Adorei ver o ajuntamento que se fez perto do palácio do nosso presidente (com letra pequena) da República. Houve um ajuntamento de pessoas, com moedas nas mãos, para serem entregues ao dito cujo, num belo dum saco plástico preto (daqueles do lixo) que o tipo não merece melhor. Aliás, ele merecia mais uma coisa para além das moedas e do arroz que iam no saco. Ora adivinhem lá o quê? Pois é isso mesmo! Uma potente fatia de bolo rei, cheia de frutas secas, com açúcar fininho por cima… acho que faz a cara do homem…
Category Archives: Até fico com pêlos no peito.
Há americanos que são mesmo… fraquinhos, fraquinhos…
Não me lembro onde fui buscar este link, foi num blogue qualquer ou então foi no facebook. Também não interessa nada. Se perderem um pouco do vosso tempo a ler a página do fórum e o que dizem aqueles anormais americanos religiosos que por lá escrevem, vão ficar arrepiados com a imagem que eles têm de Portugal e fazem questão de espalhar, tal e qual a palavra…
É verdade que não somos propriamente um povo evoluído, culto, com uma mentalidade aberta, mas também não somos o fim do mundo. Aliás, se compararmos os meios e as riquezas entre os dois países, facilmente conseguimos perceber que estamos muito à frente dos cowboys. Pelo menos não chegamos ao ponto de referir os casamentos gay como sendo casamentos sodomitas. Tirando duas outras cidades americanas, onde se vive e pensa de maneira diferente, o resto do país é um verdadeiro atraso de vida…
Eu acho, mas sou só mesmo eu a achar…
Tirando aquele aspecto mais cerebral, de um certo peso cerebral mesmo, de um certo constrangimento intelectual, se as pessoas decidirem partir para a aldrabice pública ou para a manipulação da sua identidade pública, facilmente conseguem atingir os seus objectivos. Por vezes fico a pensar se será mania minha, embirração ou algum complexo de perseguição em achar que anda meio mundo a enganar o outro meio… mundo. Acabei de ver umas fotografias. Fotografias expostas no famoso facebook, sem rodeios e com vontade de serem vistas. E eu fui ver. E gostei do que vi, assim, à primeira vista. Depois, depois, comecei a pensar. Mas esta não é a pessoa que eu conheço. Eu conheço uma pessoa que é uma pirosa (no caso é pirosa, mas podia ser outra coisa qualquer), sem interesse algum e de uma falta de tudo que não é possível imaginar. E de repente, muito de repente (já não me lembrava desta há muito tempo…) aparece com umas fotografias que não lembram ao diabo. Super interessantes e que fazem o comum dos mortais acharem que se deve fazer um esforço para conhecer aquela pessoa, nem que mais não seja pelo chat. Por falar em chat…
E o espírito, senhora, o espírito?
As mulheres são uns seres estranhos. Pelo menos algumas são. Acabei de ver uma fotografia em que aparece um desses seres humanos estranhos. Já vi vários assim, do mesmo calibre. Por uma qualquer razão, que não devemos negar só porque a desconhecemos (como dizia Alcina Lameiras…), fazem o culto do corpo. É o culto de um corpo que só elas conseguem imaginar que os homens acham piada. São super atléticas, adoram uma actividade física intensa e aparecem sempre com umas vestimentas de acordo com o perfil traçado: uma licra a salientar as coxas musculadas e o rabo saliente, seguido de um top que é um segundo soutien e que deixa transparecer aquela musculatura toda. A acompanhar está sempre uma pose atlética, com contrações musculares das nádegas ou, em alternativa, o tronco a parecer um tronco. É um tipo de ser humano que terá a sua piada para outros seres humanos iguais, são escolhas e devemos respeitar as diferenças, mas o que me causa impressão é a obsessão pela busca da melhor forma física. Quero dizer, não fico lá muito impressionado, é mais de boca aberta.
