Arquivo da Categoria: A sondar o pessoal.

Não saiu bem, o raio do texto. Não era bem isto, que eu queria dizer…

Natal

Eu, eu e eu e só depois eu!

Porque não?

Estou cansado de ser menosprezado.

Não tenho aquele feitio de explorar até às últimas consequências os meus actos e as minhas atitudes. Não acho piada. Pronto!

Não é que não saiba como se faz. Só uma pessoa muito distraída é que não chega lá. Não é o meu caso. É mesmo porque acho pouco honesto. Honesto comigo, porque o conceito de “honestidade” “vareia” muito… e eu sou rapaz para variar mas… organizadamente…

Tirando estas variações… volto a pensar na minha vida.

Não lhe tenho achado muita piada.

Não sou um rapaz modesto. Eu sei que pareço um desgraçadinho, inactivo, que se deixa levar na onda. Sim, muita gente acha que eu sou inofensivo. Mas não sou. Aliás, não sou nada modesto, modéstia à parte. Por vezes consigo roçar (e esta é uma daquelas palavras que me fazem lembrar a minha adolescência…) o convencimento. O convencimento total. Aqui para nós, que somos vinte e três (média diária de visitas do blogue nos últimos quatro meses…) eu posso confidenciar que, na maior parte das vezes, consigo adivinhar o que me vão dizer… por uma única razão… se me perguntarem alguma coisa já sei a resposta que tenho de dar… e assim não tenho grande trabalho. Um preguiçosão convencido… uma nova espécie, em vias de auto-extinção…

Já que estou com a mão na massa, sempre posso acrescentar que também tenho um outro lado, que nasce dentro de mim… ligado à indústria dos interruptores… no meu caso dos interruptores virados para cima, e não, isto não está relacionado com a perspectiva sexual do interruptor virado para cima… (que eu já caminho para velho…) mas, e já que estamos a falar de assuntos relacionados com a electricidade, estou sempre com a tomada ligada à corrente. Muito dificilmente estou sem energia. Aliás, só mesmo quando estou doente, é que a corrente não passa e, nos meus quase cinquenta e cinco anos, foram poucas as vezes em que estive completamente em baixo…

Queriam um texto mais convencido? Não me parece. Eu consigo pensar assim. Ok, só o confesso às vinte e três pessoas mais assíduas da minha vida, e daí?

Pois, pareço uma criatura horrível, não é verdade? Acredito que sim, mas este lado estapafúrdio é o que me mantém acordado para a vida. Os restantes e antigos visitantes visitantes do blogue não precisam se saber destes devaneios “convencionistas”… sempre ficam com aquela imagem de mim, institucional, de rapaz equilibrado e de bem com a vida…

Tudo tretas.

E queriam uma fotografia duma rapariga jeitosa, com um rabo grande (como eu gosto) e a ocupar demasiado espaço na publicação?

Queriam?

Pois, também eu queria muita coisa e ando aqui, enxuto e com este lindo corpinho a marchar…

Felizmente.

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Há coisas que eu não percebo.

O clima político está em ebulição.

Os espíritos andam agitados.

Leio e ouço tantos insultos.

E continuo sem perceber porquê!?

Só porque os destinos de um povo vão ser “orientados” por outros?

Não percebo!

A democracia é isto mesmo: saber respeitar as diferenças de opinião.

Durante quatro anos, o governo foi implacável com a população.

Conseguiu arrasar com a classe média.

Teve sempre uma postura de sobranceria para com aqueles que contestavam as suas políticas.

Não souberam nunca estender a mão.

Foram a eleições.

E ficaram sem a maioria (faz-me lembrar aquela história do manto protector…). Aquela maioria necessária para poderem continuar o que andaram a fazer…

E depois, depois foi um conto de fadas.

Uniram-se todos aqueles que estiveram contra o estado das coisas.

E zangaram-se as comadres.

Começaram os insultos. Como eu nunca vi.

Por terem perdido o poder?

O que se passa?

Qual é o medo por terem perdido o poder?

Não percebo!

Como também não percebo os insultos racistas que hoje invadiram as redes sociais.

Julguei que não tinha “amigos” destes!

Puro engano!

