1961. Agora virem o raio do número de pernas para o ar. Curioso. Lê-se exactamente da mesma maneira! Porque será?

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Hoje é dia sete. Sete de Novembro. De dois mil e catorze. Não é mais do que isso. Um dia do calendário. E um calendário tem muitos dias. Pelo menos o meu calendário tem muitos dias. Dias importantes e dias menos importantes. Se calhar, como todos os calendários das outras pessoas. Isso eu não sei. Não posso responder sobre assuntos que desconheço. Apenas conheço o meu calendário, que tem muitos dias importantes. Muitos dias mesmo.

Tenho dias para nascimentos. Para comemorar os nascimentos das pessoas que são importantes para mim. Se pensar no assunto, consigo perceber que também posso comemorar o nascimento de pessoas que foram importantes para mim e que já cá não estão. Normal. Toda a gente celebra aqueles que, de uma ou outra forma, foram marcantes e que já partiram. Esses, no meu calendário ocupam um lugar especial.

E nos dias destinados aos nascimentos também tenho um cantinho especial para todos aqueles que nasceram no meu ano. É verdade. Mas essa é outra cumbersa…

Mas o calendário não se fica pelos nascimentos, ou fica? Quem é que só comemora os nascimentos? O ser humano gosta de comemorar tudo. Tudo o que tem o mínimo de interesse e tudo aquilo que é mais desinteressante… possível. É impressionante como se comemoram tantas coisas. Eu sou um ser humano perfeitamente normal. Quando era mais novo, há sensivelmente quarenta anos, comemorava todas as vezes que fazia o amor carnal. Aquilo era uma festa. Sempre a comemorar. Aliás, acho que nunca comemorei tanto na minha vida. Comecei por fazer umas estrelinhas de cada vez que fazia aquilo. Muitas estrelinhas desenhei. Eram outros tempos… não havia a tecnologia dos nossos dias… para nos deixar mais sossegados… Hoje em dia, uma folha excel faria milagres.

O assunto já está a ficar demasiado nostálgico para o meu gosto.

Como as comemorações.

Aliás, o termo, por si só é deprimente.

Devemos comemorar.

A vida.

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