Aquivos por Autor: admin

O segundo dos três efes…

Dizia-me a minha senhora ontem à noite: este fim de semana vamos estar mais perto do tempo da outra senhora. Da outra senhora? Perguntei eu. Sim, das apregoadelas  do antigamente. E quais eram as apregoadelas? Perguntei eu, que não estava a perceber onde ela queria chegar… Então, Fátima; Fado; Futebol. Sim, isso eu sei, respondi eu, mas onde é que isso encaixa neste momento específico? Só estou a ver Fátima… porque é demasiado evidente e nos está a entrar pelos olhos dentro… e já não tenho paciência para voltar ao assunto…

Então meu querido? Não estás a ver que este sábado também vais ter o Festival da Eurovisão? Não é bem fado mas é a “música” como factor de alienação. És um tontito… Já não te lembras de assistir ao Festival da canção naquelas televisões a preto e branco…? Pois tens razão, meu amor. Só que naquele tempo as canções tinham mais qualidade. Ainda me lembro de algumas… mas olha, desde que acabou o tempo da outra senhora até aos dias de hoje, não me lembro de nenhuma. Espera, lembro-me de uma que dizia que o balão subia… Mais nada!

Mas também tenho que ser sincero. A minha vida levou outros caminhos. Enveredou por outros sheiks e foram raras as vezes que perdi tempo com Festivais da Eurovisão… por isso não sei muito bem se, pelo meio, apareceu alguma canção jeitosa… se calhar apareceu… E este ano temos uma canção que anda nas bocas do mundo português e, pelos vistos, pelas estrangeiras também… Tive que ver a eliminatória pois estavam todos a ver lá em casa. Não me custou nada ver, pelo contrário, recuei até à minha meninice… Mas ouvi e vi aquilo com todo o meu empenhamento possível. E fiquei de boca aberta. Como foi possível?  Eu não me revejo minimamente naquilo… mas, vendo bem, também não tenho nada que me rever naquilo… Cada um gosta do que quer e a mais não é obrigado. Eu não gostei de nada. Quer dizer, se o Festival fosse transmitido pela RÁDIO eu poderia concordar com a maioria do povo português que afirma que a canção é muito bonita e o intérprete desempenha muito bem o seu papel, isto é, cantou bem. Mas infelizmente não vai ser transmitido pela RÁDIO e parece-me que vamos ter de ver o espectáculo. Apraz-me confessar que não sou um ser humano preconceituoso, que não faço juízos de valor só pelo aspecto ou pelas palermices que saem da nossa boca em momentos de maior tensão. Mas também sei que, para este tipo de concursos existe um determinado tipo de enquadramento, com expectativas e formas de funcionamento. Acho que o nosso portuguesinho quis quebrar com tudo isso, está no seu pleno direito mas eu tenho que confessar que não achei nada disso aconteceu. Aquilo que apercebi foi uma postura muito forçada e sem piada. Eu até gosto de freak show mas este nosso representante nem é uma coisa nem outra. Consegue parecer mal amanhado, como se diz na minha terra, e muito polido ao mesmo tempo. Nem consigo encontrar palavras para descrever um personagem que se propôs a representar o seu país num concurso muito específico… Mas parece que vai ganhar! Oxalá ganhe pois é esse o maior desejo do povo português! Para mim é indiferente!

 

Quando Portugal Ardeu, de Miguel Carvalho.

Quando tomei conhecimento da sua existência quis logo comprar o livro. Ainda esperei uns dias para conseguir o guito necessário mas lá o comprei. Levou-me para um período da minha adolescência, vivida na cidade do Porto, a acompanhar os acontecimentos intensos daquela época. Ao longo destes anos todos sempre me interroguei acerca do facto dos bombistas da direita nunca terem sido presos, ao contrário dos bombistas da esquerda. Este livro dá muitas pistas e explicações e só o posso recomendar a todos aqueles que se interessam por este período conturbado da história portuguesa.

 

Sinopse

Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o comunismo? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento? Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.

