Arquivo mensal: Dezembro 2014

A todos, um bom Natal!

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O tempo passa muito rapidamente. Nem damos conta que ele passa, assim, de repente. E de quando em vez lá nos lembramos de pensar no assunto. Eu confesso que tenho a mania que penso em assuntos. É oficial: tenho a puta da mania. Não devia escrever palavrões, certo? Eu sei! Fica mal! Um professor a escrever palavrões… Pronto, para além de assumir que tenho a puta da mania, também vou assumir que um palavrão por dia, nem sabe o bem que lhe fazia! Não quero saber. Não estou a trabalhar e este local… mal frequentado… é de livre acesso e só vem cá espreitar quem quer, por isso, quem achar que eu tenho mesmo a puta da mania e não conviver graciosamente com o assunto… já sabe…

Mas voltando ao início, que eu sou rapaz para me deixar levar por futilidades e por isso tenho de me manter atento, o tempo passa muito rapidamente e a nossa vida vai ficando para trás. Todos nós achamos que as nossas vidas têm um valor inestimável. Que as nossas vivências são um património… da humanidade… Achamos isso e muito mais. Somos até capazes de achar que para além da nossa vida… não existe qualquer tipo de vida interessante neste planeta…

Quando chegamos a este ponto ou quando começamos a ouvir umas vozes estranhas que nos dizem ao ouvido que os outros são todos uns malvados e que não nos compreendem, aí é preciso refocalizar. Refocalizar é uma daquelas palavras que, com toda a certeza, têm uma designação qualquer na língua portuguesa ou, pura e simplesmente, não existem, o que vem a dar no mesmo.

Tudo isto para constatar que a minha vida está a caminhar para uma outra realidade. Não será bem uma twilight zone… Será, talvez, um patamar de escada com vista privilegiada… Começo a perceber e a procurar o que é, realmente, importante nesta vida.

Também não me vou esticar muito sobre o que é importante… pois cada um saberá lá chegar pelo seu próprio pé… mas sempre posso adiantar que ter saudinha é importante… E não, não estou a ficar com a mania de me tornar saudável. Apenas tenho, e só, a puta da mania, mais nada! Que fique bem claro!

Para quem ainda não se apercebeu ou não sabe, este post é sobre o Natal. O verdadeiro espírito natalício.

Como assim? Espírito natalício?

Não se percebe a relação…

Pois não.

É a partir daqui…

Sim, eu sei que se aproxima o Natal. Aquela data em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. É uma data complicada (sim, tal e qual as relações de adolescentes e menos adolescentes que se dão a conhecer na rede social da moda). Eu não gosto de festejar aniversários. Não gosto de festejar o meu aniversário e muito menos o de uma pessoa que eu não conheço pessoalmente e com quem nunca tive a oportunidade de falar ou de trocar umas impressões. Pronto, consta-se que era um homem às direitas, cruzes canhoto, que sabia o que era importante na vida. Tudo bem, eu até consigo perceber a sua importância mas… não gosto de aniversários… é uma coisa que me aborrece. (Por acaso, tenho de torcer o rabo da porca (que sou eu) porque festejei um aniversário meu (o quinquagésimo) e adorei mas foi caso único). Tirando esse, festejo os aniversários das minhas filhas porque são crianças e assim tem de ser mas também “festejo” todos os dias que passo com elas. Aliás, os progenitores de crianças acabam sempre por levar uma vida muito diferente daquela que tinham em vista… digamos que as crianças ocupam um espaço enorme na vida das pessoas que cuidam delas e as amam. O Natal ocupa a mente das crianças e o espaço dos progenitores.

Saber dosear esta ocupação toda é o verdadeiro segredo da felicidade…

Por estas e por outras, este ano, o Natal vai ser diferente. Vai ser espartano. Digamos que nos vamos limitar ao essencial da quadra festiva. Uma ceia da Natal saborosa, com boa disposição e no quentinho da lareira. Nos tempos que correm é um privilégio. E por aqui me fico.

Mas também gosto muito de mim (Exemplo de como não se deve iniciar uma frase).

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As pessoas são todas diferentes. Tão diferentes! É um assunto recorrente! Não levem a mal por me repetir mas não consigo deixar de pensar que a minha verdade vale o que vale. Ou seja: muito pouco. O que para mim é importante pode não o ser para mais ninguém. Mas todos nós gostamos de ser ouvidos. Todos nós gostamos que nos considerem importantes… inteligentes… imprescindíveis e, no geral… boas pessoas. Adoramos ser boas pessoas. Quando dizem mal de nós… é um ver se te avias de má disposição… Podemos até dizer que quando nos insultam é sinal de que mexemos com alguma coisa… e que o insulto é do lado em que dormimos melhor (a expressão não será bem assim mas dá para perceber…) ou também podemos encontrar o melhor ar desinteressado mas, bem lá no fundo, ninguém gosta de se sentir maltratado.

Por norma, não sou conflituoso. Lido com alunos jovens e se fosse conflituoso estava bem, como hei-de dizer? estava bem… lixado se  entrasse numa sala de aula com esse espírito. Apesar de gostar de fazer as coisas como pretendo e entendo que devem ser feitas, deixo sempre uma margem (larga) de manobra para nunca me deixar encurralar nas minhas relações humanas. Gosto de contribuir para ultrapassar problemas. Sou um merdas, portanto. Gosto de ter trabalho ou, de outra forma, gosto de me dar ao trabalho de encontrar uma solução para determinado problema. Numa sala de aula? Não é fácil!

Mas eu sou um privilegiado. Não sou um professor nem de Matemática nem de Português ou de qualquer outra disciplina exacta… com fórmulas ou palavrões impronunciáveis…

Tenho outras obrigações. Ninguém nos ouve se não formos ao encontro das suas necessidades. E eu gosto de ter uma atitude intimista. Gosto de usar um tipo de linguagem que não é imediata. Gosto de usar a linguagem do meu corpo. Gosto de baralhar para tornar a dar. Quem me ouvir até poderia cair no erro de me achar um génio. Não sou, e com esta idade… nunca serei… mas gosto de ter a mania… Quem me ouve pode pensar o que quiser. Pode, lá isso pode. No entanto, se eu conseguir acrescentar uma migalhinha, que seja, na sua vida… posso querer melhor? A mim chega-me, basta-me, por assim dizer…

Voltando ao início do texto.

Somos todos tão diferentes. E ainda bem. Se todas as pessoas pensassem como eu… eu não poderia ser como sou… tinha de ser uma outra coisa qualquer… É aquele discurso idiota e redondo mas que eu tenho necessidade de repetir para nunca me esquecer como sou pequenino e que não sou mais do que os outros. E gosto muito dos outros.

As de 38 anos são sempre as mais complicadas…

“Tenho 23 anos e tive, por várias vezes, relações sexuais com uma mulher casada de 38 anos. Sei que ela me ensinou tudo o que sei sobre mulheres, mas agora, apaixonei-me por uma rapariga da minha idade e quero terminar. Ela ficou furiosa e não desiste de marcar mais encontros. Sempre pensei que ela fosse mais tolerante comigo. O que devo fazer?”

in Maria.