Hoje li textos e comentários verdadeiramente lastimáveis e que em nada prestigiam estes meus “amigos”. Tenho vergonha por os ter como amigos mas obrigo-me a ler o que dizem, o que pensam e como reagem para poder perceber a distância a que estou deles.

Sem juízos de valor. Mas não sou igual!

E depois desta pequena observação, só me resta desejar sucesso para o meu país.

PS: Não querendo ser mau e não querendo borrar a pintura, aconselho todos aqueles que estão com um qualquer tipo de ressabianço a enfiarem as mãozinhas no rabinho e a rasgarem… vão ver que passa!

PS2: Agora vou abrir uma garrafa de espumante, que o champanhe francês já foi.

Money, money, money…

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O dinheiro.

Toda a gente vive em função do dinheiro.

Posso afirmar esta verdade sem estar muito preocupado com conceitos sociológicos ou outras cenas que nos valham. É uma realidade. Todos nós pensamos no dinheiro. Há mesmo pessoas que gostam de passar horas a mexer em dinheiro. Eu confesso que não chego a esse extremo.

Também não tenho complexos em relação ao dinheiro. Gostava de ter dinheiro suficiente para ter uma vida decente. Ok, o conceito de vida decente é muito vasto. Pois é, mas para mim bastava-me não chegar ao fim do mês sem um tusto,  poder viajar um pouco com as minhas filhas ou, por incrível que pareça, poder ir jantar fora. São ambições banais. Que já foram usuais há uns anos atrás. Foram!

Mas hoje, a vida é diferente. Há quem tenha muito dinheiro. E ainda bem que o têm. Não sou nada fundamentalista em relação às pessoas que podem usufruir do dinheiro. Apenas tenho uma regra. Tal e qual o pecado original. O dinheiro deve ser ganho de uma forma honesta e legítima. A partir daqui, não percebo porque é que existem problemas de relacionamento com as pessoas que têm muito dinheiro.

Eu não tenho desses problemas. É certo que conheço poucas pessoas com muito dinheiro. As que conheço têm toda a legitimidade em poder gastá-lo. São pessoas que se esforçam todos os dias por criarem condições para o ganharem e são honestas. Custa a toda a gente.

E qual é o problema?

Ainda a pensar noutros assuntos…

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E lá vamos nós! Recomeçar a trabalhar!

As férias foram boas e variadas. Estou moreno e mais, muito mais cheiinho… de maneira que vou iniciar o meu ciclo de regresso ao passado… beber e comer menos, muito menos… e pode ser que a coisa fique mais reconfortante para quem me avistar ao longe. Nestas idades mais avançadas torna-se mais difícil recuperar dos exageros que se vão cometendo… Também não estou muito preocupado, apenas quero ter mais cuidado com os excessos…

E todos os anos é esta conversa. A mesma conversa. Vai-se fazer isto e aquilo… mudar umas coisitas e melhorar outras… é só ideias… pior do que esta altura do recomeço do trabalho só mesmo a passagem de ano… nessa altura as promessas e as juras de mudança de paradigma são avassaladores e deixam qualquer um desconcertado…

Nesta altura é ligeiramente diferente. Há mais energia. Apenas isso…

Conseguem imaginar ovos frescos todos os dias? Não? Bem me parecia!

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Primeiro dia de férias. Já fui à escola nova das minhocas para saber se as turmas já estão feitas e se são oficiais… Nada! Vou ter de esperar mais uns dias. À tarde vou ao dentista com as minhocas (arre que não consigo ter vida própria…) e desconfio que lá terei de deixar mais uma pipa… de massa, por assim dizer. A ver vamos.

Entretanto, continuo a acordar às sete da manhã, o que é mau, mas é o hábito. Aquele hábito que tenho de perder urgentemente nos próximos dias. Também entretanto, vou pensando na vida. Mais na vidinha porque a na vida, mesmo vida, não me interessa  muito pensar. É mau percebermos o que acontece na vida e, como estou no primeiro dia de férias… mais vale mudar de assunto. Por isso, penso na vidinha.