O primeiro dos três efes…

Pois bem, anda o país em modo religioso. Nada que me deixe atordoado. Já vem de longe e, pelos vistos, tende a agravar… Benditos sejam aqueles que acreditam nas ditas “visões” como já alguém do meio lhes chamou… Desta vez a coisa tem-se manifestado com mais força porque vem cá o chefe e é preciso recebê-lo a rigor, pese embora o dito representante de Deus na terra não vá muito ao futebol com a história das “visões” e do negócio que anda à volta do assunto… Também há a novidade da tolerância de ponto para os funcionários do Estado Português, sim esse mesmo Estado que patrocina e paga uma parte das despesas que a vinda do chefe acarreta… só em polícias e fronteiras fechadas vai um dinheirão…

Para mim vai ser um fim de semana prolongado, a ver umas séries e a ler mais um pouco porque o tempo não vai estar para passeios ao ar livre… e tenho cá um pressentimento que aquelas velas todas se vão apagar coma chuva e o vento previsto…

Primeiro. Primeiro de muitas coisas. Tal como eu!

Já ninguém festeja o Primeiro de Maio. Pelo menos é essa a ideia que eu tenho. A malta nova não quer saber de nada disso. Eu até percebo. O Primeiro de Maio da minha altura era muito politizado e as pessoas levavam aquilo a peito. Foi uma época vivida em Portugal. Já lá vai. Hoje tudo parece normal. Parecem normais os salários pagos nos grandes hipermercados. Salários pagos à míngua, sem qualquer tipo de preocupação social. Sem quererem saber das vidas das pessoas que lá trabalham. Salários pagos pelo mínimo. Eu não consigo ter inveja de quem tem dinheiro. De quem consegue lutar pela sua empresa e tirar rendimento disso. Nem sequer consigo perceber as pessoas que são idiotas ao ponto de acharem que os patrões são todos iguais… uma treta que já deu frutos e que não é necessário relembrar… Também não é necessário relembrar aquela cambada de empregadores que achavam que todo o trabalhador estava ali para… sabotar… A coisa mudou. Eu quero acreditar que a coisa mudou. Quero acreditar que os papeis estão cada vez mais definidos. A empresa, o trabalhador e o patrão são um todo que deve caminhar num sentido, num único sentido e se um deles não estiver focado… vai tudo pelo cano abaixo.

Mas que raio de treta é esta? Vinda deste tipo, um funcionário público?

Sim, sou um funcionário público porque sou um professor e quem me paga no final do mês é o pai de nós todos… o Estado. Mas esse aspecto não me tira lucidez. Eu faço parte de uma camada da população portuguesa que presta serviço numa área fundamental para o país. Se há mais áreas fundamentais? Claro que sim. A saúde. A Justiça. A segurança. Tudo aquilo que o bom cidadão, pai de família (ia a dizer benfiquista… mas esses não são exemplo para ninguém…) que acha que essas áreas são obrigações fundamentais do Estado Português proporcionar aos seus cidadãos… mas que na hora de as pagar acha que é um exagero e que todos os funcionários públicos são uns chulos, cheios de mordomias. Foi uma palavra feia. Eu sei. Chamar chulo a alguém é pesado. Ouvir a “palabrinha” dirigida a quem de direito… ainda é mais pesado. E nem sequer é necessário vir com a desculpa de que há muita boa gente que é íntegra, honesta, e que existem muitos funcionários públicos que dão o seu melhor… mas… Bons funcionários existem em qualquer sector da vida portuguesa. Públicos ou privados!

Mas o discurso oficial não é esse. O discurso oficial é que o funcionalismo público é o causador de todos os males de Portugal. Ninguém tem dúvidas acerca desta ideia, pois não? Todos estamos lembrados do personagem que começou esta clivagem entre o privado e o público, certo? Um personagem menor que ainda não percebeu que o caminho da porta está mesmo à frente dos seus olhinhos cheios daquele nome que caracterizam as pessoas que não enxergam nada ao longe… O que é certo é que este personagem deve ter qualquer coisa de paranormal, porque levou as pessoas a acreditarem nele. Justiça lhe seja feita! Assim foi e a ideia ficou na mente do portuguesinho. Esse mesmo portuguesinho que é o primeiro a reclamar com a falta de pessoal e de serviços…

