Arquivo mensal: Outubro 2016

E a novidade é… um saltinho até ali e volto já… (e não, não é o interior do Panda)

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Pois é! Escrever um texto sobre um sonho meu é difícil! Tão difícil que até tive a necessidade de o escrever a lápis, ao contrário do que habitualmente faço. E não o podia fazer com um lápis qualquer. Tinha que ser um lápis fino e duro. Aliás, eu não consigo escrever o que quer que seja com um lápis rombudo, daqueles que me fazem a letra sair toda tortinha… Não gosto!

Tirando esta pequena mania… sim, porque há manias bem piores… lá comecei a escrever sobre um sonho que me persegue há muito tempo. Que me desculpem todos aqueles que acham que os sonhos dos outros não são para serem contados (eu também acho isso e acrescento que se me contarem filmes ainda fico pior…) mas podem sempre acabar com a leitura AGORA.. Bem vistas as coisas, a palavra sonho é uma pirosada. Utilizando o senso comum, quando falamos em sonho, somos sempre levados para situações, locais ou experiências boas, agradáveis e que qualquer pessoa gostaria de vivênciar. Ora bem, o meu sonho não tem nada de agradável.

Pelo contrário.

Se conseguir concretizar o projecto em que me vou meter acho que, quando lá chegar, baba e ranho não vão faltar. E por todos os poros.

Quem me conhece, como se costuma dizer, que me compre! Eu reconheço que tenho um bocadinho a mania que faço e aconteço. É uma outra mania que se tem vindo a instalar, cada vez com mais força. Deve ser da idade… Começo a achar que o tempo se está a esgotar e que ainda tenho tanta coisa para fazer…

Também do conhecimento daqueles que me vão conhecendo… que eu sou um maluquinho por tudo o que diz respeito à Segunda Grande Guerra Mundial. Sou só um bocadinho maluquito…

Basicamente, tento ver e ler tudo o que me aparece à frente sobre este tema.

Vá-se lá perceber porquê! Já cheguei a pensar que numa outra encarnação fui um belo soldado alemão, de olhos azuis e bem apessoado… mas essa seria uma outra conversa, que daria pano para mangas, com toda a certeza…

Quando aparece um livrito sobre este tema, lá ando eu a contar os tostões (sim, sou antigo e do tempo dos tostões, porquê?) para o conseguir comprar. Tenho dezenas de livros sobre esta maluqueira. Até tenho três livros autografados por um soldado alemão, que combateu na Rússia… e que veio cá a Portugal, ao lançamento dos seus livros (Europa América) e que o meu pai comprou e, muitos anos mais tarde, teve a amabilidade de mos oferecer por saber que eu arrastava a asa para estas coisas da Segunda Guerra.

Enfim! Cada maluco com a sua mania! Podia-me dar para pior! Mas lá que é estranho… lá isso é! A Segunda Guerra não foi propriamente um acontecimento mundial agradável. Muito pelo contrário. Foi tudo HORRÍVEL!

Mas eu não fui um interveniente directo. Não tive culpa de nada, apenas me deixo levar por esta vontade de saber tudo sobre o assunto.

E o sonho está relacionado com tudo isto, como já deve ter dado para perceber…

Agora pensem. Segunda Guerra. Local. Mau. Qual será?

Pois, é esse mesmo.

Auschwitz.

Sempre quis lá ir.

Agora vou dar um salto até lá…

Como um salto? Daqui até lá são três mil milhares de metros… por assim dizer… Todos sabemos que eu sou alto mas… não sou nenhuma torre, daquelas que me permitam abrir a perna e já está. Tenho de lá chegar de alguma maneira, certo?

