Arquivo mensal: Setembro 2015

Discutível, mas…

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Estive a ler este artigo. É um assunto melindroso para quem já passou por uma situação destas ou para aqueles que já perderam familiares e amigos. No entanto, se pensarmos tranquilamente no assunto, conseguimos perceber que esta forma de terminarmos a nossa vida pode ser, realmente, um apaziguamento para quem parte e para aqueles que ficam.

Ainda não vai ser desta. Estou cansado e a precisar de férias.

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Chegar à minha idade com a perfeita noção que não sou perfeito é um autêntico descalabro. Não sei porquê. Quero dizer, não percebo porque tenho esta idade e ainda não sou perfeito! Também quero dizer que não será bem assim… sou do fêcêpê… logo… e, como tal, quando nasci a minha mãe disse que eu era perfeitinho… A ordem poderia e deveria ser ao contrário… perfeitinho, logo do fêcêpê… mas eu também ando sempre ao contrário, por isso… ninguém vai estranhar…

Mas que estranho o facto de me achar cheio de defeitos, lá isso estranho!

Aliás, já não é bem uma questão de estranheza, é mais desilusão. Não estava mesmo à espera disto. Desde pequenino que tinha esta ideia. Chegar à minha idade e ser perfeito. O percurso da minha vida deveria passar por uma fase em que se nasce perfeitinho, de seguida vai-se vivendo, errando e aprendendo para depois chegar aqui e voltar a ser perfeitinho.

Nada disto aconteceu. Passo a vida a errar, a errar e a continuar a errar. Dá-me a sensação que nunca vou aprender. Tenho a capacidade de errar com toda a gente. Não existe ninguém na minha vida que não tenha sido uma alegre vítima dos meus erros. Ou porque falo demasiado ou então não abro a boca quando devo. Por vezes sou violento nas palavras e outras sou uma verdadeira mosca morta, sem patinhas. Também consigo ser um insensível de primeira apanha. Não puxem por mim. É que consigo ser de uma frieza nada normal. Daquelas que magoam e deixam qualquer um de boca aberta. Mas também consigo ser um verdadeiro egoista e se achar que não devo fazer ou dizer qualquer coisa que não esteja de acordo com aquilo que quero… não digo e não faço, nem que a vaca tussa. Quero lá saber do que os outros pensam. É pavoroso, não é? Eu nem sequer consigo imaginar o que seria viver com uma pessoa assim…

E depois… depois podia estar aqui a noite toda a escrever sobre o meu défice de perfeição… Tinha tanto assunto… uma verdadeira lista.

Um novo assunto. Uma nova categoria!

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Não gosto lá muito de me fazer sentir uma pessoa chata. Com a mania, para não dizer a puta da mania. Não é por nada, se eu tivesse mesmo a puta da mania, que remédio, era mesmo um chato com a puta da mania. Que se havia de fazer? Mas não sou.

Sou um ser humano normal. Com taras e manias normais. Nada de especial. Tenho os meus gostos sexuais. Como toda a gente. Mas também tenho outros gostos, não menos importantes.

Não quer dizer que os meus gostos sejam muito diferentes dos restantes mortais. Não me parece. Gosto mesmo de muitas coisas. Mas não tenho tempo para todas. Uma pena.

E posto isto, na nossa vida, temos de fazer opções. Quem não as faz? Eu faço as minhas. Umas mais conscientes do que outras. É verdade. Quem nunca tomou decisões baseadas no instinto? Ok, esta seria uma conversa muito densa que agora não me apetece desenvolver… até porque a opção de que eu quero falar é bem simples de tomar e não tem nada de transcendente. Para além desta singela explicação estou a ouvir isto. Não me parece nada complicado…

Mas afinal qual é o raio da opção?

Ehehehehehehe…

No meio disto tudo estou-me a esquecer da dita cuja. A razão do bendito do post…

A leitura. Os livros. A minha opção foi por eles. Gosto muito de ler. E esta deve ter sido a afirmação mais descabelada que tive o descaramento de fazer. É ridículo afirmar que se gosta muito de ler… lê-se e pronto, não tem que se andar por aí a berrar pelos quatro cantos, não é do mundo, mas é do blogue. Se bem que o blogue é meu e eu posso berrar pelo canto que quiser.

Mas, esquecendo qualquer desalinhamento… que possa ter acontecido até chegarmos aqui, esta treta toda tem um propósito. Quem não adora encontrar um propósito para aquilo que diz ou escreve? Conhecem alguém que não adore um propósito para poder soltar o vernáculo? Hoje em dia, nas redes sociais, podemos assistir a uma data de publicações, sobre os mais variados assuntos, que visam sempre um propósito… mas que não passam de… uma tentativa de que alguém ouça o que querem dizer… triste, muito triste e apenas comparável com este blogue…

Mas adiante, que só aqui vem quem quer, o blogue vai passar a ter uma categoria (e não, não é um blogue com categoria, apenas tenho de dividir os assuntos por… categorias…) que se vai chamar “Livros. de todos os formatos e feitios” em que irão ser abordados os livros que vou lendo, alguns que já li e muitos outros que gostaria de ler.

Tanta coisa para isto?

Obalhamedeus!

