são onze e muitos minutos. Estou cheio de sono. Vou escrever sobre a minha vida para quê? Para dizer a toda a gente que sou lindo? Para quê? Toda a gente sabe que eu sou lindo! De espírito! Sempre fui lindo de espírito. É um não assunto.

Cretino!

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Finalmente uma pausa no trabalho. O início do ano lectivo é sempre custoso. A quantidade de papel que é necessário gerir e tratar é desgastante. Respirar fundo e fazer uma pausa, por vezes, torna-se imperioso… para retomar o balanço…

Felizmente, tenho trabalho. Mas isso não me impede de ser crítico. Não me impede de estar atento ao que se vai passando na minha área. Tal como muitos outros profissionais do sector e apesar de estar numa escola que funciona bem, tenho de lidar com imensas dificuldades diariamente. Não me vou alongar sobre o assunto pois são pormenores que os nossos governantes fazem questão de achar como sendo normais…

A minha ideia sobre o actual governante da pasta da Educação está feita. Está feita há muito tempo. É um governante fraco e tenho apenas uma pequena dúvida: será pouco dotado de inteligência ou é apenas cínico? Confesso que estou com esta dúvida porque olho para o primeiro ministro e vejo incompetência, de seguida olho para o vice primeiro ministro e vejo cinismo e não consigo perceber qual dos dois o governante da educação quer imitar. Estou mais inclinado para a falta de capacidade para exercer o cargo. Pode parecer que estou a ser arrogante mas… nada disso… apenas tive mais uma demonstração da incapacidade do governante. Hoje, o senhor foi ao parlamento português “responder” a umas perguntitas de alguns personagens que por lá pairam e acharam por bem fazer-lhe. Ouvi-as todas. Assuntos concretos merecedores de uma resposta simples e objectiva.  O governante limitou-se a fazer de conta que não ouviu e disse meia dúzia de palavras vazias de conteúdo. Impávido e sereno, como se não fosse nada com ele. De seguida veio um jovem turco, seguidor indefectível do cínico, que desatou num botalambismo ensurdecedor (um cão não consegue fazer mais barulho quando lambe ruidosamente os tomates, por assim dizer…). Desliguei o televisor.

Parece que o governante acabou a pedir desculpa pelo erro na colocação dos professores. Eu não vi como foi… mas imagino que não deve ter dito que se iria responsabilizar pessoalmente pelo facto de todos nós, contribuintes, termos de pagar pelo seu erro, já que vai haver dupla colocação de professores… Mas isso não interessa nada. É coisa para uns quantos milhões… Milhões esses que eram capaz de dar jeito para contratar os tarefeiros que são necessários para acompanharem os alunos com necessidades educativas especiais e que estão votados ao abandono em muitas escolas deste país.

Já passa da meia noite e eu aqui…

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Continuando com a ordem invertida.

De repente pode parecer uma ordem religiosa qualquer. Não é!

É um bocadinho desnecessário este comentário. Quem é meu amigo sabe que eu não estou ligado a qualquer tipo de ordens religiosas. por outras palavras: quero que as ordens religiosas vão dar uma volta ao bilhar grande.

O verão já não é o que era…

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Vou ouvindo as notícias.

Ouço as que gosto e as que não gosto. É sempre assim, que remédio. Ouço notícias sobre desgraças, difíceis de aguentar. Que mexem e remexem por dentro de qualquer ser humano e, por muito que se queira manter a distância, acabamos sempre por ouvir isto e aquilo, tudo o que mexe verdadeiramente com os nossos sentimentos. É lamechas, não é? Estar a apelar ao sentimento da notícia fatela?

Por acaso, consigo não me deixar invadir por notícias complicadas. Consigo manter uma certa distância e sou capaz de não me deixar envolver? por notícias mais complicadas. Sou um ser humano representativo destes tempos. A frieza das notícias são recebidas com frieza. Tem que ser assim. Tenho uma idade avançada. Habituei-me a muita coisa. Coisa boa e coisa má. O que foi aparecendo na minha vida. E da mesma maneira que foi aparecendo… foi tratada de acordo com a sua importância. Quem não pensa assim? Quem não tem necessidade de pensar no assunto… que atire a primeira pedra.

Ainda as férias.

Em férias o que se faz?

