Eu ainda não percebi de que zona… da cidade… sou!

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O ser humano é mesmo estranho. Para não estar para aqui com meias tintas vou começar o texto com “nós” os seres humanos. De uma vez por todas, assumo-me como um verdadeiro ser humano e não se fala mais nisso.

Gostamos de coisas estranhas. Eu, para além de ser humano, sou homem. E os homens gostam de coisas estranhas. Também gostam de outras coisas menos estranhas. Mas o que me faz confusão são as coisas mais estranhas. Há homens que gostam de mulheres. Isso é estranho? Quem me sabe responder? Pronto, cada um sabe da sua estranheza. Para mim, gostar de mulheres não é estranho. Estranho, estranho é conviver com uma mulher.

Porque é que os homens convivem com mulheres? É estranho pensar nisso? Não me parece! Os homens e as mulheres convivem porque acham que o mundo gira à volta daquela zona. Sim, é verdade! Todos nós temos uma zona. Há quem lhe chame a zona apetecível. Aliás, existem diversas designações para o raio da zona. Sim, porque não passa do raio de uma zona que está espalhada pelo raio do planeta. Ou seja. É muito raio junto e muita zona junta! Ainda por cima o planeta, inteirinho, está repleto de zona apetecível. Então se existe zona apetecível por todo o lado, o que leva o homem e a mulher andarem à procura da dita cuja? Estranho, no mínimo! Mas o que é certo é que o homem e a mulher gostam de organizar as idas à tal zona, aquela que se designa de apetecível. Conseguem organizar as idas de diversas formas… Temos de tudo. Temos uns, e umas, que acham que o mundo vai acabar depois de amanhã de manhã e não conseguem parar de falar na zona. Não lhe fazem nada mas lá que falam sobre ela… lá isso falam. Outros têm a mania que a zona deve ser tratada com delicadeza. Andam às voltas pela zona, para a frente e para trás mas sempre muito preocupados com o que poderão pensar…

Há ainda os que aparecem na zona de chapéu! Outros de óculos escuros… Ainda aparecem alguns de bigode, parecidíssimos com a mãe deles… E agora, qual nouvelle vague, andam por aí uns de barba a inspeccionar a zona apetecível. Eu, se fosse zona, era capaz de gostar de uma barba cerrada a inspeccionar a minha zona…

Parou!

A descrição está a sair dos parâmetros considerados normais.

Voltemos pois à conversa inicial.

A conversa do ser humano que gosta da zona apetecível e que acha estranho tudo isso.

Alguém no seu perfeito juízo vai achar que a zona apetecível está relacionada com um chumaço que poderemos ter entre as pernas ou numa curvatura acentuada, com duas pequenas saliências, que desembocam não se sabe muito bem onde? Alguém pensa isso? Se o pensam e não o dizem, pode-se considerar que não é nada estranho. Mas, se o dizem, podem ter a certezinha absoluta que alguém: um vizinho, um conhecido, um patrão ou mesmo um colega de  trabalho daqueles que passam a vida a coçar as hemorróidas com a unha mindinha vão achar que há qualquer coisa de errado. E será que existe mesmo qualquer coisa de errado?

A mim, não me parece.

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