Pode parecer, mas não é nada contre lês medicins…

É o que faz estar enfiado na cama, doente e cheio de dores musculares, com a televisão ligada a ver as notícias. Acabo por ficar mais ranhoso do que as ranhosas das notícias. Agora são os médicos que vão bazar. Anda uma empresa francesa a fazer recrutamento de médicos em Portugal, para ocuparem as vagas existentes fora dos grandes centros de França. Ou seja, os médicos portugueses vão para lá fazer aquilo que se recusavam a fazer por cá. No mínimo, é estranho. Mas se pensarmos bem, não é lá muito estranho, afinal de contas os médicos são como as outras pessoas e também querem melhorar as suas condições materiais. O terrível é quando as pessoas, sejam elas quais forem, passam a pensar exclusivamente nos bens materiais antes de tudo o resto. E o resto é bem mais importante do que um carro top de gama ou da casa com piscina, mas isso são opções que se fazem e ninguém pode querer parecer que é o dono da verdade. Dizia a médica que estava a concorrer e que foi entrevistada “temos consciência de que se todos se forem embora, o país fica sem meios para tratar dos doentes, mas nós também não somos nenhumas Madre Teresa de Calcutá. Portanto, que vão, que por lá trabalhem, que por lá juntem o dinheirinho e por lá aprendam e usem o sotaque provinciano francês. Ah, e que sejam felizes.

São onze meia da noite.

Já é tarde. Pelo menos eu já não estou habituado a estar até estas horas na internet. Sim, porque esta coisa da internet é viciosa. Vicia o corpo… e a mente. Eu não consigo decidir qual deles me atrai mais. Se o corpo ou a mente. Fico mesmo baralhado quando tenho que fazer estas escolhas. Mas enfim, lá as vou fazendo. Tenho estado a ouvir umas grandes músicas, de um grupo fechado do facebook, que não sei como fui lá parar (o que é uma constante na minha vida) mas que me tem dado muita satisfação. Esta parte da satisfação encalha nas decisões. Será uma satisfação mental ou física?  Vou ver se vos consigo pôr uma musiquinha a seguir…

A chanceler barbarela.

É muito curioso ler/ouvir algumas notícias sobre o mundo que nos rodeia. Nestes tempos conturbados, a Europa apresenta-se muito debilitada para enfrentar a crise financeira que todos nós já percebemos que existe. Tal como há 80 e tal anos atrás, em que os países da Europa estavam fracos e cada um deles tentava sobreviver, também agora começamos a assistir ao ressurgimento de uma Alemanha manhosa, que vai bloqueando e dificultando o fortalecimento das diversas economias europeias. Eu vejo a coisa da seguinte maneira: dividir para reinar. Já o nosso famigerado Adolfo fez a mesmíssima coisa e deu no que deu. Ainda consigo perceber que os ditos povos bárbaros, do norte, tenham alguma razão, que não gostem de ver o seu esforço desperdiçado pelos povos desgraçadinhos, mais do sul da Europa. Eles que conseguiram reerguer e reconstruir a velha Alemanha, depois da queda do muro de Berlim, sempre com as contas em dia… fazem-me pensar que as coisas podem ser de outra maneira. Lá isso fazem, mas daí até a uma ameaça de perda de soberania só porque os ranhosos/pés descalços/ analfabetos do sul não sabem somar, subtrair, dividir ou multiplicar, vai uma grande distância.

Não. Não tem mesmo nada que ver com o toque rectal.

Sou um rapaz de toque. Tirando a parte do rapaz, o toque mantém-se. Gosto de tocar. E tocar, como todos sabem, não tem obrigatoriamente de ser um toque físico. É mais abrangente. Mas eu gosto do toque. É uma forma de comunicação. E não consigo viver sem a parte do toque. Podia abdicar de outras coisas, podia, mas isso seria entrar em campanhas publicitárias e tudo isto é mais importante do que uma mera campanha. Quando não tenho o toque, logo ali, à mão de semear, não me sinto o mesmo. Ando meio acabrunhado, sem brilho nos olhos e com urticária. Não é uma urticária localizada… como ousa dizer-se, mas antes uma urticária generalizada. Que mexe com o corpo todo, portanto. E depois, depois, não há um unguento que se possa passar pelo belo do corpinho que me faça esquecer a falta do toque. Ou outras soluções. E ainda por cima eu não sou nada do gênero de vir para a rua todo nu, esbracejar, à espera que me caia do céu um toque qualquer. Nada disso. Gosto de escolher o toque. É uma coisa que me arrelia, mas gosto mesmo de ser eu a escolher o toque.

Faço ponto final, paragem, porque queria mesmo esclarecer as dúvidas. Eu sou mesmo uma pessoa conversadora. Não parece, eu sei. Parece mais que a minha vida anda toda à volta daquilo. Também anda. Não o posso negar, mas não é o caso presente. Esta conversa toda não anda à volta daquilo. É mesmo sobre a minha necessidade absoluta de conversar. De toque espiritual. Está bem assim?

Já funciona.