Felizmente não somos todos iguais. Há quem ache que o funcionalismo público é necessário. Eu também acho! Como também acho que não foi a despesa do Estado com os funcionários públicos que nos levou à bancarrota. Se pensarmos melhor no assunto, conseguimos perceber que muitas das despesas… que estamos a ter e a pagar se devem a roubos nos bancos ou má gestão bancária. Gestão feita por privados. Má gestão de privados que nos deixaram com dívidas privadas para todos pagarem. É normal? Não me parece! Como também não me parece normal que toda a população ache que isso é normal. E mais normal, para toda a população, é achar que a culpa disto tudo é dos funcionários públicos, que são uns privilegiados e só têm direitos…

Eu tenho uma vida de merda! Sou funcionário público, como já tinha referido, mas não tenho vantagem nenhuma nisso. As minhas expectativas foram completamente frustradas. Iniciei uma carreira docente com as perspectivas de subida como todos os outros. Endividei-me tendo em conta essa mesma subida de carreira. Logo a seguir foram cortadas as perspectivas de subida na carreira… mais ou menos em 2007… e as aventuras em que me meti (compra de casa) ficaram mais complicadas para pagar. Como não há uma sem duas nem três, os aumentos para os funcionários públicos deixaram de existir a partir de 2009… ou seja, até hoje, nunca mais fui aumentado! E agora vem o número três, o mágico. Como se não bastasse a não progressão na carreira, a falta de aumentos… ainda chegaram as taxas… aquelas pequenas importâncias que nos foram descontadas todos os meses para financiar qualquer coisa que ninguém percebeu… E no meio disto tudo, o que tínhamos todos de ouvir? Sim, lembram-se? Pois é, os funcionártios públicos é que eram os culpados da situação do país… Pelo facto do país estar na bancarrota…

Vou dizer uma asneira.

PUTA QUE OS PARIU!

Não é que eu tenha muitos problemas em dizer asneiras. Não tenho. Aliás gosto de as pronunciar quando deve ser e quando são merecidas mas, escrever um texto com asneiras… pode sempre ser interpretado como sendo proveniente de mais um qualquer funcionário público… sem qualquer pingo de atitude… um verdadeiro aproveitado do Estado português… e eu não gosto.

Pegando naquele pequeno trocadilho, aliás e há leões, gosto de mandar tudo para o caralho, mas quando me apetece.

Já agora, sugestões? Não há? Vá lá, façam um esforcinho…

Nem sei por onde começar. Depois de vários meses sem escrever neste blogue, eis que se faz luz. Não foi nenhuma epifania ou algo do género… foi mais porque me chegou a casa a factura da empresa onde o blogue está alojado… e foi assim que me lembrei que o dito cujo existia… e cá estou eu.

Durante estes meses em que não quis saber disto para nada andei com outras taras e manias. Nada de especial. As minhas taras e manias são perfeitamente aceitáveis e compreensíveis. Mas souberam-me bem. Andei a ler, a desenhar um pouco, a trabalhar porque tem de ser, a beber uns copos e a ver séries, muitas séries. Se me arrependo? Não, claro que não. Gostei do que andei a fazer. Talvez tenha perdido algum tempo com as redes sociais, mais do que o devido e que me deram canseira…

Mas voltando às séries de televisão, andei um pouco obcecado e a aproveitar todos os minutinhos para poder ver mais um episódio. Comecei pelos Vikings e foi de rajada. De seguida BlackList e foi um ver se te avias. Narcos apareceu por acaso e também foi sufocante. Agora ando a ver Bull, Westworld e a Guerra dos Tronos e o tempo não chega. Nem sei muito bem porque é que estou aqui a escrever este texto em vez de estar…lá…no sofá…a ver mais um episódio…

Como estou sem capacidade de escrita, ainda mais do que o costume, vou ficar por aqui mas com a certeza de que volto… nem que seja para vos aconselhar sobre quais as séries que devem ver…

Donna Tartt. O Pintassilgo.

Outro grande livro que comecei nas férias, ao mesmo tempo que lia  “Guerras sujas” e que gostei muito. Já tinha lido o primeiro livro desta escritora e fiquei na expectativa do segundo… Foram 900 páginas que valeram bem a pena.
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SINOPSE

Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.

Jeremy Scahill. Guerras Sujas – O Mundo é um Campo de Batalha.

Adorei ler. Comecei nas férias e só o acabei agora mas valeu a pena. Foram 800 páginas com muita informação desconhecida mas reveladora do mundo em que vivemos.