E a minha vidinha, neste momento, passava por fazer criação de galinhas poedeiras. Estou perfeitamente em condições mentais para fazer criação de galinhas poedeiras. Acho mesmo que iria ter muito sucesso a criar galinhas, das poedeiras, claro está! Porque é que me lembrei disto, agora? Confesso que não é de agora. É um velho sonho meu. Sempre achei piada ao ritual de ir buscar ovos à capoeira. A minha avó sempre criou galinhas poedeiras e eu fui muitas vezes à capoeira… deve ser daí que me veio esta vontade. Mas só essa explicação não chega porque a minha avó também fazia criação de coelhos e perús e nem por isso me deu a vontade de os ter. Deve ter sido alguma coisa mais especial, que me ficou gravada e que, um dia, eu vou conseguir perceber. Oxalá não seja através da psicanálise porque essa cena fica muito cara e não há criação de galinhas poedeiras que me valham para conseguir pagar as consultas.

Mas tenho vários problemas.

O maior dos problemas é viver numa casa com um ser humano de sexo feminino, adulto, na plena posse das suas faculdades mas que não acha piada a capoeiras e muito menos a bichos com penas. Depois, temos cá em casa dois seres humanos de reduzidas dimensões que se dividem nas opções… e se tenho a noção de que um desses seres humanos seria capaz de aceitar a convivência… o outro, ser humano, sai ao outro, o tal que está na plena plena posse das suas faculdades… Portanto, está difícil!

Como se não bastasse, ainda pairam na casa duas cadelas westie que, desconfio, iriam chamar um figo a uma galinhita… por mais poedeira que ela fosse.

Está mesmo difícil realizar este meu sonho.

O que é uma pena.

É que nem sequer se trata de uma cena macabra de matar as galinhas para as comer. Nada disso! Seria mesmo para ir à capoeira pegar nuns ovos e fazer, na hora, uma maravilhosa omelete… com muita salsa e cebola…

Há coisa melhor do que uma omelete de quatro ovos com muita salsa e cebola? Ok! Com muita salsa e queijo também é bom! Depois há as outras omeletes… de gambas… de presunto e de tudo aquilo que um homem quiser e uma galinha poedeira conceder!

Três dias de castigo? Ohbalhamedeus onde eu me fui meter…

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Por aqui, o WordPress é que manda. Mas manda de uma forma diferente. Não tem nada de semelhante com a rede social da moda. Não me pergunta em que é que estou a pensar ou qualquer outra patetice. Nada disso. Tem uns menus que nos deixam completamente rendidos à… nossa vontade…

O meu blogue vale o que vale. Ou seja, vale muito pouco. Vale umas quantas baboseiras e pouco mais. Assim é que deve ser e assim continuará a ser. Aqui posso publicar o que bem me apetecer. Não vem cá ninguém bater à porta a dizer isto e aquilo. Ah, e tal, coiso, assim não pode ser… podia antes meter um texto menos pateta e com umas fotografias mais compostinhas… Nada disso acontece. Sou mesmo eu que mando no estaminé e pouca treta. As únicas cenas desagradáveis ou menos convenientes são alguns comentários de quem não tem mais nada para fazer… mas até esses eu consigo ignorar…

Já na tal rede social da moda… as coisas são um pouco diferentes. Não sei ?porquê? mas passo a vida a ser denunciado por maus ?comportamentos? Ultimamente a minha vidinha passou a ser inundada por denúncias e só pode ser por quem me quer mal. Não consigo perceber porque é que as pessoas que, supostamente, são minhas amigas na tal rede social da moda não me mandam dar uma grande volta ao bilhar grande e deixam de ser minhas amigas. Seria mais simples, ou não? Em vez de terem o trabalho de me denunciarem, cortavam de vez com a “amizade”. Eu até agradecia. Sim, porque não é nada bom para o ego saber que há, por aí, UMA pessoas (ou talvez DUAS) que não gosta daquilo que eu partilho na dita cuja rede social da moda. Eu só digo isto porque me parece uma cena pessoal… e eu não gosto de cenas… eu é mais bolos.

Isto tudo para chegar onde?

A lado nenhum em especial!

