Category Archives: Autênticos momentos de felicidade.
Foi um rico fim de semana comprido.
Este foi o primeiro fim de semana do ano a acampar. As minhocas adoram. A mãe das minhocas faz o sacrifício. A mim tanto se me dá dormir numa tenda como numa cama de hotel. Mais ou menos. Mas o que me interessa mesmo é poder ver as minhocas a correrem de um lado para o outro, a brincarem e a falarem com as amiguinhas. Sim, porque mais uma vez fomos muitos e bons. Uma alegre confusão, portanto. Comemos e bebemos em demasia e na vinda ainda paramos num restaurantezinho italiano, em Seixas, e pela primeira vez na minha vida deixei comida no prato. Não porque a comida estivesse má, muito pelo contrário, mas era muita coisa boa e saí de lá com uma barriga de rei.
Apesar de não aparecer a imagem…
A imagem está aqui.
Normalmente, muito normalmente, não costumo comentar as fotografias que vão aparecendo por aqui. Mas esta é muito corderosinha. E tão fofinha. Que fico sem palavras. Se as conseguisse encontrar, às palavras, seria para, com toda a certeza, afirmar que gostaria de ser assim. Se fosse mulher, claro está.
Eu fico por baixo…
“Uma vez amei tanto um homem que deixei de existir – só Ele, não havia Eu. Agora amo-me o suficiente para que nenhum homem exista – só Eu, não há Eles. Todos eles costumavam ser Deus e eu costumava ser fruto da minha própria imaginação. Agora são os homens que são fruto da minha imaginação. É o mesmo jogo, com posições diferentes. Não sei jogar de outra forma. Tem de estar alguém em cima e alguém em baixo. Lado a lado é um tédio. Experimentei-o uma vez, durante uns momentos completamente desconcertantes. A igualdade nega o progresso, impede a acção. Mas um dominante e um submisso, bem, eles conseguem ir à lua e voltar enquanto os dois parceiros iguais negoceiam quem paga, quem é fodido e quem é culpado.
Contudo, a minha transformação não foi de baixo para cima mas de baixo para ainda mais baixo. Da minha infelicíssima submissão emocional à minha abençoada submissão sexual. Esta é a história da minha mudança – e do preço que paguei por ela. Muito caro. Incalculável.”
Toni Bentley. Introdução em “Entrega”
Isto hoje promete.
O meu brinquedo novo deixa-me sem palavras. Não consigo descolar dele, de tão apetitoso que ele e (com acento, que ainda não consigo meter os acentos…). Parece-me que vou passar muitas horas de volta dele.
Assim vai a vida.
Como não se consegue ganhar um concurso de escrita criativa. Recordando.
Afirmar, portanto, que tudo isto não passa de um mero equilíbrio… será cair num lugar comum.
O que até não está nada mal. Dá é um arzinho um pouco palerma à coisa, o que, convenhamos, nesta altura do concurso, não será muito aconselhável. Porque já se perdeu uma data de tempo a pensar… a escrever… a salivar com os prémios, e tudo isso não é de desperdiçar.
Enriquecer um texto, quarto item da lista, com uma imagem, é sempre, mas sempre, difícil. Não queria usar novamente a palavra parafernália, porque me parece excessiva, mas há uma data de condicionantes que nos fazem recear pela escolha, por isso, o mais lógico, e neste caso, o mais correcto, é fazer uso de uma imagem que não tenha rigorosamente nada que ver com o tema, pois só assim se consegue obter o verdadeiro enriquecimento.Chegado a este ponto, a coisa complica-se ainda mais, pois reparo que estou no quarto item da lista. Da lista do concurso de escrita criativa, obviamente. Bem vistas as coisas, está chegada a altura de proceder a um auto-elogio, que será o quinto item da lista. Fica sempre bem, é normal, e toda a gente acha que deve fazer parte e, acima de tudo, não dá grande trabalho, porque ninguém melhor do que nós próprios para nos gabarmos, por isso é imprescindível. É verdade que nem qualquer auto-elogio serve, mas um, assim jeitoso, que dê para as pessoas perceberem o carácter do autor, é o ideal.
Paremos para pensar.