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“Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.

Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.

Em Guerras Sujas – O Mundo é Um Campo de Batalha, Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas “suspeitas de extremismo.

E a novidade é… um saltinho até ali e volto já… (e não, não é o interior do Panda)

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Pois é! Escrever um texto sobre um sonho meu é difícil! Tão difícil que até tive a necessidade de o escrever a lápis, ao contrário do que habitualmente faço. E não o podia fazer com um lápis qualquer. Tinha que ser um lápis fino e duro. Aliás, eu não consigo escrever o que quer que seja com um lápis rombudo, daqueles que me fazem a letra sair toda tortinha… Não gosto!

Tirando esta pequena mania… sim, porque há manias bem piores… lá comecei a escrever sobre um sonho que me persegue há muito tempo. Que me desculpem todos aqueles que acham que os sonhos dos outros não são para serem contados (eu também acho isso e acrescento que se me contarem filmes ainda fico pior…) mas podem sempre acabar com a leitura AGORA.. Bem vistas as coisas, a palavra sonho é uma pirosada. Utilizando o senso comum, quando falamos em sonho, somos sempre levados para situações, locais ou experiências boas, agradáveis e que qualquer pessoa gostaria de vivênciar. Ora bem, o meu sonho não tem nada de agradável.

Pelo contrário.

Se conseguir concretizar o projecto em que me vou meter acho que, quando lá chegar, baba e ranho não vão faltar. E por todos os poros.

Quem me conhece, como se costuma dizer, que me compre! Eu reconheço que tenho um bocadinho a mania que faço e aconteço. É uma outra mania que se tem vindo a instalar, cada vez com mais força. Deve ser da idade… Começo a achar que o tempo se está a esgotar e que ainda tenho tanta coisa para fazer…

Também do conhecimento daqueles que me vão conhecendo… que eu sou um maluquinho por tudo o que diz respeito à Segunda Grande Guerra Mundial. Sou só um bocadinho maluquito…

Basicamente, tento ver e ler tudo o que me aparece à frente sobre este tema.

Vá-se lá perceber porquê! Já cheguei a pensar que numa outra encarnação fui um belo soldado alemão, de olhos azuis e bem apessoado… mas essa seria uma outra conversa, que daria pano para mangas, com toda a certeza…

Quando aparece um livrito sobre este tema, lá ando eu a contar os tostões (sim, sou antigo e do tempo dos tostões, porquê?) para o conseguir comprar. Tenho dezenas de livros sobre esta maluqueira. Até tenho três livros autografados por um soldado alemão, que combateu na Rússia… e que veio cá a Portugal, ao lançamento dos seus livros (Europa América) e que o meu pai comprou e, muitos anos mais tarde, teve a amabilidade de mos oferecer por saber que eu arrastava a asa para estas coisas da Segunda Guerra.

Enfim! Cada maluco com a sua mania! Podia-me dar para pior! Mas lá que é estranho… lá isso é! A Segunda Guerra não foi propriamente um acontecimento mundial agradável. Muito pelo contrário. Foi tudo HORRÍVEL!

Mas eu não fui um interveniente directo. Não tive culpa de nada, apenas me deixo levar por esta vontade de saber tudo sobre o assunto.

E o sonho está relacionado com tudo isto, como já deve ter dado para perceber…

Agora pensem. Segunda Guerra. Local. Mau. Qual será?

Pois, é esse mesmo.

Auschwitz.

Sempre quis lá ir.

Agora vou dar um salto até lá…

Como um salto? Daqui até lá são três mil milhares de metros… por assim dizer… Todos sabemos que eu sou alto mas… não sou nenhuma torre, daquelas que me permitam abrir a perna e já está. Tenho de lá chegar de alguma maneira, certo?

Pensei muito sobre este assunto. Como chegar lá? Ouvi uma notícia, no telejornal, em que se dizia que no próximo ano iria começar uma nova rota aérea entre o Porto (sim, essa bela cidade que faz parte do meu imaginário) e Cracóvia. Ora bem, Cracóvia fica a sensivelmente cem milhares de metros de Auschwitz. Pensei para mim. Huhmmmm. Ora aqui está uma boa solução para realizar o meu sonho. Sim, esse sonho. O tal que iniciou todo este discurso que não deixa oportunidade aos outros interlocutores de intervirem. E sim, eu adoro monólogos.