PS: Este post, desta categoria, vai ser o único que vai ter uma fotografia que não está relacionada com o post… as próximas vão ser, mesmo, das capas dos respectivos livros. Uma pena? Sim, eu sei, mas a vida é assim mesmo, bela!

Era para ser uma coisa e acabou numa outra coisa… Peço desculpa!

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Tenho a mania de me repetir. Tenho a mania de afirmar que sou um ser humano. E sou! Por isso mesmo tenho algumas virtudes e muitos defeitos. Pelo menos é assim que eu entendo o ser humano. O meu patamar ainda está nivelado por baixo. Quando chegar mais altinho um bocadinho, eu aviso o people. Para já, é o que se pode arranjar!

Não é que me faça confusão. Viver com as minhas limitações é natural para mim. Sei com o que conto. Faz-me pensar e acreditar que um dia posso estar melhor! E não, não estou a resvalar para um discurso religioso, no sentido da alienação total… Gosto de pensar que posso vir a ser um ser humano um pouco melhor. Não é caminho fácil mas acho que o posso ir fazendo.

Ao longo da minha vida fiz algumas maldades. Continuo a fazê-las. Tenho um ar cândido mas, volto a afirmar, não passo de um ser humano. As minhas são maldades específicas…  Não são maldades daquelas de arrancar os cabelos. Nunca matei ou roubei. Também nunca prejudiquei quem quer que fosse de uma forma deliberada. As maldades que fui fazendo ao longo da minha vida foram, todas elas, motivadas pelas emoções. Pelos sentimentos. Pelas relações interpessoais. Também estas maldades foram ao sabor do vento. Não foram premeditadas.

E o que é que adianta? não terem sido premeditadas? Não deixaram de ser maldades por causa disso! Pois não! Essa é a minha mágoa. Não consigo deixar de pensar que magoei pessoas e que, no meu dia a dia, continuo a magoar outros seres humanos. O meu passado está tranquilo e vou convivendo pacificamente com a culpa. Mas o presente. O presente deixa-me amargurado. Não consigo conviver com o meu desatino. Com a minha falta de capacidade para lidar com as situações do dia a dia. Sinto-me como se estivesse a deslizar por um rio, numa corrente, que me leva para um qualquer lugar que eu não conheço.

Decididamente não estou bem!

Antigamente, há muitos anos atrás, quando chegava a este estado conseguia encontrar o meu ponto de recuperação através da alienação total. Era capaz de andar uma semana a beber muito. Alienação total. E a sequir ressuscitava, para a vida e com uma energia sobrenatural. Sempre fui assim.

Também consigo perceber que nunca fui exemplo para ninguém!

Mas esse estádio de alienação total era como se fosse um carregar de baterias. Era básico e essencial. Nunca estive muito preocupado com o que as pessoas pudessem pensar acerca do assunto. Sempre vivi a minha vida e deixei que os outros vivessem a vida deles.

E era tão bom andar nos copos a ouvir música e a dançar até à exaustão.

Hoje é tudo muito diferente. Não consigo ter tempo sequer para encontrar o meu silêncio. Tenho demasiado ruído à minha volta. São outras responsabilidades para as quais eu não estava preparado. Enfim.

Enquanto fui escrevendo este monte de tretas estava a ouvir Pink Floyd, um clássico portanto, e o meu estado de espíirito foi evoluíndo… e se no início do texto estava a viver um verdadeiro drama…agora estou a reler e a pensar no ridículo de tudo isto. Mas é o que nós temos neste país: pessoas a queixarem-se da vidinha “desgraçada” que vão vivendo. Enfim. Somos uns tristes que, de vez em quando, conseguimos ter uns rasgos de lucidez, que nos deixam envergonhados… de tudo o resto.

Com vontade de, digamos, disparatar!

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E aquelas pessoas que fazem tudo… porque acham que o devem fazer? Já pensaram bem nisso? Eu já! E posso afirmar que não sou assim. Uma pena. Também não me envergonho. Assim como assim, não passo de um ser humano  comum. Os outros não são normais. Estão acima dos comuns, os outros.

Mas gostava de fazer tudo.

Pela minha parte, gostava de fazer tudo com o pensamento.

Trabalhar com conceitos… por assim dizer!

Dia dois. De trabalho! (A imagem foi escolhida ao acaso)

Amanhã tenho vontade de ir trabalhar com um sinal. Um sinal? Mas que é isto? Um sinal?

Sim, um sinal. Porquê? É assim tão estranho uma pessoa querer ir trabalhar com um sinal?  Sim, porque uma pessoa pode muito bem querer ir trabalhar com um sinal… novo… só para ver se alguém repara.

Ok.

Pode parecer um pouco palerma. Sim, pode, mas nesta altura da minha vida tudo pode parecer palerma para os outros. Para mim, oh, top! Nada neste mundo me incomoda. Estou a ficar um insensível da tosta, com queijo. Não quero saber se a pessoa que está ao meu lado no metro gosta de sexo , como direi? Anal? Com delicadeza ou sem ela! Não quero saber! Ponto! Já somos tantos neste mundo que a minha cabeça não dá para tudo. Sinto-me incapaz em mudar o mundo!

Uma pena porque tinha boas ideias!PixMix508-img028