Pensei muito sobre este assunto. Como chegar lá? Ouvi uma notícia, no telejornal, em que se dizia que no próximo ano iria começar uma nova rota aérea entre o Porto (sim, essa bela cidade que faz parte do meu imaginário) e Cracóvia. Ora bem, Cracóvia fica a sensivelmente cem milhares de metros de Auschwitz. Pensei para mim. Huhmmmm. Ora aqui está uma boa solução para realizar o meu sonho. Sim, esse sonho. O tal que iniciou todo este discurso que não deixa oportunidade aos outros interlocutores de intervirem. E sim, eu adoro monólogos.

Mas não era bem isso que eu queria.

O que eu queria mesmo era fazer uma viagem na minha bela Scarabeo. De minha casa até Auschwitz e voltar. Seria um sonho realizado, na perfeição. Alguém consegue imaginar o que é sair daqui da minha porta até um lugar daqueles e voltar? Na bela Scarabeo? Claro que vão aparecer uns quantos a perguntarem o que é uma bela Scarabeo. A esses nem sequer respondo. A todos os outros apenas lhes consigo transmitir que ela está cansada e que não estou certo que aguentasse uma estafadela daquele calibre. Já é muito boa a sua companhia para o trabalho. Mas fica o desconsolo.

Ultrapassado este dissabor, ponho-me a pensar noutras soluções. Trair a minha bela Scarabeo… huhummm, sou sincero. Fiz as contas e não dá mesmo para a trair… Fica muito caro e eu não sou administrador do meu fêcêpê… por isso decidi esquecer o assunto e partir para uma nova alternativa.

Qual?

Como qual?

Quem me conhece já está a perceber o que se vai passar, ou não?

Pois é. Qual bebé mimado, que berra pelas suas conquistas, eu vou fazer três mil milhares de metros enfiado no meu belo, grandioso e preenchedor do desejo, PANDA.

Sim, vou da porta da minha casa até Auschwitz no Panda que temos estacionado no nosso pedaço… e depois de lá chegar, adivinhem o que vai suceder?

Pois é, vou ter de regressar. Já perceberam como a vida é bela?

Se repararem (como se diz na minha terra), e se estiverem atentos, é de dois em dois.

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Ontem escrevi um textículo (mais parecido com um testículo) minúsculo numa rede social, a da moda dos cotas que a juventude nem sequer lá vai. Mas é a rede social que os mais velhos adoptaram. E eu sou o quê? Um jovem? Não me parece. Por isso acabo por escrever coisas na tal, dita cuja, rede social da moda. Também não posso afirmar que escreva muitas coisas. Não escrevo. Limito-me a partilhar algumas coisas que acho pertinentes ou engraçadas. Claro que o conceito de engraçado ou pertinente…varia muito…

Mas o que é certo é que escrevi.

Escrevi qualquer coisa sobre um personagem que disse uma alarvidade sobre leis e virgens, que é do conhecimento de todo o país.

Cometi um erro.

Dei demasiada importância ao sujeito. E como eu milhares de portugueses que expressaram a mesma indignação.

Esta espécie de gente não pode ter tanta importância porque são maus.

Mas eu cometo muitos erros.

Tenho que o assumir!

Erro por tudo e por nada.

Não sou perfeito, portanto!

Mas convivo bem com isso.

Acho mesmo que sou um verdadeiro exemplo para todas as pessoas que desejam passar a conviver bem com os seus erros!

E desta vez cometi outro erro. Foram dois, juntinhos, num mesmo textículo (mais parecido com um testículo) e que me valeram muitas críticas dos frequentadores da dita rede social da moda.

E qual foi o segundo erro?!

Pois. Essa parte custa muito. Ter que escrever o nosso erro custa muito. Aliás, custa escrever  a qualquer um dos comuns mortais…

Mas, mais vale ir directo ao erro!

Como sou um rapaz capaz, de tudo… associei o reles motorista de táxi ao clube da treta. Sim, aquele clube que tem muita gente.

E porque é que me daria vontade de associar o raio daquele clube a esta manifestação de pura alarvidade?!