Mas não era bem isso que eu queria.

O que eu queria mesmo era fazer uma viagem na minha bela Scarabeo. De minha casa até Auschwitz e voltar. Seria um sonho realizado, na perfeição. Alguém consegue imaginar o que é sair daqui da minha porta até um lugar daqueles e voltar? Na bela Scarabeo? Claro que vão aparecer uns quantos a perguntarem o que é uma bela Scarabeo. A esses nem sequer respondo. A todos os outros apenas lhes consigo transmitir que ela está cansada e que não estou certo que aguentasse uma estafadela daquele calibre. Já é muito boa a sua companhia para o trabalho. Mas fica o desconsolo.

Ultrapassado este dissabor, ponho-me a pensar noutras soluções. Trair a minha bela Scarabeo… huhummm, sou sincero. Fiz as contas e não dá mesmo para a trair… Fica muito caro e eu não sou administrador do meu fêcêpê… por isso decidi esquecer o assunto e partir para uma nova alternativa.

Qual?

Como qual?

Quem me conhece já está a perceber o que se vai passar, ou não?

Pois é. Qual bebé mimado, que berra pelas suas conquistas, eu vou fazer três mil milhares de metros enfiado no meu belo, grandioso e preenchedor do desejo, PANDA.

Sim, vou da porta da minha casa até Auschwitz no Panda que temos estacionado no nosso pedaço… e depois de lá chegar, adivinhem o que vai suceder?

Pois é, vou ter de regressar. Já perceberam como a vida é bela?

Se repararem (como se diz na minha terra), e se estiverem atentos, é de dois em dois.

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Ontem escrevi um textículo (mais parecido com um testículo) minúsculo numa rede social, a da moda dos cotas que a juventude nem sequer lá vai. Mas é a rede social que os mais velhos adoptaram. E eu sou o quê? Um jovem? Não me parece. Por isso acabo por escrever coisas na tal, dita cuja, rede social da moda. Também não posso afirmar que escreva muitas coisas. Não escrevo. Limito-me a partilhar algumas coisas que acho pertinentes ou engraçadas. Claro que o conceito de engraçado ou pertinente…varia muito…

Mas o que é certo é que escrevi.

Escrevi qualquer coisa sobre um personagem que disse uma alarvidade sobre leis e virgens, que é do conhecimento de todo o país.

Cometi um erro.

Dei demasiada importância ao sujeito. E como eu milhares de portugueses que expressaram a mesma indignação.

Esta espécie de gente não pode ter tanta importância porque são maus.

Mas eu cometo muitos erros.

Tenho que o assumir!

Erro por tudo e por nada.

Não sou perfeito, portanto!

Mas convivo bem com isso.

Acho mesmo que sou um verdadeiro exemplo para todas as pessoas que desejam passar a conviver bem com os seus erros!

E desta vez cometi outro erro. Foram dois, juntinhos, num mesmo textículo (mais parecido com um testículo) e que me valeram muitas críticas dos frequentadores da dita rede social da moda.

E qual foi o segundo erro?!

Pois. Essa parte custa muito. Ter que escrever o nosso erro custa muito. Aliás, custa escrever  a qualquer um dos comuns mortais…

Mas, mais vale ir directo ao erro!

Como sou um rapaz capaz, de tudo… associei o reles motorista de táxi ao clube da treta. Sim, aquele clube que tem muita gente.

E porque é que me daria vontade de associar o raio daquele clube a esta manifestação de pura alarvidade?!

Porque o raio do repórter só foi ter com o palerma do taxista porque o reconheceu da televisão e das suas incendárias manifestações de fervor clubístico ao nível de um senhor barbudo ou de um outro que deu uma chapadona num bandeirinha, como se dizia no meu tempo. Se este personagem não fosse conhecido por quem gosta de ouvir/ver as suas anormalidades, o desgraçadinho do repórter nunca teria ido ter com o sujeito para o ouvir?… ou o que quer que seja que uma pessoa deste calibre tenha para dizer…

E foi um erro?

Para me situar.

Claro que foi!