Apenas cheguei a mais uma conclusão que, basicamente, só interessa mesmo… a mim! Não quero saber de pessoas que não me dizem nada. Ponto. Fiz uma limpeza, completa, de ?amigos? da rede social da moda. Limitei outro molhe deles e vai ser sempre assim. Não quero saber de quem não me diz nada. Posso parecer meio palerma e frio neste tipo de observações mas não quero mesmo saber. Não preciso de aceitar tudo o que vem à rede. Nem é uma questão de precisar ou não precisar. Apenas quero dizer que tenho o meu ego no seu devido lugar e que toda esta treta das redes sociais (sejam elas da moda ou não) não são o mais importante para mim. Consigo reconhecer o poder que estes meandros conseguem alcançar e podem ser ferramentas poderosíssimas, mas eu não ando a vender banha da cobra.

Posto isto, só preciso de agradecer a todos aqueles que me querem bem e que são verdadeiramente meus amigos. Esses sim, são os mais importantes e é para eles que vou continuar a escrever patetices. Só têm que se dar ao trabalho de clicar onde devem e… têm o mundo a seus pés…

Começou e agora não se sabe como vai acabar…

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Quando me dá para ouvir um determinado tipo de música… fico sempre com medo. Eu sei. A música não nos deve trazer sentimentos de… receio. A música deve ser um factor de potencialização das nossa capacidades… emotivas, racionais e tudo o mais. Nunca deve trazer para a nossa vida qualquer tipo de receio. Mas a mim, deixa-me receoso. Deixa-me num estado emocional… vivo… por assim dizer. Quando me ponho a ouvir músicas com letra… consigo vacilar. Consigo deixar-me levar pela emoção.

Há quarenta anos atrás, confesso, não ouvi a musiquinha com uma letra que deixou todos os portugueses com vontade de terem… vida. Não me interessa saber se este ou aquele são mais ou menos reaccionários ou se são mais ou menos esquerdistas palermas do que o seu semelhante, da rua direita ou da rua escura… Não quero mesmo saber. Interessa-me a pessoa. Essa pessoa que pode acrescentar alguma coisa às nossas vidas.Não posso pensar nessas pessoas sem antes pensar que eu só consigo pensar (três vezes a pensar…) neste assunto porque, há quarenta anos atrás, aconteceu o que tinha de acontecer. Independentemente do facto do capitão A ou B ter achado que estava a ser mal pago para combater na guerra colonial ou do facto do capitão América achar que tudo aquilo estava a dar demasiado trabalho… independentemente dessas razões todas, legítimas, o que se tornou um dado objectivo foi o facto dos ditos cujos se terem juntado para fazerem uma revolução.

Andamos todos por cá, nos blogues, nos facebooks ou nos twitters porque os ditos senhores fizeram uma revolução. Foi uma revolução bonita, ou não foi? Para mim foi. Mais cinco ou seis anos e eu estaria a bater com os costados numa guerra que ninguém percebia porque é que existia. Pode parecer um pormenor insignificante mas para mim, que nasci no ano em que a guerra começou… não era propriamente uma insignificância ter que ir para a guerra. Lembro-me de se falar nisso à mesa. Também me lembro de outras conversas, conversas que ficavam para além dos meus ouvidos mas que eu sabia que deveriam manter-se… inaudíveis.

Não consigo escrever nada de muito especial porque me posso permitir não… conseguir escrever. Essa conquista já não é valorizada e ainda bem. É sinal que está enraizada  Que faz parte da nossa vida.

Mas que deve ter sido difícil. Que deve ter sido difícil pegar nas armas e arrancar com a logística necessária para fazer uma revolução… lá isso deve ter sido.

O resto. O que surgiu após a revolução foi… o que quisemos que acontecesse. Temos pena. Somos todos responsáveis por tudo. Por tudo o que aconteceu de bom e por tudo o que aconteceu de mau. Não adianta estarmos a apontar. Somos um povo. E o povo é soberano. Ponto.

Uma treta de conversa.

Eu não quero saber do povo. Também não quero saber do não-povo. Quero que ambos encontrem o seu caminho… para além das montanhas. Eu vou continuar por aqui, portanto…

Eu faço assim.