Já andava a ficar desanimado. Sem apetite. Sem vontade sexual. Com náuseas. E muito abatido. Isto tudo porque não andava a conseguir publicar as imagens que queria. Dava-me erro e dizia-me o wordpress que me faltava uma pasta temporária. Nunca vou conseguir perceber estas alterações de humor que o wordpress vai tendo. São parecidas com as minhas só que as que eu vou tendo são originadas por factores externos e as do wordpress não sei lá muito bem quem as origina. Eu não sou, de certeza, porque já me deixei de inventar e recuso-me a tentar mexer naquilo, para não fazer asneira. Enfim, nada me ajuda nesta fase da minha vida, como se já não bastasse a falta de inspiração, ainda tenho de levar com estes tombos que me deixam mais desanimado, mas risonho.

Demasiado artificial.

Reescrever um post é uma seca. Não tenho paciência nenhuma quando me acontece perder o que tinha acabado de escrever há minutos atrás. Acabo sempre por deixar pelo caminho metade da tralha. No caso presente era sobre as vantajens e desvantagens de ter um blogue pessoal e intransmissível. Vantagem porque posso escrever o que me apetecer, sem preocupações de estar ou não actualizado. Vantagem porque ninguém vem aqui desancar na minha rica pessoa só porque eu decidi escrever sobre isto ou aquilo, completamente fora de horas. E mais uma vantagem é que, mesmo que o façam, tanto me dá como se me deu. É por estas e por outras que me lembrei da entrega das estatuetas mais faladas de Hollywood. Parece-me que foi no passado Domingo que as entregaram ao domicílio. Não faço a mínima ideia de quem ganhou o quê. Como não tenho lá muita paciência para assistir a toda aquela verdadeira parafernália de vestidos vaporosos, que desfilam pelas grandiosas passadeiras vermelhas, não procurei a estação televisiva que transmitiu a dita cerimónia e não sei de nada. Apenas que o Discurso do Rei ganhou uns prémios valentes. Não é que eu tenha alguma coisa contra aquilo tudo, mas é apenas show off  e para show off prefiro o lá de casa, sempre é mais genuino.

RTP = Espargos.

Eu até que gostava. Gostava de ser perfeito, pronto. Mas a dura realidade sussurra-me que não é bem assim. Uma pena, digo eu para o meu amigo invisível, porque bem merecia ser prefeito. Mas adiante, que os dias começam e acabam rapidamente, por isso, temos de os viver. Por falar em viver, li uma notícia sobre a debandada das principais “estrelas” da RTP, D. Judite de Sousa e Sr. José A. Carvalho para a TVI. Finalmente vão pregar para outra freguesia, fizeram pela vida e não estão para aturar os cortes nos ordenados. Eu se pudesse fazia a mesma coisa, tem lá algum jeito cortarem nos ordenados principescos que auferiam… Como é evidente, a culpa não é deles, mas sim de quem lhes andou a pagar aquelas somas escandalosas, durante todos estes anos, mas temos o país que temos e se fosse só a D. Judite e o Sr José a dar um rombo nas finanças públicas, eu até nem me importava muito… o pior é são aos molhos…

ADD do meu contentamento.

A ouvir Barry, o branco que por estes dias manda cá em casa. Estou a trabalhar no dito cujo portefólio que irá presidir à minha avaliação de desempenho docente-ADD, para os que estão mais por fora, como eu, aliás. Tenho uma data de papeis para imprimir (na escola…) mas tenho muitos mais para escrever, mais concretamente, para evidenciar, que isto das evidências dá cá uma trabalheira… O que me vale são as ajudas. Continuo no Glenmorangie, que é esplêndido e relaxante sem nunca deixar de me aliciar para a vida. Depois tenho um cigarro electrónico. Sim, electrónico. Que se carrega via usb e vem com uns filtros de nicotina, que se atarracham (e esta palavra é preponderante) lá dentro. Do aparelho electrónico, claro está. O resto é muito complicado e só sei que sai vapor de água, o que possibilita fumar em muitos outros sítios. E, neste momento, estou a pensar nos aviões, que são nossos amigos e nos levam para longe. Longe destas coisas que nos obrigam a fazer. Por isso, e voltando às tais coisas horrorosas que me obrigam a fazer, só me apraz dizer que terei de me evidenciar ainda mais para conseguir dominar esta ânsia tão grande de viver noutra dimensão. De preferência vestido de preto, a ouvir o branco que é preto, mas sempre com vontade.

Os grossos.

Estou com uma dúvida. Aliás, é mais do que uma dúvida. Acho mesmo que me andam a perseguir. Não consigo perceber porque carga de água é que recebo tantos emails com propostas de alargamento do pénis. Todos os dias o pobre coitado do filtro do gmail tem de trabalhar arduamente para enviar os ditos emails para o spam. Apesar disso, não me sinto confortável. Sinceramente. Porque carga de água tenho de receber propostas destas. Quem é que sabe o diâmetro do meu pénis? Quem andou para aí a comentar a grossura do dito cujo? Será que é grosso? Será que é fino? É que o senhor, ou a senhora, que me envia os emails não deve saber, de certezinha absoluta, pois eu não me dou com pessoas que enviam emails desses. Não me dou, pronto. Até me podia relacionar, mas não me relaciono. Ainda se eu andasse nos sites de alargamento do pénis… ainda era capaz de perceber que os tipos ficavam com o ip gravado e depois aproveitavam para fazer umas propostas em conta…

E pronto, era só isto, que agora vou esvaziar a pasta, fininha, do spam!