Ela vai ganhar e eu vou chorar, de impotência!

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As nossas vidas são o que são. Penso que é pacífico. Cada um tem a sua. E cada um não é mais do que o outro. É uma regra básica da existência. Quem não percebe isto… mais vale ir dar uma volta ao bilhar grande.

Eu procuro perceber.

Umas vezes chego lá. Outras tenho que ouvir um sheik mais mexido. Ainda tenho umas outras em que tenho mesmo que beber uns copos para perceber o assunto. Enfim, sou como todos os seres humanos. Cheio de defeitos e de manias. Já se fosse de taras e manias… ficava mais preocupado. Mas não sou um rapaz de taras, só de manias.

E são as manias que me afligem.

Ainda há pouco estava eu com a televisão ligada. Em fundo estava o nosso irrevogável a falar. Tive uma curiosidade. O que será que o irrevogável está a dizer? Será que vem aí mais uma novidade daquelas de suster a respiração? Não, nada disso, apenas uma data de sugestões que se vão tornar verdades absolutas daqui a uns tempos. O costume. Mas não foi isso que me chamou a atenção. Foi o facto do irrevogável ainda ter muito apurado o sentido jornalístico de como se lida com uma entrevista… ainda por cima para a televisão…

Tive de lhe tirar o chapéu. O irrevogável continua dono e senhor dos mecanismos da comunicação. Num simples movimento conseguiu anular uma jornalista, que é fraquinha, e passou a distribuir as cartas. Quem não quiser perceber isto, não vai a lugar nenhum. O irrevogável sabe muito bem para onde tem que ir. Esta é a diferença entre os bons e os fracos. Depois há outras diferenças. Os que são considerados bons nem sempre são os bons do filme. Neste filme, o de Portugal, este bom actor é um péssimo personagem. Por outras palavras, é tudo aquilo que eu acho que não deveria existir à face da terra. Mas é ele que manda. Quem sou eu?

Apenas posso gritar a minha indignação.

 

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