Arquivo mensal: Abril 2016

Hoje vou ouvir umas musiquinhas.

snow-white-shalom-harlow-by-francois-nars-01

Começar a escrever a ouvir Bee Gees é muito estranho. Metade já morreram. Resta um, que se vai arrastando conforme pode. E eu ouço Bee Gees. Porquê? Claro está, porque marcaram uma época. E eu gosto de épocas…

Consigo perceber todas as épocas. Não percebo lá muito bem porquê… mas o que é certo é que consigo perceber todas as épocas… Tanto se me faz que esta época seja pior ou melhor do que uma outra época. Não quero saber. Basta-me percebê-la e… ia dizer disfrutar… mas é… tipo… qualquer coisa… e o melhor é ficar por aqui.

A vontade é como as unhas. Crescem todos os dias!

tumblr_kynctoi2ee1qz78y7o1_400

Cinco cinco.

Foi há uns dias que entrei nos cinco cinco.

Não foi doloroso porque a diferença entre os cinco quatro… não é assim muito grande.

Acho mesmo que o cinco seis vai ser mais doloroso. É o caminho para o seis zero…

Oh balhamedeus!

Mas essa é uma outra conversa.

O que me interessa agora é viver os cinco cinco.

Tenho andado meio desmoralizado.

Bem que tento animar a vida com uns amigos irlandeses.

Mas não está fácil.

E não, não estou a entrar naqueles crises da meia idade!

Apenas ando desmoralizado.

Com a falta de dinheiro. Ter de pensar sempre duas vezes antes de gastar um cêntimo, que seja. E eu nem sequer sou pessoa (sim, já sou uma pessoa e não um ser humano… vá-se lá saber porquê…) para pensar no dinheiro como primeira prioridade. Não sou. Podia ser, mas não sou! Conheço muitas pessoas que pensam que o dinheiro deve ser a primeira oportunidade e sou amigo delas. Não confundo a amizade com as opções das pessoas. Porque é que haveria de o fazer? A amizade passa por outros valôres.

Mas ando cansado e muito perto de tomar uma decisão radical. Apesar de gostar muito de ir para a minha escola todos os dias, acho que passo por lá muito tempo e que poderia fazer outras coisas.

Todos os dias eu penso no desenho. No meu desenho. Não quero saber daquilo que as pessoas pensam acerca do meu desenho. Não me interessa. Apenas queria desenhar. E não tenho tempo, nem sossego para desenhar. E eu não sou nada de especial a desenhar, mas gosto de desenhar. Que se vai fazer?

Tim, de Colleen Mccullough. Já o tinha há anos e ainda bem que peguei nele.

Jpeg

“Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado.
Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afeto que lhe faltavam”.

Era suposto que o assunto fosse a religião…

Eu?

Estou a ouvir isto numas colunas fraquinhas. Não é muito importante mas gostava de poder ouvir o raio das musiquinhas num sonzaço a rasgar. Tal e qual ouço Goa Trance… mas não dá, o portátil é fraquinho, tal e qual eu. É o que se pode arranjar.

Mas isso não é importante.

O importante mesmo foi a minha rica senhora ter passado mais um nível… e agora podia-me dar para a sopeirice e acrescentar: um nível no caminho da vida… Era bonito, não era? Mas não faz o meu género… nem o da sopeira que há dentro de mim…

Hoje foi um dia potente.

Difícil.

Não podia acabar melhor.

Muita coisa ficou para trás.

Amanhã será um dia melhor, com toda a certeza!

É nestes momentos que percebemos como a vida é… puff… era… foi…

Felizmente não se foi (se estivesse a escrever numa qualquer rede social da coisa…meteria um sorrizinho à maneira…).

Ia escrever sobre religião mas acho que não vou conseguir.

É um assunto demasiado intimista e eu não consigo pensar nestes assuntos sem um tinto, do Douro, de preferência. Não é por nada. Eu até gosto dos vinhos das outras regiões de Portugal… mas todos nós temos as nossas taras e manias…

E se eu tivesse uma companheira que, hoje, substituísse a verdadeira companheira… até era rapazito para escrever umas coisas sobre religião.

