Arquivo mensal: Outubro 2014

Vamos lá ver o que vai sair daqui…

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Devo estar a precisar de uma emoção forte neste pobre corpo.

Palpita-me (ai, como eu gosto de palpitações) que estou a precisar de fazer uma nova tatuagem. Daquelas demoradas. Trabalhadas. Que me deixam a arder em febre.

Só tem um problema.

Guito. Guito precisa-se.

Sou capaz de vender alguma coisa.

E eu tenho coisas interessantes para vender.

Ainda não vai ser desta que acabo… o que iniciei…

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Temos todos a mania.

Só porque… sim.

Gostamos todos de pensar que somos especiais.

E somos? Mesmo? Especiais?

Os pré, como eu, tendemos a pensar que sim.

Tendemos mesmo a achar que pelo facto de termos visto alguns filmes, ouvido algumas músicas e termos feito o tal do amor em circunstâncias inadmissíveis aos olhos da juventude actual, nos dá aquele factor mais. O factor especial, antes do acordo ortográfico…

Mas, na realidade, não somos especiais. Quero dizer. Eu vou sempre achar que sou especial. Mas isso sou eu a achar. O resto do mundo não acha nada que eu seja especial. O problema é do resto do mundo…

 

 

Nem eu quero!

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Caramba! Sou quase um sexagenário!

A vida passa a correr!

Como é possível?

E, no entanto, tenho de a continuar a viver.

Com responsabilidade!

E, a parte da responsabilidade, eu não queria!

Queria ser um sexagenário irresponsável.

Um sexagenário completamente irresponsável!

Queria ser um sexagenário que se esquecesse de tomar a medicação às horas certas!

Por acaso, alguém se imagina a tomar a medicação à hora certa?

A resposta deve ser pronta: NINGUÉM!

Porquê?

Porque quem vem aqui ler as minhas angústias não é sexagenário!

São todos mais novos do que eu!

Coisa que ainda não consegui entender!

Será que tenho um espírito pré-sexagenário e consigo atrair todos os que ainda não pensam no assunto?

A resposta é difícil. É uma resposta ao nível das relações… é compliicado…

 

Tenho de deixar dois parágrafos… para respirar fundo e manter o balanço!

Um dia destes faço um balanço da minha vida. Um balanço a sério! Nada destas ceninhas de escrita para onde estou virado. Nada disso. Vou começar numa ponta e acabar na outra, ponta. Sem piadas sexuais e completamente focado na grande piada que é a minha vida. Pode ser? Claro que pode! O blogue é meu, sou eu que o pago, por isso… vou escrever o que me apetecer.

Fiz uma pausa.

Pus-me a pensar no assunto!

Não vai ser fácil, nada fácil!

Fazer um balanço sobre a minha vida? Ninguém vai achar piada! Quem é que quer saber da minha vida? Nem eu quero…

O texto era para ser diferente, digamos assim!

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Começar um texto não é fácil. Aliás, nunca é fácil.

Há muitas maneiras de o começar. Quem sabe o que está a fazer, vai pelo caminho certo. Quem não sabe, inventa.

Já se percebeu que eu sou um dos que inventam. Como também já se percebeu que o que eu sei mesmo é… inventar.

Se me pedem um texto, eu fico assustado. Vou escrever sobre o quê? Sobre o mundo? Sobre o país? Os problemas da minha região? Sobre o que se passa na minha rua? Ou na minha casa? Bem, na minha casa não existem problemas! Para que conste! Existe é uma vontade enorme de mudar o mundo! O que é diferente!

Voltando ao assunto! Assunto não falta! Vontade de pegar no assunto… é que está mais difícil!

Por exemplo.

Temos a Educação como assunto! Toda a gente fala na Educação. Logo, é assunto! Não existem dúvidas sobre este assunto, certo?

É um valente assunto para especular!

Quem não tem um primo, ou uma prima mamalhuda, numa escola que não tenha um professor em falta? Resposta: todos nós, portugueses assíduos do país, temos um primo, ou uma tal de prima (mamalhuda) em primeiro ou segundo grau, que tem um professor em falta! É uma situação Sine Qua Non!… Aquele senhor que lá está habituou-nos assim! Mas esse é um assunto sério.

