Arquivo da Categoria: A autogestão do tacto.

Devo ser de uma espécie de ursos que não hibernam. Resultado: ando parvo de todo.

famous-kisses-romeo-juliet-hayez

Pensava eu que os “momentos” eram coisas passageiras. Pensava mas, na realidade, não são. Demoram o seu tempo. No meu caso, têm tendência a agravar. Ficam uns “momentos” gigantones e com sabor a gelado de baunilha ou coisa que o valha. Se a esta tendência juntarmos uma outra, a de perder a lucidez, a coisa complica mesmo. No meu caso (e o assunto é sempre “no meu caso”) consigo ter a capacidade de entrar num bloqueio total, que me deixa num quase estado vegetativo, sem capacidade de tomar as decisões certas. Eu sei. Não conseguir tomar as decisões certas acontece a muito boa gente. Só que eu não sou gente e muito menos boa gente. Sou rapaz para cair no mais comum dos lugares comuns mas não sou boa gente. Muito menos quando estou nos meus “momentos”. Fico intratável. Fico rude (sim, rude, que é coisinha nada edificante…) e sou capaz de ultrapassar os limites do razoável. Ninguém tem obrigação de conviver com uma pessoa assim por isso, nestas alturas, será sempre melhor eu ir para o meu canto. Isolado sou melhor pessoa. Não é por mal. É feitio.

Título – Podia ser como os ursos. Hibernava. Era mais fácil. Subtítulo – Podia ser um urso polar. São mais fofinhos.

IMG_7929

O ser humano tem os seus “momentos”. Já se está mesmo a ver o que vem a seguir… Eu sou um ser humano! Só podia! Logo tenho os meus momentos. Normalmente, tenho momentos bons, de bem com a vida. Mas isso é normalmente. Também tenho cinquenta e dois anos, normalmente. O pior é quando aparecem os “momentos”, aqueles que nos aparecem anormalmente. Os meus são do piorio. Aparecem sempre quando não devem. Os meus são uns filhos da puta. Mas tenho de os receber na minha vida, de preferência de uma forma fria e distante para não me deixar levar na treta deles, os tais “momentos” que aparecem anormalmente.

Mas, lá está, eu sou um ser humano. Tenho as minhas fraquezas… Não parece, eu sei. Toda a gente acha que eu não tenho os meus “momentos”. Desenganem-se. Eu tenho “momentos” muito fortes. Para o bem e para o mal, comigo tudo tem de ser intenso. Uma perfeita parvoíce, eu sei. Devia só “meter” intensidade nos momentos bons (sem aspas) e tirar o máximo do prazer e quando chegassem os “momentos” estranhos… desligava aquela parte do cérebro que nunca deve estar ligada quando os “momentos” tomam conta da nossa vida. Mas, lá está (novamente), a vida não é propriamente um assunto com o qual podemos lidar de igual para igual. O raio da vida teima em fazer do ser humano gato sapato (gato sapato é uma daquelas expressões que nunca consegui entender…)

Isto tudo para conseguir perceber que ando cansado. Muito cansado. Com a sensação de que não nasci para levar a vida que levo. Quando assim ando, não consigo perceber o lado bom da vida. Sou um triste. Um desgraçadinho. E passo a vida auto-flagelar-me (sem cilício…). Claro que ninguém se apercebe… até… eu meter a boca no trombone…

Mas também tenho de confessar que meter a boca no trombone é sinal que os “momentos” estão em fase de rescaldo. Já não me afectam. Mas que deixaram marcas… disso não tenho eu dúvidas.

tumblr_lpqv9b1aCD1qz6f9yo1_r1_500

Se eu fosse um poeta, iria juntar uma data de palavras relacionadas com cicatrizes, vida, sentido, misturava um fundo abrangente e daí… brotava algo… de muito sensível e belo. Mas não sou. Sou apenas um ser humano.

Aqui fica o ursinho polar que eu gostava de ser….

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

De Redondo Cu

“De redondo cu
eu cúbica te quero
como cólera química ou paz comum
que nada tão navega
a tua nádega núbica
de redondo nenúfar
nu furioso.
No volume do cu
velo o teu lume
ocioso cio de mulher
nos colhões que te encosto
pelas costas
no cu que te descubro
pelo olho
no volume que rasgo
pela vela
do duro coração na cumoção
de ter-te pelas tetas
culocada na posição
decúbita
culada
da comunicação.”
E. M. de Melo e Castro

A partir daqui… tudo é possível!

Não é por nada, mas por vezes, só mesmo em algumas das vezes, gostava de ter umas mamas. Digamos: umas valentes mamas! Daquelas de encher dois bons palmos de mão humana. Porquê? Porque sim! Porque iria ter alguém que iria apalpar tudo aquilo e chorar por mais. Tal e qual eu gosto de fazer, só que agora em versão ao contrário. Acho que ia gostar. E é só!

Porque está dentro de nós!