Assim, a reserva que me calhou não vai dar para tanto.

E depois, amanhã, é outro dia e a reportagem que passou sobre as religiões vai deixar as suas marcas…

O espião que saiu do frio, de John le Carré. Oferecido pelas moçoilas cá de casa no meu aniversário.

Jpeg

“O Espião que Saiu do Frio”, o terceiro romance do autor, é a história da perigosíssima missão de um agente que quer desesperadamente pôr termo à sua carreira de espião: sair do frio. Neste reconhecido clássico do suspense, o mestre John le Carré mudou as regras do jogo e viu-se catapultado para a fama mundial. Este livro foi adaptado ao cinema, num filme muito premiado de Martin Ritt, com Richard Burton e Claire Bloom nos principais papéis.

A Conspiração Contra a América, de Philip Roth. Sem ser um grande livro, uma escrita notável.

Jpeg

“A Conspiração Contra a América” é um romance envolvente e perturbador. Um presidente anti-semita na Casa Branca? O que teria acontecido nos E.U.A. e no mundo se o célebre aviador de ideias anti-semitas, Charles Lindbergh, se tivesse apresentado às eleições em 1940 e tivesse derrotado Franklin Roosevelt? Partindo deste cenário hipotético, Philip Roth conta o que foi para a sua família e para um milhão de famílias judias em todo o país, a vida durante os anos ameaçadores da presidência de Lindbergh.  Num discurso transmitido pela rádio à escala nacional, Lindbergh não só tinha acusado publicamente os judeus de empurrarem egoistamente a América para uma guerra sem sentido com a Alemanha nazi, mas também, ao tomar posse como trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos, negociara um pacto cordial com Adolfo Hitler, cuja a conquista da Europa e cuja virulenta política anti-semita ele parecia aceitar sem dificuldade.

Obrigado ao mundo, ao meu mundo, a todos vós.

azul

Hoje tive um dia fantástico. E fantástico, nestas circunstâncias, é pouco. Foi um dia muito bom, pode ser assim? Pronto. Foi um dia do outro mundo e não se fala mais no assunto. Sempre posso acrescentar que um dia assim, nem que seja uma vez por ano… vale pelos outros todos.

Eu nem ligo a aniversários. Hoje foi o meu. E toda a gente tem o seu… nada de mais… mas gostei do meu, que posso eu fazer?

O dia não podia começar melhor. Quando saí do banho para me vestir, fui surpreendido com as minhas três moçoilas enfiadas na minha cama, entoando uma bela cançoneta de parabéns, com ritmo e personalidade próprias…

A coisa prometia.

Lá me vesti, o melhor que consegui, que esta coisa de fazer cinco cinco é muito efémera… pus um cheirinho bom, daquele que guardo para os momentos mais especiais… que a vida não está fácil… calcei a bela sapatilha florescente… para quando entrasse na escola toda a gente tropeçasse… ofuscada…

Desci, fiz um belo de um café e chamei a minhoca mais pequena para nos enfiarmos no carro e eu a deixar na escolinha. Sim, à sexta feira sou eu que a deixo à porta da escola, seja o meu aniversário ou o do presidente da república… e lá fomos numa amena cavaqueira. A sexta feira é o dia em que converso sossegadamente com a minhoca pequena e é bom, muito bom, porque aproveito todos os minutos para a ouvir antes que ela entre naquela fase em que não vai querer partilhar nada comigo… tal e qual a minhoca mais velha…

Depois de a deixar na escola, arraquei para a minha escola, tranquilo e com a música em altos berros. É motivacional… afinal tinha de me preparar para fazer os cinco cinco. Não é pêra doce fazer cinco cinco. Mas foi a pêra que me calhou… por isso… lá fui eu com a maior vontade de passar um dia inteiro na escola.