Eu sou mais de assuntos menos sérios. Eu sou pouco sério, devo dizê-lo. E não percebo porque é que cheguei a esta conclusão, assim tão facilmente!

Todo o ser humano acha que é sério, verdade? Então porque é que eu, logo eu, deveria achar que sou pouco sério??? Sim! Três pontos de interrogação!!!

Não percebo.

(o assunto vai continuar, um dia)

Fartinho, fartinho, fartinho!

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Fartinho, fartinho, fartinho!

Quando o título coincide com o início do texto… não há muito mais a acrescentar.

Todos nós temos de fazer o que tem de ser feito. É a vidinha. Cada um vai procurando encontrar os seus momentos de prazer. Os momentos de prazer são essenciais para que a vida continue para a frente. Parece uma daquelas evidências que se tornam ridículas quando fazemos questão de as… evidenciar…

Provavelmente. Muito provavelmente. Amanhã já não vou estar assim. Amanhã é dia vinte e três… Com muito ou pouco, vai ser um dia diferente do de hoje. Até lá, só me dá uma vontadinha enorme de desaparecer.

Quando tenho de pensar no título, tenho de perceber que melhores dias virão!

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Os dias que correm estão-se a tornar patéticos. Para muitas pessoas não passará de uma palavra branda. Para mim tem o sentido da patetice em que o nosso mundo se está a tornar. Uma patetice abrangente, que nos está a invadir lentamente, muito lentamente.

Que conversa é esta?

Ao fim da tarde, num dia de chuva pode parecer um prenúncio de que a minha cabeça não está a funcionar bem. Podia ser. Mas não é.

Estou com esta conversa porque hoje fiquei chocado com uma reportagem, em directo, que passou ao final da manhã. Como foi em directo, não houve a possibilidade das imagens serem editadas… como é prática comum… nas nossas maravilhosas estações de televisão.

Passo a explicar:

Hoje houve um incêndio num apartamento da Amadora. Morreu uma criança de treze anos. Tinha mais um ano do que a minha filha mais velha. Morreu asfixiada. Antes de morrer asfixiada conseguiu trazer os irmãos todos para a segurança da rua e, na última ida ao apartamento em chamas, sabe-se lá fazer o quê, ficou lá. Uma verdadeira tragédia. Uma criança com aquela idade não devia ser a responsável por não sei quantos irmãos. Portou-se como uma verdadeira heroína. Sim, heroína, é a palavra certa para descrever esta capacidade que a criança teve para actuar, salvando os irmãos mais pequenos.

É revoltante saber que estas situações acontecem.

Como se não bastasse a descrição desta tragédia, a repórter de serviço decide entrevistar algumas pessoas que estavam nas imediações do prédio onde tudo aconteceu. Pergunta a uma mulher o que se tinha passado (uma daquelas perguntas combinadas antes do directo…) e a mulher explica que não conseguia descer por causa do fumo e que teve de ir para o telhado do prédio e que entretanto foi ligando para os bombeiros que, por sinal, demoraram algum tempo a chegar… E a repórter pergunta o que pensa de toda esta situação? Se a sua casa também tinha sido afectada? Que sim, diz a mulher, ficou com uma persiana toda queimada e que a sua mãe não pode dormir sem a persiana. Que já falaram com a CMAmadora para lhes resolver o assunto e que “eles” não iam fazer nada para já, que havia outras situações mais importantes…

A repórter não estava satisfeita e vai ter com outra mulher e pergunta-lhe porque estava tão exaltada há poucos minutos atrás? Responde-lhe a mulher que nem sequer mora no prédio mas que estava solidária com uma amiga que lá vive e que também viu as suas persianas serem derretidas pelo fogo e isso seria um problema que a CMAmadora não ia resolver imediatamente…

Foi isto que me chocou!

Eu percebo que a miséria humana existe, que não está relacionada com o facto de ter ou não dinheiro para o dia a dia mas não nos podemos comportar como verdadeiros animais. A criança que salvou os seus irmãos e que acabou por morrer porque foi uma verdadeira heroína já não interessava para nada. Aquelas pessoas não queriam saber do sofrimento daqueles que perderam uma criança. Estavam preocupados com as persianas.