Eu gosto de ler, entre outras coisas. Gosto de ler boas histórias, no máximo com trezentas páginas que tudo aquilo que for para além disso é para consumir em casa, durante o ano.

Este ano, na bordinha da piscina, li estes dois:

David Leavitt “Dois hotéis em Lisboa”

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Nicolas D`Estienne D`Orves “Os orfãos do mal”

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Depois de férias…

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Faz tempo que não aparecia por estas bandas. Estive de férias e, para ser sincero, apetecia-me estar longe de tudo aquilo com que tenho contacto durante todo o ano. Eu sei. É difícil deixar tudo longe, bem longe, que me permita sossegar um pouco. Mas vai-se tentando. Pelo menos eu vou tentando esquecer que faço parte deste mundo.

Estou aqui a escrever, depois de tanto tempo afastado, com uma dor chata num dedo. Queimei-me no forno quando resolvi virar o franguinho que nos espera… Há coisas que por muito que eu queira esquecer… não consigo… e vou ser o cozinheiro da casa até ao final dos meus dias. Não é uma coisa que me importe de fazer pois até gosto, agora ter sempre aquela preocupação… é que me cansa…

Mas não foi para me queixar que eu vim cá escrever. Para me queixar, vou ter o ano todo à minha frente.

Está-me a apetecer fazer um balanço deste mês. O que fiz, o que vivi, o que não fiz e o que não vivi. Parece-me coisa simples. Bem, será simples se conseguir dividir o assunto por vários dias. Não é líquido que a ordem seja a mais verdadeira. Tenho tendência em adulterar qualquer tipo de ordem, não sei muito bem porquê… mas não me sinto nada mal  quando decido fazer aquilo que me vai na alma.

Como também não é líquido que o assunto seja muito interessante. Por vezes é interessante… mas a maioria das vezes, das outras vezes, não é nada interessante. Digamos que a maioria dos assuntos que eu resolvo abordar são conversa de chacha. Se eu escrever que a acompanhar o franguinho que está a assar seguem umas batatinhas assadas e uma couve branca salteada em vinagreta… vão achar que esta é mais uma daquelas conversas de chacha. E é! Mas é disso que eu gosto. Eu sei que é um problema que já vem de longe, ou não fosse eu um moçoilo com cinquenta e três anos feitos. Não vai haver maneira de mudar!

Mudando o tema.

Neste verão, fomos até ao Algarve. Fomos de carro. Temos um carro que leva tudo e mais alguma coisa. Leva-nos a nós os quatro mais a tralha descomunal que conseguirmos lá enfiar. Estou muito contente com o meu carro. Não é que eu ligue muito a carros. Aliás, não percebo nada de carros. Gostava de perceber alguma coisita, que me permitisse fazer alguma conversa em determinadas alturas… mas não percebo nada. O meu sonho de carro (correndo o risco de me tornar enfadonho com as repetições) é o Fiat Panda. Adoro o Fiat Panda, em todas as versões feitas até hoje! Não sei se é um fetiche meu, nem consigo explicar o porquê desta paixão… mas sei que estou proibído de comprar um… porque o Fangio cá de casa acha que o Fiat Panda é fraquinho. Fraquinho? Aquilo é uma máquina. Uma máquina locomotora. Capaz de nos levar ao fim do mundo. Enfim, não percebo!

Mas voltando ao carro. O nosso carro (o que leva tudo mas que não passa de um carro) é um Qasqhai. É um Qasqhai a sério. É um Qasqhai a gasolina. Ah pois é! A gasolina! Há poucos em Portugal. E tenho pena que assim seja. Porque o carro é bom. Para quem gosta de carros e é taradinho por pormenores do género disto e daquilo… se calhar, o Qasqhai a gasolina não é grande coisa. Para mim, que não percebo nada de carros, fico muito contente pelo facto de ter ido até ao Algarve ( e vim para cima…) muito confortável, com a tralha toda (que pesava umas boas centenas de quilos) e tudo isto com um consumo de seis vírgula cinquenta e cinco aos cem quilómetros! Sim, aquele motor Japonês não gastou mais do que isso. Foi a cento e vinte/cento e trinta, foi, mas eu não ando a mais do que isso e por isso fiquei super contente com o gasto. Temos um belo carro, é o que é!