Arquivo mensal: Janeiro 2016

Não saiu bem, o raio do texto. Não era bem isto, que eu queria dizer…

Natal

Eu, eu e eu e só depois eu!

Porque não?

Estou cansado de ser menosprezado.

Não tenho aquele feitio de explorar até às últimas consequências os meus actos e as minhas atitudes. Não acho piada. Pronto!

Não é que não saiba como se faz. Só uma pessoa muito distraída é que não chega lá. Não é o meu caso. É mesmo porque acho pouco honesto. Honesto comigo, porque o conceito de “honestidade” “vareia” muito… e eu sou rapaz para variar mas… organizadamente…

Tirando estas variações… volto a pensar na minha vida.

Não lhe tenho achado muita piada.

Não sou um rapaz modesto. Eu sei que pareço um desgraçadinho, inactivo, que se deixa levar na onda. Sim, muita gente acha que eu sou inofensivo. Mas não sou. Aliás, não sou nada modesto, modéstia à parte. Por vezes consigo roçar (e esta é uma daquelas palavras que me fazem lembrar a minha adolescência…) o convencimento. O convencimento total. Aqui para nós, que somos vinte e três (média diária de visitas do blogue nos últimos quatro meses…) eu posso confidenciar que, na maior parte das vezes, consigo adivinhar o que me vão dizer… por uma única razão… se me perguntarem alguma coisa já sei a resposta que tenho de dar… e assim não tenho grande trabalho. Um preguiçosão convencido… uma nova espécie, em vias de auto-extinção…

Já que estou com a mão na massa, sempre posso acrescentar que também tenho um outro lado, que nasce dentro de mim… ligado à indústria dos interruptores… no meu caso dos interruptores virados para cima, e não, isto não está relacionado com a perspectiva sexual do interruptor virado para cima… (que eu já caminho para velho…) mas, e já que estamos a falar de assuntos relacionados com a electricidade, estou sempre com a tomada ligada à corrente. Muito dificilmente estou sem energia. Aliás, só mesmo quando estou doente, é que a corrente não passa e, nos meus quase cinquenta e cinco anos, foram poucas as vezes em que estive completamente em baixo…

Queriam um texto mais convencido? Não me parece. Eu consigo pensar assim. Ok, só o confesso às vinte e três pessoas mais assíduas da minha vida, e daí?

Pois, pareço uma criatura horrível, não é verdade? Acredito que sim, mas este lado estapafúrdio é o que me mantém acordado para a vida. Os restantes e antigos visitantes visitantes do blogue não precisam se saber destes devaneios “convencionistas”… sempre ficam com aquela imagem de mim, institucional, de rapaz equilibrado e de bem com a vida…

Tudo tretas.

E queriam uma fotografia duma rapariga jeitosa, com um rabo grande (como eu gosto) e a ocupar demasiado espaço na publicação?

Queriam?

Pois, também eu queria muita coisa e ando aqui, enxuto e com este lindo corpinho a marchar…

Depois disto, volto na segunda feira. Fui.

Hercules-Dejanire - Eracle copula tra le gambe di Deianira, incisione francese del XVIII secolo tratta da I Modi di Pietro Aretino e Marcantonio Raimondi.

Uso uns óculos que não lembram ao diabo. E o meu diabo é um diabo dos diabos… daqueles infernais… Assim, bem vistas as coisas, a coisa parece virada para a piada idiota… de sábado à noite e para quem não tem nada que fazer. Mas eu tenho.

Quero dizer. Agora, agora, não tenho, mas amanhã vou ter.

Vou começar bem cedo o meu domingo. Às seis da manhã já irei estar a caminho de um banho matinal. De seguida penso vestir uma roupinha catita, arranjo o cabelinho, encharco-me do cheiroso perfume e desço. Se tudo correr pelo normal, faço uma torrada e tomo um café. Isto tudo sem música porque de madrugada não é muito conveniente botar sheik.

Depois dos dentes lavadinhos, toca a pegar na carripana em direcção à secção de voto que me calhou. Sim, amanhã vou estar todo o dia enfiado numa secção de a trabalhar. Vou ter uma hora para dar um salto a casa e almoçar, para depois regressar.

Provavelmente, ou quase de certeza, amanhã por esta hora já devemos ter uma ideia do que se vai seguir…

E por falar em óculos, amanhã não me posso esquecer deles… senão… não vou conseguir ler um único cartão de eleitor…

The Cult. A ouvir num sábado à noite. Porquê?

Eu nem sequer sou saudosista. Acho isso uma parvalheira de todo o tamanho. Mas também não sou preconceituoso. Se estiver a ouvir uma música de outros tempos e estiver a gostar… nada me impede de… gostar. Hoje, por razões diversas, calhou-me encontrar uma banda dos anos oitenta com grande pedalada para a época. Vi os Cult em 1985, em Londres, e adorei. Foram anos loucos. Quem os viveu sabe do que estou a falar. Estes tipos, em particular, tinham uma energia fora do normal. Assim, de repente, cheira a cena metaleira… mas não era bem isso…

Texto solto de uma quinta feira.

