12 anos de frustração! Sim, 12 anos!

Não sei quem é o autor. É uma das milhentas fotografias que nos chegam sem sabermos muito bem como…

Começar um texto com um título daqueles e depois aparecer uma imagem destas…vai dar a ideia que a minha frustração é de natureza sexual… Não é. A fotografia de cariz sexual faz parte deste blogue pessoal. Apenas isso. Apesar de que ultimamente nem escrevo, nem publico fotografias. Uma tristeza, digamos assim. O que me vai valendo é o belo sheik

Quem se der ao trabalho de carregar no link do sheik vai perceber que vai aterrar no Burning Man, neste caso de 2018. E é aí que tudo começa, porque era lá que eu gostaria de ter estado, a dançar como se não houvesse amanhã. Sim, eu adoro estas festas e sim, eu adoro dançar. Também sei que já não tenho vinte anos e que já não trepo pelas paredes… foi um tempo bonito da minha vida. Mas continuo a achar um piadão a estas festas, a estes ambientes… e a pensar que também poderia lá estar, numa versão mais slow motion, digamos assim… mas a divertir-me.

Mas isso agora, não interessa nada.

Não é por isso que ando frustrado há doze anos.

As razões são outras.

Já pensaram que, alguma vez na vossa vida, fizeram a escolha errada? E que essa escolha teve consequências pesadas para a vossa vida? Do género: arrependimento total? Daquele género de arrependimento que quase sai da pele, de dentro do corpo, e nos faz querer dizer: puta que pariu que eu não nasci para isto? Já? Pois bem me parecia. Tal e qual eu!

Eu não nasci para levar a vida que levo. E não tem a ver com o facto de ter uma família. A minha família, eu adoro, e não trocaria por nada. Tem a ver com a minha vida profissional. Sinto que estou atolado, até ao pescoço. Sinto que não foi nada disto que eu perspectivei quando decidi ser professor. Eu não fui para professor com a ideia de me tornar milionário. Tomei a decisão de apostar nesta profissão porque sou uma pessoa expansiva, com conhecimentos e, acima de tudo, com a certeza de que poderia acrescentar alguma coisa positiva aos seres humanos que estariam à minha frente numa qualquer sala de aula. Esta pode ser uma visão meio apalermada daquilo que eu penso e estou consciente de corro o risco de ser mal interpretado por algum ser humano mais retorcido mas, não quero saber, literalmente. Não sou hipócrita ao ponto de não assumir que esta profissão deveria ser bem paga. Deveria ser bem paga, mesmo. É, também, uma profissão que deveria ter reconhecimento social. O reconhecimento social não se traduz por palmadinhas nas costas e reverências irracionais. Não é nada disso que os professores procuram. Os professores não são mais do que os outros seres humanos. Gostam de ser reconhecidos pelo papel que desempenham numa sociedade. É normal que não gostem de ser insultados, agredidos ou humilhados. Ninguém gosta! Qual é a dúvida?

Professor é um ser humano normal, gosta de coisas normais. Como estas! Certo? Consequentemente, necessariamente…

Agora, depois do devaneio, vem a parte em que eu me queixo, a sério, destes políticos portugueses, que decidem a vida das pessoas deste país e que, na maioria das vezes, decidem mal, muito mal, com consequências nefastas para o futuro das outras gerações…porque a deles está mais do que assegurada. Sim, esta cambada de profissionais da política, arruinou os recursos existentes em proveito próprio. Digam-me um, digam-me um… político que esteve na esfera do poder e que, actualmente, esteja a passar dificuldades… Não encontram nenhum, pois não? Bem me parecia! Esta cambada de personagens que se apoderou dos centros de decisão, após o dia da liberdade, não estava minimamente preparada e… as mordomias estavam mesmo ali… à mão… vai daí… deram cabo disto tudo. Mas esses são outros quinhentos!

Focando, novamente, na ideia inicial.

Escola.

Professores.

Alunos.

Operacionais educativos.

Não necessariamente por esta ordem.

Uma comunidade educativa nunca é igual a outra. Cada uma tem as suas características. Para o bem e para o mal. É difícil perceber isto? As regras absolutas que nos impingem desvirtuam o objectivo inicial. Eu gosto da minha escola. Gosto das “características” dos alunos que por lá pairam. Mas estou cansado. Eles, os alunos, não têm culpa do meu cansaço. Eu também não. É o peso dos anos numa profissão. Os alunos são tão diferentes e os professores são tão iguais ao que eram.

É tão difícil perceber esta nova dinâmica.

E o que é que os iluminados decidem?

Burocratizar.

Sim, burocratizar.

Sistematizar tudo aquilo que não deve ser sistematizado.

A anulação do factor humano é o objectivo.

A quantificação é o valor supremo…

Enfim, essa seria a razão inicial destas palavras mas até nisso eu acho que não me devo alongar porque estou farto da conversa da treta…

Pronto, não me apetece escrever mais nada.

Porque estou cansado e amanhã tenho aulas de apoio para exame e não consigo arranjar mais energia para continuar com o raio do texto da… frustração…

Fiquem bem. Ouçam o belo do sheik. Façam aquilo que até os bichinhos gostam de fazer e sejam felizes com elas, eles, misturados ou não…

Ah,

E digam lá se não são umas belas mamas?

Eu gostei…

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