Não tenho nada que generalizar. Não tenho nada que achar que o homenzinho, só por ser daquele clube da treta, é mesmo má pessoa. Não posso dizer uma coisa dessas. Como também não posso dizer que noventa e cinco por cento dos taxistas portugueses são pessoas de má convivência.

Temos de ter dados!

Pois é. Quando o português não tem dados, o que faz?

Inventa!

Pois claro. E eu não fujo à regra. Gosto de pensar que tenho um espírito livre.

Ok. Não tenho!

E depois?

Invento!

Invento muito. Até consigo afirmar que todo o taxista é um potencial adepto do clube da treta…

É uma grande invenção. Infelizmente!

Porquê? Porque seria muito bom para mim saber que qualquer taxista seria um potencial admirador do clube da treta…

Mas a realidade é muito diferente!

Existem energúmenos (Por aqui chamamos-lhes grunhos) em todos os lados e em todos os locais deste belo país à beira mar plantado. E não, não são noventa e cinco por cento de pessoas que cospem para a rua, tenhem o carro num fedor que não se aguentam, falam dos seus problemas ou os do menino Jesus, homofóbicos, religiosos, reacionários, chulos, traficantes e tudo aquilo que sabemos… não, não são realmente novente e cinco por cento.

São noventa por cento!

Porque ainda existem uns desgraçados de uns dez por cento que teimam em ter algum brio e dignidade profissional (agora merecia um ponto de exclamação, mas não posso. Não está no tempo certo!).

E quanto à associação destes tipos com o clube da treta… fica para outro dia, que se faz tarde!

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Olá amiguinhos… bem alimentados… Já não apareço por estas bandas faz muito tempo. Este blogue foi criado para eu me divertir. Apenas isso. Não interessava o que eu escrevia nem o que as pessoas podiam pensar sobre isso… Não queria saber e ponto final. É ainda um espaço pago por mim e que não tem que obedecer às vontades alheias. Literalmente faço o que bem me dá na… ideia… para não escrever uma valente caralhada… Aliás, não sou rapaz para escrever muitas asneiras ou, como se diz na minha terra, muitas caralhadas… mas às vezes apetece-me escrever umas quantas. Não tem sido o caso pois ultimamente não me apetece escrever rigorosamente nada, quanto mais umas caralhadas. Ando meio trengo, sem vontade de escrever seja lá o que for. Faz sentido. Hoje em dia ninguém quer saber de ninguém. Canso-me a escrever porque ninguém quer saber daquilo que eu possa ou não escrever. Até acho justo. Porque raio de carga de água é que as pessoas têm que estar atentas àquilo que eu vou escrevendo? Não têm que ligar, ponto! Ainda por cima, não escrevo nada de especial e o único movimento que ainda ia tendo no blogue era motivado pela presença visual de umas certas personagens que praticamente aparecem sem roupa… assim, do género, sem roupa, com as volumetrias evidênciadas pela perspectiva e, por vezes, com uma acção inusitada. Foi essa imagem que foi valendo ao blogue e que sempre mostrou uns gráficos de visitas elevados.

Eheheheheheheheh chegou a altura de dar uma valente gargalhada!

Porquê?

Porque temos, sempre, de nos rirmos de nós, da nossa vida, das nossas expectativas e dos nossos problemas.

E quando já não tivermos mais vontade de soltar uma nova gargalhada, então está na altura de retomarmos o nosso caminho.

Amanhã, ou depois de amanhã, venho contar uma novidade, uma grande novidade. Para mim, claro está!

Estou que nem posso!

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Caramba, que estes dias têm sido cansativos. Tenho andado num stress parvo (sim, parvo) por causa de ter que corrigir uma data de exames nacionais de História da Cultura e das Artes. Para além disso, e no que diz respeito ao trabalho, tenho uma data de coisas para fazer e, assim, conseguir terminar o ano lectivo de uma vez. Para isto tudo correr minimamente bem, deveria ter sossego. Mas não tenho. Duas adolescentes enfiadas em casa… é obra!

Nem tempo tenho para festejar a vitória de Portugal. Sim, é uma vitória. O facto de termos conseguido ficar em terceiro lugar no grupo de apuramento do Campeonato Europeu de Ciclismo, ups, Futebol é uma sensação indescritível e que todos os portugueses deverão sentir como sendo única. Não tenho palavras para descrever a emoção que me vai na alma…