Lindos e maravilhosos.

Acabei de receber um email da Lelo. Não, não é da livraria. É de uma sofisticada marca de vibradores, palpitadores, sofreguedores, espremedores, ou como lhe quiserem chamar, mas que dão imenso prazer a quem os utiliza, a sós ou acompanhados. São novos modelos, novas cores, mas todos eles muito bonitos e, acima de tudo, muito eficazes. Pelo menos é o que se consta… diz-se por aí… Aconselho pois a visita ao site deles e, quem sabe, fazer a compra de um dos seus produtos (não tenho comissão…) já que estamos na época Natalícia. Sim, porque o Natal é quando um homem quiser, neste caso uma mulher.

Para o que me havia de dar.

Hoje fui correr. Pela segunda vez, em três dias. Começo a achar um exagero. Por este andar ainda vou acabar a correr todos os dias. Não pode ser. O exercício físico faz muito bem, e coisa e tal, mas não posso exagerar, apesar de achar que sou um ser humano muito dado aos exageros. É que nesta idade não me posso permitir a gastar toda a minha energia em corridas e coisas afins. Não pode ser. Já sei que logo à noite vou estar todo partidinho e vou cair na cama que nem um patinho. Não pode ser. E então a minha rica senhora? Vai ficar a ler um livro, comigo a nanar ao lado. Não pode ser. Bem sei que a habituação ao exercício custa no início e que depois é sempre a rolar, mas não sei não, ainda me rola uma perna pela rua fora e as coisas podem complicar-se. Tirando as cigarradas e os copos de vinho, não faço grandes estragos neste belo corpinho… por isso continuo muito desconfiado desta súbita vontade de fazer exercício físico violento.

Et voilá!

Depois das avarias, segue-se a bonança. Já consigo publicar fotografias, o que me dá sempre jeito, pois acho que o blogue funciona melhor com umas imagens que são a minha cara. Cara não será bem o termo, porque não tenho cara de selim, embora às vezes não fosse mal de todo. Por assim dizer, as fotografias estão cá para acrescentar não uma, não duas, não três, mas sim cinco necessidades básicas da minha existência como ser humano. A primeira é comunicar com amor. A segunda é comunicar com sentimento. A terceira é comunicar com sentimento. As outras duas não são para aqui chamadas.

Este governo escreve-se com letra muito pequenina.

Tenho lido vários blogues sobre estes “descontos” forçados que o pessoal da função pública vai sofrer a partir de Janeiro e, num deles, li uma coisa que me deixou admirado. Não que a ideia seja executável (só se o ministro das finanças andasse atento ao que se escreve por aí…), mas antes pela sua justeza. É o seguinte: os ditos “descontos” iriam para um fundo, gerido pelo estado, e só na altura da reforma é que poderiam ser levantados. Seria pois mais justo que, em vez de ficarem definitivamente sem o dinheiro, o pudessem vir a levantar quando fossem para a reforma. Não me parece que seja uma ideia estapafúrdia, muito pelo contrário, e só não consigo entender como é que aquelas mentes luminosas que estão no poder não foram capazes de equacionar uma solução deste tipo. Parece-me que é mais fácil lesar directamente as pessoas, para não lhe chamar outra coisa.

Chega um homem a casa, para dar com isto.

A coisa do Barnabéu. Não conhecem o Barnabéu? Nem eu! Depois de uma bela semana de férias, em Chaves, na engorda do porco, que é como eu me sinto, chego a casa, arrumo as tralhas, tento ver o que me rodeia, tento mais uma vez equilibrar a minha vida e dou com quê? Com o Barnabéu. Sabem quem é? Não? Nem eu! Se eu passar a explicar talvez, eu disse talvez, alguém encontre uma réstia de esperança e perceba quem é o Barnabéu. Tudo aconteceu quando estava a ver o telejornal das oito, na sic,  e, assim muito de repente, começam a dar uma reportagem sobre os jovens católicos surfistas. Sim jovens, católicos e surfistas. Pareceu-me que o fim do mundo estava para chegar. A sério. Vi as coisas mal paradas e achei mesmo que ia acabar o mundo. Por falar em mundo, como vai este mundo que faz notícia, numa reportagem alargada, dos jovens católicos que fazem surf. Eu percebo que à falta de melhor, possam sempre pegar num qualquer jovem, cheio de vontade em aparecer, que gosta de rezar uns pais nossos e até vai ver como o padre está vestido aos domingos e que, acima de tudo, é um verdadeiro amante da natureza e convive com ela, em cima de uma prancha. Tudo isto pode ser muito válido (e eu acredito, porque dizia a verdadeira repórter, que existem em Portugal 20 (vinte) destes exemplares) mas eu tenho mais que fazer (uma sopa de legumes para passar) do que estar preocupado com a dinâmica do surfista católico, que ainda por cima teima em ser um falso jovem (tinham todos para cima de trinta anos).

