Este post era para ser publicado ontem…

Hoje estive sempre bem disposto. Bem disposto até agora. Que foi quando tomei consciência de que a minha memória já não é o que era. Não acho piadinha nenhuma esquecer-me das coisas. Estou para aqui a tentar lembrar-me de uma coisa e não consigo saber o quê. Triste, muito triste. Vai daí, ponho-me a pensar na minha vida e no meu futuro. Até agora tive uma vida boa. Tenho consciência de muitas coisas que fiz erradamente, mas também tenho a certeza de que as fiz porque o meu coração assim mo disse para fazer. Ninguém é perfeito e então eu é que não sou mesmo. Muito provavelmente irei continuar a desiludir muita gente embora me esforce para que tal não aconteça.

Ai que saudades!

Tenho imensas saudades deste tempo. As minhocas eram mesmo minhoquinhas… para além de fofinhas eram muito mais chegadas ao pai e à mãe. Agora os tempos são outros e qualquer dia saem-me de casa… e eu vou ficar muito triste… não vou querer nada que esse dia chegue… mas lá terá de ser. É a vidinha.

Talvez amanhã eu me lembre melhor…

Também sou moço para confessar algumas coisas. Umas mais segredosas do que outras. Todas elas estão cá dentro bem marcadas. Agora… saírem cá para fora… torna-se uma questão de oportunidade. Tudo depende… de muita coisa… Por exemplo. Agora estou a ouvir uma musiquinha de uns desconhecidos, até à data, que andam com aquilo à volta das drogas aspiradas pelo nariz. Não que eu tenha histórias secretas que girem à volta das tais drogas aspiráveis. Eu é mais bolos. Mas ponho-me a pensar e… se calhar…  era capaz de confessar que tenho um fraquinho por…

Era para ser… mas não chegou a ser…

Por vezes tenho uma necessidade enorme de inventar histórias. Mas é só mesmo às vezes. No restante das vezes fico com este ar de normalidade que me caracteriza. Quando me lembro que seria bom, muito bom, inventar uma história, também me lembro de que a bendita história poderia ser oral. De preferência com um sotaque estranho, pelo menos mais estranho do que o meu. Sotaque é uma forma de dizer. Podia ser uma história contada com dificuldade de articulação das palavras ou, no mínimo, com aquela sonoridade típica da sopinha de massa. Tinha a sua piada. O problema é que eu não domino os microfones e as gravações e depois as publicações no youtube… é tudo muito moderno para mim… o que é uma pena porque ideias não me faltam…

Griffons Relembrar. Como gostava de ter ido.

Acho que perdi uma bela festa. Griffons Relembrar. Pode não dizer nada à maioria das pessoas, mas o Griffons foi a discoteca mais in do Porto, nos anos oitenta. Muito antes do Swing. Foram tempos inesquecíveis e muito divertidos. Passei lá muitas noites da minha juventude, a maioria das vezes divertido e muito bem acompanhado, numa onda muito saudável e peculiar que se vivia na cidade do Porto. Neste fim de semana que passou houve uma festa dedicada ao Griffons, às suas músicas, aos seus frequentadores e aos momentos mágicos que por lá se viveram. Não consegui ir e tenho pena. Estive a ver as fotografias e ainda consigo reconhecer alguns espécimens da época, já um bocadito deformados, tal e qual eu, mas com os traços reconhecíveis.

Ah, e nas fotografias que eu vi, elas estão muitooooo melhor do que eles…