Texto sem imagens. Sim. Sem imagens.

Quatro dias se passaram. Quatro dias? Nos tempos que correm é uma distância temporal muito curta para o meu gosto. Escrever o que quer que seja com a distância temporal de quatro dias é um risco enorme. Corro mesmo o risco de ainda parecer mais inócuo do que aquilo que já sou. Alturas houve em que achava que devia escrever todos os dias. Palermices de um cinquentão decadente. Com o tempo fui aprendendo que não adianta escrever seja o que for. Ninguém vai ler. Por isso, e como percebi que escrever é um assunto pessoal, passei a ter o meu tempo…pessoal. De acordo com as minhas vontades.

Com as minhas vontades?

Quero dizer! Com as vontades que posso partilhar neste espaço. Não vou, nem posso, descambar porque sou professor numa escola pública e, noblesse oblige. Mas a minha sorte é que ninguém vem cá ler… ou, pelo menos, quem vier cá espreitar sabe ao que vem… no entanto… não posso posso falar dos meus desejos sexuais mais íntimos ou das vontades escondidas. Não seria compreendido. Todos sabemos disso. Eu bem queria acreditar que não receberia qualquer tipo de crítica se me pusesse para aqui a falar da intensidade muscular que o sexo anal exige ou da dificuldade em respirar quando o sexo oral é mais intenso do que o costume. São assuntos susceptíveis de más interpretações. Todos sabemos que o sexo oral faz parte da rotina de qualquer adulto mas não fica nada bem imaginar que determinada pessoa que conhecemos muito bem tem como prática habitual o sexo oral.

Sexo oral:

“Sexo oral consiste em toda a atividade sexual no qual ocorre estímulo dos genitais com a boca, a língua e com a garganta. Quando é feito no homem normalmente é chamada felação/Fellatio e quando é feito na mulher se chama cunilíngua/Cunnilingus.”

Como será que vamos cumprimentar essa pessoa?

Tenho um amigo (e não vou especificar se era grande amigo ou amigo normal, ele vai saber) que tinha umas cenas regulares com um outro amigo, que não eu…

Pás… pás… pás… aquilo era sempre a aviar mas quando chegava à hora do sexo oral… a coisa corria sempre mal porque a tal companhia regular, era casado, e tinha filhos, e não queria chegar a casa e ter que beijar os filhos com a mesma boca que tinha andado na desgraça do sexo oral…

Não é delicioso?

Já se imaginaram?

Pois.

Somos todos tão diferentes…

Mas dentro da diferença todos nós, como verdadeiros sucedâneos da cultura judaico cristã temos que nos resguardar das cenas… somos todos muito modernos quando a coisa toca na bunda dos outros…

O sexo é um verdadeiro não assunto. Andamos todos a pensar nesse assunto, o do sexo, mas parece que ninguém se sente “confortável” para se meter de bruços e tratar do verdadeiro… assunto…

E eu nem percebo muito bem porque é que estou a perder tempo com este não assunto. No fim de contas, o que eu quero mesmo é ir acabar de fazer uma bela de uma francesinha, com um molho super picante, que me vai levar ao céu e, quem sabe, às estrelas.

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