Confesso que a minha ideia de conseguir passar despercebido na escola era apenas uma vontade. Eu queria muito passar despercebido. Fico muito atrapalhado quando sou o centro das atenções. E não estou a brincar. Fico mesmo aflito quando recebo atenção. Mas entrei na escola com a esperança de que ninguém iria abrir a boca sobre o facto de eu ter de receber os cinco cinco nos braços…

Sala dos professores, oito e tal, tudo com sono e eu caladinho que nem um rato… A coisa estava bem encaminhada. Eu no meio de toda a gente, a assobiar para o ar… e lá fui para a sala.

E a coisa descambou…

Do nada, fui surpreendido com um bolo que apareceu não percebi muito bem donde e que era delicioso. E lá tive que fazer um esforço para não me emocionar, que esta coisa de fazer cinco cinco implica que me controle na choradeira. Ao fim e ao cabo já sou um cota experimentado… Mas foi um início de dia escolar muito afectivo e surpreendente. Não estava nada a contar e adorei ser mimado daquela maneira.

Ainda meio abananado, lá saí da sala (quando tocou…) e fui para a sala de professores e quando entrei fiquei parado. O dia oito de abril de dois e dezasseis coincidiu com o dia das línguas, sim, das línguas… na minha escola… e estava montada uma mesa enorme, cheia de coisas boas, dos diversos países que têm direito a língua na minha escola. Claro que nestas circunstâncias é muito difícil passar despercebido e fui brindado com mais um parabéns a você, versão adulta, com beijinhos e abraços de todos os presentes e que me deixaram, outra vez, a engolir em seco para não dar nas vistas…

Pronto. Julgava eu que os momentos de aflição estavam despachados…

Pois.

Quando tocou para uma nova aula… lá fui eu…

Entrei e… nada… não tinha alunos. Esperei um pouco, a achar que poderiam estar numa actividade qualquer. Vim até ao corredor. Espreitei a ver se apanhava algum a comer um croissant com rissol ou a beber um leitinho (eles gostam dessas coisas…) e nada. Tornei a entrar e quando me estou a sentar entram-me todos pela sala adentro com mais um bolo. Maluqueira total. Parabéns e eu a voltar a engolir em seco para não me emocionar. Fui novamente surpreendido pois foram muito carinhosos comigo e eu sou um cota, não é verdade?

E lá saí da escola para um almoço muito agradável e fofinho para depois voltar à escola e ser, novamente enganado…

Quando entrei na sala, para a última aula do dia, tudo parecia tranquilo. Convenceram-me que seria mais produtivo vermos um filmezinho sobre a matéria que estamos a dar… Um filmezinho? Como assim? Estivemos a pesquisar e encontramos um filme sobre a Cultura do Salão muito bem feito. Ok, vamos lá ver se vale a pena  mas, se for fraquinho voltamos à primeira forma. E aquilo parecia bom até ao momento em que a coisa muda radicalmente e aparecem os momentos fotográficos mais engraçados da nossa viagem de estudo a Madrid e, vá-se lá perceber de onde, surge mais um bolo de aniversário… Outra vez a engolir em seco e a controlar-me para não me virem as lágrimas aos olhos.

Eu achava que os cinco cinco seriam um marco irreversível na minha vida. Achava eu que a partir deste dia iria conseguir ser um homenzinho. Daqueles homenzinhos sérios. Que não se deixam levar por emoções. Que conseguem controlar os sentimentos. Já percebi que não vai ser nada disso. A minha vida vai continuar a ser controlada pelas emoções…

E assim foi o meu dia na escola. Um dia cheio de carinho, que me deixou sem palavras e a achar que estou no sítio certo. Que sou um priveligiado por ter tanta gente com um sentimento por mim.  Não tenho palavras para lhes agradecer.

E depois vou para casa.

Com montes de mensagens para responder e um jantar de aniversário para preparar.

