E a novidade é… um saltinho até ali e volto já… (e não, não é o interior do Panda)

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Pois é! Escrever um texto sobre um sonho meu é difícil! Tão difícil que até tive a necessidade de o escrever a lápis, ao contrário do que habitualmente faço. E não o podia fazer com um lápis qualquer. Tinha que ser um lápis fino e duro. Aliás, eu não consigo escrever o que quer que seja com um lápis rombudo, daqueles que me fazem a letra sair toda tortinha… Não gosto!

Tirando esta pequena mania… sim, porque há manias bem piores… lá comecei a escrever sobre um sonho que me persegue há muito tempo. Que me desculpem todos aqueles que acham que os sonhos dos outros não são para serem contados (eu também acho isso e acrescento que se me contarem filmes ainda fico pior…) mas podem sempre acabar com a leitura AGORA.. Bem vistas as coisas, a palavra sonho é uma pirosada. Utilizando o senso comum, quando falamos em sonho, somos sempre levados para situações, locais ou experiências boas, agradáveis e que qualquer pessoa gostaria de vivênciar. Ora bem, o meu sonho não tem nada de agradável.

Pelo contrário.

Se conseguir concretizar o projecto em que me vou meter acho que, quando lá chegar, baba e ranho não vão faltar. E por todos os poros.

Quem me conhece, como se costuma dizer, que me compre! Eu reconheço que tenho um bocadinho a mania que faço e aconteço. É uma outra mania que se tem vindo a instalar, cada vez com mais força. Deve ser da idade… Começo a achar que o tempo se está a esgotar e que ainda tenho tanta coisa para fazer…

Também do conhecimento daqueles que me vão conhecendo… que eu sou um maluquinho por tudo o que diz respeito à Segunda Grande Guerra Mundial. Sou só um bocadinho maluquito…

Basicamente, tento ver e ler tudo o que me aparece à frente sobre este tema.

Vá-se lá perceber porquê! Já cheguei a pensar que numa outra encarnação fui um belo soldado alemão, de olhos azuis e bem apessoado… mas essa seria uma outra conversa, que daria pano para mangas, com toda a certeza…

Quando aparece um livrito sobre este tema, lá ando eu a contar os tostões (sim, sou antigo e do tempo dos tostões, porquê?) para o conseguir comprar. Tenho dezenas de livros sobre esta maluqueira. Até tenho três livros autografados por um soldado alemão, que combateu na Rússia… e que veio cá a Portugal, ao lançamento dos seus livros (Europa América) e que o meu pai comprou e, muitos anos mais tarde, teve a amabilidade de mos oferecer por saber que eu arrastava a asa para estas coisas da Segunda Guerra.

Enfim! Cada maluco com a sua mania! Podia-me dar para pior! Mas lá que é estranho… lá isso é! A Segunda Guerra não foi propriamente um acontecimento mundial agradável. Muito pelo contrário. Foi tudo HORRÍVEL!

Mas eu não fui um interveniente directo. Não tive culpa de nada, apenas me deixo levar por esta vontade de saber tudo sobre o assunto.

E o sonho está relacionado com tudo isto, como já deve ter dado para perceber…

Agora pensem. Segunda Guerra. Local. Mau. Qual será?

Pois, é esse mesmo.

Auschwitz.

Sempre quis lá ir.

Agora vou dar um salto até lá…

Como um salto? Daqui até lá são três mil milhares de metros… por assim dizer… Todos sabemos que eu sou alto mas… não sou nenhuma torre, daquelas que me permitam abrir a perna e já está. Tenho de lá chegar de alguma maneira, certo?

Pensei muito sobre este assunto. Como chegar lá? Ouvi uma notícia, no telejornal, em que se dizia que no próximo ano iria começar uma nova rota aérea entre o Porto (sim, essa bela cidade que faz parte do meu imaginário) e Cracóvia. Ora bem, Cracóvia fica a sensivelmente cem milhares de metros de Auschwitz. Pensei para mim. Huhmmmm. Ora aqui está uma boa solução para realizar o meu sonho. Sim, esse sonho. O tal que iniciou todo este discurso que não deixa oportunidade aos outros interlocutores de intervirem. E sim, eu adoro monólogos.

Mas não era bem isso que eu queria.

O que eu queria mesmo era fazer uma viagem na minha bela Scarabeo. De minha casa até Auschwitz e voltar. Seria um sonho realizado, na perfeição. Alguém consegue imaginar o que é sair daqui da minha porta até um lugar daqueles e voltar? Na bela Scarabeo? Claro que vão aparecer uns quantos a perguntarem o que é uma bela Scarabeo. A esses nem sequer respondo. A todos os outros apenas lhes consigo transmitir que ela está cansada e que não estou certo que aguentasse uma estafadela daquele calibre. Já é muito boa a sua companhia para o trabalho. Mas fica o desconsolo.

Ultrapassado este dissabor, ponho-me a pensar noutras soluções. Trair a minha bela Scarabeo… huhummm, sou sincero. Fiz as contas e não dá mesmo para a trair… Fica muito caro e eu não sou administrador do meu fêcêpê… por isso decidi esquecer o assunto e partir para uma nova alternativa.

Qual?

Como qual?

Quem me conhece já está a perceber o que se vai passar, ou não?

Pois é. Qual bebé mimado, que berra pelas suas conquistas, eu vou fazer três mil milhares de metros enfiado no meu belo, grandioso e preenchedor do desejo, PANDA.

Sim, vou da porta da minha casa até Auschwitz no Panda que temos estacionado no nosso pedaço… e depois de lá chegar, adivinhem o que vai suceder?

Pois é, vou ter de regressar. Já perceberam como a vida é bela?

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