Arquivo mensal: Novembro 2015

Quem sabe?

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Estou um bocadinho farto de baboseiras. De dizer baboseiras. De dar opinião sobre este e aquele assunto. Já chega. Afinal ninguém presta atenção às minhas baboseiras porque é que eu me hei-de estar a preocupar a botar faladura. Acabou-se. Não escrevo mais nada sobre assuntos sérios. Assuntos verdadeiros.

A partir de hoje só vou escrever idiotices (sim, vou deixar as baboseiras…). Como estou numa crise existencial e a precisar de atenção pode ser que, se conseguir ser mais idiota do que esta variedade humana, as pessoas comecem a comunicar comigo, a perderem um pouco do seu escasso tempo para me ouvirem.

Quem sabe?

Felizmente.

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Há coisas que eu não percebo.

O clima político está em ebulição.

Os espíritos andam agitados.

Leio e ouço tantos insultos.

E continuo sem perceber porquê!?

Só porque os destinos de um povo vão ser “orientados” por outros?

Não percebo!

A democracia é isto mesmo: saber respeitar as diferenças de opinião.

Durante quatro anos, o governo foi implacável com a população.

Conseguiu arrasar com a classe média.

Teve sempre uma postura de sobranceria para com aqueles que contestavam as suas políticas.

Não souberam nunca estender a mão.

Foram a eleições.

E ficaram sem a maioria (faz-me lembrar aquela história do manto protector…). Aquela maioria necessária para poderem continuar o que andaram a fazer…

E depois, depois foi um conto de fadas.

Uniram-se todos aqueles que estiveram contra o estado das coisas.

E zangaram-se as comadres.

Começaram os insultos. Como eu nunca vi.

Por terem perdido o poder?

O que se passa?

Qual é o medo por terem perdido o poder?

Não percebo!

Como também não percebo os insultos racistas que hoje invadiram as redes sociais.

Julguei que não tinha “amigos” destes!

Puro engano!

Hoje li textos e comentários verdadeiramente lastimáveis e que em nada prestigiam estes meus “amigos”. Tenho vergonha por os ter como amigos mas obrigo-me a ler o que dizem, o que pensam e como reagem para poder perceber a distância a que estou deles.

Sem juízos de valor. Mas não sou igual!

E depois desta pequena observação, só me resta desejar sucesso para o meu país.

PS: Não querendo ser mau e não querendo borrar a pintura, aconselho todos aqueles que estão com um qualquer tipo de ressabianço a enfiarem as mãozinhas no rabinho e a rasgarem… vão ver que passa!

PS2: Agora vou abrir uma garrafa de espumante, que o champanhe francês já foi.

Falta-me um bocadinho assim…

My beautiful picture

My beautiful picture

Começou tudo por me ter calhado uma música que eu já nem me lembrava que existia. Uma musiquinha que já não lembra ao diabo, se bem que na época nos deixava com o diabo no corpo… A vida tem destas coisas. Um dia, tudo nos parece o fim do mundo e no seguinte… já nada interessa. A seguir à musiquinha de há uns minutos atrás, surgiu outra, aparecida pela mão do youtube… Na altura, também foi a mais ouvida. Hoje, confesso que já não ouço nada disto.

Sou uma pessoa diferente…

Para pior.

Hoje é mais bolos. Com creme. La créme de lá créme, ou coisa que o valha, que o francês sempre foi muito difícil para mim.

Hoje.

Ai, hoje.

Como sinto que a minha vida me fugiu, por entre os dedos, como qualquer outro lugar comum.

Espaço.

Espaço.

Espaço.

E como eu gostava disto.

Depois.

Bem.

Depois.

Comecei a inventar.

Eu sou bom a inventar. Muito bom mesmo.

Se me derem um espacinho, eu invento.

Sou rapaz para inventar o que me der na real gana.

Eu sei! Fica-me mal estar para aqui a dizer isto e aquilo da minha personalidade…

Fica, não fica?

Eu sei bem que sim mas não quero saber. Ponto!

Assim como assim vou levar por tabela. Aliás, passo a vida a levar por tabela. Sim, as pessoas acham que eu existo, que ando neste mundo, para as aturar. Eu até as percebo. Há muitos anos atrás, tive uma amiga minha que me disse que eu tinha uns olhos de cão.

De CÃO???Perguntei eu.

SIM, de cão, porquê?

Como assim, de CÃO???

Caramba, o que é que isso tem de mais?

Rapidamente pus-me a pensar em todos os cães que tinha tido até à data. Como é que seria ser cão. Boa questão à qual eu não tinha resposta porque até à data nunca tinha tido um canito…

Sem alternativa, voltei a perguntar o que queria ela dizer com UM CÃO?

Fiquei com a ligeira impressão que ela decidiu fazer uso da pedagogia… ora bem, um cão é conhecido porquê? Qual é a qualidade mais conhecida do CÃO?

Amiguinho?

Digo eu, meio na ignorância, meio convencido.

Não é bem isso.

Amoroso?

Digo eu, cheio de esperança em fazer um brilharete.

Também, mas não só.

Caramba, eu já tenho vinte e nove anos e não consigo perceber que raio de qualidade é que um CÃO tem… pensava eu com os meus botões… só possso ter um problema qualquer de compreensão que fica mesmo abaixo de CÃO…

Tive que desistir!

Não sei, porra!

Nunca tive um CÃO e não sei que raio de qualidade ou defeito é que um CÃO tem que eu não possa ter ou imaginar ter!

Estive quase para a mandar ir ouvir os maiores exitos da Donna Summer mas respirei fundo, pensei no meu orgulho,  acariciei e repuxei os meus mamilos e supliquei para que me fosse explicado o raio do olhar de CÃO.