Espero ter dado conta do recado… e se não respondi a alguém que teve o cuidado de me mimar, fica aqui o meu reparo pois eu esforcei-me por agradecer a todos mas… os cinco cinco começam a deixar as suas marcas…

Como não podia deixar de ser, depois do jantar, as miúdas cá de casa surpreenderam-me com um bolo de aniversário. Sim, para terminar o dia de aniversariante, nada como um bolo para cantar os parabéns. Todos os outros foram muito bonitos e especiais mas ninguém me vai levar a mal por eu achar que este teve uma dimensão inexplicável.

E assim foi o meu dia.

Podia ter sido uma história. Podia. Mas tal, não foi possível!

PixMix715-img010

Muitas das vezes começo os textos que por aqui vou enfiando… com referências ao facto de me achar um ser humano à antiga portuguesa. Demasiadas vezes, até… e se me puser a pensar sobre o assunto, consigo chegar à conclusão de que é ridículo pensar assim. Pensar que sou feito de uma massa antiga e portuguesa… Nos tempos que correm não faz sentido pensar assim. O novo português está diferente. Nem melhor nem pior. Diferente. Não perceber esta diferença seria sinal de perfeito alheamento da realidade. E eu ainda não estou nesse estado mental…

Mesmo assim, entendo que não devo mudar algumas coisas. Não posso, nem devo, ser inflexível com as novas formas de estar no mundo. Mal seria de mim, com a profissão que tenho, que não conseguisse perceber essas novas posturas. Estaria internado, com toda a certeza (o que não é nada de especial para quem por cá anda…), a sofrer e a achar que a vida não valia a pena ser vivida. Mas, felizmente, consigo encontrar algum bom senso na minha cabeça para lidar com todo o tipo de situações. E nem sequer sou um superhomem… Agora imaginem se eu fosse mesmo um superhomem…

Isto tudo para dizer que gosto de lidar com todo o tipo de pessoas mas que não abdico de algumas ideias. Nem que chovam canivetes e eu esteja com vontade de cortar os pulsos.

Ok, se calhar, somos todos assim, ou não? As pessoas vão construíndo as suas ideias ao longo da vida. E eu, repito, tenho algumas ideias fixas. Também, repito, ao longo da minha vida fui construíndo um interface que me permitiu lidar com outro tipo de situações. Que me permitiu ficar chocado mas que me foi controlando a vontade de partir tudo… Construir este interface não foi fácil. Por vezes, ainda consigo confundir tudo e fico a achar que me tornei num ser insensível e que não quero saber daquilo que não esteja directamente ligado comigo. Depois, mexo nuns botõesinhos, para a esquerda e para a direita e a coisa vai ao sítio. É que, se estiver desorientado, com toda a certeza não vou conseguir resolver nada. Nem sequer vou conseguir perceber o que se passa. Por isso, ajuda, e muito, rodar os botõesinhos com toda a força, para o lado que for preciso e as vezes que forem necessárias.

E lá vou indo, cantando e rindo.

Que a vida são dois dias.

E, de vez em quando, surgem notícias que me deixam boquiaberto. E hoje até apareceu uma daquelas… de um ministro… mais umas bofetadas… enfim, uma perfeita cretinice para quem não tem mais nada que fazer. Estas cenas são boas para quem sofre de prisão de ventre e tem que se entreter com alguma coisa enquanto espera… Fico mais escandalizado quando me aparecem umas imagens de dois sujeitos, na televisão sem som, que surgem em situações de destaque (até sem som dá para perceber isso) e, quando aumento o volume, percebo que a notícia está relacionada com dois personagens da Polícia Judiciária que, alegadamente, estariam envolvidos em cenas pesadas, de tráfico de drogas, dinheiros e mais não sei o quê, nem me interessa.

Fico chocado. Não consigo tolerar que determinadas pessoas ultrapassem todos os limites inerentes às suas responsabilidades. Todas as pessoas, nas suas vidas e nas sua profissões cometem erros. Eu já cometi muitos e vou continuar a cometer erros, tenho a certeza disso mesmo porque ninguém é infalível. Mas não consigo perceber como é que pessoas que enveredam por uma profissão com as características de uma Polícia Judiciária consigam deitar para trás das costas todo um percurso e façam este tipo de coisas. Por dinheiro? Pelo poder? Nem quero saber.