Pum… pum… pum… pum… pum… pum…

Hoje acordei sozinho. As mentes mais perversas vão logo dizer que a mulher o deixou. Nada disso, temos pena mas não foi nada disso que se passou. A minha rica senhora teve, muito simplesmente, que estar na escola muito cedo e eu, ao contrário do que costuma acontecer, deixei-me ficar na cama, abandonado. Quando acordei, pus a mão no peito, do lado direito, e estranhei não sentir as pulsações. Estava convencidíssimo que o coração era do daquele lado. Pus-me a pensar no assunto. Lá me convenci que o coração está mesmo do lado esquerdo mas também tive um desejo. Gostava de ter dois corações. Um de cada lado. Por vezes dá-me vontade de ter orgãos em duplicado. Já tive vontade de ter dois fígados, o que me permitiria beber o dobro do que bebo. Quando era atleta, sempre desejei ter quatro pernas, e tenho a certeza que correria tanto que ninguém me apanharia. Há sempre aquele clássico. O de ter duas pilas (os motivos são tão óbvios que me escuso de os referir). Mas os dois corações… iam trazer uma dimensão totalmente nova à minha vida. Queria um só para bater, fazer a irrigação sanguínea e todas essas funções. O outro teria um papel diferente. Só bateria por razões fundamentais para a minha vida. Por paixão, por alegria, por tristeza, por excitação. Só bateria pelo sentimento, mas quando batesse teria de ser intensamente, de uma tal forma que me deixasse em absoluto transe.

Há dias e dias.

Isto de estar na escola a matar tempo tem que se lhe diga. Matar tempo é aquela expressão para quem está mais do que aborrecido por ter que ficar na escola, sem nada para fazer durante umas… quatro horas. Dá vontade de esganar alguém, mas é a vidinha e os horários estão feitos como estão, não há mais nada a fazer. Por isso virei-me para o portátil, mas não tenho fotografias nenhumas e isso também me aborrece. Nada corre bem, hoje, porque nos outros dias corre maravilhosamente. Ponto. Mas hoje é que interessa… por isso pego no ipod e ouço o quê? O que lá tenho, como é evidente, mas o que lá tenho também me aborrece… o que é uma pena, porque fui eu que lá pus o raio das músicas. Isto promete. Promete um dia aborrecido. E como já estou aborrecido não consigo escrever mais nada porque não tenho um raio de uma imagem… nem tenho um raio de uma música de termos…

Vou-me ficar por aqui. Por hoje…

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Um blogue serve para muita coisa. Por vezes serve para vir aqui partilhar o que de bom me vai acontecendo na vida. Outras vezes serve para destilar o que de mau me vai acontecendo na vida. Penso que será assim com toda a gente que gosta de blogar. Tirando aqueles blogues muito técnicos, ou então comerciais e os que defendem isto e aquilo, tirando esses, os que restam são mesmo para cada um dizer o que lhe dá na gana. Pelo menos é dessa forma que eu entendo. Se me puser a pensar se será essa a melhor forma, talvez chegue facilmente à conclusão que não me deveria expor tanto. Conheço algumas pessoas que me criticaram por isso mesmo… que não devia identificar-me, que me devia resguardar mais… essas coisas assim. Não concordo nada. Acho que nunca aqui vim explicar os pormenores sórdidos da minha intimidade, da minha sexualidade e afins… simplesmente porque devem parecer desinteressantes para o comum dos mortais. Aceito isso. Como tal não devo, não quero e não estou autorizado para vir aqui encher a moleirinha das pessoas com os meus problemazinhos. Claro que tratá-los carinhosamente de problemazinhos… só se forem na cabeça dos outros porque na minha são um problemão.

Que é que eu posso fazer?

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O José Cid nasceu para a música. Eu acho que nasci para a praia. Acho que faz mais o meu género, pronto. Também não tenho culpa que a coisa ande a puxar por mim. Não é normal o que se está a passar. Está um tempo do… fim do mundo. Desde que foram à Lua, que o mundo nunca mais foi o mesmo. Passam-se coisas muito estranhas, que demoram o seu tempo a perceber, por isso, eu fico pelo meu cantinho, sossegadito, a apanhar um solito na moleirinha, até entrar em transe.

Era bom, não era? Que assim fosse. Mas hoje não posso mesmo. Vou ter um dia muito complicado e só estou a prever chegar a casa lá para as dez da noite, já com as minhocas deitadas. Pode ser que amanhã…