Porque o raio do repórter só foi ter com o palerma do taxista porque o reconheceu da televisão e das suas incendárias manifestações de fervor clubístico ao nível de um senhor barbudo ou de um outro que deu uma chapadona num bandeirinha, como se dizia no meu tempo. Se este personagem não fosse conhecido por quem gosta de ouvir/ver as suas anormalidades, o desgraçadinho do repórter nunca teria ido ter com o sujeito para o ouvir?… ou o que quer que seja que uma pessoa deste calibre tenha para dizer…

E foi um erro?

Para me situar.

Claro que foi!

Não tenho nada que generalizar. Não tenho nada que achar que o homenzinho, só por ser daquele clube da treta, é mesmo má pessoa. Não posso dizer uma coisa dessas. Como também não posso dizer que noventa e cinco por cento dos taxistas portugueses são pessoas de má convivência.

Temos de ter dados!

Pois é. Quando o português não tem dados, o que faz?

Inventa!

Pois claro. E eu não fujo à regra. Gosto de pensar que tenho um espírito livre.

Ok. Não tenho!

E depois?

Invento!

Invento muito. Até consigo afirmar que todo o taxista é um potencial adepto do clube da treta…

É uma grande invenção. Infelizmente!

Porquê? Porque seria muito bom para mim saber que qualquer taxista seria um potencial admirador do clube da treta…

Mas a realidade é muito diferente!

Existem energúmenos (Por aqui chamamos-lhes grunhos) em todos os lados e em todos os locais deste belo país à beira mar plantado. E não, não são noventa e cinco por cento de pessoas que cospem para a rua, tenhem o carro num fedor que não se aguentam, falam dos seus problemas ou os do menino Jesus, homofóbicos, religiosos, reacionários, chulos, traficantes e tudo aquilo que sabemos… não, não são realmente novente e cinco por cento.

São noventa por cento!

Porque ainda existem uns desgraçados de uns dez por cento que teimam em ter algum brio e dignidade profissional (agora merecia um ponto de exclamação, mas não posso. Não está no tempo certo!).

E quanto à associação destes tipos com o clube da treta… fica para outro dia, que se faz tarde!

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Olá amiguinhos… bem alimentados… Já não apareço por estas bandas faz muito tempo. Este blogue foi criado para eu me divertir. Apenas isso. Não interessava o que eu escrevia nem o que as pessoas podiam pensar sobre isso… Não queria saber e ponto final. É ainda um espaço pago por mim e que não tem que obedecer às vontades alheias. Literalmente faço o que bem me dá na… ideia… para não escrever uma valente caralhada… Aliás, não sou rapaz para escrever muitas asneiras ou, como se diz na minha terra, muitas caralhadas… mas às vezes apetece-me escrever umas quantas. Não tem sido o caso pois ultimamente não me apetece escrever rigorosamente nada, quanto mais umas caralhadas. Ando meio trengo, sem vontade de escrever seja lá o que for. Faz sentido. Hoje em dia ninguém quer saber de ninguém. Canso-me a escrever porque ninguém quer saber daquilo que eu possa ou não escrever. Até acho justo. Porque raio de carga de água é que as pessoas têm que estar atentas àquilo que eu vou escrevendo? Não têm que ligar, ponto! Ainda por cima, não escrevo nada de especial e o único movimento que ainda ia tendo no blogue era motivado pela presença visual de umas certas personagens que praticamente aparecem sem roupa… assim, do género, sem roupa, com as volumetrias evidênciadas pela perspectiva e, por vezes, com uma acção inusitada. Foi essa imagem que foi valendo ao blogue e que sempre mostrou uns gráficos de visitas elevados.

Eheheheheheheheh chegou a altura de dar uma valente gargalhada!

Porquê?

Porque temos, sempre, de nos rirmos de nós, da nossa vida, das nossas expectativas e dos nossos problemas.

E quando já não tivermos mais vontade de soltar uma nova gargalhada, então está na altura de retomarmos o nosso caminho.

Amanhã, ou depois de amanhã, venho contar uma novidade, uma grande novidade. Para mim, claro está!