Arquivo mensal: Janeiro 2015

Não vou desaconselhar mas, se calhar, é melhor não lerem. É que não vão aprender nada, de novo!

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Estou crú!

Também não sei do sítio das letras, no teclado!

Dizem que é normal!

Mesmo que não seja, para mim passou a ser!

Também não me faz mossa, absolutamente nenhuma, ficar crú, crú de todo. Até acho piada!

Como acho piada a muita coisa… ficar crú… é apenas mais um pormenor!

Parece-me que estou um pouco exclamativo, para além de crú! Muito crú!

Será que estas duas “qualidades” se manifestam em simultâneo?

Não é relevante!

Vou confessar outro pormenor!

Eu é que sou relevante!

Não costumo ser relevante mas há dias e dias e hoje é um daqueles dias em que me posso dar ao luxo de me achar relevante. E então porquê? Um rapaz sempre tão pacato e de repente decide que é o centro das atenções… decide soltar a franga de uma vez só…

O que se passará?

Ora, não se passa nada de mais! Sempre fui o mestre do disfarce e nunca ninguém reparou que eu sempre andei com a franga solta, em plena roda livre…

Só quando há um acrescento fora do normal e eu acho que se deve saber… Tão somente isso!

Mas passemos ao assunto, ao assunto sério!

Tenho de me levantar da minha bela cadeira de madeira dos anos sessenta e de seguida dou dois passos, dos pequeninos, daqueles em que se mete um pé a seguir ao outro, como se fazia antigamente para medir as balizas dos campos de futebol…

Fez-me voltar à infância e isso não tem preço…

E  o assunto? Ah, o assunto!

Pois é, o assunto já não tem significado. Há umas linhas atrás tinha toda a importância. Uma extrema importância. Agora? Nem por isso! Mas eu vou falar no assunto.

O assunto é a minha vida. Sim, eu tenho um bocadinho a mania de que tenho uma vida. Uma vida daquelas vidas que todos invejam. Mas não tenho! É apenas uma vida como tantas outras. Cheia de mais e menos. De lugares comuns. De birras. De risos. De amor e de ódio. De frustrações. De muito prazer e muitas contrariedades. Uma vida como tantas outras.

Se fosse só para isto…

Não estava a escrever!

Mas eu também gostava de confessar que a minha vida é fácil. Mas não é! Também não quero dar aquela ideia de ser um queixinhas… Mas a minha vida não está nada fácil. Estou numa fase em que tenho de decidir muita coisa. Tenho de decidir porque estou saturado. Saturado com a minha profissão. Saturado com a falta de dinheiro.

A sentir que tenho de dar uma grande volta à minha vida.

A minha vida! Está em processo decrescente, certo? A fazer cinquenta e quatro anos… não vou propriamente para novo… e há tanta coisa que eu quero fazer! E que não consigo fazer! Uma verdadeira chatice (sem cedilha) que me deixa nervoso.

Ainda não vai ser desta.

Eu sabia!

Parece um texto de um adolescente!

Sonhador!

E nós, portugueses, já tivemos princesas tão bonitas!

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Exausto. Exausto da vida.

Sem vontade de fazer o que tenho de fazer, todos os dias.

Nem sei muito bem como consegui ligar o portátil e entrar na página de adminastrador do blogue e começar a escrever. Muito provavelmente irá sair daqui uma bela… peça…

Tenho vivido mecanicamente. Esforço-me por não pensar nas dificuldades mas sinto-as diariamente. Estou farto!

Estou farto de ter de contar os tostões.

Estou tão desorientado que nem sequer consigo ter consciência política e já não acredito que seja possível mudar este país. As pessoas que nos governam são fracas. Não lhes consigo reconhecer capacidade moral para estarem à frente de um país como Portugal. Temos dois líderes partidários, a governar o país, que são duas nulidades. O primeiro é perigoso porque quer ter à força uma postura de estadista (fruto de muitos filmes que fez na sua cabeça de jota) mas nunca o vai ser porque lhe falta tudo. Apenas tem uma qualidade: é exímio nos debates e na treta política… porque… tem a escolinha toda. Para além da incompetência demonstrada por diversas vezes, não se lhe reconhece qualquer tipo de linguagem cuidada e fica-se sempre com a certeza de que apenas domina o discurso político e não sai dali. Sempre que o ouço falar na televisão, mudo de canal. Não o suporto! Com tanta gente de qualidade tinha de vir um jota interesseiro para nos governar??? Falta de sorte, foi o que foi…

Depois temos o vice. A princesa. Em todas as organizações há uma princesa. Eu gosto de princesas! Acho fundamental que existam princesas nas organizações. As organizações tornam-se mais coloridas. Claro que há organizações de todo o género. Umas mais elásticas e divertidas do que outras. Umas mais sérias e outras fingidas. Há de tudo mas em todas elas há uma princesa. Mas eu, como português, olho para a nossa princesa e interrogo-me… porque será que não temos uma princesa como aquelas que existem no estrangeiro? Glamourosa! E a pisar o risco constantemente! Porquê? Porque é que nos tinha de calhar uma princesa rancorosa? Dá-me sempre a impressão que a princesa quebrou uma unha e que está a meter as culpas numa desgraçadinha qualquer… Não percebo como é possível que a nossa princesa, tão bem rodeada de aias virtuosas, não entenda que a vida são dois dias e que o brilho das unhas se esvai e qualquer dia já ninguém se vai lembrar dela… Devia espalhar amor por todos os poros! Mas não! Paciência! Vai acabar os seus dias com o vestidinho de princesa todo rotinho, cheio de nódoas de café, com dois gatinhos que ficaram a tomar conta dela por piedade e com o Jaguar, que conseguiu extorquir a uma universidade qualquer, parado porque já não pode circular por Lisboa…

Que raio de texto! Começa no cansaço que sinto e acaba na princesa… O que é que as duas coisas têm de comum? Aparentemente, nada. Conscientemente, tudo! Passo a explicar: o primeiro, o dos lábios fininhos e falsos, não me diz nada e deve ficar reduzido à sua insignificância. Mas a princesa… é um verdadeiro mundo para o comum dos mortais. Uma verdadeira panóplia de “imagens” que merecem ser interpretadas… Será que a nossa princesa não quererá ser pai? Se calhar já terá pensado no assunto. Se calhar até já equacionou deixar crescer o bigode e arranjar uma companheira. Mas isso dá trabalho. Uma princesa tem de ter o bigode sempre aparado! E depois há tudo o resto! A parte da companheira… uhmmm deixa cá ver como isto se faz… como é que isto se cheira?… uhmmm não me parece! E está bem! A princesa tem todo o direito de gostar de um coração felpudo… e quem sou eu para dar ordens à princesa? Não sou ninguém, certo? O respeito e a admiração por todas as princesas deste mundo deve ser uma forma de estar na vida. Muitas princesas são vítima de gozo e são maltratadas, por gente burra, por gente que veio a este mundo para perceber que ainda lhes falta muito para conseguirem saber o que vieram cá fazer. As verdadeiras princesas sabem do que estou a falar.

E porque estou cansado, cansado desta vida miserável que levo, vou abreviar.

Como é possível que a nossa princesa, depois de passar por tudo o que já passou na sua vida, não consiga assumir uma posição favorável na votação sobre a adopção por casais gay? Como? Como?

Só pode ser uma princesa de merda!