Não vou desaconselhar mas, se calhar, é melhor não lerem. É que não vão aprender nada, de novo!

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Estou crú!

Também não sei do sítio das letras, no teclado!

Dizem que é normal!

Mesmo que não seja, para mim passou a ser!

Também não me faz mossa, absolutamente nenhuma, ficar crú, crú de todo. Até acho piada!

Como acho piada a muita coisa… ficar crú… é apenas mais um pormenor!

Parece-me que estou um pouco exclamativo, para além de crú! Muito crú!

Será que estas duas “qualidades” se manifestam em simultâneo?

Não é relevante!

Vou confessar outro pormenor!

Eu é que sou relevante!

Não costumo ser relevante mas há dias e dias e hoje é um daqueles dias em que me posso dar ao luxo de me achar relevante. E então porquê? Um rapaz sempre tão pacato e de repente decide que é o centro das atenções… decide soltar a franga de uma vez só…

O que se passará?

Ora, não se passa nada de mais! Sempre fui o mestre do disfarce e nunca ninguém reparou que eu sempre andei com a franga solta, em plena roda livre…

Só quando há um acrescento fora do normal e eu acho que se deve saber… Tão somente isso!

Mas passemos ao assunto, ao assunto sério!

Tenho de me levantar da minha bela cadeira de madeira dos anos sessenta e de seguida dou dois passos, dos pequeninos, daqueles em que se mete um pé a seguir ao outro, como se fazia antigamente para medir as balizas dos campos de futebol…

Fez-me voltar à infância e isso não tem preço…

E  o assunto? Ah, o assunto!

Pois é, o assunto já não tem significado. Há umas linhas atrás tinha toda a importância. Uma extrema importância. Agora? Nem por isso! Mas eu vou falar no assunto.

O assunto é a minha vida. Sim, eu tenho um bocadinho a mania de que tenho uma vida. Uma vida daquelas vidas que todos invejam. Mas não tenho! É apenas uma vida como tantas outras. Cheia de mais e menos. De lugares comuns. De birras. De risos. De amor e de ódio. De frustrações. De muito prazer e muitas contrariedades. Uma vida como tantas outras.

Se fosse só para isto…

Não estava a escrever!

Mas eu também gostava de confessar que a minha vida é fácil. Mas não é! Também não quero dar aquela ideia de ser um queixinhas… Mas a minha vida não está nada fácil. Estou numa fase em que tenho de decidir muita coisa. Tenho de decidir porque estou saturado. Saturado com a minha profissão. Saturado com a falta de dinheiro.

A sentir que tenho de dar uma grande volta à minha vida.

A minha vida! Está em processo decrescente, certo? A fazer cinquenta e quatro anos… não vou propriamente para novo… e há tanta coisa que eu quero fazer! E que não consigo fazer! Uma verdadeira chatice (sem cedilha) que me deixa nervoso.

Ainda não vai ser desta.

Eu sabia!

Parece um texto de um adolescente!

Sonhador!

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