São fracos!

Nos tempos actuais ou nos tempos antigos, são pessoas fracas.

Só vai para a Polícia Judiciária quem quer!

Com toda a certeza que as pessoas que decidem concorrer a um lugar na Polícia Judiciária sabem ao que vão. Eu saberia! E nem sequer digo isto com ironia. A Polícia Judiciária representa uma ideia de justiça que todas as sociedades modernas sentem que é necessário existir. Penso que é pacífico. É uma polícia que actua dentro dos padrões da lei. E eu estou à vontade porque defendo que as drogas não devem ser ilegais. O acesso e o consumo deveriam ser legalizados. O tráfico, e todos os problemas relacionados, acabariam se o esquema fosse legalizado. O enriquecimento ilícito, os roubos e a miséria humana dos dependentes acabariam. Estamos fartinhos de saber que é uma hipocrisia toda esta conversa da repressão. Quem quer vender, vende e ganha muito dinheiro. Quem quer consumir, consome e acaba a roubar para sustentar um vício imparável. Eu não sou, de maneira alguma, um especialista nestes problemas, mas percebo que a prevenção é a melhor aposta. E a prevenção pode-se fazer de muitas maneiras e feitios. Apesar de serem muito importantes, não basta gastar rios de dinheiro em campanhas de prevenção. É necessário que as nossas crianças cresçam saudáveis, com amor e com perspectivas de vida positivas. São elas que vão perpetuar as nossas memórias. Não somos nós, os mais velhos que corremos riscos de nos enfiarmos num mau caminho…(quer dizer, eu estou sempre pronto para um pedaço de mau caminho…) mas se, porventura, tal sucedesse seria de vontade própria e não fruto de um qualquer impulso…

PixMix678-img003

Adenda, ao último texto!

5131947

Ainda o assunto dos cinco cinco…

Até parece que ando preocupado com o assunto. Muito sinceramente, não ando!

Só que me pus a ler o que escrevi da última vez e percebi que ninguém deve ter percebido o ridículo da situação porque… eu não fui capaz de explicar tudo direitinho, como deve ser…

Aquela história toda do atestado de robustez, sim esse, o venerado atestado de robustez física, só existiu porque eu achava que era necessário para renovar a carta de condução.

O que eu me esqueci de referir foi que a dita cuja da carta de condução não tem que ser renovada aos cinco cinco… A primeira vez é aos cinco zero e a segunda vez é aos seis zero…

O que eu também não fui capaz de explicar foi a minha cara de palerma quando a senhora dos serviços me perguntou porque é que eu queria renovar a carta…

Renovar a carta. Renovar a carta como?

Sim, a sua carta é válida até dois mil e vinte e um!

Como eu já lhe tinha passado a carta de condução para a mão… senti-me despido e totalmente indefeso… e tentei  sair dali o mais airosamente possível…

Mas (e aqui já não havia necessidade do olhinho de bambi…) eu tive que fazer a renovação da minha carta de condução aos cinco zero, por isso achei que fazia todo o sentido voltar a renovar aos cinco cinco… digo eu, tentando encontrar uma explicação lógica para o sucedido… (e faz todo o sentido que a renovação se faça aos cinco cinco…) e de tal maneira achei que seria assim que nem sequer me lembrei de ir ver o que estava escrito na carta de condução…

Pois, mas se reparar bem, diz aqui que a sua carta de condução é válida até dois mil e vinte e um.

Caramba! Como é possível eu não me ter lembrado disso? Peço imensa desculpa pelo tempo que a fiz perder mas não reparei, mesmo!

Não tem de quê.

Muito obrigado.

E foi assim!

E estou a ouvir isto!

E o mundo? Não interessa para nada!