Nova corrida, nova viagem…
Que me desculpem os meus amigos esquerdistas, sindicalistas e demais defensores dos direitos do povo. Amanhã é mais uma jornada de luta, de acordo com as convocatórias… Greve geral. É o que lá diz! Mas esta coisa da greve geral tem muito que se lhe diga. Na minha opinião é uma greve dos trabalhadores da função pública. Acho uma treta pegada generalizar a greve se, como todos sabemos, o que obriga o sector privado a paralizar são a falta de transportes (que são quase todos públicos ou semi-públicos) e não há alternativas suficientes para as pessoas irem trabalhar; são as escolas que fecham e os pais têm de ficar com as criancinhas em casa; são os hospitais que paralisam. E sobra o quê? Todas as restantes actividades produtivas continuam a trabalhar e a produzir. Ou estou errado?
Não me custa nada admitir que temos de reclamar contra uma data de tretas que nos estão a impingir. Contra uma data de injustiças que continuam a existir. Mas será que temos de fechar o país para termos voz? Não poderíamos fazer uma gigantesca manifestação, a um sábado por exemplo, contra estes senhores políticos que só pensam em governar o bolso deles? Andam os desmandados do governo a tentarem aumentar o tempo de trabalho para aumentarem a produtividade para, num só dia, darem cabo dessa mesma produtividade… faz-me um bocadinho de confusão…
Em terra de cegos quem tem um olho é rei!
O Figo é um bocadinho azeiteiro. Sempre foi mas está a melhorar, lentamente, muito lentamente. Quem o viu e quem o vê . É bom sinal. Ouvi-o dizer, na televisão, que tem pena que os governantes não tenham sabido governar e que agora tenha de ser o povo a pagar pelos seus erros. Muito bom. Nem parece de futebolista. Não é que eu embirre com os futebolistas mas é que os homenzinhos que andam atrás de uma bola têm um protagonismo fora do alcance do comum dos mortais. E vai-se a ver… e não são minimamente interessantes… Esta é uma verdade que estamos carecas de saber mas que nunca é demais lembrar. Há uma franja de pessoas que têm uma importância desmedida, são valorizadas acima da média e que são burras que nem socos. Ponto. Estou a falar de futebolistas, mas podiam ser pessoas ligadas às artes e ao espectáculo. Ao socialaite e ao mundo do dinheiro. Não percebo a artificialidade disto tudo. A ânsia da fama é um assunto que me deixa louco de… reconhecimento… Falando mais seriamente, não se percebe porque é que as pessoas são mais ou menos reconhecidas se sabem ou não dizer o que as outras pessoas querem ouvir. Já dizia a canção.
Porque é que fui fazer o lanche?
Estava eu em amena cavaqueira com as minhocas, no jardim, quando lhes deu um ligeiro apetite. Toca a arranjar o lanche. Enquanto preparo o leitinho, o pão e faço um chá preto para mim, vou ouvindo as notícias. Espanto dos espantos quando ouço um senhor de cabelo curto a falar, muito zangado, sobre os cortes que fizeram nas forças armadas portuguesas. Era um militar. E o militar entendia que os cortes prejudicavam o serviço público que as forças armadas prestam ao país. Pois, pensei eu para comigo. E o militar continuava a desfiar um rosário de queixas. Ainda falou na dignidade dos militares, na operacionalidade que estava em causa, até que foi dizendo, assim como quem não quer a coisa, que congelaram as promoções e que assim não podia ser. Enfim, pôs a boca no trombone e, afinal, os militares acham que os cortes nas forças armadas podem ser para tudo menos para as promoções, porque essas têm de continuar sob pena da operacionalidade e a dignidade e mais um não sei quê de tretas porem em causa a instituição militar… Não percebo. Mas as promoções não estão congeladas para todos os assalariados do estado? Parece-me que sim mas, pelos vistos, os nossos militares acham que são especiais. Que devem ser tratados com mais carinho e isso… não pode ser… porque eu é que mereço mais carinho.
Achei lamentável, juro!