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São poucos os resistentes. São poucos aqueles que ainda têm alguma paciência para virem aqui espreitar.  Só tenho que lhes agradecer e desculpar-me pela falta de novidades. Não é que eu traga propriamente novidades daquelas do género das gajas boas só em Ermesinde…

De vez em quando venho trazer algumas novidades da minha vida. Só que, ultimamente, não tenho tido nada de especial para partilhar. Basicamente tenho levado nas bentas. Tenho tido uma vida muito saturante, cheia de problemas e sem resolução à vista. Não tenho, por isso, levado uma vida plena de felicidade. Muito pelo contrário, estou a atingir um ponto de insatisfação e frustração muito elevado. Eu sei que é nestes momentos difíceis da vida que se encontram as grandes personalidades…mas eu estou-me a marimbar para as ditas cujas… apenas queria um pouco de tranquilidade na minha vida.

Estou saturado. Saturado de obrigações. Com falta de prazer.

Não consigo perceber como é que ainda consigo manter um rumo. Durmo seis horas por dia, vou trabalhar. Regresso a casa. Não sei como hei-de lidar com duas adolescentes. Durmo mais seis horas e tudo recomeça.

E tenho lido. Leio sempre que posso. Queria ler muito mais mas não tenho tempo. É o único prazer que vou tendo. Não me custa dinheiro. Tenho ainda muitos livros em lista de espera. Sei que um dia vou morrer sem conseguir ler todos aqueles livros que eu desejo muito ler. Mais uma palermice… acumular materiais que não vão ser aproveitados…

Vivemos numa sociedade de consumo. Não é novidade para ninguém que o ser humano gosta de consumir e acumular… Eu acumulo livros. Adoro livros e tenho um fascínio enorme por todos aqueles que conseguem criar uma história e me transportam para outro planeta… literalmente.

Eu adorava ter a capacidade de escrever uma história. Limito-me a escrever umas palermices, que me dão algum gozo e fico-me por aí. Nada que se compare a um livro. Nem de longe nem de perto. Até consigo pensar num enredo e nos pormenores mas é tudo muito desgarrado e sem técnica. Poderia antes dizer que “eu é mais bolos”…

E é nisto que a minha vida está a andar para trás.

No processo criativo.

Não gosto nada quando me sinto a embrutecer. Quando não tenho a possibilidade de fazer qualquer coisa que me faça sentir produtivo. Ok, a minha função educativa tem de ser encarada como produtiva pois estou a contribuir para a formação dos jovens do amanhã… Isso é tudo verdade e não estou em remissão na relação que tenho com a minha profissão… mas eu estava a falar da minha vida pessoal, dos meus anseios e dos meus desejos mais íntimos.

Eu gosto de desenhar. Gosto mesmo muito de desenhar. Tenho a minha linguagem e ando às voltas dela. Não quero saber de explicações. Elas estão lá. Só não as vê quem não quer e, muito sinceramente, quero lá saber dos mal entendidos. Os meus desenhos são básicos. Abordam funções básicas. Punções sexuais. Não são mais do que desejos e visões pessoais do desejo sexual e do prazer proporcionado. Querem alguma coisa mais básica? Mais básico do que eu?

Não é pedir muito.

Apenas conseguir encontrar o equilíbrio entre a vida miserável que temos de levar e o nosso prazer.

É muito?

Continuo a dizer que não é pedir muito.

Ardenas, a última jogada de Hitler, de Antony Beevor. Mais sobre a WWII.

Jpeg

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Sinopse.

A Última Jogada de Hitler. Do autor de Estalinegrado, A Queda de Berlim e Paris Após a Libertação, entre vários outros, chega-nos o mais recente trabalho na série de grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial. Ardenas 1944: A Última Jogada de Hitler conta a história da última tomada de posição da Alemanha. No dia 16 de dezembro de 1944, Hitler deu início à sua «última jogada» nas florestas e desfiladeiros cobertos de neve das Ardenas. Estava convicto de que seria capaz de dividir os Aliados se fosse até Antuérpia para obrigar os canadianos e os britânicos a saírem da guerra.

Embora os seus generais tivessem dúvidas sobre o êxito do empreendimento, os oficiais mais jovens e menos graduados estavam desesperados por acreditar que as suas casas e as suas famílias podiam ser salvas do Exército Vermelho, que se aproximava, vingador, de leste. Muitos exultavam perante a expectativa de contra-atacar. A ofensiva nas Ardenas, que envolveu mais de um milhão de homens, tornou-se a maior batalha da guerra na Europa Ocidental.

As tropas americanas, apanhadas de surpresa, deram por si a lutar contra dois exércitos de Panzers. Os civis belas fugiram, justificadamente com receio da vingança alemã. O pânico espalhou-se até Paris. Muitos americanos desertaram ou renderam-se, mas muitos outros mantiveram-se heroicamente firmes, atrasando o avanço alemão. O inverno rigoroso e a selvajaria da batalha tornaram-na comparáveis à frente oriental.

E depois dos massacres das Waffen-SS, até os generais americanos deram a sua aprovação quando os seus homens mataram alemães que se rendiam. As Ardenas foi a batalha que quebrou finalmente a Wehrmacht.