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Porque será que a vida das pessoas nunca é como elas desejam que seja? O ser humano muito gosta daquilo que não tem porque… e apenas, não tem. Quando, finalmente, tem aquilo que pretende… a coisa deixa de fazer sentido. Com a idade esses comportamentos vão deixando de fazer sentido e passam a ser sublimados… ou passam a sonhos. Sim, sonhos! Pode parecer estranho pois os sonhos estão associados à juventude e à capacidade de sonhar dos jovens, à vontade de mudar o mundo. Mas a idade permite voltar a sonhar. Pelo menos eu sonho. Consigo transformar situações menos agradáveis em verdadeiros acontecimentos. Acontecimentos esses que são conseguidos através do sofrimento. Esse é o condimento que separa o sonho da juventude do sonho do ser humano com mais idade. Através do sofrimento. Na juventude, a não concretização de um sonho não gera sofrimento. Quando muito sente-se alguma desilusão. Com a idade, sofre-se. O tempo torna-se escasso e sente-se que poderá não haver o tempo necessário para reverter uma situação adversa. Isso implica sofrimento. Mas o sofrimento pode e deve ser racionalizado, ultrapassado e, assim, passar a fazer parte do nosso universo de sonho. Também é certo que muitas pessoas não conseguem processar devidamente toda a informação. Por diversas razões. Por isso é que somos todos diferentes.

Jorge Jesus. Tomo I.

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Conseguir escrever um post sobre o Jorge, sim, o Jesus, é obra. E é obra porque é demasiado complexo… engloba um universo de seis milhões de pessoas. Pessoas essas que têm vidas. Todas diferentes umas das outras mas que vão desaguar na paixão pelo Jorge Jesus. Todos os seis milhões têm essa paixão em comum. E isso dá que pensar. São muitas pessoas. Ultrapassam, largamente, metade da população portuguesa. Fazem opinião. Ditam as tendências. Tendem a ocupar os lugares de decisão e nem é necessário referir os governantes, já me fico pelo triste presidente da edp (triste porque o homem anda mesmo triste como a noite porque o Jorge não lhe conseguiu dar o título que ele tanto desejava… para revitalizar a economia portuguesa…). É uma grande parte do país que tem os olhos postos no Jorge (que me desculpem os mais puristas por tratar o Jorge Jesus por Jorge, mas essa é a forma carinhosa como o presidente do clube dos coisinhos se lhe dirige… por isso não resisti… sou um ser humano, com as minhas fraquezas…).

Já perceberam a real importância do Jorge no panorama português? Ainda não pensaram calmamente no assunto? Bem me parecia! Se tirarem dois dedos do vosso tempo e reflectirem sobre a importância que o Jorge tem na vida portuguesa depressa vão chegar à mesma conclusão que eu. O Jorge encarna o sentir de uma parte do povo português, uma grande parte, aliás. É como a democracia. A maioria representa um povo. A partir desse ponto de partida… as coisas levam um rumo próprio, no caso, um rumo muito próprio (até parece a cena política portuguesa… mas isso é outra conversa…). Por falar em rumo e em ponto de partida, se andarmos para trás, muito para trás, e não sendo eu um verdadeiro conhecedor da carreira do Jorge, todos sabemos que andou uns anos a dar uns chutos na bola. Foi um jogador normal. Ele é um pouco mais velho do que eu e, sou sincero, nunca tinha ouvido falar nele como jogador… mas eu também não sou exemplo porque nessa altura vivia, e ainda vivo, numa zona do país que era muito isolada e as informações eram muito escassas… felizmente que tudo mudou e hoje a situação é bem diferente. Deixamos de ser a província, longínqua, subdesenvolvida e passamos a receber as notícias em primeira mão. Passamos a poder receber as notícias sobre o Jorge. O que é que o Jorge pensa. Passamos a saber tudo o que o Jorge diz, o que faz, como o faz e como o diz. Não nos falta nada. Agora imaginem, ou façam um pequena ideia (até já pareço o Jorge…) da verdadeira parafernália de informação a que os outros seis milhões devem ter acesso… eu nem consigo imaginar. Um verdadeiro culto da personalidade… somente ultrapassado pelo grande líder da Coreia do Norte (Jorge, pá, esquece… esse é mesmo imbatível!).

Perante um personagem deste gabarito, que nos esmaga e nos deixa completamente inertes, é difícil reagir. Só mesmo um povo muito forte consegue resistir às adversidades. E o Jorge é uma verdadeira adversidade.

Querem saber mais? Pois é! Mas tenho a minha rica senhora à espera e como não a trocava pelo Jorge, amanhã há mais!

Me aguardem (um título que é uma espécie de brasileirismo… se tal existe…)!