Vivemos num país estranho. Muito estranho, diria mesmo. Acabei de ver uma pequena notícia. Uma notícia sobre padres. Assim à primeira vista, nunca pode ser uma pequena notícia, tal é o poder dos padres em Portugal, país laico. Pois bem, a coisa parece que é mesmo assim. Os senhores da igreja portuguesa acham que podem prescindir de dois feriados religiosos se, e o se é peremptório, o estado português também abdicar de dois feriados. Não dá para perceber. Se o estado também abdicar de dois feriados? Mas afinal quem é que manda aqui? Não é o Passos Coelho? Para o bem e para o mal? É um assunto um pouco estapafúrdio estar a medir quem deveria mandar. Pelos vistos, está visto, quem manda. A mim custa-me muito aceitar esta treta dos padres. Se ainda por cima não se esticassem, eu ainda percebia. Mas o mais engraçado é que, nessa mesma notícia, o personagem mais qualificado afirmou que a igreja não tem dinheiro para distribuir. Parou-se-me o cérebro. Uma frase linda, eu sei, mas que deixou marcas. Não têm dinheiro para distribuir? Como assim? O senhor, que é o chefe da banda, tem nome. A mim, não me apetece dizer o seu nome. Está fartinho de saber que a igreja, o que mais tem é guito, e vem-me dizer que não têm dinheiro para distribuir? Só se o tal senhor trabalhar com conceitos, e o conceito de distribuir esteja desadequado à instituição. Para finalizar, porque já chega, apraz-me dizer que o tudo isto foi dito e redito num ambiente formal. Cheio de pompa e circunstância e, só o aluguer do espaço, deve custar uma pipa de massa. No caso não custa porque o dito espaço pertence à dita cuja da instituição.
Estás a ver, pah. Yah, percebes?
Por vezes fico de boca aberta. Bem aberta. Por motivos que podem não ser “reais” ou “normais” para as outras pessoas mas que para mim fazem todo o sentido. Estava eu a preparar o jantar quando começa a dar uma entrevista na televisão sobre um grupo qualquer de música que está há não sei quanto tempo em primeiro lugar numa qualquer tabela de músicas. Sinceramente não estou a par destas tretas e nem quero estar. Mas adiante. A rapariga, que é ao mesmo tempo a vocalista e porta-voz da “banda” falava daquela maneira estranha. Explicava tudo muito bem, sempre com o tu para aqui e o tu para acolá. É um tipo de discurso que, só de o ouvir, me faz ficar com os pêlos (os poucos que tenho) eriçados. Não aguento tanta necessidade de se fazer entender pela via da fraternidade… Também me podia dar para outro tipo de manias, com tantos problemas no país, tinha logo que pegar neste tipo de insignificâncias…
Outra das notícias, mas de ontem!
Mais vale não ouvir notícias. Quando paramos para ouvir os telejornais só deparamos com desgraças. Desgraças físicas e morais, que nos vão toldando a sensibilidade e deixando imunes para com os protagonistas. Infelizmente vão acontecendo a um ritmo muito frequente. Mas também vamos assistindo a outras situações que nos merecem reflexão, pelo menos eu acho que merecem. Pelo que sei, ontem, estava uma rica professora a dar a sua aula, como tem vindo a fazer desde que o ano lectivo se iniciou. Não se sabem os pormenores sobre a sua posição na sala de aula. Não se sabe, portanto, se a senhora estava sentada, de pé, de frente para a porta, de lado ou mesmo de costas. O que sabe é que a senhora foi apanhada desprevenida com a entrada do pai e da mãe de um dos seus alunos, pela sala adentro. Chegados lá dentro, estes dois adultos bateram na professora. Como não sabemos da posição da professora, torna-se difícil ajuizar. Se fosse eu que estivesse dentro da tal sala de aula e, vamos de um supor, estivesse de pé, sentava-me muito rapidamente pois não me parece que os adultos batam em pessoas sentadas. Pelos vistos, é perfeitamente normal que os adultos entrem pela sala de aula daquela escola, pelo menos é o que se vem a verificar desde há três anos, altura em que se deu o primeiro encontro imediato com os extra terrestres. Portanto, desde há três anos que a senhora professora é ameaçada e agredida e ninguém faz nada. A agressão, penso eu, é um crime público (pelo menos foi este o meu entendimento sobre os processos que o Ministério Público levantou aos jogadores do fêcêpê…), e se a justiça atuasse em Portugal já teríamos estes dois adultos extra terrestres presos há, pelo menos, três anos. Bastava haver uma condenação pesada neste tipo de casos (e quando digo pesada quero dizer dois a três anos de cadeia) que estes adultos extra terrestres nunca mais se armavam em heróis. Mas não há e desconfio que não vá haver por muito tempo.








