Arquivo mensal: Maio 2016

Um texto que se repete, anualmente…

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Estamos em Maio. Um mês estranho. Pelo menos na cidade do Porto. É o mês da queima das fitas. Não sei muito bem porquê mas começam a aparecer uma data de fotografias de pessoas que viveram essa época há muitos anos.

Confesso que fico apreensivo. Aliás, confesso que fico apreensivo todos os anos. Quando chega a Maio. Fico mesmo apreensivo. Nunca fui capaz de perceber qual o significado da queima das fitas para a grande maioria das pessoas que aparecem nas fotografias. Será que é o grande momento das suas vidas? Não creio. Nem quero crer pois seria muito limitativo. Mas o que é certo é que as pessoas atribuem um valor sentimental enorme à queima das fitas. Eu não acho nada disso. Respeito até o lado religioso de toda a encenação. Não poderia deixar de respeitar o lado religioso… porque faz parte de mim respeitar tudo o que é religioso… Mas depois acho que a maior parte das pessoas que aparecem nas fotografias da queima das fitas devem ter um lado oculto… Só pode ser ocultismo… Devem ter vivido qualquer uma situação qualquer paranormal… que as levou à construção de uma ideia muito rebuscada da vida… Quando, na realidade, um curso superior e a vida académica não é mais do que… mais uma experiência… de vida!

Confesso, já que de confissões se trata o texto de hoje, que tenho um preconceito enorme contra as pessoas que acham que a queima das fitas, a praxe e mais não sei lá muito bem o quê são o mais importante na vida académica (e vou mais longe… porque a palavra académica me deixa com calafrios… espirituais…). Não consigo (eu bem que tento, mas não consigo) perceber qual é o tipo de excitação sexual que advém do facto de ser licenciado. E eu acho muito bem que as pessoas estudem e consigam atingir os seus objectivos! Só que não consigo perceber o que é que isso tem de mais?

E depois ponho-me a pensar nas pessoas que conheço.

E de quem gosto.

E…