Eu sei que não fui feito para isto.

Não sou mais do que os outros.

Mas não posso aceitar que estas situações aconteçam e que toda a gente ache normal.

É mau de mais para ser verdade!

Não há fome que não dê em fartura.

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Uma quinta feira à tarde, com chuva lá fora e a saber que vou ter de ir buscar as minhas filhas (sim, estou a deixar de as tratar por minhocas… Porquê? Porque elas cresceram…) não me deixa grande margem para fazer o que me vai na real gana. Gana? Real gana? Será que ainda tenho direito a falar nestes termos? Com esta idade ainda posso afirmar que consigo conviver de perto com a gana, a real gana? Se eu tivesse uma câmara de filmar e conseguisse enfiar aqui o respectivo filmezinho (o que é de todo impossível) facilmente se iria notar um olhozito a piscar… Sim!

Passo a explicar!

As minhocas deixaram de ser minhocas. Agora passaram a ser minhas filhas!

Estranho? Não me parece. Elas CRESCERAM! Estão autónomas e eu vou, finalmente, poder retornar à minha vida. Pelos vistos comecei ontem com um grande tombo. Foi para comemorar! As minhas filhas já se fecham no quarto! Já não querem dar beijinhos aos pais! Já não aceitam sugestões de possíveis combinações de roupa… Já vão às compras… com a mãe delas… Quando me levanto e as vou acordar para irem para a escola, completamente nú e como sempre, elas gritam “Pai! Que nojo! Sai do meu quarto!”.

Estamos assim!

Palpita-me que assim vamos continuar. Com tendência a melhorar!

Nem me apetece continuar a falar sobre o assunto!

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Pois é! Vontade, procura-se! Já pensei várias vezes encerrar este blogue mas… e não consigo perceber lá muito bem porquê… acabo por o deixar estar, quietinho é certo, mas no seu devido lugar. Tenho andado a ler mais do que devia e depois não sobra muito tempo para inventar assunto…

Também tenho de ser honesto e admitir que a minha vida tem andado meio parada. Uma das poucas situações que merecem destaque nestes últimos tempos foi o tombo de ontem. Sim! É preocupante ter de andar aos tombos para tornar a minha vida mais excitante… Já o descrevi na rede social da moda e pouco mais ficou por dizer… Foi realmente emocionante cair daquela maneira, ser ajudado a levantar-me por uma senhora muito preocupada e simpática, ficar a arfar como um cavalo e sem perceber o que me tinha acontecido, completamente encharcado porque os passeios são tão bem feitos que se transformam em autênticos lagos para pessoas como eu lá se enfiarem de cabeça… Foi uma cena do outro mundo. Lembro-me de alguns tombos ridículos na minha vida. Quem não os deu e não tenha andado num seminário, que atire a primeira pedra… Mas um tombo daqueles, não me lembro! Andei no atletismo, a correr e a saltar barreiras que nem um verdadeiro maluco, durante catorze anos e nunca dei um tombo. Fiz teatro numa companhia itinerante em que era necessário montar e desmontar um cenário com luzes e não sei que mais… em que andava pendurado em escadas e afins e, pasme-se, nunca dei um tombo. Tirei o meu curso de pintura num edifício de dois andares em que, algumas das vezes, tinha de subir as escadas em condições… digamos, adversas… e nunca vim parar cá baixo, ou seja, nunca me espetei pelas escadas abaixo. Passei a professor, a tempo inteiro, e sempre com muito cuidado para não me estatelar num corredor cheio de alunos à espera de verem as desgraças dos outros… Sempre fui conseguindo. Quer dizer, no final do ano lectivo passado, ia a descer umas escadas na minha escola (que conheço de cor há mais de vinte anos…) e fugiu-me um pé. Como ainda não estava lerdo de todo e não sabendo (ainda) como fiz aquilo dei um salto para a frente e aterrei no final da escadaria… como se nada fosse e com o maior sorriso nos lábios (armado em artista…) pois a coisa correu bem.

E pronto. Foram estas as minhas experiências em tombos de largo espectro… o resto, que não me lembro, foi insignificante. Mas o tombo de ontem…