Este é sempre o momento crucial. Ou para a frente ou para trás. Que fazer? Eis a verdadeira questão. Será que está a faltar qualquer coisita? Será que devemos enriquecer mais um pouquito o nosso trabalho? Uma foto engraçada? Com uma forte carga ideológica? Oh Jesus, ajuda neste momento difícil.
Passada a tormenta, devemos pensar em enviar o trabalho. Temos duas maneiras de o fazer. A engraçada e a outra. Como é óbvio, eu escolho a outra. Como sempre, seguirá no último momento, correndo o risco de não ser aceite, devido a dificuldades tecnológicas, que são sempre susceptíveis de suceder, ou por ter ultrapassado a data limite. Em caso de ter sido aceite no limite, corre-se outro risco: o do júri já não ter pachorra para analisar o conteúdo, o que também não está mal.
Posto isto…
2010. Um ano bom.
Tentar separar os vários aspectos da minha vida, não faz sentido. Aquela treta de separar o aspecto profissional do aspecto amoroso ou do aspecto individual, não faz mesmo sentido. Pelo menos para mim não faz. Não será nenhuma barbaridade eu achar que estão todos relacionados e que todos eles interferem uns com os outros. Por estas e outras coisas é que me fica difícil fazer um balanço do ano que agora findou. Mesmo assim cá vai.
No trabalho, se a coisa está preta cá por casa, também fica meia cinzenta lá pela escola. Tem altos e baixos, mas sempre com um denominador comum: a vontade de deixar o ensino, tal é a quantidade de burocracia e de obstáculos para poder dar as minhas aulas tranquilamente que por vezes me dá vontade de fugir daquilo. Valham-me os colegas (eu sei, colegas são as putas…) de trabalho que sempre estão lá, na altura certa, para dizerem aquelas anormalidades/parvoíces/frases fofas, que por vezes temos necessidade de ouvir e que nos levantam o moral. Sorte a minha.
Na minha casa, continuamos os quatro a aprender a viver em conjunto. Não é fácil, mas também não é nada do outro mundo. Pé ante pé, lá vamos construindo a nossa vida, o nosso amor e a nossa amizade, mas sempre com muita vibração, para o bem e para o mal. Haja saúde e tudo o mais vem naturalmente. Com mais ou menos sono, com mais ou menos daquilo, com mais ou menos intensidade de voz, com tudo isso e muito mais, a coisa vai. Sorte a minha.
No meio disto tudo, sobram as minhas coisas. Sempre com pouco tempo e pouco sossego. Mesmo assim ainda desenhei, li alguns livros (mais do que vinha sendo habitual), fumei uns cigarros (coisa que já não fazia há sete anos) e bebi uns copos de vez em quando. Não foi mau, apesar da parte dos cigarros não me estar a agradar nada. A acrescentar a tudo isto ainda consegui manter o blogue, dei umas corridas, acrescentei umas montanhas à minha eterna pista de comboios e saquei uma data de trance psicadélico para ouvir enquanto viajo na minha bela Scarabeo. Sorte a minha.
Axis Viana, Business and SPA.
Este Natal foi diferente. Fomos todos para um hotel passar o Natal. Foi realmente muito agradável e, acima de tudo, muito prático. Sem trabalhinho nenhum. Foi só comer e beber, sem ter de lavar a loiça e arrumar a cozinha… Claro que o resto foi igual, com os exageros gastronómicos do costume. No dia da consoada, levei uma camisolinha de gola alta, preta, justinha, e quando me levantei da mesa mais parecia o Toy, com uma barriga descomunal, mas sempre com aquele ar de jovem energético… uma vergonha, portanto, mas fiquei consoladinho. No dia de Natal, a coisa correu pior para mim, só para mim porque estive com gripe, mas mesmo assim tornei a exagerar na paparoca… de tal maneira que não consegui jantar.
Foi um Natal muito agradável, num hotel muito bom (pelo menos para aquilo a que estou habituado) e quem me dera poder repetir tudo isto para o próximo ano. Já agora, aproveito para aconselhar toda a gente a experimentarem um Natal deste género e depois digam-me alguma coisa.