Está bom assim? É sexta feira e é dia de gozar. Gozar a vida. Se calhar gozar não será a palavra mais correctamente escolhida. Vamos trocar por celebrar. Celebrar a vida. Está bom assim? E porque devemos nós celebrar a vida? Pergunta a maioria do povo português, que são praticamente todos os que se dedicam à leitura deste blogue. Se a vida está tão difícil e complicada? Mas precisamente por causa da vida estar assim tão complicada que devemos celebrar a vida. Celebrar o amor. Celebrar a amizade. Celebrar o amor carnal. E depois, celebrar o amor carnal. E tornar a celebrar o amor carnal. E se não chegar, o que devemos nós celebrar? Isso mesmo!

Quando me ponho a ouvir música da treta… dá nisto…

Por falar em não ter nada para falar, vou mesmo falar da imagem anterior, a que coloquei no post consecutivamente antes deste. O aspecto do corpo continua a pesar nas decisões que as pessoas tomam para se aproximarem umas das outras. Podem dizer tudo o que quiserem, do género: o que interessa é o espírito, é a personalidade, é o humor… é o que se quiser… inventar na hora em que dá mais jeito… Tudo isso também é válido mas, na hora da verdade, o corpinho é que dita a lei. No início é uma cena visual, depois torna-se numa cena tridimensional. É a química ao serviço do ser humano… das suas vontades e dos desejos… Eu pelo menos acho que assim é. Como também acho que para cada panela há sempre um têsto (será que é assim que se escreve…?) que se ajusta na perfeição. E conheço alguns que fazem questão de se afirmarem pela diferença…

Parece-me bem!

Estou a preparar um questionário. Vai ser um questionário para eu responder. Ou seja, vou colocando umas questões às quais dou resposta, no género de uma auto-entrevista. Uma palavra que não existe ou, quando muito, um verdadeiro contrassenso. Para não tornar a coisa muito maçuda e chata, terei de dividir a entrevista em dez partes. Cada uma das partes terá dez perguntas. Cada parte terá um tema. A periodicidade é que não sei qual será, vai depender do estado de espírito…

Às vezes fico curioso…

Uma mulher com um telemóvel é imprevisível. É capaz das maiores barbaridades e das maiores proezas. Isto tudo, alternadamente, numa questão de segundos. Facilmente alterna entre o ser mãe de família ternurenta, com uma gata assanhada ou, muito simplesmente, ser gaja com tudo o que isso implica. A imagem que está mais acima é razoável mas foi escolhida a dedo para não ser oitenta de nada. O site onde a fui buscar é perfeitamente hilariante, com tanta diversidade mas sempre com um denominador comum: a bendita câmera fotográfica do telemóvel. Há ali uma necessidade esmagadora de registarem a imagem que se reflecte no espelho (sim, a maior parte das imagens são tiradas em frente ao espelho…), para se sentirem mais confiantes… ou qualquer coisa do género… eu sei lá menina…

Ai de quem a levar…

Esta fotografia que a minha rica senhora tirou à minhoca mais velha está um espanto. Sou um pai babado, é certo, mas tenho que saber dizer que a fotografia está boa, não há nada a fazer. Aquilo que eu tenho de fazer é tentar perceber o raio da miúda, que me está a deixar com os cabelos em pé e, não sendo eles muitos, têm de descansar o suficiente para poderem esvoaçar ao vento. A criança tem cá um feitio e uma teimosia como eu nunca tinha visto mas isso também é fácil pois nunca tinha tido filhos… logo só sabia de ouvir falar… A criatura é de ideias fixas, sabe muito bem o que quer e quando as coisas não são do agrado dela é capaz de fazer uma cena. Se a cena é dentro dos parâmetros normais de uma criança, o assunto não tem importância e a coisa resolve-se de uma maneira ou de outra. Agora, quando lhe sobe a mostarda ao nariz… tem azar… cá em casa as cenas não podem mesmo descambar para a má educação e, quando assim é, a coisa descamba mesmo para a discussão forte e para os castigos. Isto tudo num clima de berros e choro, como convém… mas, à noitinha, na hora de deitar, temos todos de dormir sossegadinhos e com a conversa em dia, apesar dos castigos se manterem.

Está a chegar a altura…

São quase nove horas da noite, no Porto, Portugal, e estou que nem posso. Fui correr meia hora, coisa que já não fazia há dois meses e meio. Estou derreado e nem sinto as pernitas. Hoje é dia dos namorados e eu neste estado, cansado, sem forças e a achar que vou ter de tomar outro café seguido de duas ou três bebidas espirituosas que a minha rica senhora também é muito espirituosa e afectuosa…

Isto tudo por causa de meia hora de corrida. Eu até suporto bem a dor e o sacrifício. Consigo aguentar a dor física e a privação da zona de conforto mas tenho de reconhecer que estou moído. Por falar em moído, gostava de fazer uma nova tatuagem, desta vez no braço direito. Estou a pensar num desenho meu para encher a parte de cima do braço, até ao ombro. Vamos ver como param as modas e se não estou a ficar maricas… é que para tatuar um braço da maneira que eu estou a pensar… ainda são umas horitas a moer, a moer, a moer… e aquilo doí!