Quando não se escreve nada há uns tempos, fica-se sempre com a sensação, ligeira, de que se deve escrever sobre um assunto sério. Independentemente se somos sérios ou não. Eu divago um pouco mais: não me levo a sério. Acho que é mais condizente… condizente com o país. O país que temos.

Ok.

O país que temos é fraquinho. Tem dirigentes fraquinhos. Alguns são uns verdadeiros delinquentes, como alguém afirmou recentemente. Chamem-lhes o que quiserem. Vão calhar bem, tenho a certeza, porque eles merecem. E não se fala mais nisso.

Tenho mais vontade de falar de outros assuntos. Assuntos menos sérios. Assuntos de comuns mortais. E eu sou um mortal. Pouco comum, mas mortal. Será que mereço ter um assunto só para mim? Nem que seja só por um dia? Eu gostava de poder escrever sobre determinados assuntos (que passariam a ser meus…) num determinado dia. Eu sei que não adianta nada pedir para me indicarem um assunto pois ninguém se dá a esse trabalho. Por isso, tenho de ser eu a decidir o assunto que vai ser meu. Pacífico. A escolha é que poderá não ser pacífica. A escolha do assunto vai ser aleatória e não vai obedecer a qualquer tipo de lógica ou de ordem. Vai ser uma escolha… sentimental. Porquê? Porque eu sou um ser humanos com sentimentos. Não preciso de explicar mais nada, pois não? Então aqui vai o meu primeiro assunto: Jorge Jesus, o treinador dos coisinhos.

Esta cena do verde… é uma cena muito estranha…

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A população, em geral, não deve ter reparado que tenho uma nova página no facebook. Não percebo muito bem… porquê… talvez porque estejam de férias… mas o que é certo é que eu tenho mesmo uma nova página no facebook. É muito diferente do costume. Sim, eu sou um rapaz de costumes. Se são bons costumes, isso já é outra conversa. Mas os costumes são meus e eu é que sei. É muito diferente do costume, ponto. Afinal eu é que vou ser o Presidente da Junta, por isso, eu é que sei!

É uma página que tem por objectivo (só este tipo de discurso já assusta…) a minha eleição a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha. É uma coisa oficial. Pelo menos na minha cabeça. Tem que ser uma página séria. Até tenho que dizer que sou um rapaz sério. Isso também não é difícil porque sou mesmo um rapaz sério, com as raparigas. Levo a coisa muito a sério. Gosto daquilo e digo-lhes que gosto mesmo daquilo. Faço aqui um parêntesis para ressalvar que esta imagem das raparigas é uma generalidade. O que importa reter é que as raparigas são, na sua especificidade, a minha rica senhora. Com ela, a coisa é mesmo a sério. Por uma data de coisas e coisinhas. Quanto mais não seja porque é a candidata a Presidente da Câmara Municipal da Maia e isso, sim, é uma cena muito séria, daquelas que não me assiste.

Greve de professores. Vão chover insultos…

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Todos nós temos as nossas opiniões e as nossas convicções. Eu tento ter as minhas. Não me preocupo muito sobre o que os outros pensam ou deixam de pensar acerca das… minhas opiniões. Bem lá no fundo, tento ser igualzinho aos outros e, como eles, também tento pensar pela minha cabeça. A bela e confusa introdução vem a terreiro porque, pelos vistos, vem aí uma greve de professores e é uma boa altura para eu meter nojo com a minha opinião que, diga-se de passagem, não interessa nem a um menino, de seu nome Jesus.

Independentemente das razões, umas mais válidas do que outras, o nosso amigo de bigode, parecido com a mãe, decidiu convocar uma greve para todos os professores. Uma greve aos exames nacionais. Já lá vamos. Antes, gostaria de tentar perceber como é que este homenzinho continua à frente dos sindicatos de professores. Ele que comandou as tropas contra um governo socialista (que nunca chegou perto dos limites a que o actual chegou… e que era mais à esquerda dos que lá estão agora…) que manobrou e mobilizou os professores para a “luta” que lhe dava mais jeitinho (agenda política… a quanto obrigas…) com os resultados vergonhosos a que todos assistimos durante a última greve aos exames nacionais e que foi o responsável pela imagem negativa que a sociedade tem dos professores… Como é que ainda tem o poder de decidir sobre o que estes podem e devem fazer? Interrogo-me e não encontro resposta. Porque é que este homenzinho não volta às escolas? Porque é que não vai dar aulas e então teria toda a legitimidade para fazer as greves que muito bem entendesse, descontando o que não desconta agora…? Não consigo mesmo perceber porque é que não é substituído no cargo que tão mal desempenha? Eu sei! Porque há muitos colegas/amigos/palhaços como eu, que não são sindicalizados e, por isso mesmo, não têm legitimidade para o correrem dali para fora… Mas que me irrita… isso é dizer pouco…

