Se repararem (como se diz na minha terra), e se estiverem atentos, é de dois em dois.

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Ontem escrevi um textículo (mais parecido com um testículo) minúsculo numa rede social, a da moda dos cotas que a juventude nem sequer lá vai. Mas é a rede social que os mais velhos adoptaram. E eu sou o quê? Um jovem? Não me parece. Por isso acabo por escrever coisas na tal, dita cuja, rede social da moda. Também não posso afirmar que escreva muitas coisas. Não escrevo. Limito-me a partilhar algumas coisas que acho pertinentes ou engraçadas. Claro que o conceito de engraçado ou pertinente…varia muito…

Mas o que é certo é que escrevi.

Escrevi qualquer coisa sobre um personagem que disse uma alarvidade sobre leis e virgens, que é do conhecimento de todo o país.

Cometi um erro.

Dei demasiada importância ao sujeito. E como eu milhares de portugueses que expressaram a mesma indignação.

Esta espécie de gente não pode ter tanta importância porque são maus.

Mas eu cometo muitos erros.

Tenho que o assumir!

Erro por tudo e por nada.

Não sou perfeito, portanto!

Mas convivo bem com isso.

Acho mesmo que sou um verdadeiro exemplo para todas as pessoas que desejam passar a conviver bem com os seus erros!

E desta vez cometi outro erro. Foram dois, juntinhos, num mesmo textículo (mais parecido com um testículo) e que me valeram muitas críticas dos frequentadores da dita rede social da moda.

E qual foi o segundo erro?!

Pois. Essa parte custa muito. Ter que escrever o nosso erro custa muito. Aliás, custa escrever  a qualquer um dos comuns mortais…

Mas, mais vale ir directo ao erro!

Como sou um rapaz capaz, de tudo… associei o reles motorista de táxi ao clube da treta. Sim, aquele clube que tem muita gente.

E porque é que me daria vontade de associar o raio daquele clube a esta manifestação de pura alarvidade?!

Porque o raio do repórter só foi ter com o palerma do taxista porque o reconheceu da televisão e das suas incendárias manifestações de fervor clubístico ao nível de um senhor barbudo ou de um outro que deu uma chapadona num bandeirinha, como se dizia no meu tempo. Se este personagem não fosse conhecido por quem gosta de ouvir/ver as suas anormalidades, o desgraçadinho do repórter nunca teria ido ter com o sujeito para o ouvir?… ou o que quer que seja que uma pessoa deste calibre tenha para dizer…

E foi um erro?

Para me situar.

Claro que foi!

Não tenho nada que generalizar. Não tenho nada que achar que o homenzinho, só por ser daquele clube da treta, é mesmo má pessoa. Não posso dizer uma coisa dessas. Como também não posso dizer que noventa e cinco por cento dos taxistas portugueses são pessoas de má convivência.

Temos de ter dados!

Pois é. Quando o português não tem dados, o que faz?

Inventa!

Pois claro. E eu não fujo à regra. Gosto de pensar que tenho um espírito livre.

Ok. Não tenho!

E depois?

Invento!

Invento muito. Até consigo afirmar que todo o taxista é um potencial adepto do clube da treta…

É uma grande invenção. Infelizmente!

Porquê? Porque seria muito bom para mim saber que qualquer taxista seria um potencial admirador do clube da treta…

Mas a realidade é muito diferente!

Existem energúmenos (Por aqui chamamos-lhes grunhos) em todos os lados e em todos os locais deste belo país à beira mar plantado. E não, não são noventa e cinco por cento de pessoas que cospem para a rua, tenhem o carro num fedor que não se aguentam, falam dos seus problemas ou os do menino Jesus, homofóbicos, religiosos, reacionários, chulos, traficantes e tudo aquilo que sabemos… não, não são realmente novente e cinco por cento.

São noventa por cento!

Porque ainda existem uns desgraçados de uns dez por cento que teimam em ter algum brio e dignidade profissional (agora merecia um ponto de exclamação, mas não posso. Não está no tempo certo!).

E quanto à associação destes tipos com o clube da treta… fica para outro dia, que se faz tarde!

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