Confesso que não me custou muito a parte dos mamilos mas também tenho de admitir que estava com um pressentimento secreto de que o olhar de CÃO fosse uma cena qualquer positiva.

É triste pensar assim?

Ok.

Fazer o quê?

Adiante.

O raio do olhar de CÃO não era mais do que um olhar fiel!!!

Fiel???

Como, fiel???

Fiquei destroçado.

O CÃO é um animal fiel? O meu olhar é o de um CÃO fiel?

Já não bastava ter o olhar de um  CÃO e ainda por cima ser fiel…

Claro que me pus a pensar. O que se passa comigo? Porque é que as pessoas pensam assim?

Devo ter qualquer coisa, algum aspecto físico que me identifica com um CÃO. Só pode!

E então perguntei.

Mas porque é que dizes que eu tenho um olhar de CÃO?

Podia ser de um pónei. Ou de um bambi (que faz mais o meu género…). Agora de um CÃO?

Achas que eu sou um rapazito fiel e submisso?

(Na altura, como nunca tinha tido cães, expressei a minha ideia sobre o conceito de fidelidade canina)

Acho. Quer dizer, mais ou menos!

Bem, se estás indecisa daqui a pouco estás-me a dizer que em vez de CÃO, o meu olhar pode ser parecido com uma joaninha, às pintas e pequenina…

Não, não era bem isso que eu queria dizer…

Então?

Era uma cena mais positiva (até porque o texto começa a ficar muito extenso), que o teu olhar era o de uma PESSOA fiel aos seus.

Estremeci. Confesso. Estremeci porque ela era gira e me estava a classificar como sendo uma pessoa. A coisa prometia…

Desde esse dia que a minha vida funcionou sempre em função da fidelidade. Do grau de fidelidade. Tive de pensar no assunto e tomar uma decisão. Não me adiantava nada passar o resto dos meus dias a pensar no choque que a ideia de ter um olhar de CÃO poderia trazer à minha vida. Pelos vistos ia ser assim.

E foi.

Continuo com um olhar de CÃO.

Fiel.

E depois, volto a pensar no assunto. A pensar no sentido de ser fiel.

E a pensar no erro. No meu erro. Nos meus erros ao longo da minha vida.

Um dia destes vou morrer. Como todos nós.

Como todos nós também eu deixo assuntos mal resolvidos.

Assuntos que gostaria de ter conseguido resolver.

Não fui capaz.

PS: Este texto acabou por ser um texto que eu não queria escrever. Pretendia escrever outras coisas que me atormentam a alma. Não foi possível. Estou esperançoso de que um dia o vou conseguir fazer.

PS 2: Esta imagem é minha. Sou eu. Há quatro anos atrás mas sou eu.

Pois hoje, foi especial.

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Texto de terça feira.

Dia interessante.

Não é por ser terça feira. É por ser esta terça feira!

Para mim foi uma terça feira com um significado muito especial.

Acredito que não o tenha sido para alguns. Respeito.

Mas continuo feliz!

Até consigo ouvir um sheik mais ou menos soft…

Coisas da felicidade!

O discurso secreto. Tom Rob Smith. Acabei de o ler.

Tom Rob

Um homem quebrou o silêncio. Agora, a ação virar-se-á para aqueles que teme. A União Soviética em 1956: depois da morte de Estaline, o regime violento começa a fracturar-se, deixando para trás uma sociedade onde os polícias são criminosos e os criminosos são inocentes.Khrushchev, o sucessor de Estaline, promete uma reforma, mas há quem não consiga perdoar ou esquecer o passado.Leo Demidov, ex-oficial do MGB, enfrenta um conflito interior. As duas jovens que ele e a sua mulher Raisa adoptaram ainda terão de o perdoar por ter participado no assassinato brutal dos seus pais. Leo, Raisa e a sua família estão em grande perigo, pois há alguém com um ressentimento contra Leo, alguém que sofreu uma transformação irreconhecível e é agora o perfeito modelo da vingança. A missão pessoal e desesperante de Leo para salvar a sua família levá-lo-á dos severos Gulags da Sibéria e das profundezas do submundo do crime, ao centro da rebelião húngara – e ao inferno onde a redenção é tão frágil como o vidro.

Money, money, money…

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O dinheiro.

Toda a gente vive em função do dinheiro.

Posso afirmar esta verdade sem estar muito preocupado com conceitos sociológicos ou outras cenas que nos valham. É uma realidade. Todos nós pensamos no dinheiro. Há mesmo pessoas que gostam de passar horas a mexer em dinheiro. Eu confesso que não chego a esse extremo.

Também não tenho complexos em relação ao dinheiro. Gostava de ter dinheiro suficiente para ter uma vida decente. Ok, o conceito de vida decente é muito vasto. Pois é, mas para mim bastava-me não chegar ao fim do mês sem um tusto,  poder viajar um pouco com as minhas filhas ou, por incrível que pareça, poder ir jantar fora. São ambições banais. Que já foram usuais há uns anos atrás. Foram!

Mas hoje, a vida é diferente. Há quem tenha muito dinheiro. E ainda bem que o têm. Não sou nada fundamentalista em relação às pessoas que podem usufruir do dinheiro. Apenas tenho uma regra. Tal e qual o pecado original. O dinheiro deve ser ganho de uma forma honesta e legítima. A partir daqui, não percebo porque é que existem problemas de relacionamento com as pessoas que têm muito dinheiro.

Eu não tenho desses problemas. É certo que conheço poucas pessoas com muito dinheiro. As que conheço têm toda a legitimidade em poder gastá-lo. São pessoas que se esforçam todos os dias por criarem condições para o ganharem e são honestas. Custa a toda a gente.

E qual é o problema?