Voltando aos exames e à greve que se avizinha. Muito claramente, eu não vou fazer greve. Não por me sentir mandado ou manobrado pelo homem de bigode, mas muito simplesmente porque não sou capaz de tomar uma atitude que visa prejudicar directamente largas centenas de miúdos e miúdas que têm nos exames um momento de avaliação extremamente importante para as suas vidas. Para muitos deles, os exames constituem um momento de grande stress e de grande tensão, por isso não me consigo imaginar a fazer uma greve com estas características. É a minha opinião, lá está, vale o que vale, mas não me peçam para lixar alguém só para que eu tenha mais qualquer coisa. E depois, depois, tenho cá um pressentimento que os professores só vão arranjar lenha para se queimarem… Oxalá eu me engane!

Nem sei muito bem que título… hei-de “colocar”. “Colocar” pode ser bom.

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Como não vai ser hoje, entretenho-me a ler umas notícias. Da actualidade… portuguesa… que a estrangeira é muito chatinha porque fazem e desfazem como muito bem lhes apetece. O que está a dar é actualidade portuguesa, e pronto. Como vivemos num país recheado… de cromos (assim parecidos comigo) há sempre matéria para nos divertirmos. Querem melhor? Eu não quero! Gosto de me rir e divertir com a nossa desgraça. Mas só porque eu também estou enfiado até às orelhas na desgraça portuguesa. Faço parte.

Claro que ao classificar-me como um desgraçado português, não quero dizer que estou enfiado até às orelhas, orelhas, orelhas da merda portuguesa. Não, não estou metido em cenas obscuras. Em cenas que prejudicam terceiros. Em cenas que me possam envergonhar (sim, essa cena judaico-cristã que nos enfiam pela goela abaixo desde pequeninos…). Não, não sou assim tão interessante para aparecer nas capas dos jornais por ter feito isto ou aquilo, prejudicando este ou aquele. Digamos que sou um desgraçadinho, mas fraquinho. Digamos também que sou um desgraçadinho sem dinheiro para fazer algumas coisas que gostaria muito de fazer. Tal e qual milhares de outros portugueses, também eles, desgraçadinhos.

Adiante.

Enquanto não vou directo ao assunto, vou-me entretendo a fazer quatro coisas ao mesmo tempo. Sim, não é difícil, mesmo para um desgraçadinho português. Estou com os phones enfiados e em altos berros. Vou comendo uns ovos de chocolate perfeitamente… fora do comum… pois explodem na boca. Sim, explodem! Nunca tinha comido nada assim e, se os estou a comer, é porque as minhocas cá de casa não aguentaram com as explosões… Ficaram para mim. Depois vou bebendo um irlandês para ver se consigo fazer a digestão. Para tentar moer as asinhas de frango que fiz só para mim ao jantar… Eu sei, é nojento comer asas de frango assadas… mas foi o meu jantar… que o resto do pessoal cá de casa não gosta nada destas modernices. E depois, para finalizar, tenho que pensar. Sim, pensar. Pensar no assunto que vou escrever e como o escrever.

Quando tenho dúvidas, aumento o volume.

E vou directo para o assunto.

Mais de cem milhões em burlas.

Cem milhões de burlas só no sector da saúde.

Cem milhões é muita fruta.

Cem milhões dava para criar muito trabalho.

Trabalho para pessoas que não o têm.

Fico a pensar no assunto e fico chocado. E soletro. A i-n-d-ú-s-t-r-i-a  d-a  s-a-ú-de  c-o-n-s-e-g-u-e  g-a-m-a-r  c-e-m  m-i-l-h-õ-e-s  d-e  e-u-r-o-s.

Não resisto a dizer um palavrão, em letra grande, sem soletrar: PUTA QUE OS PARIU!

Não consigo perceber os pormenores. As burlas devem estar nos segredos dos deuses, ou pelo menos as investigações estão, e eu não consigo ter a percepção dos autores… se são médicos, enfermeiros, farmacêuticos, industriais dos remédios ou simples administrativos. Não consigo saber nem quero saber. Não altera em nada o grau de choque. Se me puser a pensar no assunto… fico… apreensivo e descrente. A saúde é o assunto que mais assusta o ser humano. Vigarista ou não. Aldrabão ou não. Filho da puta ou não. Todo o ser andante, pensante e… risante… tem medo da morte. A morte é um assunto sério, para todos nós. Vá-se lá saber porquê, mas é. E os seres humanos, os tais que riem, pensam e andam, têm um respeito desmesurado por aqueles que lidam com a área da saúde. Verdade? Alguém desconfia ou não concorda que assim seja? Não me parece. Todos nós gostamos de apanhar alguém que nos conceda um raio de atenção quando estamos doentes ou precisamos de cuidados de saúde. Não estou a inventar nada, absolutamente nada. Damos demasiada importância a quem lida com os assuntos da saúde, da vida humana. Convém não esquecer, e situar, que estou a falar do desgraçadinho português, aquele que é parecido comigo. Porque no estrangeiro… a coisa pia mais fino. É, portanto, um desconsolo. Desconsolo é uma expressão muito… desconsolada, sem sal… Eu fico mais com aquela sensação que são todos iguais aos demais desgraçadinhos portugueses. Que aquela treta toda dos valores de auxílio ao próximo é uma grande… treta. Eu até consigo perceber que as pessoas decidam escolher uma profissão porque lhes permite ganhar muito dinheiro, é perfeitamente legítimo. Quem não gostaria de viver numa bela casita com piscina? De ir trabalhar num belo Panda ou ter uns belos cortinados para usar a seguir àquilo? É um sonho para muitos desgraçadinhos portugueses ( eu fico incluído se os cortinados forem de linho). E ficamos a pensar que tudo isto é muito bonito. Como há outras coisas, também bonitas, mas depois não conseguimos tolerar que  a bota não bata com a perdigota. Não conseguimos perceber que nesta área exista uma larga percentagem de pessoas que só pensem no lucro imediato e, mais grave do que tudo, que sejam uns ladrões. Ou há alguém que ache que isto é normal? Cem milhões? Não me parece!

Segunda feira. Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e treze.

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Nem que quisesse. Não podia. Sair de casa, claro está. Tenho a minha filhaquegostadehiphop com febre, tosse e um monte de lenços ao lado, para o que der e vier. Lá por ela gostardehiphop não quer dizer que goste de a ver assim… Está medicada e vai ficar boa. Entretanto, vou aproveitando para tratar das papeladas que tenho em atraso. Consegui ver o telejornal antes de ter ido almoçar com ela, na cama, e deu para perceber que o mundo continua a girar lá fora… e eu a achar que o mundo girava à minha volta, afinal…

E por falar em notícias, nada como sabermos que lá pelo reino dos católicos a coisa vai rolando sobre rodas… todos os dias se ouvem novidades… hoje foi mais cardeal que renunciou ao voto para eleger o futuro papa porque… está implicado em cenas de… cariz sexual… Acho espantoso como é que ainda ninguém teve o discernimento de perceber que esta política de enfiar a cabeça debaixo da areia não é… boa política. Seria muito cruel, da minha parte, afirmar que a padralhada é toda igual e que está enterrada até às orelhas em cenas de… cariz sexual… Uns com mulheres, outros com homens e, mais grave do que todas as outras juntas e inqualificável, com crianças, normalmente indefesas e ao seu cuidado. O homem foi evoluindo, ao longo de muitos séculos e a igreja, que mais não é do que uma invenção do homem, recusa-se a evoluir e a acompanhar os sinais dos tempos. É certo e sabido que a igreja não quer abrir mão dos seus bens materiais, mas com tantos economistas, banqueiros e afins a trabalharem para eles, de certeza absoluta que encontrariam uma saída para que, mesmo que os padres casassem, a fortuna da igreja permanecesse na… igreja.